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Resumos de Fisiologia Geral

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a favor do gradiente de pressão. 
 Em repouso, a pressão intrapulmonar durante a inspiração é apenas de -1 a -3 mmHg. 
 No entanto, durante o esforço máximo (exercício intenso exaustivo), os movimentos de 
grande amplitude do diafragma e a contracção dos músculos inspiratórios acessórios podem 
diminuir a pressão intrapulmonar para valores como -80 a -100 mmHg. 
Principais músculos: 
 Diafragma 
 Intercostais externos 
 
Acessórios: 
 Esterno-cleido-mastoideu 
 Escalenos 
 Pequeno peitoral 
 Grande dentado 
 Pequeno dentado posterior e superior. 
 
Processo da Inspiração. 
1. Contracção dos músculos inspiratórios (diafragma e intercostais externos). 
2. Aumento do volume da cavidade torácica. 
3. Volume intrapulmonar aumenta 
4. A pressão intrapulmonar diminui. 
5. Os gases chegam aos pulmões baixando a pressão de gradiente até a pressão 
intrapulmonar for 0. 
 
Músculos Expiratórios 
Principais: 
 Intercostais internos 
 
 
 
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José Miguel da Silva Moreira 
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Acessórios: 
 Grande recto do abdómen 
 Grande oblíquo 
 Pequeno oblíquo 
 Quadrado dos lombos 
 Pequeno dentado posterior e inferior. 
 
Processo da Expiração: 
1. Relaxação dos músculos inspiratórios (diafragma e intercostais internos). 
2. Diminuição do volume da cavidade torácica. 
3. Volume intrapulmonar diminui 
4. A pressão intrapulmonar aumenta 
5. Os gases saem dos pulmões baixando a pressão de gradiente até a pressão 
intrapulmonar for 0. 
 
Inspiração e expiração em repouso. 
A inspiração é um processo activo no qual o diafragma e os músculos intercostais 
externos aumentam o volume da caixa torácica. 
Já a expiração é um processo passiva já que não envolve a contracção muscular, 
tendo-se constatado que o pulmão apresenta uma tendência para se esvaziar sozinho 
(tendência ao colapso), fenómeno esse que pode ser explicado por 2 factores principais: 
1. Força elástica do próprio tecido pulmonar. 
2. Força elástica causada pela tensão superficial 
Estas duas forças fazem com que os alvéolos tendam a colapsar durante a expiração. A 
tensão superficial explica 2/3 enquanto a força elástica explica 1/3. 
Impedimento do colapso pulmonar 
 Apesar de haver uma tendência ao colapso pulmonar, esse fenómeno não ocorre 
devido a dois factores: 
1. Pressão negativa inter-pleural – a pleura é constituída por 2 folhetos, entre os 
quais existe uma pressão negativa aderindo à parede da caixa torácica como se 
estivessem colados. Constitui assim o principal factor que impede o colapso 
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2. Presença do surfactante pulmonar – espalha-se sobre a superfície do líquido 
intra-alveolar reduzindo acentuadamente a sua tensão superficial. 
 
Volumes Minuto Respiratório. 
Volume minuto respiratório (VMR) – volume de ar ventilado por minuto 
Frequência Respiratória (FR) – número de ventilações por minuto 
Volume Corrente (VC) – volume de ar mobilizado por cada ventilação. 
 
VMR = FR X VC 
 
Volumes e capacidades pulmonares 
Volumes 
 Volume corrente: volume de ar inspirado ou expirado em cada incursão respiratória. VC: 
0.5L 
 Volume Reserva Inspiratório: volume adicional de ar que pode ser inspirado além do 
volume corrente normal. VRI: 3.0L 
 Volume Reserva Expiratório: volume adicional de ar que pode ser expirado por 
expiração forçada após o termino da expiração normal. VRE: 1.2L 
 Volume Residual: volume de ar que permanece nos pulmões após a expiração forçada. 
VR: 1.1L 
Capacidades 
 Capacidade Inspiratória: quantidade de ar que uma pessoa pode inspirar começando o 
nível expiratório normal e distendendo os pulmões ao máximo. CI = 3.5L (VC + VRI) 
 Capacidade Vital: quantidade máxima de ar que um sujeito pode expelir dos pulmões 
após enchê-los inicialmente ao máximo e, em seguida, expirar ao máximo. CV = 4.6L (VC + 
VRI + VRE) 
 Capacidade Residual Funcional: quantidade de ar que permanece nos pulmões no final 
da expiração normal. CRF = 2.3L (VRE + VR) 
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 Capacidade Pulmonar Total: volume máximo de extensão dos pulmões com maior 
esforço inspiratório possível. CPT = 5.8L (VC + VRI + VRE + VR). 
 
