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Primeiros Socorros:
• Ato de aplicar técnicas para qualquer acometimento a um indivíduo, vítima de um acidente ou mal súbito, até a chegada de um profissional especializados, visando evitar que a situação se agrave e preservar a vida.
• Atendimento pré-hospitalar: oferece intervenção de especialistas e possivelmente encaminhamento ao hospital.
1 MANTENHA A CALMA
2 VERIFIQUE O LOCAL
3 COMUNIQUE-SE COM A VÍTIMA 
4 AVALIE O ESTADO DA VÍTIMA 
5 PEÇA SOCORRO
 EMERGÊNCIA 
Situação que traz risco eminente de morte ou de intenso sofrimento, necessidade de atendimento imediato.
URGÊNCIA
Situação que responde a não gravidade, não há riscos que comprometem a saúde e sua integridade não fica comprometida.
RISCO BIOLÓGICO = Algo que pode comprometer a sua segurança
• Microrganismos vivos (protozoários, bactérias, fungos e vírus).
PATÓGENO 
EXCREÇÃO = Fluído que sai naturalmente do corpo (lágrima, suor, muco nasal, urina e fezes)
SECREÇÃO = Fluído que sai do corpo de maneira não espontânea (sangue, diarreia, vômito, secreção nasal e esperma).
O QUE FAZER EM SITUAÇÕES QUE ENVOLVAM ALGUM RISCO BIOLÓGICO
1° Ações profiláticas e preventivas.
Conhecimento prévio do patógeno, dos riscos de contágio e das medidas de tratamento.
2° Higienizar as mãos.
3° Utilizar EPI (Equipamento de proteção individual) Máscara, Avental, Luvas, Óculos.
4° Manipulação cuidadosa dos instrumentos
5° Em caso de exposição à secreção, lavar bem e procurar orientação.
Sistema respiratório
O sistema respiratório é o conjunto dos órgãos responsáveis, basicamente, pela absorção do oxigênio do ar pelo organismo e da eliminação do gás carbônico retirado das células.
O sistema respiratório é formado pelas vias respiratórias e pelos pulmões. Os órgãos que compõem as vias respiratórias são: cavidades nasais, faringe, laringe, traqueia e brônquios.
Órgãos do Sistema Respiratório
Cavidades nasais são dois condutos paralelos revestidos de mucosa, separados por um septo cartilaginoso, que começam nas narinas e terminam na faringe. No interior das cavidades nasais, existem pelos que atuam como filtro de ar, retendo impurezas e germes, garantindo que o ar chegue limpo aos pulmões. A membrana que reveste as cavidades nasais contém células produtoras de muco que umidifica o ar. É rica em vasos sanguíneos que aquecem o ar que entra no nariz.
Faringe é um tubo que serve de passagem tanto para os alimentos quanto para o ar, portanto, faz parte do sistema respiratório e do sistema digestório. Em sua extremidade superior se comunica com as cavidades nasais e com a boca, na extremidade inferior se comunica com a laringe e o esôfago. Suas paredes são musculosas e revestidas de mucosa.
Laringe é o órgão que liga a faringe à traqueia. Na parte superior da laringe, está a epiglote, a válvula que se fecha durante a deglutição. A laringe é também o órgão principal da fala. Nela estão localizadas as cordas vocais.
Traqueia é um tubo situado abaixo da laringe e formado por quinze a vinte anéis cartilaginosos que a mantêm aberta. É revestida por uma membrana mucosa, e nela o ar é aquecido, umidificado e filtrado.
Brônquios são duas ramificações da traqueia formadas também por anéis cartilaginosos. Cada brônquio penetra em um dos pulmões e divide-se em diversos ramos menores, que se distribuem por todo o órgão formando os bronquíolos. Cada brônquio se ramifica subdividindo-se várias vezes, formando a árvore brônquica.
Pulmões
O sistema respiratório é composto por dois pulmões, órgãos esponjosos, situados na caixa torácica. Cada pulmão é envolvido por uma membrana dupla, chamada pleura. Internamente, cada pulmão apresenta cerca de 200 milhões de estruturas muito pequenas, em forma de cacho de uva e que se enche de ar, chamados de alvéolos pulmonares. Cada alvéolo recebe ramificações de um bronquíolo. Nos alvéolos realizam-se as trocas gasosas, denominada hematose, entre o ambiente (o ar) e o organismo (através do sangue), graças às membranas muito finas que os revestem e abrigam inúmeros vasos sanguíneos bem finos, os capilares.
O QUE FAZER EM CASO DE ENGASGO, ENGASGAMENTO OU AFOGAMENTO (OBSTRUÇÃO DA VIA RESPIRATÓRIA).
Ligar para o serviço especializado,
Se estiver consciente, pedir para tossir,
Manobra de Heimlich.
Manobra de Heimlich para desengasgar.
ADULTOS
1. Avise a pessoa que você tentará desengasgá-la e peça para alguém acionar o serviço de emergência local. Posicione-se por trás da pessoa e incline levemente seu tronco para frente.
