Fichamento Gestão de Riscos Financeiros   Caso Blaine Kitchenware
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Fichamento Gestão de Riscos Financeiros Caso Blaine Kitchenware

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
MBA EM GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLADORIA

Fichamento de Estudo de Caso

Daniel Coelho Socorro

Trabalho da disciplina Gestão de Riscos Financeiros Tutor: Profª Luciana Mattos Moreira Camelo

Niterói
2017

Estudo de Caso: Blaine Kitchenware Inc.: estrutura de capital.

TÍTULO: BLAINE KITCHENWARE INC.: ESTRUTURA DE CAPITAL.

REFERÊNCIA:.HEILPRIN, Joel L.; LUEHRMAN, Timothy A. Blaine Kitchenware Inc.: estrutura de capital. Harvard Bussiness School, 4013-Po2, 8 de outubro de 2009.

O estudo de caso “Blaine Kitchenware Inc.: estrutura de capital” objetiva analisar a estrutura de capital da empresa. A Blaine Kitchenware Inc. (BKI) é uma empresa de médio porte, que produz eletrodoméstico desde 1927, com foco em utensílios de preparo de comida, para cozinhar e para o preparo de bebidas. Desde 2006, a Blaine expandiu seus negócios optando por importar seus produtos para o Canadá, Europa, América do Sul e Central, e, inovando, inserindo na sua linha os produtos com tecnologia “smart”.
Esta empresa tem como principal concorrente os produtos importados que são mais baratos e, além disso, o preço alto dos hipermercados que dificultam o seu crescimento. Ademais, a empresa está inserida em um mercado caracterizado como sazonal, com pico de consumo entre outubro e novembro, onde varejistas adquirem produtos para serem comercializados nas festas de final de ano, e outros picos que equivalem a dia das mães, casamentos de verão e compras para casa.
A Blaine, em 2007, tem como CEO, Victor Dubinski, bisneto de um dos fundadores da companhia. Dubinski optou por manter as antigas tradições, tendo como diferencial significativo: a finalização da oferta pública inicial em 1994, onde foi dada liquidez a alguns descendentes dos fundadores que detinham 62% das ações; a produção foi transferida para o exterior; e a adoção de uma estratégia em prol do aumento e complementação da oferta de produtos adquiridos de pequenos fabricantes independentes ou linhas de utensílios de cozinha de fábrica maiores. Além do mais, a empresa estava empenhada em se focar no setor de utensílios para bebidas.
É essa estrutura da empresa que chama atenção de um grupo de investidores que propõem adquirir a Blaine por meio da compra das ações da empresa acima do valor de mercado. A Blaine possui como detentores de suas ações, majoritariamente, membros da família dos fundadores, que não estavam interessados na venda da empresa naquele momento.
Nesta situação, Dubinski questiona o porquê que deveria vender a Blaine. A resposta dada pelo banker foi de que a empresa estaria com “alta liquidez e sub-alavancados”, o resultado dessa situação estaria sendo pago pelos acionistas.
Ao analisar a situação, Dubinski nota que só poderia optar pela venda após considerar essa etapa juntamente com todas as políticas financeiras da Blaine, que apesar de ter o valor de suas ações pouco abaixo do seu “pico” estava com desempenho inferior a das suas concorrentes. Entretanto, tal análise leva a dois resultados que podem ser positivos ou negativos para a empresa/sócio.
Dubinski poderia considerar que uma grande recompra de ações seria bem recebido pelos membros familiares que faziam parte do Conselho de Administração, aumentando o percentual de controle da empresa, algo que não acontecia desde a sua Oferta Pública Inicial. Em contrapartida, uma nova necessidade de tomar empréstimos ou mesmo descontinuar a política de novas aquisições poderiam se tornar ações extremamente impopulares.