Direito Civil 7
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Direito Civil \u2013 2º Bimestre
Aula 01 \u2013 13/04/2018
Os direitos reais no Código Civil de 2002 \u2013 apanhado geral, antes de entrar na posse
	No Código Civil, a posse vem antes mesmo dos direitos reais (propriedade e outros). 
	Por que fala antes da posse e depois dos direitos reais? A posse não é direito real, mas é um tema afeto; está relacionado com os direitos reais. Há 3 artigos que temos que olhar para saber se configurou a posse. O primeiro artigo diz que a posse ocorre quando alguém, não proprietário, exerce um ou alguns dos poderes inerentes à propriedade (UGDR) - Possuidor. 
	Página 24, Gonçalves. (fala da disposição do Código) \u2013 (30,2 / 1511 \u2013 no ebook). O princípio da perpetuidade aplica-se somente à propriedade, os demais são temporários.
O Código Civil regula o direito das coisas no Livro III de sua Parte Especial. Trata primeiramente da posse e, em seguida, dos direitos reais. Destes, o mais importante e mais completo é o direito de propriedade, que constitui o título básico (III) desse Livro. Os demais resultam de seu desmembramento e são denominados direitos reais menores ou direitos reais sobre coisas alheias. São regulados nos Títulos IV a X do aludido Livro III, sendo os primeiros (superfície, servidões, usufruto, uso, habitação, direito do promitente comprador, concessão de uso especial para fins de moradia e concessão de direito real de uso) chamados de direitos reais de gozo ou fruição, e os três últimos (penhor, hipoteca e anticrese), de direitos reais de garantia. (Gonçalves, p.24)
	Os direitos reais maiores é apenas 1, o de propriedade. Os demais, direitos reais menores. Os menores dividem-se em de gozo ou fruição e de garantia (penhor, hipoteca e anticrese).
	A posse não é um direito real, mas um fato; Por que? Pelo princípio da taxatividade; se fosse, ela estaria no art. 1.225. Então a posse é um fato que, com o passar do tempo, se consolida, que acaba gerando direitos àquela pessoa que está em poder da coisa.
	A propriedade é direito real básico pois dele desmembram-se os direitos reais menores.
	Obs.: Professor disse que iria disponibilizar esse material no e-mail da sala, porém disse que tudo isso está no livro do Gonçalves \u2013 verificar.
	Importante: anotar a classificação dos direitos reais menores (subclassificação/subdivisão dos direitos reais menores):
De gozo ou fruição
Inciso II ao XIII, com exceção do VIII, IX e X.
Direitos reais de garantia
VIII, IX e X (penhor, hipoteca e anticrese)
	Para LAFAYETTE (apud GONÇALVES)
O domínio (vínculo entre a pessoa e o bem), com efeito, como assinala Lafayette, é suscetível de se dividir em tantos direitos elementares quantas são as formas por que se manifesta a atividade do homem sobre as coisas corpóreas. E cada um dos direitos elementares do domínio constitui em si um direito real, como, por exemplo, o direito de usufruto, o de uso e o de servidão. Tais direitos, desmembrados do domínio e transferidos a terceiros, denominam-se direitos reais na coisa alheia, ou sobre coisa alheia (jura in re aliena). (Gonçalves, p.25).
	Domínio: ou seja, o que caracteriza aquele poder que a pessoa exerce sobre a coisa.
	Coisas Corpóreas: para ser domínio, a coisa tem que ser corpórea; se for incorpórea, não é tangível. Já se for incorpórea, há a titularidade, que é chamada apenas de propriedade. É um bem, há valor econômico, mas não há domínio.
	Jura in re aliena: direito na coisa de outro; o usufrutuário não é dono, mas usa e goza; o usuário não é dono, mas usa e goza na medida de suas necessidades e de sua família; o habitador não é dono, mas mora na casa, se utiliza; assim como na servidão, em que um imóvel vai sofrer restrição para que um outro imóvel receba um aumento na sua utilidade, tanto que um vai ser chamado de dominante (que teve aumento), e outro de serviente, que teve a diminuição, por isso precisa-se de dois imóveis e tipo legal ainda diz que pertença a dono diferentes, e há de se estabelecer por meio de pacto entre essas pessoas.
