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Yolanda Guerra - O Serviço Social frente à crise contemporânea

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ou no alcance das metas empresariais.
� Estamos considerando as ações instrumentais como aquelas destinadas à atender as demandas imediatas. Apesar de permitir intervir em um nível da realidade social (o do imediato) tais ações são orientadas por uma razão limitada e empobrecida da realidade, incapaz de apreendê-la como totalidade e fundamentalmente, como possibilidade, no seu vir a ser, como superação dialética. Por se fixar na aparência, esta razão permite aos assistentes sociais assumirem comportamentos instrumentais, determina-lhes um modo de operar, mas não lhes faculta apreender a negatividade do real, os seus conteúdos críticos, menos ainda, refletir sobre as implicações éticas e políticas da sua intervenção profissional. Com isto afirmamos ser a razão instrumental um nível de racionalidade subordinada e funcional (Guerra, 2000), porém um passo necessário à razão emancipatória, a qual, a nosso ver, orienta as ações que tendem a romper com o existente. 
� Lukács (1968) já havia se pronunciado sobre os momentos de crise, nos quais a perspectiva anti-histórica tende a negar a historicidade ou a metamorfoseá-la em outra coisa.
� Para Netto (1998), projetos societários são antecipações ideais de projeções, a médio e longo prazos, de formas concretas de sociabilidade, convivência cívica, organização da economia, da sociedade e da cultura. Tais projeções, nem sempre tornadas conscientes aos agentes sociais, representam interesses divergentes e portam a capacidade de modificar o real. Elas são de natureza eminentemente política, embora nem sempre coincidam com os projetos político-partidários.
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