2. Feche o punho em uma das mãos.
3. Coloque os braços ao redor da pessoa e agarre o punho fechado com a outra mão na altura entre o umbigo e o osso esterno do tórax.
4. Faça um movimento forte e rápido para dentro e para cima, quantas vezes for necessário.
BEBÊS
 O primeiro passo é colocá-lo de bruços sobre um dos braços do adulto, encaixando o queixo da criança entre dois dedos para que a cabeça fique bastante firme para o êxito da ação. As pernas do bebê devem ficar abertas em meio ao braço de quem a segura. Em seguida, o braço deve descer cerca de 10 centímetros para que o corpo do bebê fique inclinado. Por fim, com a mão que ficou livre é necessário dar tapas leves nas costas do bebê para provocar a saída do que estiver obstruindo as vias aéreas do bebê.
OBESOS OU GRÁVIDAS 
1. Posicione-se atrás da vítima;
2. Encontre a posição mediana na linha intermamilar da vítima, esta posição poder ser encontrada traçando uma linha imaginária entre os mamilos e o ponto exatamente na metade dessa linha é a posição adequada para a manobra;
3. Posicione os punhos sobre o esterno como descrito no item 2;
4. Execute a manobra de desobstrução.
DESOBSTRUÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
NARINAS: Comprimir com um dos dedos o orifício não obstruído e, com a boca fechada, expelir o ar pela abertura contendo o corpo estranho.
OUVIDOS: Insetos- deve-se pingar gotas de azeite ou óleo comestível para imobilizar ou matar o ser vivo.
OLHOS: Pedir que feche os olhos para que as lágrimas façam a limpeza; Segure a pálpebra superior e a puxe para baixo, sobre a inferior, deslocando a partícula; Irrigue o olho com água limpa, pedindo para pessoa piscar conforme a lavagem; Puxe para baixo a pálpebra inferior, virando para cima a superior; Ao identificar o corpo estranho, tente retirá-lo com cuidado, com a ponta úmida de um lenço limpo ou um cotonete.
 COMPOSTOS TÓXICOS – provocam lesões e prejuízos para a saúde, de maneira aguda ou crônica ao entrar em contato com o organismo humano, podendo levar a óbito. 
Intoxicação: Inalatória, Cutânea, Digestória.
ÁCIDO SULFÚRICO
• Poderoso desidratante de carboidratos
• Amplamente utilizado em indústrias (fertilizantes, papel, produtos químicos, tintas, inseticidas, etc).
• Substância muito corrosiva e pode causar desde irritações até graves queimaduras dependendo da concentração e tempo de ação. É PRECISO ATITUDE RÁPIDA.
O QUE FAZER
1° Observar o locar e tomar as medidas necessárias para proporcionar um ambiente seguro para a vítima e socorrista;
2° Utilizar o EPI necessário
3° Recolher o material derramado 
Neutralizar com substância alcalina (sódio)
Absorver com algo inerte (terra, areia seca)
Adicionar carbonato de sódio anidro ou cal hidratada em poças
Lavar a superfície com soda cáustica
Se houver fogo, apagar com pó químico ou dióxido de carbono.
4° Se atingiu pessoas, manter a calma e iniciar o socorro.
A via de intoxicação de um produto define sua conduta:
INALAÇÃO – levar a um local arejado e chamar serviço especializado.
CONTATO COM A PELE OU MUCOSA – afrouxe as roupas, se tiver resíduos do produto na roupa, retire-a. Lave a área afetada por 15 minutos. Se ocorreu dano na pele, colocar bicarbonato de sódio. Lavar com água e sabão. Nos olhos, mantê-los abertos e lavar continuamente com água até a chegada do serviço especializado.
INGESTÃO– não fornecer nada para beber e nem provocar vômitos. Chamar socorro imediatamente ou encaminhar para unidade de saúde mais próxima.
Nunca deixe a vítima sozinha
Mantê-la e transportá-la deitada eem posição lateral para a esquerda
Caso n o consiga identificar o reagente ingerido, observe os seguintes sinais:
Sonolência, confusão mental ou inconsciência.
Hálito com odor estranho
Mudança de cor nos lábios e boca ou queimaduras
Dor ou queimação na boca, garganta ou abdômen.
Aumento ou diminuição das pupilas
Alteração no pulso, respiração ou temperatura corporal.
Náuseas e vômitos
Sudorese excessiva
Salivação
Diarreia
Convulsões
Paralisia
Acidentes com lesão
Materiais de natureza perfurocortante 
Resíduos do grupo E - Instrumentos que possuem bordas, pontos ou protuberâncias de características rígidas e pontiagudas, sendo capazes de realizar cortes ou perfurações. 
Materiais de natureza perfurocortante (agulhas, lâmina de barbear, etc).
No hospital, ambulância, serviços de saúde...
