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Apostila direito previdenciario[1]

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tenha que pagar um beneficio à família do preso, como se ele estivesse 
falecido. O preso é que deveria pagar por se encontrar nessa condição...” 
 
Por conta destas criticas, há doutrinadores entendem que tal beneficio deveria 
estar incluído na assistência social e não na previdência social justamente para 
proteger a família do segurado. Como beneficio assistencial atenderia melhor 
ao principio de que a pena não pode passar da pessoa do condenado (principio 
da intranscendencia da pena), principio da solidariedade e do mínimo 
existência. 
 
Carência: vinte e quatro contribuições mensais; 
 
Data de Inicio do Beneficio: 
 - A data do efetivo recolhimento à prisão, se requerido à prisão até 30 dias 
depois desta. 
- Data do requerimento, se requerida após 30 dias. 
 
RMI: cinquenta por cento do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou 
daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de sua 
detenção ou recolhimento à prisão, acrescido de tantas cotas individuais de dez 
por cento do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do 
segurado, até o máximo de cinco, observado o disposto no Artigo 33 da Lei 
8.213. 
 
Cessação do Benefício: 
Quanto ao término do benefício, há duas hipóteses: 
a) em relação aos dependentes, o término ocorrerá no momento da morte 
destes, no caso de sua emancipação, ou de se atingir a maioridade, ou 
ainda se cessar a invalidez. 
 
Nos termos das novas normas da pensão por morte aplicáveis ao auxílio-
reclusão, reverterá em favor dos demais a parte daquele dependente 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200003333 
cujo direito à pensão cessar, mas sem o acréscimo da correspondente 
cota individual de dez por cento. 
 
b) Em relação ao segurado, o término ocorrerá com o seu falecimento, e 
neste caso transforma-se em pensão por morte, nos termos do art. 118 
do Decreto 3.048/99); pela fuga (o benefício será suspenso, se houver 
recaptura do preso segurado, será restabelecido o pagamento do 
benefício, será restabelecido a contar da data em que lhe ocorrer, desde 
que estes ainda desfrutando da qualidade de segurado), liberdade 
condicional, transferência para prisão albergue ou extinção da pena do 
segurado. 
 
OBS: antes da EC 20/98, não há que se falar em verificação da renda do 
aprisionado para a concessão do benefício. Se a prisão se deu antes de 16-12-
1998 e naquela época não havia a exigência de o segurado ser de baixa renda. 
Ao auxilio-reclusão com data de inicio fixada em período anterior a 16-12-2008 
aplicar-se-á legislação vigente na época, independentemente da renda mensal 
posterior (Portaria MPAS 4.883, de 1998, Artigo 8º, § 1º). Isto se dá em razão 
do principio tempus regit actum, respeitando o direito adquirido. Nesse sentido: 
TRF 4 ª Região, Apelação/Reexame Necessário Nº 5013893-
24.2010.404.7000/PR. 
 
Salário-família 
Trata-se de benefício previdenciário pago mensalmente pela empresa ou pelo 
INSS aos segurados de baixa renda, na proporção do respectivo número de 
filhos ou equiparados até 14 anos, ou inválidos (Artigo 201, IV, da CF, Artigo 
18, I, “f”, e Artigos 65 a 70, da Lei nº 8.213, e Artigos 81 a 92, do Decreto 
3.048). 
 
Beneficiários 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200004444 
Empregado, trabalhador avulso e aposentados que tenham salário-de-
contribuição nos termos previstos na Portaria Interministerial MPS-MF nª 
19, de 10-01-2014 (publicada 13-01-2014), na proporção do respectivo 
número de filhos ou equiparados (enteado ou tutelado) menores de 14 anos ou 
inválidos. 
 
Excluídos do benefício 
 
Excluídos do benefício: Domésticos (antes da EC 72), contribuintes 
individuais e facultativos (salvo quando aposentados). 
 
