A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
40 pág.
Aps 1º semestre - UNIP

Pré-visualização | Página 2 de 8

a reformular a dialética de Hegel propondo que a sociedade deveria ser analisada pelo Materialismo histórico.
Marx fez uma crítica radical ao idealismo hegeliano, na qual afirma que Hegel inverte a relação entre o que é determinante – a realidade material – e o que é determinado – as representações e conceitos acerca dessa realidade. A filosofia idealista seria, assim, uma grande mistificação que pretende entender o mundo real, concreto, como manifestação de uma razão absoluta.
Marx procurou compreender a história real dos seres humanos em sociedade a partir das condições materiais nas quais eles vivem. Essa visão da história foi chamada de materialismo histórico. Para Marx não existe o indivíduo formado fora das relações sociais, como o querem Hegel, Feuerbach, Schopenhauer, Kierkegaard e outros tantos. Para ele “A essência humana é o conjunto das relações sociais”, o que significa que a forma como os indivíduos se comportam, agem, sentem, e pensam vincula-se à forma como se dão as relações sociais. Essas relações sociais, por seu lado, são determinadas pela forma de produção da vida material, ou seja, pela maneira como os seres humanos trabalham e produzem os meios necessários para a sustentação material das sociedades.
“A forma como os homens produzem esses meios depende em primeiro lugar da natureza, isto é, dos meios de existência já elaborados e que lhes é necessário reproduzir;” (MARX, K. 1845; p. 5-7). 
Ao falar da produção material da vida, Marx não se refere apenas à produção das inúmeras coisas necessárias à manutenção físicas dos indivíduos, considera o fato de que, ao produzirem todas essas coisas, os seres humanos constroem a si mesmos como indivíduos. Isso ocorre porque, “o modo de produção da vida material condiciona o processo geral de vida social, política e espiritual” (MARX, K. 1857). Marx reconhece o trabalho como atividade fundamental do ser humano e analisa os fatores que o tornaram uma atividade massacrante e alienada no capitalismo. Marx pretende expor a lógica do modo de produção capitalista, em que a força de trabalho é transformada em uma mercadoria com dupla face: de um lado, é uma mercadoria como outra qualquer, paga pelo salário; de outro, é a única mercadoria que produz valor, ou seja, que reproduz o capital.
Marx também entende o desenvolvimento histórico-social como decorrente das transformações ocorridas no modo de produção. Nessa análise, ele se vale dos princípios da dialética, mas garante que seu “método dialético não só difere do hegeliano, mas é também sua antítese direta” (MARX, K; 1996). Na concepção hegeliana, a dialética torna-se instrumento de legitimação da realidade existente. No pensamento de Marx, a dialética leva ao entendimento da possibilidade de negação dessa realidade “porque apreende cada forma existente no fluxo do movimento, portanto também com seu lado transitório”. Ou seja, a dialética em Marx permite compreender a história em seu movimento, em que cada etapa é vista não como algo estático e definitivo, mas como algo transitório, que pode ser transformado pela ação humana. De acordo com Marx, a história é feita pelos seres humanos, que interferem no processo histórico e podem, dessa forma, transformar a realidade social, sobretudo se alterarem seu modo de produção.
História do homem é a história da luta de classes. Para Marx a evolução histórica se dá pelo antagonismo irreconciliável entre as classes sociais de cada sociedade. Foi assim na escravista (senhores de escravos - escravos), na feudalista (senhores feudais - servos) e assim é na capitalista (burguesia - proletariado). Entre as classes de cada sociedade há uma luta constante por interesses opostos, eclodindo em guerras civis declaradas ou não. Na sociedade capitalista, a qual Marx e Engels analisaram mais intrinsecamente, a divisão social decorreu da apropriação dos meios de produção por um grupo de pessoas (burgueses) e outro grupo expropriado possuindo apenas seu corpo e capacidade de trabalho (proletários). Estes são, portanto, obrigados a trabalhar para o burguês. Os trabalhadores são economicamente explorados e os patrões obtém o lucro através da mais-valia.
