lei de lavoisier
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Lei de Lavoisier
Química Geral
CAMPUS
CABO F
 Prática 05, realizada em laboratório
de Química \u2013 apresentado a 
como exigência de relatório \u2013
Curso de Graduação - Engenharias.
RELATÓRIO
Professor: 
Disciplina: Química Geral
Curso: Engenharia
Turma: 3020
Campus:
Semestre-Letivo/Ano:
Período: 3º Período
Prática No: 05
Data do experimento: 
Data da entrega do experimento
LEI DE LAVOISIER
SUMÁRIO
OBJETIVO
Verificar experimentalmente a Lei de Lavoisier, ou seja, massa reagente igual a massa do produto.
2. INTRODUÇÃO
2.1. A lei de Lavoisier
Conservação das massas:
	A Lei da Conservação das Massas foi publicada pela primeira vez em 1760, em um ensaio do químico russo Mikhail Lomonosov. No entanto, sua obra não teve repercussão na Europa Ocidental, cabendo ao francês Antoine Laurent Lavoisier o papel de tornar mundialmente conhecido o que hoje se chama Lei de Lavoisier.
	Por volta de 1774, o químico francês realizava experiências sobre a combustão e a calcinação de substâncias. Com o objetivo de utilizar métodos quantitativos, Lavoisier empregava a balança como um de seus principais instrumentos para acompanhar as atividades experimentais. Observou que, das reações de calcinação de metais expostos ao ar, sempre resultavam óxidos cujo peso era maior que o do metal de partida. Ao contrário, na combustão de um pedaço de carvão exposto ao ar, a massa restante ao final do processo era sempre menor que a massa inicial.
	Depois que adquiriu informações sobre as características do gás que ativava a queima de outras substâncias (que mais tarde foi denominado pelo próprio Lavoisier como oxigênio, que quer dizer gerador de ácidos), passou a fazer experiências com o mesmo e acabou por deduzir que a combustão e a calcinação nada mais eram que o resultado da reação de combinação desse gás com as outras substâncias. Através dos resultados dos experimentos realizados em sistemas fechados, onde as massas de reagentes e produtos gasosos poderiam ser medidas com precisão, concluiu que as variações de massa observadas quando as reações eram realizadas em sistemas abertos, correspondia à massa da substância inicialmente empregada, mais a massa do gás a ela incorporada ou perdida através da reação.
	
Observação:
	Os estudos experimentais realizados por Lavoisier levaram-no a concluir que, numa reação química que se processe num sistema fechado, a massa permanece constante, ou seja, a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos:
m (reagente) = m (produto)
Ou ainda, filosoficamente falando:
\u201cNa natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d.
	Atualmente sabemos que a Lei de Lavoisier como inicialmente foi proposta só não se aplica em seu enunciado original às Reações Nucleares, onde a energia envolvida é proveniente da 2 transformação significativa de matéria em energia. Uma reação nuclear geralmente envolve transmutação nuclear, na qual, além da mudança nas naturezas dos núcleos dos átomos participantes, a massa inicial dos núcleos reagentes é maior que a massa final de núcleos produzidos no processo, ocorrendo o fenômeno conhecido como \u201cperda de massa\u201d.
	Esta massa perdida é transformada em energia, que pode ser calculada pela famosa equação de Einstein, DE = (Dm) c2, onde DE é a energia liberada no processo, Dm é a massa perdida no processo, e c é a velocidade da luz no vácuo, aproximadamente igual a 300.000 km/s. Como a energia global é sempre mantida (obedecendo a Primeira Lei da Termodinâmica), nas reações nucleares há conservação da (energia + massa) de reagentes e produtos, ao invés de somente a massa prevista pela Lei de Lavoisier para as reações químicas. Isto se explica facilmente, pois mesmo as reações químicas com os maiores desprendimentos de energia conhecidas, são apenas fração insignificante das energias envolvidas numa reação nuclear!
2.2. Precipitação
 	A precipitação é a formação de um sólido durante a reação química. O sólido formado na reação química é chamado de precipitado. Isso pode ocorrer quando a substância insolúvel, o precipitado, é formado na solução devido a reação química ou quando a solução foi supersaturada por um composto. Exemplo de reação de precipitação: Nitrato de prata aquoso (AgNO3) é adicionado em uma solução contendo cloreto de potássio (KCl) e a precipitação de um sólido branco, cloreto de prata, é observado. 
AgNO3(aq) + KCl(aq) \u2192 AgCl(s) + KNO3(aq)
O cloreto de prata (AgCl) forma um sólido, observado como precipitado. Essa reação pode ser escrita com ênfase na dissociação de íons em uma solução composta:
Ag+(aq) + NO3-(aq) + K+(aq) + Cl-(aq) \u2192 AgCl(s) + K+(aq) + NO3-(aq)
O último modo de representar uma reação de precipitação é conhecida como rede de reação iônica. Nesse caso, todo íon observado (aqueles que não contribuem para a reação) são deixados de fora da fórmula. Isso simplifica as equações acima no seguinte:
Ag+(aq) + Cl-(aq) \u2192 AgCl(s)
3. MATERIAIS NECESSÁRIOS UTILIZADOS
3.1- Vidrarias
Erlenmeyer de (100,200,250ml)
Pipeta de 10ml
Pêra
Espátula
Vidro de relógio
Balança de Precisão
Bexiga 
Tubos de ensaio
Estante
3.2- Reagentes
-Fenolftaleína 1%
-Cloreto de Bário, BaCl2- 0,5 m
-Carbonato de cálcio, CaCO3
-Ácido Clorídrico, HCL - 0,5 m
-Sulfato de Sódio, Na2SO4 - 0,5 m
-Hidróxido de Sódio, NaOH - 0,5 m
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1. Reação de Neutralização
	Pipetou-se 10mL de ácido clorídrico (HCl) e colocou-se em um tubo de ensaio. Pipetou-se 10mL de hidróxido de sódio (NaOH) e colocou-se em um erlenmeyer de 250ml juntamente com duas gotas de fenolftaleína. 
 
