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Apostila direito previdenciario[1]

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relativo a cada emprego. OBS: Instrução Normativa INSS 45/2010. 
 
Empregos concomitantes ou de atividade simultânea 
Artigo 299. No caso de empregos concomitantes ou de atividade 
simultânea na condição de segurada empregada com contribuinte individual 
ou doméstica, a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada 
emprego ou atividade. 
 
 
1 - § 1º Inexistindo contribuição na condição de segurada contribuinte 
individual ou empregada doméstica, em respeito ao limite máximo do salário-
de-contribuição como segurada empregada, o benefício será devido apenas na 
condição de empregada. 
 
2 - § 2º Quando a segurada se desligar de apenas uma das atividades, o 
benefício será devido somente pela atividade que continuar exercendo, 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211112222 
ainda que em prazo de manutenção da qualidade de segurada na 
atividade encerrada. 
 
3 - § 3º Quando a segurada se desligar de todos os empregos ou atividades 
concomitantes e estiver em prazo de manutenção da qualidade de segurada, 
será devido o salário-maternidade somente em relação à última atividade 
exercida. 
 
Na doutrina, temos Frederico Amado que entende que esta instrução, nesta 
parte, ilegal, deve o INSS pagar dois salários-maternidade, se mantida a 
qualidade de segurada, pois durante o período de graça a segurada conservará 
todos os direitos perante a Previdência Social, conforme Artigo 15, § 3º, da Lei 
nº 8.213. 
 
 
Atenção 
 O Artigo 14, da EC 20, fixou o limite máximo para o valor de 
benefícios em R$1.400,00. Ocorre que o STF, na ADIN Mc 1946, 
firmou entendimento de que tal artigo, em atenção ao princípio 
da isonomia entre homens e mulheres, deu interpretação 
conforme para que o artigo não limitasse o salário-maternidade 
ao teto dos benefícios, e aí a Previdência tem que arcar com o 
pagamento de todo o benefício. Se assim não se entendesse, as 
empresas iriam discriminar as mulheres na admissão do 
emprego para evitar custos. 
Renda mensal do benefício - mais informações 
• Seguradas empregada doméstica: valor correspondente ao seu último salário 
de contribuição (o Artigo 7º, XVIII e parágrafo único CF, c.c Artigo da lei 
conferem à doméstica licença-gestante sem prejuízo do emprego e salário). 
• Seguradas contribuinte individual e facultativa: 1-12 dos últimos salários de 
contribuição, apurados em um período não superior a 15 meses. (Caso a 
segurada tenha apenas cumprido a carência, ou seja, 10 contribuições mensais, 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211113333 
seu benefício será de 1/12 de 10 meses, o que evidentemente irá reduzir o 
valor do mesmo). 
• Segurada especial: um salário mínimo. 
 
Atividade proposta 
Eduarda, aposentada por invalidez no valor de R$3.000,00, procura seu 
escritório para saber se tem direito a algum benefício previdenciário, pois 
escutou na TV que os dependentes de preso poderiam pleitear junto ao INSS o 
tal do “auxílio-reclusão”. 
 
Informa que seu esposo, Cláudio, está preso desde setembro de 1997, com 
base em decisão transitada em julgado da Justiça Federal por crime de lavagem 
de dinheiro. Informa que tudo não passou de injustiça, já que seu marido era 
trabalhador, inclusive com carteira assinada, como advogado do banco 
empresta $ a juros baixos, conforme fl. 6 da CTPS, anotada com salário de R$. 
1.500,00. 
 
Por fim, mostra uma declaração expedida pela Secretaria de Segurança Pública, 
no dia 30-11-2011, esclarecendo que Cláudio está preso na Penitenciária Bangu 
I, desde setembro de 1997 até os dias atuais. Eduarda faz jus ao benefício? 
 
Chave de resposta: Antes da Ec. 20-1998, não havia necessidade de o 
segurado ser de baixa renda para fazer jus ao benefício de auxílio-reclusão. 
Logo, é devido auxílio-reclusão para Eduarda, sendo cumulável com sua 
aposentadoria por invalidez. 
 
