PSICOMETRIA   APOSTILA
38 pág.

PSICOMETRIA APOSTILA


DisciplinaPsicometria Moderna7 materiais120 seguidores
Pré-visualização10 páginas
0 
APOSTILA DE USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS \u2013 REPRODUÇÃO PROIBIDA 
 
 
 
PSICOMETRIA: 
APOSTILA BÁSICA 
Profª Maria Inês Falcão 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA \u2013 UNIP 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
O sujeito na avaliação psicológica: rótulo 
generalista ou espaço para singularidade ? 
 
PSICOMETRIA: APOSTILA BÁSICA Profª Maria Inês Falcão 
 
Pá giná 1 
USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS \u2013 REPRODUÇÃO PROIBIDA 
 
 
ÍNDICE PÁGINA 
Parte I \u2013 Introdução 01 
 - Conceitos Básicos 01 
 - Origem e Histórico 02 
 - Testes Psicológicos 06 
Parte II \u2013 Teoria da Medida 09 
 - Matemática, Psicologia e Psicometria 09 
 - Axiomas da Medida 10 
 - Teoria da Medida e Ciências Psicossociais 12 
Parte III \u2013 Estatística Aplicada à Testagem 13 
 - Estatística 13 
 - Mensuração e Psicologia 13 
 - Medidas de Tendência Central 14 
 - Medidas de Variabilidade 16 
 - O Modelo da Curva Normal 16 
 - Correlação 17 
Parte IV \u2013 Modelos em Psicometria 20 
 - Modelo Clássico e Modelo Atual 20 
 - Teoria Clássica dos Testes (TCT) 20 
 - Teoria da Resposta ao Item (TRI) 21 
Parte V \u2013 Validade e Fidedignidade 24 
 - Introdução 24 
 - Fidedignidade ou precisão 24 
 - Validade 28 
Parte VI \u2013 Normatização e Padronização 31 
 - Introdução 31 
 - Padronização 31 
 - Normatização 32 
Referências Bibliográficas 36 
 
 
 
PSICOMETRIA: APOSTILA BÁSICA Profª Maria Inês Falcão 
 
Pá giná 2 
USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS \u2013 REPRODUÇÃO PROIBIDA 
 
 
PARTE I: INTRODUÇÃO 
 
\u201cEtimologicamente, Psicometria representa a teoria e a técnica de medida dos processos mentais, 
especialmente aplicada na área da Psicologia e da Educação (...) Fundamenta -se na teoria da medida 
em ciências para explicar o sentido que têm as respostas dadas pelos sujeitos a uma série de tarefas e 
propor técnicas de medida dos processos mentais\u201d (LUIZ PASQUALI, 2009). 
CONCEITOS BÁSICOS 
\uf0fc Avaliação psicológica: 
\uf0b7 Área complexa com interfaces e aplicações em todas as áreas da Psicologia. A observação é 
uma forma de avaliação. 
\uf0b7 Processo amplo que envolve a integração de informações provenientes de diversas fontes, dentre 
elas, testes, entrevistas, observações, análise de documentos. 
\uf0fc Testagem psicológica: 
\uf0b7 Considerada uma etapa da avaliação psicológica, que implica a utilização de teste(s) psicológico(s) 
de diferentes tipos. 
\uf0b7 Testes Psicológicos objetivam medir diferenças entre indivíduos ou diferenças entre o mesmo 
indivíduo em diferentes ocasiões. 
\uf0b7 Um teste é um procedimento sistemático para coletar amostras de comportamento relevantes para o 
funcionamento cognitivo, afetivo ou interpessoal e para pontuar e avaliar essas amostras de acordo 
com normas. 
\uf0fc Primeiro interesse em avaliar: identificação de deficientes mentais em decorrência de dificuldades 
acadêmicas. 
\uf0fc Principais usos dos testes: 
\uf0b7 Clínica: avaliação, acompanhamento, resultado terapia 
\uf0b7 Educação e suas influências 
\uf0b7 Recursos Humanos: seleção, promoção, desligamento 
\uf0b7 Aconselhamento psicológico ou profissional 
\uf0b7 Pesquisa em geral 
\uf0fc Os muitos e diferentes usos dos testes psicológicos mostram que o seu conhecimento é necessário para 
a compreensão adequada de quase todos os campos de atuação: base científica da Psicologia. 
\uf0fc Aplicação de testes é atribuição específica do psicólogo \u2013 a única, posto que outros profissionais podem 
atuar em psicoterapia, por exemplo. 
\uf0fc Portanto, o estudante de Psicologia deve ser conhecedor do assunto, de forma a defender de maneira 
clara sua posição pessoal quanto à aplicabilidade / validade \u2013 ou não \u2013 dos mesmos. 
 
