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15/05/2017 
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EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES 
+ 
 ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 
Profa. Marion Vecina A. Vecina 
• As doenças cardiovasculares continuam sendo 
a primeira causa de morte no Brasil, 
responsáveis por quase 32% de todos os 
óbitos. 
• Além disso, são a terceira maior causa de 
internações no país. Entre elas, o infarto 
agudo do miocárdio ainda é uma das maiores 
causas de morbidade e mortalidade 
INFARTO AGUDO DO 
MIOCÁRDIO 
 
A doença coronária pode se desenvolver lentamente, porém mata 
instantaneamente ( morte súbita) em 1/3 dos casos. 
 
Os vasos sanguíneos que levam o oxigênio e nutrientes ao músculo 
cardíaco ( miocárdio ) formam uma coroa que rodeia o coração, daí o 
nome ARTÉRIAS CORONÁRIAS 
 
A doença das coronárias começam quando nestas pequenas artérias se 
desenvolvem as chamadas placas de ateroma, que são depósitos de 
colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, comprometendo 
em maior ou menor o fluxo de oxigênio e nutrientes ao próprio coração, 
com efeitos que variam desde angina no peito ou IAM. 
Artérias 
• As artérias constituem três camadas (túnicas) 
distintas: íntima, média e adventícia. 
• A íntima ( camada interna) é revestida por células 
endoteliais e sustentada por tecido conjuntivo. A 
camada média consiste principalmente de células de 
musculatura lisa e a camada externa ou adventícia 
consiste de fibras elásticas e pequenos vasos 
sanguíneos. 
ARTÉRIAS CORONÁRIAS 
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Aspectos epidemiológicos do infarto 
agudo do miocárdio no Brasil 
 
• IAM NO BRASIL E NO MUNICÍPIO DE SÃO 
PAULO 
 
No Brasil, a exemplo do mundo, o IAM possui 
alto impacto em termos de mortalidade e 
número de hospitalizações, resultado 
extensivo ao município de São Paulo. 
 
Brasil 
 
 
 
• No período de 1995 a 2003 houve aumento de 45,7% no número de 
internações por infarto do miocárdio, no Brasil (de 35.069 para 51.087, 
SIH, DATASUS - www.datasus.gov.br 
• No mesmo período, observou-se redução de 1% na taxa de mortalidade 
por infarto agudo do miocárdio nos hospitais do SUS. 
• Vale lembrar que cerca de 50% dos óbitos masculinos por doença arterial 
coronariana (DAC) ocorrem na faixa etária abaixo de 65 anos 
 
• No período de 2000 a 2003, houve aumento no número de internações 
por IAM em todas as regiões do Brasil . 
 
 
 
Figura 1 - Óbitos e internações por IAM no Brasil no 
período 1995-2003. 
 
Aspectos epidemiológicos 
 
 
 
A cardiopatia isquêmica permanece como 
a principal causa de morte no mundo 
ocidental; 
 
Cerca de 50% das mortes por IAM 
ocorrem na primeira hora do evento e são 
atribuíveis a arritmias, mais 
frequentemente fibrilação ventricular; 
 
No Brasil, no ano de 2000, 36,5% dos 
óbitos entre indivíduos com idade maior 
ou igual a 55 anos decorreram de doenças 
do aparelho cardiocirculatório (DataSUS). 
Brasil 300.000 a 350.000 casos/ano 
Maior incidência em cidades Sul e 
Sudeste 
Até a metade da década de 1980, 
o tratamento do infarto agudo 
( IAM ) tinha como único 
objetivo o controle de 
complicações como 
insuficiência cardíaca e 
arritmias. 
 
Atualmente a terapêutica é mais 
agressiva, tendo por objetivo 
a recanalização arterial de 
modo a limitar a extensão do 
dano miocárdico e prevenir 
sua recorrência. 
 
