A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
273 pág.
Apostila direito previdenciario[1]

Pré-visualização | Página 47 de 50

nº 9.786/99), para manter a coerência do sistema (Artigo 93, § 
2º do Decreto 3.048/99 e Artigo 297 da IN INSS 45/2010). 
TRF2, 2011.02.01.012952-7. 
 
Salário-maternidade - mais informações 
Você sabe qual é a data de início do benefício? A partir do 28º dia 
anterior ao parto até o dia deste pode ser iniciado o benefício, isto porque o dia 
do parto nem sempre é previsível. 
 
Poderá o salário-maternidade ser requerido no prazo de cinco anos, a 
contar da data do parto, haja vista a ausência de prazo máximo para o seu 
requerimento, pois após esse período começará a se operar a prescrição 
quinquenal progressiva das parcelas. 
 
Duração do salário-maternidade: A regra é que seja pago por 120 dias. 
Considera-se parto o evento ocorrido a partir da 23ª semana de gestação, 
inclusive em caso de natimorto. Ou seja, a interrupção de gestação após este 
período, desde que não criminosa, dará direito ao período de 120 dias. 
 
Salário maternidade: 
Exceções: 
1 - Caso haja interrupção não criminosa antes da 23ª semana, o salario 
maternidade terá duração de duas semanas. 
2 - Em situações de risco para a vida do feto ou criança ou da mãe, é possível 
que o salário-maternidade seja pago por mais de 120 dias, mediante atestado 
especifico, aumentando-se até duas semanas os períodos de repouso anterior e 
posterior ao parto. Tais situações são de risco para a vida do feto ou criança ou 
da mãe, devendo o atestado medico ser apreciado pela pericia do INSS, exceto 
nos casos de segurada empregada, que é pago diretamente pela empresa. 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200008888 
3 – Salários-maternidade em caso de adoção (controvérsia) Salário-
maternidade em caso de adoção: o período variava de acordo com a idade o 
adotado, conforme redação antiga do Artigo 71-A da lei 8.213. 
 
Este Artigo era bastante criticado, pois a adoção da criança de idade mais 
avançada também demanda uma atenção especial, haja vista já terem 
convívios sociais anteriores, não tendo sido razoável se limitar aos 8 anos de 
idade, especialmente no caso de deficientes físicos ou mentais adotados. 
 
Por força de decisão judicial na ACP 5109632-23.2011.404.7200 (VF de Santa 
Catarina), com aplicação em âmbito nacional com base no Artigo 6º, caput, 203 
I e no Artigo 227, § 6º, todos da CF, o INSS foi obrigado a conceder salário-
maternidade na adoção por 120 dias, independentemente da idade da criança 
ou do adolescente adotando. 
 
Na doutrina, Fabio Zambitte e Lazzari entendiam que o estabelecimento dos 
prazos no Artigo 71-A havia sido revogado tacitamente revogado pela lei 
12.010/09, a qual revogou previsão idêntica na CLT, que tratava da licença 
maternidade (Artigo 392-A). 
 
Ocorre que no ano de 2013 foi editada a lei 12.873, que tratou de modificações 
substanciais no salário-maternidade: 
ANTES da MP 619/13 e da Lei 
12.873/13 
APÓS da MP 619/13 e da Lei 
12.873/13 
O período variava de acordo com a 
idade da criança adotada: 
• Até 1 ano: 120 dias. 
• Entre 1 e 4 anos: 60 dias. 
• Entre 4 e 8 anos: 30 dias. 
 
Essa diferença entre crianças 
adotadas e biológicas sempre foi 
A nova redação do Artigo 71-A da Lei 
n° 8.213/91 afirma que à segurada da 
Previdência Social que adotar ou 
obtiver guarda judicial para fins de 
adoção de criança é devido salário-
maternidade pelo período de 120 dias. 
 
