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ÍNDICEÍÍNNDDIICCEE 
 
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I. INTRODUÇÃO 
 
II. A MOTIVAÇÃO 
 
1. Conceito de motivação 
2. Tipos de motivação 
3. Frustração e conflito 
 
III. TEORIAS DA MOTIVAÇÃO 
 
1. Teorias Comportamentais ou Behavioristas 
2. Teoria do Reforço 
3. Teoria Humanistas 
4. Teoria Psicanalistas 
 
IV. ESTRATÉGIAS DE MOTIVAÇÃO, ENQUADRADAS NAS 
DIVERSAS TEORIAS DE MOTIVAÇÃO 
 
1. Teoria relacional de Nuttin 
2. Teoria da Motivação Intrínseca de Deci 
3. Teoria da Aprendizagem Social de Rotter 
4. Teoria da Auto-Eficácia de Bandeira 
5. Teoria da Atribuição causal de Weiner 
 
V. MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM 
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VI. MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA E EXTRÍNSECA 
 
1. Indicadores da motivação 
2. Desenvolvimento motivacional 
3. Motivação inconsciente 
4. Declínio da motivação intrínseca 
5. Papel da família 
 
VII. FACTORES QUE INFLUENCIAM A MOTIVAÇÃO NO 
CONTEXTO EDUCATIVO 
 
1. Situações de constrangimento: 
2. Nível de preocupação (desafio) 
3. Tonalidade afectiva 
4. Interesse 
5. Conhecimento de resultados (tomada de consciência das suas acções) 
6. Auto-estima 
7. Sucesso (Competência) 
8. Objectivos da sala de aula e estruturas de recompensa (grupo \u2194 
indivíduo) 
9. Atender aos motivos de influência e afiliativos 
10. Expectativas 
11. Organização 
11.1 Espaço 
11.2 Tempo 
11.3 Conteúdos 
11.4 Tarefas 
11.5 Participação 
12. Conflitos Motivacionais 
13. Humor 
14. Indisciplina 
 
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VIII. CONCLUSÃO 
 
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I. INTRODUÇÃO 
II. METODOLOGIA E OBJECTIVOS 
1. Questionário 
III. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS 
IV. CONCLUSÃO 
 
 
 
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TRABALHO TEÓRICOTTRRAABBAALLHHO TO TEEÓÓRRIICCOO
 
 
 
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INTRODUÇÃOIINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO 
 
 \u201cNa vida corrente, (\u2026) a conduta humana é concebida espontaneamente como 
guiada e dominada por um projecto e um esforço para realizar ou atingir um 
objectivo.\u201d (FRAISE & PIAGET, 1965:8) 
 Tudo o que fazemos, fazemo-lo por um motivo; o nosso comportamento é 
orientado para uma meta. Mesmo que inconscientemente, todas as nossas atitudes 
são conduzidas para um fim. 
 A Motivação é um tema que há muito preocupa psicólogos e educadores. 
Comum no estudo da Psicologia e da Educação, a motivação na aprendizagem 
quando adequada a cada aluno e a cada professor, conduz a um envolvimento activo 
e produtivo nas actividades da sala de aula. Retirando o papel passivo dos alunos, a 
escola passa a ser um meio activo e dinâmico; um local onde se gosta de aprender e 
ensinar. 
 Ensinar não é apenas transmitir conhecimentos e currículos; mais do que 
instruir os alunos, devemos procurar motivá-los para que eles aprendam a agir por 
si. 
 Este trabalho tem como principal objectivo saber de que maneira o professor, as 
suas atitudes e o processo ensino-aprendizagem que conduz, influenciam a 
motivação dos alunos. 
 O trabalho é composto por uma parte teórica e uma parte prática. 
 Na primeira parte abordamos vários temas ligados à motivação na 
aprendizagem, dando mais ênfase ao papel do professor na motivação dos 
alunos. Para tal, a nossa pesquisa não se resumiu apenas aos livros de Psicologia em 
geral e Psicologia educacional, mas também a livros feitos por professores, que, 
aliando as teorias da psicologia à sua experiência profissional, deixam nestes livros 
não só testemunhos, mas mensagens para outros professores e futuros professores. 
 Na parte prática, sustentada e fundamentada na nossa pesquisa teórica, 
realizámos entrevistas a alunos do ensino secundário, com o objectivo de concluir 
quais as características do professor que motivam e desmotivam os alunos, quais as 
actividades utilizadas para motivar os alunos; e qual a relação entre a 
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curiosidade/interesse do aluno e o seu objectivo na escola. Esta componente prática 
constitui apenas 
 
A MOTIVAÇÃO AA MMOOTTIIVVAAÇÇÃÃOO 
 
A palavra motivação vem do Latim \u201cmovere\u201d, que significa mover. A 
motivação é assim um fenómeno susceptível de mover o indivíduo, de o levar a agir 
em ordem a atingir algo, de lhe produzir diferentes tipos de comportamentos 
orientados. 
 
¾ Conceito de Motivação 
O lugar da motivação no estudo e explicação do comportamento humano 
não está bem definido pelos psicólogos. Jean Piaget e Paul Fraisse referiram, em 
1965, que se verificava uma diversidade de pontos de vista em relação a este tema; 
entre os quais destacaram os de vários autores behavioristas, que entendem por 
motivação a influência de uma variedade de estados fisiológicos sobre o 
comportamento. Psicólogos contemporâneos admitem que a motivação é um 
fenómeno de activação dos seres vivos, isto é, os seres reagem a estímulos e esta 
reacção está dependente da aprendizagem ou do comportamento que modificam as 
reacções aos estímulos. Outros psicólogos estudam a motivação em termos de 
mobilização de energia, isto é, estudam as razões que levam o organismo a ter 
actividade. 
No início de 1900 Külpe e Wurzburgo definiam a motivação como fruto 
duma intenção voluntária ligada à aceitação duma tarefa. Segundo estes autores a 
ordem para realizar determinada tarefa predetermina a direcção e o tipo de reacção 
do indivíduo; a aceitação da ordem provoca uma intenção de agir de acordo com 
ela. 
Actualmente parece que o conceito de motivação mais aceite engloba estas 
três abordagens. 
 
A motivação tem uma componente dinâmica e uma componente direccional, 
ela é orientação activa da conduta humana, na medida em que a conduta humana é 
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guiada por um projecto e um esforço para realizar ou atingir um objectivo. Fala-se 
então duma necessidade e dum impulso. O estado motivado é um estado de 
qualquer necessidade, e