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Aula 1 a 10 - Supervisão e Orientação

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Aula 1: A Supervisão Pedagógica: conceitos e especificidades
Antes de começar nossa aula, sugerimos que você pesquise em um dicionário o significado das palavras supervisão, coordenação e orientação e registre em seu caderno de notas.
Buscando estabelecer relação teoria e prática, no tocante a atuação do Supervisor e Orientador Pedagógico, busque em seu caderno de notas as anotações registradas como respostas à pergunta: O que faz um Supervisor e Orientador Pedagógico na escola?  Trabalhe as respostas de forma a identificar as funções que foram mais vezes citadas.
Faça um paralelo com os conteúdos da aula e não esqueça, registre em seu caderno de notas suas conclusões.  
Conversando sobre as diversas denominações
Até o final da década de 90 foram diversos os modos de identificar a ação supervisora, tanto nos Estados (como nomenclatura para designar o cargo), como nas escolas. Incluem-se nessas terminologias as expressões: supervisão, supervisão educacional, supervisão escolar, supervisão pedagógica, coordenação, coordenação pedagógica, coordenação de turno, coordenação de área ou de disciplinas, orientação pedagógica, entre outras.
Observando esses tantos termos:
Supervisão escolar – supõe-se supervisão tanto dos serviços administrativos como pedagógicos, confundindo as ações com as do Diretor (gestor).
Coordenação – pode-se dizer que é uma das condutas supervisoras, significa trabalhar para que os elementos funcionem de modo articulado. Quando a nomenclatura se refere a turno, está abordando o caráter administrativo e pedagógico de um determinado turno. Quando se trata de uma área ou disciplina, está se referindo às articulações possíveis entre conteúdos e métodos de ensino no âmbito de uma determinada área ou disciplina. Sem discriminar as outras funções, elegemos a expressão Supervisão Pedagógica por considerar a abrangência e especificidade da ação do Supervisor Pedagógico, que entendemos ficar, assim, melhor contemplado.
Supervisão educacional – o termo propõe que as atividades extrapolem as atividades da escola, alcançando os aspectos estruturais e sistêmicos da educação.
E o que significa o termo supervisão?
Vamos analisar a epistemologia do nome supervisão:
O prefixo “super” unindo-se à “visão” designa o ato de ver o geral ou seja, visão ampla, superior, não em termos de hierarquia, mas em perspectiva de ângulo de visão, para que o Supervisor possa “olhar” o conjunto dos elementos e seus elos articuladores nas ações específicas da escola.
Segundo Rangel (2008, p. 77) “O qualificativo ‘pedagógico’ tem como significante o estudo da prática educativa, o que reforça o estudo como núcleo da orientação supervisora.”
A Supervisão pedagógica, então, supõe a supervisão dos processos pedagógicos na escola, remetendo a uma perspectiva de movimento. Ressaltamos, dessa forma, que todo serviço pedagógico é também educativo.
Para qualificar o entendimento das especificidades da atuação do Supervisor Pedagógico, precisamos fazer a junção dos significados de todos esses termos pois:
- O uso do termo Supervisão pedagógica refere-se à abrangência da função, cujo “olhar sobre” o pedagógico oferece condições de coordenação e orientação.
Segundo Hass (2000) apud Batista (2009) “(...) a ação do supervisor pedagógico pressupõe uma disponibilidade para transitar entre os diferentes cenários e espaços, encontrando projetos diversos (às vezes antagônicos), construindo caminhos de aproximação, negociação, diálogo e troca, entendendo os constituintes do grupo coordenado como pares legítimos e, institucionalmente, os partícipes de um dado projeto político pedagógico.”
Nota importante:
A ação da Supervisão e Orientação Pedagógica pode se configurar como uma prática social:
- Caracterizada pela mediação técnico-pedagógica;
- Traduzindo a consideração pelos sujeitos envolvidos e sua história;
- Com o compromisso com um projeto educativo que esteja sintonizado com o diálogo com e entre os diferentes;
- Que assume o trabalho coletivo como importante estratégia de trabalho;
- Que investe em um processo de planejamento baseado na cooperação e na troca de saberes e experiências.