O direito de propriedade (\u201cdireito real maior\u201d)
	Art. 1.231: propriedade plena \u2013 quatro direitos elementares na mão do proprietário. Propriedade limitada, quando o proprietário desmembra os direitos elementares.
	Quando ele desmembra, o proprietário temporariamente fica sem algum ou alguns de seus poderes. É o que a doutrina chama de nu-proprietário. Ele volta a ter a propriedade plena quando, pelo princípio da consolidação, os poderes voltam às suas mãos.
	Exclusiva. Porque só o proprietário exerce poderes daquela natureza. Pode ser que ela não seja exclusiva? Sim. Até mesmo a posse pode ser exclusiva ou não, vai depender se outras pessoas exercem os mesmos poderes daquele titular. O art. 1.231 fala que se presume ser plena e exclusiva, mas é iuris tantum (relativa, admite prova em contrário).
	Art. 1.232. Os frutos e mais produtos da coisa pertencem, ainda quando separados, ao seu proprietário, salvo se, por preceito jurídico especial, couberem a outrem.
	É que o dono do principal é o dono do acessório; é máxima jurídica, um PGD; essa é a regra, mas nem sempre. Os direitos reais menores são exceção a esse princípio, como o direito real de superfície onde terá uma construção pertencente a uma pessoa e o solo pertencente a outra pessoa. A superfície é o direito de construir ou plantar em terreno de outrem. Exemplo de goiabeira plantada em terreno de outro, que passa a ser ao dono do solo, e a goiaba passa a ser do dono do terreno, mas se tivesse sido pacto o direito de superfície, aí não; isso seria exceção.
O direito do usufruto (\u201cdireito real menor\u201d)
	Art. 1.412, a delimitação para se perceber os frutos.
	A propriedade é ampla, o uso é restrito e a habitação é mais restrita ainda. Ele não tem o direito de usufruir, de gozar, mas de utilizar para sua família.
Conclusão
	Propriedade: direito complexo e completo \u2013 Usar; Gozar; Dispor e Reaver.
	Usufruto: mais restrito que a propriedade, pois depende da propriedade. O usufrutuário pode usar e gozar, mas não pode dispor; não pode transferir o direito e usar e gozar, mas pode ceder ou emprestar temporariamente.
	Uso: espécie de usufruto, mas de abrangência mais restrita, pois é insuscetível de cessão.
	Habitação: direito ainda mais restrito, e consiste na faculdade de residir em um prédio com a sua família.
Quanto à posse, segundo LAFAYETTE..
	Posse jurídica: aquela que tem a proteção do código. O código protege a posse, as vezes até mais que o proprietário.
	
A Posse (Página 45 Gonçalves)
	Aqui, atenção. Até agora até a página 25, 26, etc. do Gonçalves.
	Posse tem uma carga muito grande.
	Primeira coisa a distinguir: ela pode se originar no Jus possessionis (possuidor) e Jus possidendi (proprietário).
	Para Gonçalves:
	\u201cO nosso direito protege não só a posse correspondente ao direito de propriedade e a outros direitos reais como também a posse como figura autônoma e independente da existência de um título.\u201d
	Dois tipos de posse:
Causal (ou titulada): inerente à propriedade e aos demais direitos reais menores. Ela é causal porque que tem uma causa, por exemplo, um contrato de compra e venda. No usufruto, é concedido a outra pessoa.
Formal (sem título): Nesse caso não é a que tem título, mas aquela que não tem forma. Autônoma, decorrente de uma situação de fato. Como visto, a posse não é um direito real, mas uma situação de fato.
Conceitos (página 46)
	\u201cSe alguém se instala em um imóvel e nele se mantem mansa e pacificamente, por mais de anos e dia [*] cria uma situação possessória que lhe proporciona direito a proteção. Tal direito é chmado jus possesionis ou posse formal, derivado de uma posse autônoma, independente de qualquer título. É tão somente o direito fundado na posse (possideo quod possideo [\u2018posse pela posse\u2019 ou \u2018posse de invasor\u2019]) que é protegido contra terceiros e até mesmo o proprietário. O possuidor só perderá o imóvel para este, futuramente, nas vias ordinárias. Enquanto isso, aquela situação será mantida contra terciros que não possuam nenhum título nem melhor posse.\u201d
* Atenção: