Propriedades Coligativas - Resumo (André Silva Franco)
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Propriedades Coligativas - Resumo (André Silva Franco)


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André Silva Franco 
Propriedades Coligativas \u2013 feito por ASF Página 1 
 
Propriedades Coligativas 
As propriedades coligativas são decorrentes das interações entre as partículas do soluto e do solvente. 
Porém elas independem da natureza do soluto. Elas dependem apenas da concentração do soluto, desde que a 
solução seja suficientemente diluída. São elas: abaixamento da pressão de vapor, aumento da temperatura de 
ebulição, diminuição da temperatura de congelamento e pressão osmótica. É fundamental para análises 
químicas, como identificação de substância, determinação de massas molares; dessalinização da água; 
regulação da vida; e tantos outros fatores. 
\uf0a7 Pressão de Vapor: 
A pressão de vapor de uma substância é a pressão exercida pelo vapor que está em equilíbrio dinâmico 
com a fase condensada. 
Como se trata de um equilíbrio, temos que a energia livre de Gibbs na formação do vapor é nula, ou seja: 
 
\uf028 \uf029 \uf028 \uf029 0 ln 0vap m m vap vapG G g G l G G RT P
\uf0b0\uf044 \uf03d \uf02d \uf03d \uf0de\uf044 \uf03d \uf044 \uf02b \uf03d
 
Então, a pressão de vapor é dada por: 
ln
vap vap vapG H S
P
RT RT R
\uf0b0 \uf0b0 \uf0b0\uf044 \uf044 \uf044
\uf03d \uf02d \uf03d \uf02d \uf02b
 
Observe que o equilíbrio só será alcançado caso o sistema esteja fechado. Em caso contrário, o líquido estará em 
continua evaporação, ou seja, moléculas escaparão na forma de gás. 
Para compararmos, uma substância que possua maior pressão de vapor do que outra é dita mais volátil, ou seja, tem 
maior facilidade de passar ao estado gasoso. Um exemplo é: álcool e água; o álcool evapora mais rapidamente que a 
água, ou seja, é mais volátil. Por tal motivo, sua pressão de vapor é superior que à da água. 
\uf0d8 Dependência da Temperatura: 
Quanto maior a temperatura, maior a energia cinética das partículas, e desta forma, há um maior 
número de partículas com tendência a passar para o estado gasoso. Desta forma, há um aumento da 
pressão de vapor. 
\uf0d8 Dependência das Interações Intermoleculares: 
Quanto mais intensas forem as interações intermoleculares, mais fortemente estarão as moléculas 
unidas. Desta forma, substâncias que possuem intensas forças moleculares possuem baixas pressões de 
vapores. A água, por exemplo, possui fortíssimas interações intermoleculares, as ligações de hidrogênio. 
Por tal motivo sua pressão de vapor é baixa. 
 
 
 
 
 
 
 
Observe o aumento da pressão de vapor com o aumento da 
temperatura, e observe também a diferença das pressões 
de vapores da água (substância polar) com o tetracloreto de 
carbono (substância apolar). 
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\uf0a7 Variação da Pressão de Vapor de acordo com a Temperatura (Equação de Clausius-Clapeyron): 
Observamos na equação acima que a pressão de vapor depende da temperatura. É útil saber o valor dela em 
diferentes temperaturas. Por exemplo, quando a pressão de vapor torna-se igual à pressão atmosférica, 
temos a ebulição, e assim, podemos descobrir a temperatura de ebulição da substância. 
 
2
1 1 2
1 1
ln
vapHP
P R T T
\uf0b0\uf044 \uf0e6 \uf0f6
\uf03d \uf02d\uf0e7 \uf0f7
\uf0e8 \uf0f8
 
\uf0d8 Ebulição: Como já dito, uma substância entra em ebulição quando sua pressão de vapor torna-se igual à 
atmosférica. Desta forma, a pressão de vapor máxima é a atmosférica, e quanto maior a pressão, maior 
será sua temperatura de ebulição. 
 