Tubo de ensaio dentro do erlenmeyer (sem misturar os reagentes) e levou-se à balança. Anotou-se o peso. 
Misturou-se o ácido clorídrico com o hidróxido de sódio dentro do erlenmeyer de 250ml e pesou-se novamente considerando também o peso das vidrarias (erlenmeyer e tubo de ensaio). Anotou-se o peso.
4.2. Reação de Desprendimento de Gás
 OBS: não houve reposição 
4.3. Reação de Precipitação
	Pipetou-se 10mL de sulfato de sódio (Na2SO4) e colocou-se no erlenmeyer de 200ml. Pipetou-se 10mL de cloreto de bário (BaCl2) e colocou-se no tubo de ensaio.
 
	
Colocou-se o tubo de ensaio dentro do erlenmeyer de 200ml (sem misturar os reagentes) e levou-se à balança. Anotou-se o peso.
Misturou-se o sulfato de sódio com o cloreto de bário e pesou-se novamente. Anotou-se o peso.
5. CÁLCULOS/RESULTADOS
	Para que a lei de Lavoisier seja comprovada no experimento, o resultado em % não pode ser maior de 10%. Dada a Tabela. 
	
	
	
Neutralização
	MR
	MP
	Erro
	Anotações Gerais
	
	155,88
	155,71
	0\u2105
	Ao misturar o ácido com a fenolftaleína obteve-se uma coloração rosada, porém ao adicionar a base NaOH a coloração voltou ao seu estado inicial.
	Desprendimento de Gás
	000
	000
	
000
	Ao misturar o ácido com a base foi liberado um gás ocasionando bolhas e um líquido um pouco pastoso branco.
	Precipitação
	150,14
	14
	
 0,025%
	Ao misturar Na2SO4 ao BaCl2 observou-se a formação de um precipitado branco no fundo do erlenmeyer.
Foi realizado o cálculo de erro com a seguinte fórmula : | MR \u2013 MP/MR|*100
Neutralização
 X= |158,88-158,88/158,88||*100 \u2192 X= 0%
Precipitação
X= |150,14-149,95/150,14|*100\u2192 X= 0,12%
Observou-se que no primeiro experimento, a reação que ocorre entre um ácido e uma base é denominada neutralização, pois o pH costuma ficar neutro ou próximo disso, o que equivale a um pH igual a 7. Quando um ácido reage com uma base, água e um sal são formados. Com isto, e a adição da fenolftaleína, observa-se quando a reação se completa, atingindo o ponto de viragem. Desta forma, foi possível saber quando isso ocorre, pois a cor da solução sofre uma mudança na presença da fenolftaleína,