Assim, não importa mais a idade da 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222200009999 
muito criticada e havia ações judiciais 
questionando a sua 
constitucionalidade. 
criança adotada. O período de salário-
maternidade será sempre de 120 dias. 
 
Foi acrescentado também o § 2º ao Artigo 71-A da Lei n.° 8.213/91, com a 
seguinte redação: 
§ 2º Ressalvado o pagamento do salário-maternidade à mãe biológica e o 
disposto no Artigo 71-B, não poderá ser concedido o benefício a mais de um 
segurado, decorrente do mesmo processo de adoção ou guarda, ainda que os 
cônjuges ou companheiros estejam submetidos a Regime Próprio de 
Previdência Social. 
 
Assim, por exemplo, se Maria e Joana, companheiras homoafetivas, ambas 
seguradas do RGPS (INSS), adotarem uma criança, apenas uma delas terá 
direito ao salário-maternidade. 
 
Foram acrescentados também dois novos importantes artigos na Lei n.° 
8.213/91: 
Agora, se a mãe falecer, o pai (desde que segurado) poderá continuar 
recebendo o salário-maternidade: 
Artigo 71-B. No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao 
recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período 
ou pelo tempo restante a que teria direito, ao cônjuge ou companheiro 
sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto no caso do 
falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as normas aplicáveis ao 
salário-maternidade. 
 
§ 1º O pagamento do benefício de que trata o caput deverá ser requerido até o 
último dia do prazo previsto para o término do salário-maternidade originário. 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211110000 
§ 2º O benefício de que trata o caput será pago diretamente pela Previdência 
Social durante o período entre a data do óbito e o último dia do término do 
salário-maternidade originário e será calculado sobre: 
I - a remuneração integral, para o empregado e trabalhador avulso; 
II - o último salário-de-contribuição, para o empregado doméstico; 
III - 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) últimos salários de 
contribuição, apurados em um período não superior a 15 (quinze) meses, para 
o contribuinte individual, facultativo e desempregado; 
IV - o valor do salário mínimo, para o segurado especial. 
 
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo ao segurado que adotar ou obtiver 
guarda judicial para fins de adoção. 
 
Agora ficou expressa a previsão de que a pessoa que recebe o salário-
maternidade deve ficar afastada do trabalho. Não pode receber o benefício e 
continuar trabalhando: 
 
Artigo 71-C. A percepção do salário-maternidade, inclusive o previsto no art. 
71-B, está condicionada ao afastamento do segurado do trabalho ou da 
atividade desempenhada, sob pena de suspensão do benefício. 
 
No âmbito do DIREITO DO TRABALHO, também há importantes modificações, 
pois a Lei n.° 12.873/2013 alterou algumas regras previstas na CLT sobre 
licença-maternidade. 
Foi inserido o § 5º ao Artigo 392-A da CLT, prevendo que, se um casal homo ou 
heteroafetivo, fizer uma adoção conjunta, apenas um dos dois terá direito à 
licença-maternidade. Veja: 
§ 5º A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-
maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou 
empregada. 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211111111 
Agora existe previsão legal expressa no sentido de que, se a mãe falecer, o pai 
(que for empregado) poderá ficar gozando da licença-maternidade: 
Artigo 392-B. Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou 
companheiro empregado o gozo de licença por todo o período da licença-
maternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe, exceto no caso 
de falecimento do filho ou de seu abandono. 
 
As regras da licença-maternidade são as mesmas tanto no caso de filhos 
biológicos como adotivos (incluindo a guarda judicial para fins de adoção): 
Artigo 392-C. Aplica-se, no que couber, o disposto no Artigo 392-A e 392-B ao 
empregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção. 
 
Renda mensal do benefício 
A renda mensal foge à regra de vinculação de aplicação da alíquota ao salário-
de-benefício. Seguradas empregada, empregada e avulsa: renda igual à 
remuneração integral. Se existirem empregos concomitantes, fará jus ao 
benefício