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Aula 07

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CURSO ON-LINE – NOÇÕES DE ADMINSITRAÇÃO PÚBLICA E 
DE GESTÃO PÚBLICA – TRTs (TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA: 
ADMINISTRATIVA) 
PROFESSOR: VINICIUS OLIVEIRA RIBEIRO 
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Aula 7 – 7 Lei nº 10.520/2002; 1 Planejamento Estratégico no
Judiciário Brasileiro (Resolução nº 70/2009 do CNJ); 4 Orçamento na
Constituição Federal (2ª parte); 6 Administração de Recursos
Materiais; 8 Gestão de Pessoas do quadro próprio e terceirizadas. 
Olá pessoal, vamos para nossa última aula. Embora seja a última, o
nosso fórum continuará aberto até a prova de vocês. Ao final da aula,
estou colocando exercícios de gestão de contratos. 
6 Administração de Recursos Materiais 
Uma empresa possui basicamente três tipos de recursos: materiais,
humanos e financeiros. Iremos tratar do primeiro, os recursos
materiais. 
Os recursos materiais dentro de uma empresa precisam ser
administrados de forma adequada para que o fluxo de produção não
enfrente problemas. É preciso planejar e controlar as quantidades
requeridas de recursos para evitar faltas que deixem a produção
parada. Por outro lado, o excesso também causa transtorno, já que
os custos de manter altos estoques (maior espaço físico, mais
pessoas, mais tempo) pode ser muito alto. 
É aí que a administração de recursos materiais entra. Trata-se da
obtenção dos materiais necessários na quantidade ideal, no local
certo e no tempo adequado, devendo estar à disposição dos setores
que compõem o processo produtivo. 
 
 
 
 
 
 
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Vamos relembrar um conceito importante: 
Just-in-time: podendo ser traduzido como “bem na hora”, o sistema
JIT, que surgiu no Japão após a Segunda Guerra Mundial, procura
melhor processos através da eliminação dos desperdícios. Com base
em uma gestão de estoques eficaz, o ideal do JIT é que o cliente que
receba aquela mercadoria esteja realmente necessitando do produto.
Uma vez precisando do produto, ele não irá estocá-lo, irá utilizá-lo.
Suponhamos que uma fábrica fez um pedido de material que será
usado em sua produção. A melhor hora de essa mercadoria chegar é
quando o estoque desse produto pedido estiver zerando. Assim, a
mercadoria chegou bem na hora. 
A administração de recursos materiais é bastante abrangente, pois
lida com todo o fluxo de materiais da empresa, ou seja, ela engloba a
programação de materiais (planejamento para compra), compras,
recepção (dos materiais), armazenamento em local apropriado,
movimentação dos materiais (quando necessário), transporte interno
e armazenamento dos produtos em estágio acabado (produzido).
Vejamos uma ilustração. 
Podemos visualizar o fluxo acima sobre outro enfoque, demonstrando
a ligação da empresa com o mercado, tanto fornecedores quantos 
 
 
 
 
 
 
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clientes. Nessa óptica, a empresa é considerada um sistema aberto,
que troca informações, produtos e serviços. Vejamos. 
Vejamos alguns conceitos interligados com a administração de
recursos materiais. 
Suprimentos: atividade relacionada ao abastecimento/fornecimento
de materiais à produção. Dentro do esquema que vimos, apenas o
depósito de produtos acabados não entra no conceito de suprimentos.
Tudo que subsidiar o processo de produção faz parte do suprimento.
Aquilo que ocorre depois (estoque de produtos acabados) não. 
Logística: envolve a estocagem, o transporte, os armazéns, as
movimentações/transportes tanto dentro da fábrica quanto fora, até
a entrega do produto final (acabado) ao cliente. Assim, a logística
possui, em sua definição, relação com o cliente externo (o
consumidor daquele produto acabado). 
Entradas ou
Insumos (Inputs) 
Saídas ou
Resultados
(Outputs) 
 
 
 
 
 
 
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A parte que fica fora do conceito de logística é a parte inicial:
programação e compras. 
É importante destacar que a logística empresarial foi considerada, por
muito tempo, um centro gerador de custos e problemas. Esse setor
da empresa só aparecia quando algo dava errado. Hoje o
entendimento é bem diferente. Na verdade, a logística vem sendo
considerada estratégica para as organizações, sendo um centro
gerador de resultados. 
Logística de Distribuição: ramificação da logística, que envolve
apenas a preocupação com a distribuição dos produtos acabados até
os clientes, focando no seu transporte, de forma rodoviária,
ferroviária, aera, etc. 
Para fazer uma boa gestão de todos esses fluxos citados, é
fundamental que a empresa tenha em mente que é preciso pensar de
forma integrada, ou seja, tudo deve ser visto e considerado como um
processo único, envolvendo desde os fornecedores de matéria-prima
até o cliente final do produto acabado. 
Nesse contexto temos uma expressão que demonstra essa
integração: supply chain management, que é o gerenciamento da
cadeia de suprimentos. 
Giro de Estoque: índice que mostra quantas vezes o estoque se
renovou. 
Inventário Físico: contagem física dos itens estocados, podendo ser
periódico ou rotativo: 
 
 
 
 
 
 
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• Periódico: semestralmente ou ao final do exercício, por
exemplo. Todos os itens de uma só vez. É preciso “parar” a
empresa. 
• Rotativo: contagem permanente, fazendo com que todos os
itens sejam contados durante o ano fiscal. Cada grupo de itens
é contado em momentos diferentes. Não é preciso “parar” a
empresa. 
Acurácia dos Controles: mede a porcentagem dos itens com
registros exatos. É a comparação daquilo que se tem registrado com
aquilo que realmente existe no armazém. 
Nível de Serviço: mostra a eficácia que a gestão de estoque
demonstra com relação aos seus clientes (externos ou internos). 
Cobertura de Estoques: estoque médio suficiente para cobrir a
demanda média. 
Análise ABC: separa-se itens em ordem de importância, sendo o
grupo A o mais importante, o B um pouco menos, e o C menos ainda. 
Tempo de Reposição: tempo entre a elaboração da requisição de
determinado produto até a chegada e liberação dessa mercadoria na
fábrica. 
Lote de Compra: quantidade de produto constante no pedido de
compra. 
Vamos ver agora como a administração de recursos materiais pode
ser tratada em 3 diferentes grupos de empresas: 
 
 
 
 
 
 
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Primárias: os materiais são adquiridos para possibilitar a extração,
como na pesca (barcos, combustível), na agricultura (sementes,
implementos agrícolas). 
Secundárias: materiais entram na composição do produto, como a
glucose na indústria de chocolate e o couro na indústria de calçados;
podem participar também do processo de produção, como máquinas,
combustíveis, etc. 
Terciárias: os materiais podem compor o serviço, como
equipamentos de radiologia em hospitais e materiais de informática
em uma escola.