Fatores de risco 
• Modificáveis, são aqueles sobre os quais o 
paciente e equipe médica podem atuar, como: 
H.A.S, tabagismo, diabetes mellitus, 
sedentarismo, obesidade. 
• Não modificáveis: idade, sexo, doenças 
cardiovasculares. 
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Identificação dos fatores de risco 
• História familiar 
• Tabagismo 
• Hipertensão arterial 
sistêmica 
• Sedentarismo 
• Obesidade 
• Estresse 
• Sexo 
• Idade 
• Diabetes 
 
Fatores de risco 
• OBESIDADE é atualmente um dos mais graves 
problemas de saúde pública, sua prevalência 
vem crescendo acentuadamente nas últimas 
décadas; o que levou a doença à condição de 
epidemia global. 
Fatores de risco 
• O TABAGISMO acelera a progressão da 
aterosclerose, intensifica a oxidação de LDL e reduz 
os níveis de HDL. Além de prejudicar a vasodilatação 
das artérias coronárias. 
• Segundo McArdle, et al 1998, A probabilidade de 
morte por doença cardíaca nos fumantes é quase 
duas vezes maior que nos não fumantes, cada cigarro 
fumado rouba sete minutos de vida de um fumante. 
 
Fatores de risco 
• SEDENTARISMO, a manutenção da aptidão 
física por toda a vida também proporciona 
uma proteção significativa em termos tanto 
dos fatores de risco para DAC (doença arterial 
coronariana) quanto da ocorrência da doença 
real. 
Infarto Agudo do Miocárdio 
IAM 
• É o desenvolvimento de necrose miocárdica 
decorrente da isquemia severa ( oferta 
inadequada de oxigênio ao músculo cardíaco). 
• Resulta geralmente de rotura de uma placa de 
ateroma e formação de um trombo oclusivo, 
que interrompe o fluxo sanguíneo em uma 
artéria coronária. 
 
 
Considerações sobre o infarto 
• IAM Q, sinônimo de infarto transmural, ocorre 
necrose em quase toda espessura da parede 
ventricular. 
• IAM não Q, sinônimo de infarto 
subendocárdico, a necrose envolve a região 
subendocárdica, sem atravessar a parede 
ventricular até atingir o endocárdio. 
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Fisiopatologia 
• A grande maioria dos pacientes 
acometidos por um IAM apresenta 
doença coronária aterosclerótica 
como substrato anatomopatológico, 
• A oclusão arterial coronária leva a 
cessação do fluxo sanguíneo, 
resultando em isquemia e injúria 
miocárdica, progredindo do 
subendocárdio ao subepicárdico, 
• A extensão do dano miocárdico é 
variável em função do tempo e grau 
de diminuição do fluxo imposto pelo 
processo trombótico. 
• Duração acima de 20 minutos a lesão 
será irreversível 
• Quanto mais precoce for a reperfusão 
menor será a extensão do infarto 
Causas não ateroscleróticas de IAM 
 
• Inflamação vascular, uma variedade de processos 
inflamatórios pode ser responsável por alterações da artéria 
coronária; 
• Cocaína, demanda crescente de oxigênio pelo miocárdio por 
meio de aumento da FC e PA, diminuição do fluxo da artéria 
coronária resultante de vasoespasmo 
• Trauma causando dissecação ou laceração ( angioplastia ) 
• Embolia coronária ( embolia gordurosa, prótese valvar ) 
 – Não gera potencial de ação; 
– Não se despolariza e não se repolariza; 
– Não se contrai, apenas conduz o estímulo; 
– Libera proteínas celulares para o sangue: 
 creatina fosfoquinase (CPK), aspartato 
aminotransferase ( AST ), lactato desidrogenase 
(LDH). 
Alteração histológica irreversível 
na Célula Necrosada 
Sintomatologia 
Clínica 
Alterações no 
ECG 
Elevação de 
enzimas 
Alterações na 
contratilidade 
cardíaca: 
hipocinesia 
• Os níveis séricos dessas três enzimas em geral 
aumentam das primeiras 6 até 36 horas de 
infarto. 
 
• Os valores séricos dessas três enzimas em 
geral retornam ao normal em um período de 
3 a 9 dias após o evento. 
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Diagnóstico 
• Angina, durante um episódio de angina, o 
miocárdio necessita de mais oxigênio do que as 
artérias coronárias podem oferecer. 
• As artérias não conseguem fornecer sangue 
suficiente, muita das vezes em decorrência de 
estreitamento causado por doença arterial coronária 
(DAC), um distúrbio que pode ser complicado por 
agregação de plaquetas, formação de trombo ou 
espasmo vascular. 
Diagnóstico 
• Um episódio de angina geralmente dura entre 2 e 10 
minutos. Quanto mais próximo de 30 minutos a dor 
durar, mais provável é que ela decorra de um IAM, e 
não de angina. 
• Angina estável, a dor é deflagrada por esforço físico 
ou estresse e muitas vezes é atenuada