Aula 01   Auditoria de Aquisições de Bens e Serviços de TI. Aspectos relevantes da fase interna. Projeto básico e estudos preliminares. Indicação de marca e padronização. Dispensa e inexigibi
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Aula 01 Auditoria de Aquisições de Bens e Serviços de TI. Aspectos relevantes da fase interna. Projeto básico e estudos preliminares. Indicação de marca e padronização. Dispensa e inexigibi


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 Aspectos Relevantes da Fase Interna 
 
Bom pessoal, já IDODPRV\ufffdOi\ufffdQD\ufffdDXOD\ufffd\ufffd\ufffd\ufffdTXH\ufffdR\ufffdSODQHMDPHQWR\ufffdp\ufffdR\ufffd³SULQFtSLR\ufffd
GH\ufffd WXGR´\ufffd TXDQGR\ufffd HVWLYHUPRV\ufffd SHQVDQGR\ufffd HP\ufffd ERDV\ufffd SUiWLcas para 
contratações de TI. Quando digo isso não me refiro tão somente ao 
planejamento da contratação propriamente dita, mas também aos 
instrumentos que o antecedem e definem a estratégia do governo, o 
Plano Estratégico do Estado. 
 
Sendo assim, para iniciarmos nosso estudo sobre a fase interna vou 
recorrer ao Art. 7º da 8.666/93, que no seu inciso 2º traz o seguinte: 
 
Lei 8.666/93 
 
Art. 7o (...) 
 
§ 2o As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando: 
 
I - IV - o produto dela esperado estiver contemplado nas metas 
estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição 
Federal, quando for o caso. 
 
A Lei 8.666/93 faz uma tentativa de vincular os produtos das 
contratações ao PPA. De qualquer forma, as boas práticas para 
contratações de TI exigem a vinculação das contratações aos 
instrumentos de planejamento estratégico, de governo, órgão e até da 
própria TI (PETI, PGTIC, PDSTIC, Etc). 
 
 
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Para ajudá-los a memorizar essa associação: 
 
 
 
Em geral, os editais falam de ³$VSHFWRV\ufffd 5HOHYDQWHV´\ufffd GD\ufffd IDVH\ufffd LQWHUQD\ufffd\ufffd
Projeto Básico e Estudos Preliminares. Como falei anteriormente, o 
Projeto Básico (ou Termo de Referência) é o resultado da fase interna da 
contratação (que é essencialmente uma fase de planejamento). Vamos 
relembrar os ³(VWXGRV\ufffd7pFQLFRV\ufffd3UHOLPLQDUHV´\ufffdH, mais à frente, falaremos 
GHOHV\ufffdHP\ufffdGHWDOKHV\ufffdGH\ufffdDFRUGR\ufffdFRP\ufffdDV\ufffd³ERDV\ufffdSUiWLFDV´\ufffdSDUD\ufffdDTXLVLo}HV\ufffdGH\ufffd
TI. 
 
Na seção II, Art. 6º, a lei geral de licitações define o que é Projeto Básico 
(como vimos na aula 00) e, além disso, estabelece que este seja 
HODERUDGR\ufffdFRP\ufffdEDVH\ufffdQRV\ufffd³(VWXGRV\ufffd7pFQLFRV\ufffd3UHOLPLQDUHV´\ufffd Tais estudos 
preliminares devem, segundo a referida lei, assegurar a viabilidade 
técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do 
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empreendimento. Além disso, devem possibilitar a avaliação do 
custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. 
 
Pessoal, vou repetir!! Percebam que a lei nos diz exatamente o que são 
os estudos preliminares que devem ser realizados para a elaboração de 
um Projeto Básico. Percebam também que todas essas informações são 
necessárias e devem figurar no documento denominado Projeto Básico 
(ou Termo de Referência). 
 
E mais uma vez a figura para que não esqueçamos: 
 
 
 
 
 
 
Lembrem-se também da possibilidade de que sejam contratados serviços 
técnicos especializados para a elaboração de tais estudos, conforme Art. 
46 da Lei 8.666/93. 
 