Concessão 
 
Concessão: O benefício é concedido por cotas, de modo que o segurado 
perceba tantas cotas quantos sejam os filhos, enteados ou tutelados, com idade 
até 14 anos incompletos ou inválidos. 
 
Para os filhos inválidos maiores de 14 anos, deve ser verificada a invalidez em 
exame pericial pelo INSS. 
 
Início do Benefício 
 
Início do Benefício: Devido a partir da apresentação da certidão de 
nascimento do filho ou documentação referente ao equiparado. 
 
Carência: Não há (Artigo 26, I, a Lei nº 8.213). 
 
Salário-família - renda mensal 
A cota do salário-família é definida em razão da remuneração que seria devida 
ao empregado no mês, independentemente do número de dias efetivamente 
trabalhados. Todas as importâncias que integram o salário de contribuição 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200005555 
serão consideradas como parte integrante da remuneração total de férias para 
efeito de definição do direito à cota do salário-família. 
 
Como é um benefício previdenciário, importante salientar que, embora pago 
pela empresa, ela terá direito de reembolso integralmente de valor adiantado, 
efetuando a compensação quando do recolhimento das contribuições devidas à 
Previdência Social. 
 
A renda do benefício é calculada por cotas referentes a cada filho ou 
equiparado. A Portaria acima citada fixou dois valores de cota para o salário-
família: 
 
a) R$ 35,00 para segurado com remuneração mensal não superior a R$ 
682,50; 
b) R$ 24,66 para segurado com remuneração mensal superior a R$ 682,50 e 
igual ou inferior a R$ 1.025,81. 
 
Cessação (Artigo 88, do Decreto 3.048): 
• Por morte do filho ou equiparado a contar do mês seguinte ao óbito; 
• Quando o filho ou equiparado completar 14 anos de idade, salvo se inválido, a 
contar do mês seguinte ao da data do aniversário; 
• Pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a contar do 
mês seguinte ao da cessação da incapacidade; 
• Pelo desemprego do segurado. 
 
Conforme Artigo 7º da CF, o salário-família é direito do trabalhador, urbano ou 
rural. Sendo assim, o benefício, ainda que seja pago em função da 
existência de dependentes, é devido ao segurado. Uma vez 
desempregado, não faz mais jus às cotas. 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200006666 
Salário-maternidade 
Trata-se de benefício previdenciário concedido à mulher gestante pelo prazo de 
120 dias, previsto no Artigo 201, II, da CF, Artigo 18, I, “g” e Artigos 71 a 73 
da Lei nº 8.213 e Artigos 93 a 102, do Decreto 3.048. 
 
A proteção à trabalhadora gestante é garantida tanto no âmbito do Direito do 
Trabalho quanto no Direito Previdenciário. 
 
No campo do Direito Previdenciário, a proteção da mulher gestante se dá pela 
concessão do beneficio salário-maternidade com duração, em regra, de 120 
dias. 
 
Beneficiárias: Todas as seguradas. 
 
Instrução Normativa INSS 45/2010: 
Artigo 293. O salário-maternidade será pago para as seguradas empregada, 
trabalhadora avulsa, empregada doméstica, contribuinte individual, facultativa, 
especial e as em prazo de manutenção da qualidade de segurada, por ocasião 
do parto, inclusive o natimorto, aborto não criminoso, adoção ou guarda 
judicial para fins de adoção, observadas as situações e condições previstas na 
legislação no que concerne à proteção à maternidade. 
Carência: Depende do tipo de segurada: 
- seguradas contribuinte individual e facultativa: 10 meses; 
- seguradas empregada, empregada doméstica e avulsa: não há; 
- segurada especial: comprovação de atividade rural nos últimos 10 meses 
imediatamente anteriores ao parto, mesmo que de forma descontínua. 
 
 
Atenção 
 A exigência de 12 meses, posta ainda no parágrafo único do 
Artigo 39, da Lei nº 8.213, deve ser entendida como reduzida 
para 10 meses, a partir de 29-11-99 (data da publicação da Lei 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200007777