Tendo em vista essa abordagem histórica, no século XIX, muitos países seguiam o sistema econômico chamado capitalismo. Sob esse sistema, indivíduos chamados capitalistas possuem propriedades e empresas. Alguns capitalistas tornaram-se ricos, mas pagavam muito pouco a seus trabalhadores, que se sentiam explorados. Por isso, muitos trabalhadores começaram a defender as ideias do socialismo. Num sistema socialista, o dono das empresas é o governo, que tenta dividir a riqueza de forma mais justa entre o povo. O bem-estar geral da população é o objetivo maior. Karl Marx levou os ideais socialistas um passo à frente. As ideias de Marx e de outro pensador alemão, Friedrich Engels, transformaram-se nas bases do comunismo.
Marx chamou o conjunto dos trabalhadores de proletariado. Ele pensava que um dia os trabalhadores poderiam liderar uma revolução e derrubar o capitalismo, que os oprimia. Depois de assumir o poder, o proletariado se tornaria a nova classe governante. Inicialmente seria estabelecida uma “ditadura do proletariado”, para derrotar toda e qualquer oposição. Então a verdadeira sociedade comunista se desenvolveria, trazendo com ela a propriedade em comum de todos os bens e o fim do governo, que não seria mais necessário. O povo trabalharia para produzir riquezas de acordo com suas capacidades. Os frutos da prosperidade seriam divididos de acordo com as necessidades de cada um, ou seja, Marx pensava numa economia baseada na necessidade de cada um diferentemente do capitalismo, que é uma economia baseada no acumulo de capital, dessa forma o comunismo seria a distribuição de riquezas seria feita de forma igualitária.
Contrariando Hegel, Marx demonstra que a propriedade privada não pode ser considerada como uma condição permanente da realização da liberdade, ela é, na sua própria raiz, a causa de uma desumanização dos seres humanos, a que Marx chama "alienação", isto é, uma situação aberrante, insuportável. Conclui então que é necessário suprimir a propriedade privada e o Estado. Precisa Marx ainda que o comunismo em si não é, "como tal considerado o fim do desenvolvimento humano". Tem por tarefa abrir o caminho à "reconciliação do homem com a natureza", que constituirá o "humanismo positivo". 
Marx crê mais do que nunca, no papel decisivo do proletariado e define a sociedade futura como uma sociedade comunista que triunfa pela organização voluntária das tarefas, da divisão natural do trabalho. Escreveu Marx, "Na sociedade comunista, em que cada um não tem círculo exclusivo de atividades, mas pode aperfeiçoar-se em não importa que ramo, a sociedade regula a produção geral e dá-me assim a possibilidade de fazer hoje isto, amanhã aquilo, de caçar de manhã, pescar de tarde, guardar gado à tardinha, mesmo criticar a alimentação, sem nunca me tornar caçador, pescador, pastor ou crítico, exatamente segundo o meu bel-prazer”. 
É importante desmistificar a ojeriza das pessoas pelo comunismo e por Karl Marx, esta passagem de Marx mostra de forma inequívoca o pensamento da sociedade para Marx: "O caráter distintivo do comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa. O comunismo não retira a ninguém o poder de se apropriar dos produtos sociais; apenas elimina o poder de sujeitar, com ajuda dessa apropriação, o trabalho de outrem". 
Impactos produzidos 
Karl Marx era muito radicalista por este motivo foi expulso de quase todos os países por onde ele passou. Ele se envolveu com radicalistas alemães e franceses, no ano de 1840, tomou a decisão de se declarar comunista e ir contra todos os capitalistas. Segundo Karl Marx o capitalismo confundia e desorientava a sociedade. Para ele tudo que se dizia ser a favor do capitalismo era errado e sua batalha era tentar convencer que esse tipo de pensamento era o que provocava a desigualdade social e tirava das pessoas os direitos

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.