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LITISCONSORCIO

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LITISCONSÓRCIO 113 - 118 NCPC
Envolve os sujeitos processuais (qualquer individuo que participe do processo) principais. 
1 - PARTE: Autor, réu e magistrado. O juiz é imparcial e autor e réu são sujeitos parciais que brigam para ter o seu direito reconhecido. Os sujeitos parciais do processo são chamados de parte (O juiz por ex não é parte) Quem não é sujeito processuais é terceiro. (Trabalho: intervenção de terceiro - quando o sujeito deixa de ser irrelevante e ingressa na causa, passando a ter um papel mais relevante)
2 - CONCEITO: pluralidade de sujeitos, de partes no polo ativo, passivo ou nos dois. Vários autores, vários réus, ou vários autores e réus. Essa pluralidade define um litisconsórcio. O processo e a relação jurídica são únicos, mas tem-se vários autores e/ou vários réus. Diferente de ação coletiva, pois no caso o direito é coletivo e afeta uma coletividade de pessoas, não necessariamente as partes do processo. Isso não significa que o processo é coletivo, ele continua sendo individual. 
3 - CLASSIFICAÇÃO 
A) Ativo, passivo, misto: se refere ao polo da demanda, pode se dar em quaisquer dessas ocasiões. O objetivo do litisconsórcio é alcançar maior celeridade processual, uma maior harmonia no julgamento do processo, quando por exemplo os fatos são semelhantes, eu levo na mesma vara e no mesmo processo. Isso gera uma economia processual.
*nem toda vez o litisconsórcio vai ser benéfico: muitas vezes eu preciso analisar o caso concreto, e quando se tem uma pluralidade de réus por ex, pode ser que o processo comece a ficar complicado, e que se torne muito difícil discutir o direito de forma satisfatória pois os casos são individuais.
B) Inicial e ulterior: se refere ao momento em que o litisconsórcio é formado. O inicial é aquele que surge desde o início da causa, desde quando a ação é proposta eu tenho vários autores e vários réus. O Ulterior é aquele que vai surgir depois do procedimento já formado, não é a regra, pois tende a tumultuar o processo e isso pode gerar uma confusão processual. É o que acontece muitas vezes quando há intervenção de terceiros 
C) Unitário e simples - art. 116: analise acerca da decisão judicial que será dada naquele processo. Unitário: a decisão judicial tem que ser a mesma para todos os litisconsortes, já que estamos discutindo a mesma relação jurídica. No Simples a decisão pode ser diferente, não precisa ser a mesma para uns, já que nesse caso analisa os danos materiais causados a cada pessoa (ex do acidente de ônibus em fortaleza) porque a decisão nao precisa ser a mesma.
Passo a ter outra forma de classificação:
D) Necessário - art. 114: quando for obrigatório, normalmente na maioria eu posso ou nao ingressar numa ação com vários autores. Mas existem certas situações em que a lei obriga que aquele litisconsórcio aconteça, que ele seja necessário. Quando por ex a relação de direito material for indivisível ou quando houver uma disposição legal dizendo que todos os réus devem participar do processo. Ex: art. 73; art. 246 § 3º
E) Facultativo - art. 113: não é obrigatório, a lei não traz essa disposição. Duas ou mais pessoas podem litigar no mesmo processo seguindo os critérios.
F) Multitudinário - art. 113, § 1 e 2: é aquele quando o número de sujeitos ou no polo ativo e/ou passivo é tão grande que ele prejudica o desenvolvimento do processo, isso dificulta a defesa, faz com que o processo demore. Por isso o juiz pode, visualizando essa situação, desmembrar o processo. Ele pode transformar um processo com 100 autores em várias processos de 10 autores.
*Tem um macete que todo necessário é unitário e todo facultativo é simples. Ok normalmente acontece, mas não é regra, não é obrigatório de acontecer.
4 – REGIME DO LITISCONSÓRCIO. “Art. 117 - Os litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte adversa, como litigantes distintos, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar.” Sempre a ideia inicial do litisconsórcio é que os autores ou réus em comum não prejudiquem uns aos outros, e que cada sujeito seja tratado de maneira independente.
	a) Litisconsórcio Simples: existe uma autonomia de tratamento, a regra é que os argumentos trazidos por um réu não beneficiem nem prejudiquem o outro. É aquele em que a decisão pode ser diferente, então é possível que um réu seja condenado e o outro não, isso significa que cada um apresentou a sua defesa de forma autônoma, por existir essa autonomia, cada um tem as suas próprias argumentações analisadas, e cada delegação é distinta do seu litisconsorte. Essa ideia afirma que na atuação prática, cada litisconsorte atua de forma autônoma sem beneficiar nem prejudicar a outra parte. 
*Quando o código diz que existe autonomia, ele se refere ao litisconsórcio simples, porém existe uma situação em que mesmo no simples o argumento de um pode afetar o outro, salvo nas matérias (defesas) de temas comuns. Ou seja, já que é um tema comum, a defesa de um pode afetar o outro, ex: imagine que o supermercado alegue que o autor está mentindo, que o fato nunca ocorreu, o autor alega que comprou uma barrinha de cereal estragada de uma fábrica X, mas não junta prova nenhuma, não tem como comprovar que realmente passou por aquela situação, se o supermercado na sua defesa alegar que isso é mentira, e essa defesa for acolhida, o supermercado não vai ter de pagar algo e nem a fabricante, pois se o fato não aconteceu nem existe responsabilidade, pois eu consigo demonstrar que o problema foi defeito no direito de ação do autor, isso afeta a fábrica da mesma forma mesmo sem ter falado nada, então a ação do supermercado afetou no resultado da fábrica.
	b) Litisconsórcio Unitário: aqui a decisão precisa ser igual. Porém, se o ato for benéfico, existe a comunicação entre as partes, elas dispõem da mesma decisão, a uma parte se aproveita da decisão da outra; mas se o ato for prejudicial não comunica. Como a decisão tem que ser a mesma, se um consegue provar que tem o direito, isso vai ter que ser comunicado para o outro (ex: divórcio com comunhão de bens). Se o ato for prejudicial para uma das partes, isso não vai necessariamente prejudicar o outro, a pessoa ainda pode se defender e comprovar o contrário, para que não seja prejudicada. Benéfico comunica, prejudicial não. 
Litise – ativo 	passivo 	misto (pólo)
Litise - 	inicial 	ulterior (momento)
Litise – facultativo	necessário (multidudinário)
Litise – Simples		unitário