 Descartar imediatamente após o uso
 Proibido reencapar agulhar ou retirá-las manualmente (descartar sempre junto com a seringa)
DESCARTAR OS MATERIAIS EM RECIPIENTES PRÓPRIOS QUE POSSUEM PAREDES RÍGIDAS, TAMPA E SÍMBOLO INTERNACIONAL DE RISCO BIOLÓGICO, NÃO ULTRAPASSAR 2/3 OU 5 cm ANTES DA ABERTURA, PROIBIDO REAPROVEITAMENTO.
O QUE FAZER
Lavar o local com água corrente e sabão.
Mucosa ou membrana – lavar com água limpa ou soro fisiológico
Olhos – Água limpa ou solução oftalmológica estéril
Não espremer o local e nem aplicar nenhum tipo de pomada
Acompanhar a vítima até o serviço de saúde especializado para realizar exames de HIV, Hepatite B e Hepatite C.
 Realizar notificação do acidente
Hemorragia: Perda súbita de sangue do sistema circulatório devido ao rompimento de um ou mais vasos sanguíneos.
Hemorragia Externa: Quando a hemorragia é externa, pode-se, facilmente, notar a sua presença, pela exteriorização de sangue. Sua quantidade e intensidade dependem do tipo de vaso afetado, e se é uma região do corpo com muitos vasos. Por exemplo, cortes no couro cabeludo causam mais sangramento, mesmo sendo pequenos, pois é uma região muito vascularizada.
Hemorragia interna: Ocorre a lesão de um órgão interno e o sangue fica retido nas cavidades do corpo. Quando é interna, pode ser mais difícil de identificar, porém os sinais que indicam a presença de uma hemorragia deste tipo são:
Palidez e cansaço; Pulso rápido e fraco; Respiração acelerada; Muita sede; Queda da pressão; Náuseas ou vômitos com sangue; Confusão mental ou desmaios; Muita dor do abdômen, que fica endurecido.
 CHOQUE: Desequilíbrio ocorrido no organismo devido ao mal funcionamento entre coração, vasos sanguíneos (veias e artérias) e sangue, ou seja, é uma má perfusão de oxigênio aos órgãos e tecidos.
 O CHOQUE PODE SER PROVOCADO POR HEMORRAGIA INTENSA, FRATURA, INFECÇÃO GRAVE, AFOGAMENTO, ENVENENAMENTO, QUEIMADURA GRAVE, PICADA DE ANIMAL PEÇONHENTO, ATAQUE CARDÍACO E CHOQUE ELÉTRICO.
TIPOS DE CHOQUE:
 CHOQUE HIPOVOLÊMICO: O choque hipovolêmico surge quando não existe sangue suficiente para levar o oxigênio até aos órgãos mais importantes como o coração e cérebro.
Normalmente, este tipo de choque aparece após um acidente quando existe uma hemorragia grave, que tanto pode ser externa como interna.
Possíveis sintomas: alguns sintomas incluem dor de cabeça leve, cansaço excessivo, tonturas, náuseas, pele pálida e fria, sensação de desmaio e lábios azulados. 
Como tratar: quase sempre é necessário fazer uma transfusão de sangue para repor a quantidade de sangue perdida, assim como tratar a causa que levou ao surgimento da hemorragia. Por isso, deve-se ir ao hospital se existir suspeita de uma hemorragia.
CHOQUE CARDIOGÊNICO: Este tipo de choque acontece quando o coração deixa de ser capaz de bombear o sangue pelo corpo e, por isso, é mais frequente após um caso de infarto, intoxicação por medicamentos ou infecção generalizada. No entanto, pessoas com arritmias, insuficiência cardíaca ou doença coronária também têm um risco elevado de sofrer um episódio de choque cardiogênico.
Possíveis sintomas: normalmente surge palidez, aumento dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, sonolência e diminuição da quantidade de urina.
Como tratar: precisa ser tratado o mais rápido possível no hospital para evitar uma parada cardíaca, sendo necessário ficar internado para fazer medicamentos na veia ou fazer uma cirurgia cardíaca, por exemplo.
CHOQUE SEPTICÊMICO: Este tipo de choque, também conhecido como septicemia, surge quando uma infecção, que estava localizada em apenas um local, consegue chegar até o sangue e se espalha por todo o corpo, afetando vários órgãos. Geralmente, o choque séptico é mais frequente em pessoas com o sistema imune enfraquecido, como crianças, idosos ou pacientes com lúpus ou HIV, por exemplo.
Possíveis sintomas: podem surgir sinais como febre acima de 40ª C, convulsões, frequência cardíaca muito elevada, respiração rápida e desmaio. 
Como tratar: o tratamento é feito com o uso de antibióticos, como Amoxicilina ou Azitromicina, diretamente na veia. Além disso, pode ser necessário usar soro na veia e aparelhos para ajudar o paciente a respirar. 
CHOQUE ANAFILÁTICO: O choque anafilático acontece em pessoas que têm uma alergia muito grave a alguma substância, como acontece em alguns casos de alergia a nozes, picadas de abelha ou pêlo de cachorro, por exemplo. Este tipo de choque provoca uma resposta exagerada do sistema imune, gerando inflamação do sistema respiratório.
Possíveis sintomas: é muito comum sentir a presença de uma bola presa na garganta, assim como apresentar inchaço exagerado do rosto, dificuldade para respirar e aumento dos batimentos cardíacos.
Como tratar: é necessária uma injeção de adrenalina o mais rápido possível para parar os sintomas e evitar que a pessoa fique sem conseguir respirar. Dessa forma, é muito importante ir imediatamente ao pronto-socorro ou chamar ajuda médica, ligando o 192. Algumas pessoas com histórico de alergia ou choque anafilático podem transportar na bolsa, ou roupa, uma caneta de adrenalina que deve ser usada nestes casos.
CHOQUE NEUROGÊNICO: O choque neurogênico aparece quando existe uma perda repentina dos sinais nervosos do sistema nervoso, deixando de enervar os músculos do corpo e os vasos sanguíneos. Normalmente, este tipo de choque é sinal de problemas graves no cérebro ou na medula espinhal.
Possíveis sintomas: pode incluir dificuldade para respirar, diminuição do batimento cardíaco, tonturas, sensação de desmaio, dor no peito e diminuição da temperatura corporal, por exemplo.
Como tratar: o tratamento deve ser iniciado rapidamente no hospital com administração de remédios diretamente na veia para controlar os sintomas e cirurgia para corrigir lesões na medula ou cérebro, se necessário.
Sintomas de choque:
 Palidez, com pele úmida e fria;
 Excesso de suor na palma da mão ou testa;
Ânsia de vômito;
 Sensação de frio ou calafrios;
 Visão nublada;
 Pressão baixa com batimentos cardíacos acelerados;
 Respiração acelerada e irregular;
 Fraqueza em todo o corpo;
 Excesso de sede;
 Perda parcial ou total da consciência
O QUE FAZER?
• Manter-se calmo para passar confiança a vítima
• Deitar a pessoa horizontalmente para facilitar a circulação sanguínea
• Mantê-la acordada, calma e aquecida, e tentar fazer com que não perca a consciência
• Com um pano limpo ou gaze, fazer a compressão no local da lesão.
Elevar o membro
Torniquetes somente em casos graves e nas extremidades do corpo (amputação e dilaceração).
PELE: Órgão mais atingido nos casos de queimadura.
FUNÇÃO: proteger contra atritos e controlar a perda de água. Possui papel importante na manutenção da temperatura corporal devido à ação dos capilares sanguíneos e glândulas sudoríparas.
QUEIMADURAS: Qualquer lesão ocasionada no organismo causada pela ação curta ou prolongada de altas temperaturas que danifica os tecidos e acarreta morte das células
Agentes causadores:
Contato direto com a chama
Líquidos ferventes
Sólidos superaquecidos
 Vapores quentes
 Mistura de produtos químicos
Substância química corrosiva
 Radiação infravermelha e ultravioletanatural ou de laboratório 
 Eletricidade
 Gelo ou temperaturas extremas que o corpo não suporta.
QUEIMADURAS
Classificação:
Queimadura de 1° Grau também chamada de queimadura superficial são aquelas que envolvem apenas a epiderme, a camada mais superficial da pele. Os sintomas da queimadura de primeiro grau são intensa dor e vermelhidão local, mas com palidez na pele quando se toca. A lesão da queimadura de 1º grau é seca e não produz bolhas. Geralmente melhoram após 3 a 6 dias, podendo descamar e não deixam sequelas.
Queimadura de 2° Grau atualmente é dividida em 2º grau superficial e 2º grau profundo. A queimadura de 2º grau superficial é aquela que envolve a epiderme e a porção mais superficial da derme. Os sintomas são os mesmos da queimadura de 1º grau incluindo ainda o aparecimento de bolhas e uma aparência úmida da lesão. A cura é mais demorada podendo levar até 3 semanas; não costuma deixar cicatriz mas o local da lesão pode ser mais claro.
As queimaduras de 2º grau profundas são aquelas que acometem toda a derme, sendo semelhantes às queimaduras de 3º grau. Como há risco de destruição das terminações nervosas da pele, este tipo de queimadura, que é bem mais grave, pode até ser menos doloroso que as queimaduras mais superficiais. As glândulas sudoríparas e os folículos capilares também podem ser destruídos, fazendo com a pele fique seca e perca seus pelos. A cicatrização demora mais que 3 semanas e costuma deixas cicatrizes.
Queimadura de 3° Grau são as queimaduras profundas que acometem toda a derme e atingem tecidos subcutâneos, com destruição total de nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos, podendo inclusive atingir músculos e estruturas ósseas. São lesões esbranquiçadas/acinzentadas, secas, indolores e deformantes que não curam sem apoio cirúrgico, necessitando de enxertos.
