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réplica manutenção de posse

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EXCELENTÌSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DO FORUM REGIONAL DE JACAREPAGUÁ RIO DE JANEIRO – RJ. 
10 linhas
Processo nº: 0217077-74.2016.8.19.0001
ALAN CORDEIRO GOMES E OUTROS, devidamente qualificado nos autos da ação de manutenção de posse com pedido liminar c/c pretensão demolitória e danos morais, em epígrafe, proposta em face de, FRANCISCO RENATO SAMPAIO DE FREITAS, vem por intermédio de seus advogados infra-assinados, pertencentes ao núcleo de pratica jurídica da universidade Estácio de Sá, apresentar a sua
RÈPLICA
Aduzindo, para tanto, o que se segue
No que pese o esforço do réu para tentar rebater os fatos na exordial, as alegações declinadas na contestação de folhas 70/78 em nada abalam a sólida fundamentação jurídica exposta na inicial, incumbindo ao autores, tão somente esclarecer de forma objetiva que
1 - A presente demanda diz respeito a manutenção de posse, uma vez que a posse direta dos autores está sendo turbada, os autores vem sofrendo turbação desde que o réu resolveu, por contra própria, invadir o terreno dos autores e construir uma janela, sem se quer respeitar os parâmetros expostos em lei, vide artigo 1301 e parágrafos do código civil brasileiro, no muro divisório dos fundos.
2 - Considera-se inepta a petição inicial quando: lhe faltar pedido ou causa de pedir; da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; o pedido for juridicamente impossível; contiver pedidos incompatíveis entre si, ou seja, não estamos diante de uma petição inepta, portando não há que se falar em inépcia da inicial.
3 - Legitimidade ad causam nada mais é que a pertinência subjetiva da ação, ou seja, qualidade expressa em lei que autoriza o sujeito (autor) a invocar a tutela jurisdicional. Nessa lógica, será réu aquele contra qual o autor pretender algo, no caso em tela os autores estão exercendo seus direitos constitucionais de buscarem a tutela jurisdicional garantida, a eles, pela Constituição Federal Brasileira, violar esse direito é ferir a dignidade da pessoa humana, quanto ao interesse, os autores têm necessidade, adequação e utilidade, sendo assim, existe sim a legitimidade e o interesse processual questionado. 
4 - Os autores não estão perseguindo o réu, pois está nítido de quê quem está agindo de má fé e fazendo alegações inconstantes é o próprio réu, que inclusive, demonstrou por meio de uma “ planta do terreno” feita por ele mesmo de que assiste razão aos autores, portanto, não existe litigância e má fé por parte dos autores, pois os mesmos comprovam a sua posse com os documentos já anexados.
5 – O réu alega que os autores não são os legítimos possuidores do terreno, mas não tem documentos que comprovem isso, já os autores, sim.
6 – Os documentos anexados, testemunhal e da associação de moradores, ao processo em questão são provas cabíveis e concretas de que os autores tem a posse direta e ininterrupta do terreno, é incabível a alegação de que não existem provas.
7 – Como prevê o artigo 327 do código de processo civil, é lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão, portanto, não há que se falar em não cumulação de pedidos.
8 - A liminar deve ser acolhida, pois ao contrário dos autores, o réu não trouxe nenhum documento que efetivamente comprovasse sua posse.
9 - Considera-se dano moral quando uma pessoa se acha afetada, na sua privacidade, intimidade, e poderá estender-se ao dano patrimonial se a ofensa de alguma forma impedir ou dificultar atividade, portando da alegação de dano hipotético deve ser rejeitada. 
10 – Conforme expressa o artigo 80 do código de processo civil, considera-se litigante de má-fé aquele que:
I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II - alterar a verdade dos fatos;
III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
VI - provocar incidente manifestamente infundado;
VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório, diante do referido artigo, não resta dúvida de quem litiga de má fé é o réu.
11 – Os documentos apresentados pela parte Ré não traz nenhuma segurança visto que o recibo apresentado encontra-se cheio de rasuras, neste caso a parte autora requer perícia documental.
Ante todo o exposto, a parte autora reitera os argumentos expandidos na exordial, pugnando pela procedência do pedido, em seus precisos termos.
Nestes termos
Espera deferimento
Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.
Advogado/Número.