Referências 
TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 16. ed. Rio de Janeiro: 
Impetus, 2011. p. 99. “Sobre a receita de concursos de prognósticos”. 
 
Exercícios de fixação 
Questão 1 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211114444 
Kátia, aposentada do INSS, ajuíza ação objetivando pensão por morte em face 
do INSS, alegando que conviveu desde 2006 ao lado de Ruy, falecido em 25-
10-2009, aos 67 anos de idade. Alega que requereu, em 01-09-2013, benefício 
de pensão por morte de seu companheiro, mas que o benefício foi indeferido 
por falta de qualidade de dependente, por não haver sido provada a relação de 
companheirismo. Instruiu a inicial com os seguintes documentos: conta de 
telefone em seu nome em endereço em Copacabana, onde os dois residiam, 
cópia de apólice de seguro de vida contratado por Ruy em junho de 2008, no 
qual consta a mesma como beneficiária, fotos do casal em comemoração de 
aniversário dela numa churrascaria, multa de trânsito referente ao carro do 
falecido com vencimento em novembro de 2008, no mesmo endereço constante 
na conta de telefone, fatura de cartão de crédito de Ruy constando a mesma 
como dependente, com vencimento em 05-10-2005, cópia da ficha funcional de 
Ruy (Lojas Americanas), constando a autora como dependente e, por fim, CTPS 
do falecido com anotação de seu único vínculo empregatício como advogado 
das Lojas Americanas, no período de 01 de junho de 1990, até dezembro de 
2005, quando pediu as contas, porque havia decidido trabalhar por conta 
própria. Não há nos autos carnê com recolhimentos na qualidade de Ruy como 
contribuinte individual e, no CNIS, só constam recolhimentos feitos pelas Lojas 
Americanas. O INSS não contestou. Analise as assertivas a seguir e marque a 
opção correta. 
a) Kátia não faz jus à pensão por morte, pois não pode acumular com sua 
aposentadoria, despiciendo o debate acerca da qualidade de segurado 
de Ruy. 
b) Kátia não faz jus à pensão por morte, pois Ruy não possuía qualidade de 
segurado à época do óbito. 
c) Kátia faz jus à pensão por morte, pois à época do óbito Ruy preenchia 
requisitos para concessão de aposentadoria por idade e, por isso, 
mantinha qualidade de segurado. 
d) Kátia faz jus à pensão, pois à época do óbito, Ruy estava no período de 
graça e, por isso, mantinha qualidade de segurado. 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 222211115555 
Questão 2 
No velório de Joaquim, compareceram, além de amigos, a esposa Gabriela e os 
filhos em comum, Tieta e Pedro, com 15 e 20 anos, respectivamente. A pensão 
por morte que os três receberão tem o valor global de R$ 750,00, de forma que 
a cota de cada um fica na monta de R$ 250,00. Pedro, solteiro, cursa o terceiro 
ano de Direito e está desempregado. Se essa situação permanecer, quando ele 
completar 21 anos: 
a) Nada se alterará, porque, com menos de 24 anos e estudando, o rapaz 
mantém o direito ao benefício. 
b) Pedro deixará de receber seu benefício, que será dividido em partes 
iguais entre Gabriela e Tieta. 
c) Cessa sua parcela da pensão, em razão de ser Pedro solteiro. 
d) A pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que passará a 
receber R$ 500,00 até completar 21 anos. 
e) Apenas o benefício recebido por Gabriela aumentará, cessando o 
pagamento de Pedro. 
 
Questão 3 
Acerca do benefício de auxílio-reclusão, assinale a opção correta. 
a) O auxílio-reclusão é devido a qualquer segurado recolhido à prisão. 
b) Ainda que o segurado esteja em gozo de auxílio-doença, lhe é devida a 
concessão de auxílio-reclusão. 
c) Para sua concessão, a legislação exige um período de carência de doze 
contribuições mensais. 
d) O auxílio-reclusão, tal como o salário-família, tem como requisito o 
segurado possuir baixa renda. 
e) O auxílio-reclusão, também denominado Bolsa-Preso, tem valor fixo de