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Apostila direito previdenciario[1]

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recorda que a Convenção nº 169 da 
Organização Internacional do Trabalho (OIT) determina o respeito aos métodos 
pelos quais os índios recorrem tradicionalmente para a repressão dos delitos 
cometidos pelos seus membros, desde que não se contraponham à ordem 
jurídica nacional e aos direitos humanos internacionalmente consagrados. A 
aplicação das normas da comunidade esclarece a juíza, não representa o 
reconhecimento de um sistema jurídico próprio. A Constituição, destaca, 
assegura a esses grupos étnicos o direito à sua organização social, aos seus 
usos e aos seus costumes. 
 
Priscilla salienta que o Estatuto do Índio “possibilita à própria comunidade tribal 
aplicar as penalidades que entender necessárias à disciplina e à punição de 
seus membros, desde que tais penas não sejam de morte nem possuam caráter 
infamante ou cruel”. Ela aponta que há “um questionamento natural: se 
durante séculos os conflitos entre indígenas ocorreram sem que houvesse a 
necessidade de intervenção de um terceiro, teria o Poder Judiciário legitimidade 
para intervir nesses conflitos? Crê-se que há legitimidade, e a legitimidade 
emana da própria escolha do indígena atingido em acorrer ao Poder Judiciário”. 
Segundo ela, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos 
Indígenas traduz muito bem a dicotomia direito do Estado versus normas tribais 
e a aparente contradição entre esses termos. 
 
 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 22221111 
Acesso à Justiça em questões previdenciárias 
Esta edição traz ainda como destaque o artigo “Prévio requerimento 
administrativo como condição para acesso ao Judiciário em matéria 
previdenciária: RE 631240-MG – repercussão geral”. O trabalho foi redigido em 
coautoria pelo Desembargador Paulo Afonso Brum Vaz, Corregedor Regional da 
Justiça Federal da 4ª Região, Mestre em Poder Judiciário pela FGV e 
Doutorando em Direito Público pela Unisinos; e pelo Juiz Federal José Antonio 
Savaris, Mestre em Direito Econômico e Social pela PUCPR, Doutor em Direito 
da Seguridade Social pela USP e Professor da Univali. 
 
O novo número totaliza 20 textos doutrinários, entre eles os de outros 16 
magistrados: os Juízes Federais Gerson Godinho da Costa, Andréia Castro Dias, 
Adriano Enivaldo de Oliveira (em parceria com o Advogado Fabrício Cagol), 
Gustavo Schneider Alves, Marcelo Adriano Micheloti, Fabio Nunes De Martino e 
Eduardo Correia da Silva; e os Juízes Federais Substitutos Graziela Cristine 
Bündchen Torres, Érico Sanches Ferreira dos Santos, Ricardo Alessandro Kern, 
Guilherme Gehlen Walcher, Christiaan Allessandro Lopes de Oliveira, Raquel 
Kunzler Batista, Stefan Espirito Santo Hartmann, Gabriele Sant’Anna Oliveira 
Brum e Raphael de Barros Petersen. 
 
Brasil e Haia 
O periódico apresenta também “A Conferência da Haia de Direito Internacional 
Privado: reaproximação do Brasil e análise das convenções processuais”, das 
Doutoras em Direito Nádia de Araújo e Daniela Vargas, ambas as Professoras 
do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-RJ. A coautora Nádia foi 
conferencista do Curso sobre Sequestro Internacional de Crianças, promovido 
pela Escola da Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região 
no final de abril, em Florianópolis. 
 
Fonte: http://www.revistadoutrina.trf4.jus.br/ 
 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 22222222 
Chave de resposta: A partir da leitura do artigo, pretende-se instigar o aluno 
a analisar criticamente a deficiência social, levando-se em consideração não só 
a limitação de saúde da pessoa, mas, também, a limitação imposta pela história 
de vida e pelo universo social. 
 
Aprenda Mais 
 
 
Material complementar 
 
Para saber mais sobre INSS, autarquia federal especializada na matéria 
previdenciária, leia a Reclamação 4.374 Pernambuco de 26 de 
setembro de 2007, disponível em nossa biblioteca virtual. 
 
