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Estudo de caso de paciente com infarto agudo do miocárdio

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAÚDE – ISC
GRADUAÇÃO ENFERMAGEM
ESTUDO DE CASO CLÍNICO: INFATO AGUDO DO MIOCÁRDIO – IAM
Manaus-AM
2017
DORISNEI XISTO DE MATOS
RA: C120693
	
ESTUDO DE CASO CLÍNICO: INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO – IAM 
Estudo de Caso Clínico solicitado pela Coordenação de estágio da Universidade Paulista - UNIP, orientado pela preceptora de estágio professora Marta Leite, para obtenção parcial de nota no curso de graduação em Enfermagem
		
Manaus-AM
2017
1. INTRODUÇÃO
Estudo de caso clínico desenvolvido pela acadêmica do curso de Enfermagem Dorisnei Xisto de Matos, 7° período, da Universidade Paulista – UNIP, no setor de clínica médica do Hospital e Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo sob a orientação da preceptora de estágio Enfermeira Marta Leite, durante o 1° semestre de 2017.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo estudo de caso realizado baseado em vivências teórico-práticas, realizados no 1° semestre de 2017.
Instrumento de coleta: prontuário do paciente e registros avaliativos realizados durante as aulas práticas.
3 FISIOPATOLOGIA
O tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio sofreu modificações muito importantes nos últimos anos ao lado do combate das arritmias responsáveis pelo alto índice de mortalidade nas primeiras horas, os novos conhecimentos da fisiopatologia do miocárdio isquêmico permitem que o tratamento se volte para minimizar a perda de miocárdio dependente de uma oclusão Coronariana Aguda. 
A abordagem ao paciente com suspeita de Síndrome Coronariana Aguda deve ser rápida e objetiva, deve-se observar o inicio da dor torácica e dos sintomas concomitantes. O paciente deve ser locomovido ao iniciarem os primeiros sintomas do ambiente domiciliar para o hospital que conta com uma estrutura de monitorização continua, o cardioversor e material de reanimação disponível. 
O Infarto Agudo do Miocárdio pode ser considerado uma das principais doenças que afetam a população em todas as classes sociais. A maioria dos pacientes que sofrem de Infarto Agudo do Miocárdio procura assistência médica devido à dor no peito, que ocorre repentinamente, uma dor que se encontra diretamente abaixo do esterno, se irradia para os braços e pescoço, frequentemente começa durante o sono. O paciente encontra-se com sudorese, apresentando náuseas ou vômitos, dispnéia e fraqueza generalizada, que pode ser típico de Infarto Agudo do Miocárdio. 
O Infarto Agudo do Miocárdio pode também ocorrer durante o ato cirúrgico por causa dos sintomas da anestesia que pode ser suspeitado devido à queda inexplicável da pressão arterial ou aparecimento de choque durante a cirurgia. O Infarto Agudo do Miocárdio refere-se ao processo pelo qual áreas de células miocárdicas no coração são destruídas de maneira permanente. É geralmente causado pelo fluxo sanguíneo reduzido em artéria coronária devido à aterosclerose e/ou oclusão completa de uma artéria por êmbolo ou trombo.
Quando uma ou mais regiões do músculo cardíaco experimentam uma diminuição grave e prolongada de oxigênio, devido ao fluxo sanguíneo insuficiente, então ocorre necrose do tecido do miocárdio. O Infarto pode durar aproximadamente 3 a 6 horas. O principal objetivo ao se examinar um paciente com Infarto Agudo do Miocárdio é se ter certeza da ocorrência ou não das complicações pós- infarto. Somente as complicações podem ser detectadas pelo exame clínico juntamente com o aparecimento de sinais físicos característicos. 
As complicações são uma grande ameaça à vida de qualquer paciente que tenha sofrido um Infarto Agudo do Miocárdio. Segundo Meltzer (1993), os distúrbios do ritmo e da freqüência cardíaca (arritmias) são as complicações mais comuns do Infarto Agudo do Miocárdio, pode acontecer a qualquer momento ou causar a morte súbita.