PODE LEVAR AO ESTADO DE CHOQUE
EXTENSÃO DA QUEIMADURA
Além da profundidade da queimadura, também é importante a extensão da lesão. Todo paciente com lesões de 2º ou 3º grau devem ser avaliados em relação ao percentual da área corporal atingida, de acordo com o diagrama exposto ao lado. Quanto maior a extensão das queimaduras, maiores os riscos de complicações e morte.
O QUE FAZER
Lave as mãos antes de manipular a vítima
Resfrie o local com água tépida (35,5 a 36°C)
Se as roupas não estiverem aderidas a pele, corte-as. Caso esteja aderida, resfrie o local até a chegada do socorro.
Cubra as lesões com gaze ou pano limpo sem apertar
Se o rosto for afetado, coloque água primeiro nele e depois nas outras áreas
Procure manter a vítima deitada
Verificar esquema de vacinação
Chamar o socorro ou encaminhar a vítima até um serviço de saúde
O QUE NÃO FAZER
 Jamais coloque qualquer produto ou pomada;
 Não toque nas feridas com as mãos, somente com luva estéril;
 Jamais de algo para beber;
 Nunca coloque material que possa grudar na pele (ex. algodão), pode ferir ainda mais.
É contraindicado que fure as bolhas, pois o líquido hidrata e protege a região.
ANIMAIS PEÇONHENTOS: Animais que têm a capacidade de injetar veneno em suas presas, através de suas glândulas especializadas como dentes ocos, agulhões e ferrões.
ANIMAIS VENENOSOS: Animais que produzem veneno mas não possuem aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocam um envenenamento passivo, por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu) .
1- COBRAS E SERPENTES
JARARACA: Sinais e sintomas: Dor, edema e equimose. Após algum tempo pode ocorrer formação de bolhas e até necrose do tecido atingido. Pode ocorrer hemorragia pela dificuldade de coagulação do sangue devido às bactérias que vivem na boca da cobra.
CASCAVEL: Sinais e sintomas: Edema e algum formigamento. Pode causar paralisia do músculo da face, queda das pálpebras, vista turva e fraqueza, podendo apresentar urina escura e dores musculares.
SURUCUCU: Sinais e sintomas: Mesmos sintomas da jararaca, mas pode apresentar sudorese, náuseas e vómitos, diarreia, bradicardia e hipotensão.
CORAL: Sinais e sintomas: Seu veneno é tóxico aos músculos e nervos. Pode causar visão turva, paralisia muscular, queda das pálpebras e comprometimento da respiração.
O QUE FAZER?
Encaminhar para o serviço de saúde mais próximo mais rápido possível
Lavar o local com água e sabão
Não aplicar nenhum tipo de produto
Não aplicar torniquete
Manter a vítima de repouso e tranquila e elevar o membro
2- ARANHAS
ARANHA MARROM: Sinais e sintomas: Tipo comum na região sul. só pica quando comprimida na pele. Leve dor e horas depois o local fica avermelhado. De 12 a 24 horas depois, fica arroxeado e depois esbranquiçado, até evoluir para necrose. Pode surgir vermelhidão por todo o corpo, febre, náuseas e vómitos e mal-estar.
ARANHA ARMADEIRA: Sinais e sintomas: Dor intensa no local, com edema, vermelhidão e as vezes sudorese. Os sintomas são mais graves em crianças, que podem apresentar vómito, sudorese, hipertensão ou hipotensão, aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos, bradicardia ou taquicardia.
VIÚVA NEGRA: Sinais e sintomas: Após picada pode ocorre dor intensa no local e vermelhidão. Raramente, pode ocorrer sudorese, tremores e contratura muscular. Pode causar fortes dores imediatamente, com discreta vermelhidão e sudorese. Em crianças pode ocorrer vómito, salivação, alterações da pressão arterial e batimentos cardíacos.
O QUE FAZER?
Aplicar compressas mornas.
Não usar pomadas, torniquetes e incisão no local.
Encaminhar ao hospital para avaliar a necessidade de soro
3- ESCORPIÕES: Sinais e sintomas: Dor intensa, sensação de ardência ou agulhadas e inflamação no local. Em casos mais graves pode ocorrer aumento da frequência cardíaca, sudorese, enjoos, dificuldade para respirar e queda da pressão arterial. As crianças ficam inquietas e apresentam movimentos descoordenados.
O QUE FAZER?
Aplicar gelo no local
Proteger a pele com pano limpo
Tomar analgésicos comuns
Manter a vítima em repouso
Se o quadro não regredir, encaminhar para o serviço de saúde.
4 – TATURANA: Sinais e sintomas: Dor intensa, tipo queimação. Presença de vermelhidão, edema e um tipo de íngua. A Lonomia (tipo de taturana) pode causar alterações na coagulação sanguínea, sangramento em gengiva, urina e outras regiões do corpo.
O QUE FAZER?
Socorro deve acontecer o mais rápido possível. Aplicar compressa de água fria ou gelo e proteger com pano limpo até o encaminhamento ao serviço de saúde.
Não aplicar nada
Se necessário, tomar um analgésico.
O caso deve ser registrado
Manter em repouso
Lesões osteomusculares
FRATURA: Perda da continuidade do osso. O osso se parte em dois ou mais segmentos
Principais causas:
Traumas por acidentes, quedas ou pancadas.
Fratura patológica (osteoporose ou tumor ósseo)
Sintomas:
Dor
Edema
Incapacidade parcial de se movimentar ou locomover
Deformidade no local
Hematomas
Lesões cutâneas
Crepitação
Formigamento
Dormência
1 hora depois = ausência de dor e início de sensação de frio
TIPOS DE FRATURA
MÚLTIPLAS OUÚNICAS
COMPLETAS OU INCOMPLETAS
OBLÍQUA
COMINUTIVA
EPIFISÁRIA
FECHADA
ABERTA OU EXPOSTA: Exposição do osso para o exterior ou para cavidades contaminadas como boca, tubo digestivo, vias aéreas, vagina e ânus.
CLASSIFICAÇÂO:
Tipo I: Ferida na pele de até 1 cm com deslocamento mínimo de periósteo/partes moles. Contaminação mínima. Fratura transversa ou oblíqua. Lesão de dentro para fora
Tipo II: Ferida de 1 a 10 cm. Deslocamento de periósteo/partes moles de moderado a extenso (retalho). Esmagamento mínimo ou moderado. Contaminação moderada.
Tipo III: Ferida maior que 10 cm. Extensa lesão de partes moles e deslocamento periostal e/ou esmagamento. Contaminação significativa. Trauma de alta energia.
 Sinais e sintomas:
Dor
Edema
Incapacidade parcial de se movimentar ou locomover
Deformidade no local
Hematomas
Lesões cutâneas
Crepitação
Formigamento
Dormência
O QUE FAZER?
Analise o local afetado
Chame o socorro o mais rápido possível ou encaminhe ao serviço de saúde
Higienização comágua e soro e cubra com gaze ou pano limpo;
Remova qualquer tipo de objeto ou corpo estranho que não esteja penetrando a pele
Realize a imobilização do local afetado com intuito de reduzir maiores danos
Hemorragia – compressão local
Manter em repouso até a chegada do socorro, na posição que ficou quando caiu para não comprometer outras partes ou a lesão.
NÃO TENTAR COLOCAR O OSSO DE VOLTA NO LUGAR
TORÇÃO: Ocorre quando um movimento brusco de rotação é realizado no sentido contrário à sua estrutura.
SINTOMAS
Dor local
Edema 
Geralmente o local fica arroxeado e com temperatura elevada
O QUE FAZER?
Não deixar que a vítima apoie a parte afetada
 Aplicar gelo por 20 minutos
 Elevar o membro
LUXAÇÃO: Lesão entre as articulações em que um ou mais ossos se desloca de forma repentina e duradoura. Causado por traumatismo, queda, fratura, lesão congênita ou ligamentos frouxos.
SINTOMAS
Dor local
Edema
Deformidade articular
Proeminência óssea
Incapacidade de realizar movimento
O QUE FAZER?
Acalmar a vítima e encaminhá-la a um serviço de saúde especializado.
COLUNA VERTEBRAL
As vértebras são os ossos que compões a coluna vertebral, sendo divididas em cinco grupos, de acordo com a região em que estão localizadas. As vértebras são formadas por corpo, forame e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra.
Elas são ligadas às demais por articulações denominadas discos intervertebrais, responsáveis pela mobilidade do indivíduo, localizados entre duas aberturas, que separam cada par de vértebras, chamadas de insisuras superior e inferior. Num total de 33 vértebras, 7 estão localizadas na zona cervical, 12 na torácica, 5 na lombar, 5 no sacro e 4 no cóccix.
São sete as vértebras cervicais, responsáveis pelos movimentos da cabeça, através da articulação das duas primeiras (C1 ou Atlas e C2 ou Axis). A primeira permite a articulação com o crânio permitindo os movimentos de extensão e flexão, além de suportar seu peso. Já a segunda é que permite que aconteça o movimento de rotação da cabeça.
As vértebras cervicais possuem forame transverso, processo espinhoso bifurcado ou bífido e corpo reduzido. A C1 possui o corpo em forma de anel, com tubérculos anterior e posterior, faces articulares lisas na inferior e acidentadas na parte superior, onde aconteça a articulação com os Côndilos Occipitais. Entretanto, a C2 é a única vértebra que possui uma saliência, chamada de dente, que se articula com o tubérculo anterior da Atlas, realizando o movimento de rotação da cabeça. Esta é a única vértebra cervical a ter processo espinhoso ascendente.
DISCOS INTERVERTEBRAIS: Os discos são estruturas cartilaginosas de pouca vascularização (circulação sanguínea). Eles variam de tamanho, de espessura e de formato; ou seja, suas
 características variam de acordo com o segmento vertebral. É a estrutura mais afetada da coluna vertebral e a que tem provocado grandes prejuízos para o homem moderno. Os 23 discos estão localizados entre as vértebras. Eles se conectam com as vértebras por meio das placas terminais. Essas placas têm um papel fundamental com o envelhecimento e o desgaste dos discos e vértebras. Portanto, conhecendo esse processo evolutivo, poderemos prevenir muitas dores nas costas. Os discos formam cerca de 25% do comprimento total da coluna. Por isso, o envelhecimento e a desidratação dessas estruturas anatômicas irão provocar diminuição na estatura dos idosos. O disco é constituído na sua periferia por um anel fibroso e, na sua parte interna, por uma estrutura ”gelatinosa” chamada de núcleo pulposo. O grande desafio para nós, profissionais da saúde, é saber como prevenir lesões e desgastes nessa estrutura nobre do nosso corpo. Sabemos que a coluna vertebral e seus discos têm como função primária proteger a medula espinhal e suas raízes, e esses desgastes poderão levar a compressões e atritos nessa estrutura neurológica provocando dores e incapacidades indesejadas.
A medula espinhal: A medula é uma estrutura cilíndrica que fica dentro do canal vertebral. Ela é a porção alongada do nosso encéfalo. O seu início ocorre entre o crânio e a primeira vértebra cervical e se estende até a primeira ou segunda vértebra lombar. O comprimento pode chegar a 46 centímetros. Na sequência ou depois da segunda vértebra lombar, ela se ramifica – essas ramificações são chamadas de cauda equina. Você também vai observar que a medula dá origem a vários pares de nervos, que são no total de 31. Esses nervos saem da coluna vertebral por meio dos orifícios formados entre uma vértebra e outra, também chamados de orifício de conjugação. Por intermédio desses nervos, a medula conduz os impulsos nervosos e exerce funções importantes sobre os músculos, proporcionando os movimentos. A medula é envolvida por três membranas que também protegem o encéfalo. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter, também chamada de meninges. Dentro dessas membranas encontramos líquido cefalorraquidiano, que banha todo o sistema nervoso. Por meio desse líquido, alguns diagnósticos poderão ser efetuados como: meningite, tumores etc.
As vértebras torácicas possuem o corpo reforçado e maior do que o das cervicais, articulam com as costelas e por isso possuem quatro Fóveas Costais, duas no corpo e duas no Processo Transverso. Seu Processo Espinhoso é mais comprido e inclinado para baixo. As vértebras lombares são as maiores por sustentarem maior pressão e peso do corpo. Elas possuem o corpo mais volumoso e seu processo espinhoso é reto e curto. Já as vértebras sacrais, posicionadas em tamanho descrente, são independentes na infância do indivíduo, porém na fase adulta apresentam-se fundidas, formando o osso Sacro e não possuem discos intervertebrais. As 4 vértebras coccigianas são fundidas e formam o osso Cóccix, se articula com o Sacro através de um disco intervertebral, de formato triangular de ápice inferior, e dos ligamentos interósseo, sacro-coccígeo anterior, sacro-coccígeo posterior e sacro-coccígeos laterais. O ligamento interósseo é uma fibrocartilagem localizada entre as respectivas superfícies articulares. Os ligamentos sacro-coccígeo anterior e posterior unem as faces anteriores do sacro e do cóccix; e a extremidade inferior da crista sagrada às faces posteriores das 2ª ou 3ª vértebras coccígeas respectivamente. Já os ligamentos sacro-coccígeos laterais são constituídos por dois feixes, um medial unindo o sacro aos pequenos cornos do cóccix, e outro lateral unindo o sacro aos grandes cornos do cóccix.
FRATURA COLUNA VERTEBRAL: 
CAUSAS:
Acidentes de trânsito
Quedas
Práticas esportivas
Mergulho em local raso
Ferimentos por arma de fogo
SINAIS E SINTOMAS:
Dor ou pressão na região do pescoço, nas costas e na cabeça
Hematomas
Contusões
Edemas
Fraqueza ou paralisia de pernas e braços ou de um lado do corpo
IMOBILIZAÇÃO: O uso da imobilização manual da coluna cervical e do colar cervical é uma medida inteligente, preventiva e sábia, para se evitar as lesões de coluna. É importante lembrar, que neste momento, não se deve forçar a cabeça da vítima para trás, pois essa manobra poderá provocar a secção da medula, acarretando em lesão irreversível.
A técnica a ser utilizada é a da subluxação do maxilar ou protrusão do queixo, com anteriorização da mandíbula. 