TESTES PSICOLÓGICOS 
\uf0fc Procedimentos sistemáticos de coleta de informações que municiam o processo amplo e complexo de 
Avaliação Psicológica / Psicodiagnóstico com dados úteis e confiáveis. 
PSICOMETRIA: APOSTILA BÁSICA Profª Maria Inês Falcão 
 
Pá giná 3 
USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS \u2013 REPRODUÇÃO PROIBIDA 
 
\uf0fc Existem várias formas de se obter informações, tais como observação direta, entrevistas, análise de 
documentos e aplicação de testes propriamente dita. 
\uf0fc Os testes psicológicos são uma das formas possíveis de se obter informações sobre as pessoas durante 
a Avaliação Psicológica. 
\uf0fc De modo geral, os testes psicológicos propõem tarefas específicas às pessoas como meio para observar 
a manifestação do comportamento. 
\uf0fc Partindo-se da maneira como as pessoas se comportam nessas tarefas, os profissionais inferem 
características psicológicas associadas. 
\uf0fc As tarefas podem constituir-se em problemas de raciocínio, frases autodescritivas, tarefas de 
expressão, como desenhar, contar histórias, perceber figuras em manchas de tinta e outros. 
ORIGEM E HISTÓRICO 
\uf0fc Origem dos testes se perde na antiguidade. 
\uf0fc Eram utilizados para aferir o domínio de habilidades tanto físicas como de inteligência. 
\uf0fc Breve Histórico: 
\uf0b7 Império chinês: sistema de exames para o serviço civil durante cerca de três mil anos. 
\uf0b7 Grécia antiga: testes auxiliavam processo educacional. Sócrates: ensinamentos e testes 
entremeados. 
\uf0b7 Idade Média: exames formais para conferir títulos e honrarias nas universidades europeias. 
\uf0b7 Século XIX: principais desenvolvimentos científicos, que culminaram nos testes contemporâneos. 
\uf0fc No Brasil: 
\uf0b7 Primeiro Laboratório de desenvolvimento de pesquisa em Psicologia foi fundado em 1907. 
\uf0b7 Primeiro livro sobre testes psicológicos em 1924; autor: Medeiros Costa. 
 
 
 
 
 
MENTALISMO 
\uf0fc Jean Etienne ESQUIROL (1772-1840 \u2013 psiquiatra francês): 
Primeiro a escrever sobre debilidade mental e seus graus. 
Concluiu que o critério mais seguro de determinação do nível intelectual seria 
apresentado pelo uso da linguagem (1838). 
 
 
PSICOMETRIA: APOSTILA BÁSICA Profª Maria Inês Falcão 
 
Pá giná 4 
USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS \u2013 REPRODUÇÃO PROIBIDA 
 
 
\uf0fc Edouard SÉGUIN (1812-1880 \u2013 médico francês): 
Pioneiro na educação dos débeis mentais, rejeitou a noção de \u201cincurabilidade\u201d e 
treinava capacidades não verbais. 
Criou o \u201cmétodo fisiológico\u201d (1866): exercícios intensivos de discriminação 
sensorial e de desenvolvimento do controle motor (utilizados em instituições até 
hoje). 
 
\uf0fc Alfred BINET (1857-1911 \u2013 psicólogo francês): 
Avaliação das aptidões humanas; para ele não seria necessária grande precisão 
na mensuração de funções psicológicas mais complexas, pois as diferenças 
individuais são maiores em tais funções. 
Governo Francês (1904): nomeia uma comissão de estudo dos processos de 
educação para subnormais e Binet é o coordenador. 
 
\uf0fc Théodore SIMON (1873-1961 \u2013 psicólogo francês): 
Junto com Binet, desenvolve um teste objetivo para identificar crianças com 
possibilidade de enfrentar dificuldades nos cursos normais: a partir dos estudos e 
de testes de vários pesquisadores, criaram a Escala Binet-Simon. 
 
 
\uf0fc Lewis Madison TERMAN (1877-1956 - psicólogo cognitivista francês) 
Em 1916, na Universidade de Stanford, prepara uma revisão da Escala, que 
passa a ser conhecida como Escala Stanford-Binet. 
 
 
ESCALA BINET-SIMON OU ESCALA STANFORD-BINET OU ESCALA TERMAN-MERRIL 
\uf0fc Binet e Simon publicaram as primeiras edições: 1905, 1908, 1911. 
\uf0fc Terman e Merril publicaram as demais: 1916, 1937, 1960. 
\uf0fc Desempenho médio: quando IM e IC iguais: Q.I. = 100. Só por este cálculo, porém, o Q.I. diminuía 
com a idade. 
\uf0fc David Wechsler: resolveu a questão com a curva normal (medida estatística). 
 
 
 
PSICOMETRIA: APOSTILA BÁSICA Profª