Agora que relembramos os principais pontos sobre os estudos técnicos 
preliminares, veremos a seguir o planejamento da contratação como a 
fase interna da licitação. Vocês perceberão que tais estudos estão 
também no próprio planejamento da contratação, mas lembrem-se que, 
para a Lei 8.666/93, os estudos técnicos preliminares antecedem a 
elaboração do Projeto Básico (literalidade) e ³tudo isso´ faz parte do 
planejamento da contratação em sentido mais amplo. 
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Figura 1 - Macro Fluxo - Manual de Contratações de TI - MPOG 
 
Observem que de cada um dos macroprocessos representados há um 
artefato (documento) de entrada e um de saída (isto é um princípio 
EiVLFR\ufffd GD\ufffd GHILQLomR\ufffd GH\ufffd ³SURFHVVR´\ufffd\ufffd Já já falaremos da etapa de 
Planejamento que é o nosso assunto de hoje, mas primeiro vejamos 
algumas definições importantes. 
As boas práticas preconizam o estabelecimento de atores que irão 
participar do processo de contratação de TI. Para nosso estudo, trago a 
GHILQLomR\ufffdGH\ufffd³$WRU´\ufffdGH\ufffdBooch, Rumbaugh, e Jacobson (2005) que dizem 
TXH\ufffd\ufffd ³Um ator representa um conjunto coerente de papéis que os 
usuários do processo desempenham quando de sua execução. 
Tipicamente, um ator representa um papel que uma entidade 
desempenha durante a execução do processo. Neste contexto, um papel 
é visto como um conjunto de atribuições, funções e/ou responsabilidades 
que um ator posVXL\ufffd´ 
Além dos atores, as boas práticas definem também a denominação das 
áreas que se envolvem no processo de contratações de bens e serviços 
de TI na Administração. Vejamos agora uma relação destas definições 
(áreas e atores): 
 
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I - Área Requisitante da Solução: unidade do órgão ou entidade que 
demande a contratação de uma Solução de Tecnologia da Informação; 
 
II - Área de Tecnologia da Informação: unidade setorial ou seccional 
do SISP, bem como área correlata, responsável por gerir a Tecnologia da 
Informação do órgão ou entidade 
 
III - Área Administrativa: unidades setoriais e seccionais do Sistema 
de Serviços Gerais ± SISG ± com competência para planejar, coordenar, 
supervisionar e executar as atividades relacionadas aos processos de 
contratação. 
 
IV ± Área de Licitações: Órgão, área ou setor de uma Entidade da 
Administração Pública contratante responsável pelas atividades 
envolvidas no processo licitatório; 
 
V - Equipe de Planejamento da Contratação: equipe responsável 
pelo planejamento da contratação, composta por: 
 
a) Integrante Técnico: Servidor representante da Área de 
Tecnologia da Informação, indicado pela autoridade competente 
dessa área, com conhecimento técnico relacionado à 
Solução; 
 
b) Integrante Administrativo: Servidor representante da área 
administrativa, indicado pela autoridade competente dessa área; 
 
c) Integrante Requisitante: Servidor representante da Área 
Requisitante da Solução, indicado pela autoridade competente 
dessa área, com capacidade técnica relacionada à área de 
negócio em que a mesma atua. 
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VI ± Contratada: Entidade provedora da Solução de Tecnologia da 
Informação, vencedora do processo de Seleção do Fornecedor. 
 
VII - Gestor do Contrato: servidor com atribuições gerenciais, 
designado para coordenar e comandar o processo de gestão e 
fiscalização da execução contratual, indicado por autoridade competente; 
 
VIII - Fiscal Técnico do Contrato: Servidor representante da área de 
Tecnologia da Informação, indicado pela autoridade competente dessa 
área para fiscalizar tecnicamente o contrato; 
 
IX - Fiscal Administrativo do Contrato: Servidor representante da 
área administrativa, indicado pela autoridade competente dessa área 
para fiscalizar o contrato quanto aos aspectos administrativos; 
 
X - Fiscal Requisitante do Contrato: Servidor representante da área 
requisitante da solução, indicado pela autoridade competente dessa