Membrana Respiratória – camadas. 
1. Líquido e camada de surfactante. 
2. Epitélio alveolar 
3. Membrana basal epitelial 
4. Espaço intersticial 
5. Membrana basal do capilar 
6. Endotélio capilar 
 
Pressões parciais dos gases respiratórios nos diferentes compartimentos. 
 
 
 
 
 
 A principal alteração entre o ar atmosférico e o ar humidificado resulta do aumento da 
PH2O resultante da humidificação do ar que entra em contacto com epitélio respiratório ciliado. 
 O aumento do PO2 no ar expirado resulta da combinação no ar alveolar com os 150 ml 
de ar humidificado (mais rico em O2) que ficaram no “espaço morto”, o que fez subir a PO2 do 
ar expirado. 
Composição do ar alveolar 
O ar alveolar apresenta uma composição de gases atmosféricos devido às seguintes 
razões: 
 É substituído apenas parcialmente em cada respiração pelo ar atmosférico. 
 O oxigénio é constantemente absorvido do ar alveolar para o sangue capilar. 
 O dióxido de carbono difunde-se constantemente do sangue para os alvéolos. 
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 O ar atmosférico é humidificado nas vias respiratórias antes de atingir os 
alvéolos. 
 
Trocas de O2 nos Pulmões e Tecidos. 
Quando o sangue deixa os pulmões sai com cerca de 100 
mmHg de PaO2, que corresponde a 97% de saturação da 
hemoglobina e a um transporte de 19.4 mlO2. 
PvO2 em repouso é de cerca de 40 mmHg, que corresponde 
a 70% de saturação de hemoglobina e a um transporte de 
14.4 mlO2. 
A diferença entre a quantidade de O2 no sangue 
arterial e sangue venoso em repouso, verificamos que é de 5 
ml (19.4-14.4) 
 Coeficiente de Utilização (CU) – valor corresponde à extracção de O2 do sangue arterial 
em repouso pelos diferentes tecidos. 
 O CU é cerca de 25% em repouso, mas pode chegar 75-85% em situação de exercício 
intenso, devido ao aumento do H+ e do CO2 que aumentam a libertação de O2 pela 
hemoglobina. 
 O2 é transportado a favor do gradiente de concentração, desde o meio onde se encontra 
mais concentrado (os alvéolos) até ao local onde se encontra em menor concentração (as 
mitocôndrias dos tecidos activos). 
Trocas de CO2 nos pulmões e tecidos 
 
O gradiente para a difusão de CO2 é de apenas 6 mmHg 
(46-40 mmHg), enquanto que para o O2 é de 60 mmHg (100-40 
mmHg). 
Razão: o CO2 difunde-se 20 vezes mais rápido do que O2. 
 
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Transporte de Gases no Sangue 
Transporte de Gases no Sangue: O2 
2% dissolvido no Plasma 
98% ligado à Hemoglobina 
 No sangue o O2 é quase todo transportado ligado à hemoglobina estabelecendo uma 
ligação fraca e reversível. 
 A libertação de O2 para os tecidos é tanto maior quanto menor for a sua concentração 
tecidual e quanto maior for a produção de determinadas substâncias humorais que aumentam 
a dissociação da oxihemoglobina. 
Transporte de Gases no Sangue: CO2 
7% dissolvido no Plasma 
23% ligado à Hemoglobina 
70% sob a forma de Bicarbonato 
 
Transporte de CO2 proveniente dos tecidos: a conversão do CO2 em bicarbonato no 
eritrócito 
Desvio dos cloretos: sempre que uma molécula de bicarbonato (HCO3
-) é formada por 
acção da anidrase carbónica e abandona o eritrócito, ocorre uma troca com o anião de cloreto