IDADE ANTIGA OCIDENTAL
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IDADE ANTIGA OCIDENTAL


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IDADE ANTIGA OCIDENTAL
Dificuldades do historiador da Antiguidade: Escassez de fontes primárias; Natureza da documentação (obras literárias, vestígios arqueológicos ...); Impossibilidade de trabalhar a História oral; Estado de conservação das fontes; Ausência de qualquer tipo de fonte.
Os posicionamentos sobre História na Grécia Antiga eram diversos: enquanto Heródoto apresentava-se como o juíz da história e tinha nas observações o método para dar seu veredicto; Tucídides prega um trabalho com base no vivido e observado, como um cronista.
A Grécia na Antiguidade nunca formou uma unidade política. Era formada por POLEIS (cidades-estado), muitas delas eram rivais.
Os gregos se identificavam e criavam uma alteridade com os que não possuíam as mesmas características. Esses eram os BÁRBAROS. 
Divisão do território grego: Grécia Continental ou (Ática), Grécia Peninsular ou (Peloponeso) e Grécia Insular.
Período Pré \u2013 Homérico: Civilização Minoica: (XX a.C \u2013 XV a.C) \u2013 Baseada na Ilha de Creta. Seu nome deve-se ao rei mítico, Minos que teria governado o local. Temos poucas informações sobre esse período.
Período Micênico: Nesse período teria ocorrido a Guerra de Troia (conflito oriente e ocidente). 	
Ilíada:
Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Troia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo de Troia). Isto ocorreu quando o príncipe troiano foi à Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organizasse um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Troia.
A guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu. Sua ideia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores. Após uma noite de muita comemoração, os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, abriram-se portas no cavalo de madeira e saíram centenas de soldados gregos. Estes abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Troia até sua destruição.
O principal guerreiro aqueu era Aquiles, filho da ninfa Tétis e de Peleu - uma deusa e um homem comum, conhecido pela sua força, um guerreiro quase imbatível. Entretanto, Aquiles somente participou da Guerra de Troia após ser convencido por Odisseu (Ulisses), principalmente pela fama que a participação na guerra traria aos combatentes.
A rivalidade entre as cidades também perceptível nos festivais pan-helênicos, entre os quais, os Jogos Olímpicos. Era uma ocasião em que se desenvolvia o que já foi classificado de "uma guerra sem armas" e que propiciava o exercício das disputas entre as poleis, em situação controlada, definida por regras. Espírito de confraternização nos jogos.
A finalidade dos jogos olímpicos era a afirmação dos gregos perante os não gregos visto que, os últimos não poderiam participar.
Necrópole: famílias que ostentam e reafirmam seu poder construindo monumentos funerários repletos de objetos valiosos. 
Nessa época, o poder estaria nas mãos daquele que ostentasse maior riqueza - em vida e na morte - e qualidades de liderança na condução dos conflitos, certamente frequentes em um momento em que as instituições ainda não estavam consolidadas.
Estas chefias podem ser associadas aos basileis descritos por Homero na Odisseia e cujo poder estava baseado no consensus, no use da coerção, no carisma pessoal, riqueza em objetos, terras, produtos com os quais atraiam seguidores e aliados.
A riqueza das oferendas funerárias - com alto índice de objetos em bronze - insere-se, pois, em processo competitivo no âmbito de uma elite que, posteriormente, como grupo, estará a frente do poder político nas poleis.
As colônias fundadas não tinham obrigatoriamente tacos de dependência política ou econômica com as metrópoles, mas buscavam preservar e valorizavam muito a sua identidade helênica: conservavam os cultos, os padrões arquitetônicos e artísticos em geral, imitavam as novas tendências em todos os campos, importavam filósofos e artistas. Ao mesmo tempo, também buscavam assegurar a sua independência.
A arte provê as colônias de meios efetivos de expressado para demonstrar seu sucesso. Especialmente nos santuários pan-helênicos criava-se o ambiente ideal para o desenvolvimento e a exposição da arte.
A emergência da cidade como uma forma de estado e uma forma de vida são contemporâneos do surgimento de um fenômeno religioso original e, ao mesmo tempo, consequente desse arranjo político: os santuários "supracidades".
Nesta categoria, incluem-se os santuários pan-helênicos de Olímpia, Delfos, Nemeia. Localizavam-se afastados das maiores cidades da Grécia. Eram locais onde gregos podiam encontrar outros gregos em condições de igualdade para competir e estabelecer pactos, consignar a superioridade em competições atléticas, ler a propaganda um do outro, sob a forma de inscrições dedicatórias, inteirar-se das novidades. Gregos podiam compartilhar com outros gregos as últimas tendências em técnicas e tendências em arte, que traziam de diferentes partes do mundo.
Às mulheres, de qualquer condição, cuja comunidade era derrotada na guerra, estava reservada a escravidão.
A Origem da Grécia \u2013 Idade do bronze (2.000 a.C. - 1.200 a. C.): Os habitantes desses lugares não eram gregos, mas sua cultura teve uma influência significativa sobre eles. Por volta de 2000 a.C, novos povos se estabeleceram em muitas áreas da Grécia e mesclaram as influências minoicas com seus elementos, originando uma nova realidade.
Idade das Trevas (XII a. C \u2013VIII a.C.): os gregos se lembravam como uma época de nomadismo e migrações. Refere-se a um período de escassez de documentação, seja material ou arqueológica. O que sabemos é que houve um grande retrocesso cultural e organizacional. Os gregos, nessa fase, viviam em habitações menores e mais distantes, o que indica uma significativa redução populacional. Acredita-se que os poemas de Homero \u2013 a Ilíada e a Odisseia \u2013 sejam os maiores indicativos de como vivia a população desse período, mais especificamente a aristocracia.	
Período arcaico: Modelo político predominante nas poleis: a MONARQUIA. O monarca era conhecido como BASILEU. Foi criado um conselho chamado AREÓPAGO onde os aristocratas se reuniam.
ARISTOCRACIA (governo dos belos e bem nascidos): No século VII a.C, o BASILEU torna-se um dentre os funcionários nomeados anualmente, os nove ARKHONTES.
Para justificar seu poder perante o restante da população, era comum os aristocratas criarem uma genealogia divina ou heroica. Em Atenas, por exemplo, foi o herói Teseu (responsável pela morte do Minotauro, entre outros feitos) quem, segundo a tradição, unificou a Ática e deu à cidade um Conselho Central, o Areópago, no qual os aristocratas podiam reunir-se. 
Insatisfações internas levaram as POLEIS gregas à fundação de colônias, as APOIKIAS.
Logo, estabeleceram \u201ccolônias\u201d na Jônia, costa da Ásia Menor. Posteriormente, comerciantes e agricultores descontentes, que desejavam uma vida melhor, fundaram na Sicília, no sul da Itália, no sul da França, na Espanha, no norte da África e junto ao Mar Negro outras apoikias.
Drácon (621 - 620 a.C.): Código Draconiano regularizou os procedimentos que tratam do assassinato e, em certa medida, limitou os poderes da família de um morto, no que dizia respeito ao seu direito de vingança. Tentativa de resposta aos eupátridas ao descontentamento geral.
Sólon (594 - 593 a.C.): aliviou a pressão das dívidas que levavam à escravidão; Definiu quatro classes com base na riqueza agrícola (pentacossiomedinos, zeugitas, tetes e hippeis) (caráter censitário, deixa de lado o poder dos bem nascidos); Instituição de um Conselho popular (BOULÉ). 
Pisístrato -