 
Referências 
IBRAHIM, Zambitte Fabio. Curso de direito previdenciário. Niterói: Impetus, 
2013. p. 5. 
TAVARES, Marcelo Leonardo. Previdência e assistência social: Legitimação 
e fundamentação constitucional brasileira. Rio de Janeiro: Renovar, 2003. p. 
215. 
 
Exercícios de fixação 
Questão 1 
Igor, portador de alienação mental, acarretando impedimento de longo prazo, 
ajuíza ação em face do INSS pleiteando a concessão de benefício assistencial 
com base no Artigo 20, II, da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Alega 
que mora com sua mãe, desempregada, e seu pai, já idoso, que recebe 
aposentadoria do INSS no valor de um salário mínimo, porém, tal valor é 
insuficiente para seu pai arcar com despesas de remédios e da manutenção da 
família. Para fins de concessão do benefício de prestação continuada LOAS, 
assinale a alternativa correta. 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 22223333 
a) Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa portadora de 
deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja inferior a 
¼ do salário mínimo. Esse critério, de acordo com entendimento recente 
do STF, não é absoluto, podendo ser conjugado com outros fatores 
indicativos do estado de miserabilidade do indivíduo e de sua família. 
b) Igor, além de ser incapaz, precisa comprovar a idade mínima de 65 anos 
para fazer jus ao benefício assistencial LOAS. 
c) O requisito da miserabilidade não pode ser comprovado por 
exclusivamente prova testemunhal. 
 
Questão 2 
Américo está tetraplégico, exigindo cuidados permanentes da mulher. Seus dois 
filhos, maiores de idade, moram com eles, trabalham na cidade, e cada um 
ganha um salário mínimo mensal. Nessa situação, por estar incapacitado para o 
trabalho, Américo procura seu advogado para saber se tem direito a receber o 
benefício de prestação continuada previsto na LOAS. Marque a opção correta. 
a) Américo tem direito a receber LOAS por ser a incapacidade para o 
trabalho requisito único para concessão do benefício assistencial. 
b) A renda de seus filhos maiores deve ser excluída do conceito de renda 
familiar por expressa disposição legal. 
c) Américo não tem direito ao benefício assistencial LOAS, porque precisa 
recolher contribuições sociais, já que a assistência social depende de 
contribuição direta do beneficiário. 
d) Américo, ainda que tetraplégico, deve comprovar que possui 
impedimento de longo prazo a fim de cumprir o requisito subjetivo. 
 
Questão 3 
Jurema, idosa, ex-esposa de Jorge, ao saber do óbito deste, procura um 
escritório de advocacia para saber sobre a possibilidade de buscar, junto ao 
INSS, pensão por morte. Na consulta, é informada que é beneficiária do LOAS e 
recebe valor de um salário mínimo. Marque a opção correta. 
 
 DIREITO PREVIDENCIÁRIO 22224444 
a) Não há possibilidade de ser concedida pensão por morte à Jurema, haja 
vista existir regra vedando a acumulação na percepção de LOAS com 
pensão por morte. 
b) Há possibilidade de receber conjuntamente LOAS e pensão por morte, 
pois ambos têm natureza jurídica diversa. 
c) Sendo o LOAS benefício pago a qualquer idoso, conforme Estatuto do 
Idoso, não há impedimento para a percepção da pensão por morte. 
 
Questão 4 
Jorge, menor impúbere e portador de Síndrome de Down, necessita de 
cuidados constantes de sua mãe, que não trabalha para cuidar do menino. Seu 
pai, João, trabalha como pedreiro e aufere a renda bruta de R$ 642,88, valor 
este que, com os descontos de contribuição previdenciária e sindical, decresce 
para R$ 572,81. Os três moram num imóvel não próprio, sendo que João 
custeia despesas fixas de aluguel (contrato de locação), suprimento de água e 
energia elétrica, além das despesas com o sustento da esposa e do filho, 
ressaltando que este se submete a um tratamento

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