3.1 FATORES DE RISCO
Entre os fatores de riscos estão: a obesidade; história familiar; Diabetes; estresse; Tabagismo; estilo de vida sedentário; Colesterol alto; Dieta.
3.2 SINAIS E SINTOMAS 
Entre os sinais e sintomas estão: dor torácica, palpitações, distensão venosa jugular aumentada caso tenha causado Insuficiência Cardíaca, pressão arterial elevada ou diminuída, choque cardiogênico, déficit de pulso, falta de ar, dispnéia, taquipnéia e estertores, náuseas e vômitos, débito urinário diminuído, pele fria pegajosa, ansiedade, agitação, tonteira, medo com sensação de morte iminente, ou negação de que algo está errado.
 Complicações Potenciais: Edema Agudo de Pulmão; Insuficiência Cardíaca Congestiva;nChoque Cardiogênico; Derramen Pericárdico e Tamponamento Cardíaco; Ruptura do Miocárdio; Disritmia e Parada Cardíaca.
3.3 DIAGNÓSTICO CLÍNICO DO IAM 
O diagnóstico clínico é feito através de características da síndrome e de manifestações clínicas. As manifestações clínicas são: ansiedade e agitação em geral devido ao débito cardíaco decorrente do processo abrupto de interrupção de fluxo sanguíneo ao miocárdio, sudorese, sinais de choque, com hipotensão arterial, diminuição de amplitude de pulso devido a necrose maciça com grande déficit de contratilidade, sinais de falência ventricular esquerda, arritmias e vômitos.
O diagnóstico de IAM, baseado somente em critérios clínicos e eletrocardiográficos (ECG), pode ser difícil no momento em que o paciente é admitido à sala de emergência. Se o nível do segmento ST estiver alterado, haverá um problema cardíaco. No entanto, o ECG pode não avaliar ou não detectar o problema com certeza, assim sendo, ainda haverá o diagnóstico laboratorial. Dos pacientes com IAM que chegam à emergência, apenas 41 a 56% apresentam supra-desnivelamento do segmento ST do ECG, sendo possível nesses casos estabelecer o diagnóstico de imediato, mas nos demais pacientes ocorrem alterações não diagnósticas, como bloqueio de ramo esquerdo, inversão de onda T do ECG, infra-desnivelamento de segmento ST ou mesmo ECG normal
4. FARMACOLOGIA
ESTUDO MEDICAMENTOSO
	MEDICAMENTO
	DOSE
	VIA
	INTERVALO
	RANITIDINA 25MG/ML SOL INJ. 2ML
	1-AMP
	EV
	2X DIA (6-18)
	DIPIRONA SÓDICA 500MG/ML SOL. INJ. 10ML
OBS: se febre e/ou dor*
	3-ML
	EV
	6/6H
	METOCLOPRAMIDA 5MG/MLSOL. INJ
OBS: se náseas ou vômitos*
	10-MG
	EV
	8/8H
	CAPITOPRIL 25MG
Se necessário
OBS: SE PAS/D >160x110mmhg*
	25-MG
	VO
	S/N
	ÁCIDO ACETILSALICILICO 100MG
	100-MG
	VO
	1XDIA
	GLICOSE 50% SOL. INJ. 10ML
OBS: se dextro <70mg/dL*
	5-AMP
	EV
	S/N
	SINVASTATINA 20MG
	2-COMP
	VO
	NOITE
	FONDAPARINUX 2,5MG
	2.5MG
	SC
	1XDIA
	CLOPIDOGREL 75MG/COMP
	1-COMP
	VO
	1XDIA
	PROPANOLOL 40MG
	1-COMP
	VO
	12/12H
RANITIDINA 
Uso adulto solução estéril para injeção Antak é apresentado em caixas com 5 ampolas de 2 ml. Cada ml contém: Cloridrato de Ranitidina 28 mg* Veículo** q.s.p. 1 ml *equivalente a 25 mg de ranitidina base; **cloreto de sódio, fosfato de potássio monobásico anidro, fosfato de sódio dibásico anidro, água para injetáveis.
Ação esperada: Cloridrato de ranitidina contém ranitidina, substância que reduz a quantidade de ácido produzida no estômago. Isso favorece a cicatrização da gastrite e das úlceras pépticas do estômago e do duodeno, além de prevenir complicações.
Indicações: Antak Injetável é indicado no tratamento da úlcera duodenal, úlcera gástrica benigna, úlcera pós-operatória, esofagite de refluxo e outros estados hipersecretores patológicos, sempre que for recomendável a administração parenteral, tais como: prevenção de hemorragia gastrointestinal por úlcera de estresse em pacientes graves, profilaxia de úlceras pós-operatórias, profilaxia de sangramento recorrente em portadores de úlceras pépticas hemorrágicas e profilaxia em pacientes propensos à aspiração ácida (Síndrome de Mendelson) e tratamento da Síndrome de Zollinger-Ellison. 
Contra-indicações 
O uso de Antak Injetável é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente