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Sialografia

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SIALOGRAFIA 
 Sialografia é o nome dado a um tipo de exame radiográfico das glândulas salivares 
maiores (parótida e submandibular) que é obtido através da injeção de uma substância 
como meio de contraste no interior dos ductos das glândulas. 
 A substância usada como meio de contraste é um composto orgânico iodado, sendo 
que este pode ser hidrossolúvel ou um óleo viscoso; os principais hidrossolúveis são Hipac 
50%, Uromiron 60%, Telebrix 38 e outros. As principais substâncias óleo-viscosas são 
Lipiodol, Lipiodol F, Lipiodol UF. A quantidade de substância meio de contraste injetada 
durante a sialografia é de 0,8 a 2 ml para a glândula parótida e de 0,6 a 2 ml para a glândula 
submandibular. 
 É importante ressaltar que antes da realização deste exame, é necessário realizar 
uma radiografia simples da glândula com o objetivo de verificar a presença ou não de cálculo 
salivar (ou litíase); após a análise da radiografia, determina-se ou não a necessidade da 
sialografia. 
 Assim como os demais exames radiográficos, a sialografia tem limitações, e por isso 
há a necessidade de se analisar as radiografias desse exame juntamente com o exame clínico 
(principalmente aquele no qual se manipula a patologia tendo o conhecimento da anatomia 
da glândula salivar, e suas proximidades). 
 É de extrema necessidade verificar se o paciente não tem sensibilidade à substância 
usada como meio de contraste antes de se realizar o exame! O profissional que realizará o 
exame deve ter conhecimento sobre o material e a técnica usada para se obter a melhor 
visualização das glândulas e seus ductos. 
 
INDICAÇÕES DA SIALOGRAFIA 
1) Elucidação diagnóstica de radioluminescência em radiografias da mandíbula, possíveis 
ocorrências de invasões nas glândulas salivares; 
2) Observar a presença de tumorações, bloqueios principalmente nos lóbulos onde a 
substância não penetrou; 
3) Estudos dos processos inflamatórios; 
4) Estudo dos processos anômalos que conduzem a processos patológicos, frequentes 
processos inflamatórios; 
5) Diagnóstico diferencial e complementar das síndromes de Sjögren e Mikulicz; 
6) Observação do volume hipertrofia/hipotrofia das glândulas que sugerem alterações 
patológicas. 
 
CONTRAINDICAÇÕES 
1) Casos de infecções agudas; 
2) Incompatibilidade do paciente para com a substancia do meio de contraste (alergia- risco 
de choque anafilático); 
3) Casos de alterações metabólicas graves, como desnutrição, diabetes melito e cirrose; 
4) Presença de cálculo salivar obstruindo a luz do ducto (o cálculo salivar pode ser 
constituído por substâncias radiotransparentes, o que não permite sua visualização nas 
radiografias simples. Sendo assim, ele será diagnosticado na sialografia, onde haverá uma 
brusca interrupção da substância meio de contraste no curso da luz do ducto ou no lóbulo 
da glândula). 
 
 As agulhas utilizadas devem ser rombas e lisas, a fim de evitar traumas na entrada e 
trajeto do ducto. Podem-se encontrar dificuldades para injetar a substância como meio de 
contraste, seja por anomalias anatômicas ou atresia do ducto, o que pode resultar em 
refluxo da substância injetada; nesse caso também se utiliza o cateter para bloquear esse 
refluxo. 
 O paciente deve ser orientado a não ingerir alimentos sólidos 3 horas antes do 
exame, estando liberados para ingerir liquido. 
 
SIALOGRAFIA DA GLÂNDULA PARÓTIDA 
POSIÇÃO 
 As normas podem ser ântero-posterior, pôstero-anterior e lateral. Para a incidência 
ântero-posterior, o plano sagital mediano da cabeça do paciente terá uma inclinação de 25º 
para o lado da glândula a ser radiografada. O raio central terá incidência sobre o angulo da 
mandibula (ponto gônio) e a base da mandíbula paralela ao ângulo horizontal, com uma 
distância foco-filme de 80 cm. Já na norma lateral, o plano sagital mediano da cabeça do 
paciente devera estar perpendicular ao plano horizontal e a base da mandíbula paralela a 
este plano. A incidência do raio central se fará sobre o ângulo da mandíbula a uma distância 
de 80 cm. 
 Para a realização do exame deve-se seguir algumas orientações: iluminar o campo, 
fazer assepsia da cavidade bucal, localizar o ostio do ducto de Stensen (essa localização pode 
ser realizada com gaze, onde com ligeiros toques há estimulação da secreção salivar, 
entretanto, quando houver ausência de saliva a estimulação é feita com uso de fisostigmina 
ou substâncias cítricas como limão). 
 Para facilitar a cateterização do canal de Stensen usa se o polegar e o indicador da 
mão esquerda, para pressionar, tracionar e dobrar o lábio superior, a fim de melhorar o 
campo visual. 
 Introduz então a sonda numa extensão de aproximadamente 2 cm para fazer a 
dilatação do ostio e do ducto. Logo após passa a agulha e o cateter numa extensão igual a da 
sonda. A agulha e ou o cateter é fixado no vestíbulo e no lábio superior com fita adesiva, 
dependendo da anatomia do ducto faz se necessária uma curvatura sobre o músculo 
masseter. A seringa é preparada com 5 ml da substância de contraste e é conectada a agulha 
para injeção. Primeiramente injeta se 0,1 ml e aguarda se 1 minuto para observar o 
comportamento do paciente. Logo após, se o paciente não apresentar sensibilidade injeta se 
lentamente a substância até que o mesmo apresente desconforto, o que ocorrera dentre 0,8 
a 2 ml, remove se então a seringa e recoloca se o cateter para evitar o refluxo, faz se então o 
exame radiográfico. 
 
SIALOGRAFIA DA GLÂNDULA SUBMANDIBULAR 
POSIÇÃO 
 Nesse caso as normas podem ser lateral ou ântero-posterior. Na incidência lateral, a 
inclinação da cabeça do paciente é de 15º em relação ao plano sagital mediano, para o lado 
da glândula manipulada. O raio será no meio da base da mandíbula, numa distância foco-
filme de 80 cm. Já no procedimento ântero-posterior o paciente ficará com a base da 
mandíbula paralela ao plano horizontal e a incidência da radiação será sobre o osso hioide, 
com uma distância foco-filme de 80 cm. 
 As orientações para o exame são iguais aos realizados na sialografia de glândula 
parótida. Nessa técnica, a principal diferença é a localização do ostio, que se da junto à 
carúncula lingual, sendo em alguns casos necessário anestesiar o local. 
 Envolve se a extremidade da língua em gaze e pinça se levando a mesma para o alto e 
para o lado oposto ao orifício de entrada do ducto de Wharton, onde se introduzirá a sonda 
para dilatação do óstio e do ducto. Após a dilatação, seca-se a região para observar a 
drenagem da saliva que é estimulada mediante a leves toques. 
 Na glândula submandibular a agulha penetra aproximadamente 1,5 cm no ducto de 
Wharton, a fixação da agulha e do cateter também se faz com fita adesiva no lábio inferior, 
junto da comissura, ao lado da glândula que esta sendo manipulada. A seringa é preparada 
com 5 ml da substancia de meio de contraste e realiza se a injeção do mesmo modo que na 
glândula parótida, no entanto, na glândula submandibular o paciente apresentará 
desconforto de 0,6 a 1 ml. 
 
LITÍASE SALIVAR 
- É frequentemente encontrada na glândula submandibular e seu conduto, devido a sua 
posição anatômica, ductos tortuosos e tipo de saliva secretada, que é mais viscosa. 
- A litíase salivar pode ser canalicular e glandular. 
- A maior incidência é no canal de Wharton (80%) na mandíbula. 
- É mais frequente em indivíduos do sexo masculino entre os 30 e 40 anos. 
- Hipóteses que explicam a formação dos cálculos: irregularidades anatômicas dos condutos, 
processos infecciosos, desequilíbrio eletrocoloidal e tônico. 
- O paciente que tem litíase pode apresentar dor de aparecimento brusco otodinia, trismo e 
tumefação regional. 
- O diagnóstico se estabelece mediantea exame clínico, anamnese e estudo radiológico. 
- O tratamento é geralmente cirúrgico. 
- São raros em glândulas salivares: sífilis, tuberculose e actinomicose. 
- Os processos inflamatórios agudos das glândulas salivares não são frequentes devido ao 
poder bactericida da saliva e por ser asséptica.

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