A Supervisão e Orientação Pedagógica é o lugar, também, do sujeito que se forma ao participar da formação de outros sujeitos.
Essa é a premissa básica do trabalho da supervisão pedagógica:
Trabalhar na formação continuada dos professores e equipe, como atores do processo ensino e aprendizagem.
O objeto da ação supervisora
O objeto específico da supervisão escolar na escola é o processo de ensino-aprendizagem e, desta forma inclui:
currículo;
programas;
planejamento;
métodos de ensino;
avaliação;
recuperação.
Nesses processos observamos os procedimentos da supervisão pedagógica buscando a integração e orientação, através de estudos, com troca de significados.
Vale lembrar:
Especificidades da ação do Supervisor Pedagógico:
a) constitui-se liderança técnico-pedagógica;
b) pauta-se pelo desenvolvimento de ações democráticas;
c) produção e articulação da crítica entre contexto, teoria e prática educativa;
d) construção de caminhos de aproximação, negociação, diálogo e troca entre os professores na escola;
e) assunção da formação como processo contínuo;
f) parceria político-pedagógica com professores e equipe.
Atenção: Nesta etapa de nossos estudos, acreditamos que é importante que você leia cada uma dessas especificidades e busque traduzir os conceitos contidos nelas com as suas palavras. Não se esqueça de registrar em seu caderno de notas, pois essas observações serão úteis na hora da revisão da aula.
Não podemos nos esquecer de que a escola também é um espaço de pesquisa e que devemos aproveitar seus objetos para reconstruí-los à luz dos fundamentos teóricos. Dessa forma, a supervisão pedagógica também incorpora a coordenação de pesquisa que, de algum modo, são suscitados pelos problemas do cotidiano, acabando por envolver estudos sistematizados.
Através da pesquisa o Supervisor Pedagógico pode motivar, mobilizar e aproximar os professores, assim como outros setores da escola, no sentido de buscar análise conjunta, crítica e sistemática dos casos e experiências do cotidiano.
Então, vamos comparar esses conceitos fazendo análise da realidade (pesquisa realizada) e também dos conceitos teóricos. Podemos observar se o conhecimento que as pessoas trazem sobre o que é o fazer da supervisão e orientação pedagógica está próximo dos conceitos teóricos.
Na próxima aula vamos aprofundar mais um pouco nossa visão, observando o contexto histórico da atuação supervisora na educação.
Buscando estabelecer relação teoria e prática, no tocante a atuação do Supervisor e Orientador Pedagógico, faça uma sondagem, pergunte a colegas e parentes sobre o que entendem que são as funções do Supervisor pedagógico na escola. Faça a seguinte pergunta: O que faz um Supervisor pedagógico na escola?
Trabalhe as respostas de forma a identificar as funções que foram mais vezes citadas.
Faça um paralelo com os conteúdos da aula e não esqueça, registre em seu caderno de notas suas conclusões.
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Aula 2: Perspectiva Histórica e Política da Supervisão e Orientação Pedagógica
Vamos buscar com Saviani (2008), vestígios da Supervisão pedagógica desde as comunidades primitivas. Lá a educação coincidia com a vida, os adultos educavam de forma indireta, por meio de uma vigilância discreta, protegendo e orientando as crianças pelos exemplo e, algumas vezes, com palavras, em resumo, supervisionando-as.
No período antigo e medieval, a escola se constituía por uma estrutura simples e limitada na relação dos mestres com os discípulos e, desta forma, não havia ainda a função supervisora. O mestre realizava por inteiro o trabalho de formação de seus discípulos.
Essa constatação não significa que a função supervisora não se fazia presente. Ela acontecia, claramente, na ação do mestre através do controle,

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