\uf0a7 Solubilidade (s): 
Quando uma substância se dissolve em outra, o resultado é uma solução, isto é, uma mistura homogênea 
que pode ser sólida, líquida ou gasosa. O soluto afeta as propriedades físicas do solvente, como a 
temperatura de ebulição, congelamento, etc. 
Numa solução saturada, ou seja, onde há o máximo de soluto dissolvido, temos um equilíbrio dinâmico entre 
o soluto dissolvido e o não dissolvido. 
\uf0d8 \u201cSemelhante dissolve semelhante\u201d: 
Devido às naturezas físicas de compostos, um determinado composto possui maior solubilidade nos 
solventes com os quais ele apresenta maior semelhança. Por exemplo, a água, que é polar, dissolve 
melhor os compostos polares, tais como alcoóis, ácidos, bases e sais; porém não dissolve muito bem 
compostos apolares, como hidrocarbonetos em geral, substâncias simples etc. Tetracloreto de carbono, 
por outro lado, é empregado como solvente em várias reações orgânicas, pois, como é apolar, ele 
dissolve melhor as substâncias orgânicas pouco polares. 
Compostos que são dissolvidos pela água podem ser chamados de hidrofílicos, enquanto compostos que 
não são dissolvidos pela água podem ser chamados de hidrofóbicos. Nem sempre, porém, a classificação 
hidrofílica e hidrofóbica é bem definida para uma molécula. Certos compostos, como os fosfolipídios, 
possuem uma longa cadeia carbônica hidrofóbica (região apolar) e uma cabeça hidrofílica (região polar) 
\uf0a7 Lei de Henry: 
Trate-se de uma equação empírica que relaciona a solubilidade molar dos gases, s, com a pressão parcial 
deles. 
 
Onde é a constante de Henry, e tem como unidades típicas mol/(L..atm). A constante de Henry depende 
da temperatura. 
Para gases em geral, quanto menor a temperatura maior a solubilidade. Para sólidos é difícil aferir se a 
solubilidade aumenta ou diminui. 
 
 
Explicitamos agora algumas definições fundamentais para o estudo dos efeitos das propriedades coligativas: 
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\uf0d8 Fração Molar (XA): 
Define-se fração molar como a razão da quantidade, em mol, de um composto A pela quantidade de matéria total, 
também em mols, ou seja: 
A
A
total
n
X
n
\uf03d
 
Se o composto em questão for um gás, 
A A A
A
total total total
n P V
X
n P V
\uf03d \uf03d \uf03d
 
\uf0d8 Molalidade (W): 
Define-se molalidade como a razão entre a quantidade de matéria de soluto, em mol, pela massa do solvente, em 
quilograma, ou seja: 
soluto
solvente
n
W
m
\uf03d
 
As unidades de molalidade são mol/kg. Antigamente se utilizava o molal (m), que seria mol/kg. 
\uf0d8 Molaridade (M): 
Define-se molaridade como a razão entre a quantidade de matéria de soluto, em mol, pelo volume de solução, em 
litros, ou seja: 
soluto
solução
n
M
V
\uf03d
 
As unidades de molaridade são mol/L. Antigamente se utilizava o molar(M), que seria mol/L. 
\uf0d8 Normalidade (N): 
Define-se normalidade como a razão de equivalentes pelo volume de solução, ou seja: 
soluto soluto
solução solução
eq n
N k Mk
V V
\uf03d \uf03d \uf03d
 
Obs.: um equivalente é a razão da massa de soluto pelo equivalente-grama, que seria a massa molar dividida pela 
valência k (número de hidrogênios ionizáveis, para ácidos; número de hidroxilas para bases; módulo da carga do 
cátion ou ânion, para um sal) 
 
 
 
 
As unidades da normalidade são eq/L. Antigamente se utilizava o normal(N), que seria eq/L. 
 
 
 
Exemplos: 
Ácido pirofosfórico: ; Equivalente-grama: 
 
 
 
Hidróxido áurico: ; Equivalente-grama: 
 
 
 
Azoteto de sódio: ; Equivalente-grama: 
 
 
 
 
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\uf0d8 Relações: 
o Caso a solução seja aquosa e ultra diluída, teremos que . 
o A soma das frações molares de todos os compostos deve ser igual a um, ou seja: 
 
0
1
n
i
i
X
\uf03d
\uf03d\uf0e5
 
o Caso tenhamos dois compostos (soluto e solvente), é útil escrever que 
1soluto solventeX X\uf03d \uf02d
 
 
\uf0d8 Cálculos com soluções: 
o Alteração do volume da solução por