Nesse caso de suspeita de traumatismo cervical, em primeiro lugar, o socorrista deverá se ater aos seguintes fatores:
1. Observar se a vítima relata formigamento, paralisia ou perda de sensibilidade dos membros;
2. Observar se a vítima relata dor espontânea e a palpação do local;
3. Verificar se há traumatismo grave acima da clavícula;
4. Inconsciência pós-trauma.
É de fundamental importância que o socorrista afrouxe as roupas da vítima na traqueia, ou, ainda, libere cintos, cordões, cordas ou qualquer objeto que possa obstruir ou estrangulá-la. Caso ela esteja vomitando, o socorrista deverá se lateralizar a cabeça em bloco, mesmo com a coluna vertebral imobilizada. Muitos são os procedimentos para a manutenção e a permeabilidade da via aérea, algumassimples e outras mais complexas, dependendo do tipo de acidente, da lesão e da situação da vítima.
É importante relembrar que a inspeção cuidadosa da cavidade oral e da faringe, a procura de corpos estranhos, como pedaços de dentes, dentaduras, aparelhos ortodônticos e de sangue é de suma importância, lembrando que a simples queda da língua pode ser causa de obstrução das vias aéreas.
O QUE FAZER?
Chamar socorro especializado
Deixar a vítima imóvel até a chegada da equipe
Não deixe-a realizar nenhum movimento brusco
PARADA CARDIORESPIRATÓRIA
DESMAIO: Perda abrupta e temporária dos sentidos, da consciência e do tônus postural, que ocorre em um curto período de tempo, também chamado de SÍNCOPE.
Principais causas:
Permanência em local quente e fechado por um longo período de tempo;
Fortes dores
Crise nervosa ou situação de extremo nervosismo
Fortes emoções e de maneira súbita
Cansaço extremo
Queda brusca da pressão arterial
Uso de diversos medicamentos em altas doses
Distúrbios de origem metabólica
Sintomas antecedentes ao desmaio:
Queda da pressão arterial
Diminuição do ritmo da respiração
Visão turva
Tontura
Sudorese intensa
Náusea (ânsia de vómito)
Fraqueza
Palidez
O QUE FAZER?
Colocar a pessoa em um local seguro;
Mantenha a vítima deitada de barriga para cima (decúbito dorsal), elevando as pernas acima do tórax;
Vire a cabeça para o lado para facilitar a respiração;
Solte as roupas caso apertem;
Após retomada de consciência, mantenha a vítima sentada por alguns minutos;
Encaminhe para o atendimento médico;
NÃO ofereça álcool ou amônia para cheirar;
NÃO jogue água fria no rosto;
NÃO sacudir;
Se apresentar vómito, vire de lado.
CRISE CONVULSIVA: Aumento da atividade em determinadas áreas do cérebro. Pode gerar perda da consciência e espasmos musculares involuntários. Quando recorrente, caracteriza-se EPILEPSIA.
Fatores desencadeantes:
Odores ou luzes fortes
Exercícios vigorosos
Determinados ruídos ou música
Fortes emoções
Febre alta
Falta de sono
Menstruação
Estresse
Sintomas que antecedem:
Alteração na visão
Mal estar de origem gástrica
Sinais e Sintomas:
Queda da vítima
Perda da consciência
Confusão mental
Espasmos musculares involuntários
Cerrar os dentes
Babar e espumar
Morder a língua
 Movimentos oculares rápidos e súbitos
 Mudar de humor
Perder o controle da função urinária e intestinal
TIPOS:
Crise convulsiva generalizada:
Pequeno mal ou crise de ausência
Grande mal ou tônico-clônica
Crise focal ou parcial
Ficar atento aos seguintes fatores:
Como a crise se apresenta
Qual duração
Se a contração ocorre dos dois lados do corpo
Se olhos e bocas ficam abertos ou fechados
Se perde consciência
Após a crise, deve ser avaliado se a pessoa se lembra do ocorrido, se retoma plenamente a consciência, se continua sonolenta, se responde perguntas e
estímulos e se sua mobilidade normalizou
O QUE FAZER?
Proteger de qualquer perigo
Atentar aos sintomas
Após a crise:
Verifique se sofreu algum ferimento
Se houver dificuldade de respirar
Limpe a boca (excesso de saliva)
Encaminhe ao hospital
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: Tem como objetivo verificar os sinais vitais da vítima e detectar se existe risco de morte ou o que pode causá-la.
1ª avaliação em caso de acidente
ABCDE do trauma: Avaliar o risco de morte e priorizar o caso que houver mais urgência. Deve durar de 2 a 5 minutos.
 A (airways) = vias aéreas
 B (breathing) = respiração
 C (circulation) = circulação
 D (disability) = exame neurológico
 E (exposure) = exposição com controle de hipotermia
 A (VIAS AÉREAS): Verificar se a vítima está respirando sozinha.
Sinais de obstrução das vias aéreas:
 Cianose = coloração arroxeada;
 Agitação por causa da hipóxia;
 Uso de músculos acessórios na respiração, ficando assim mais difícil de respirar;
 Sons respiratórios anormais.
Atente-se e verifique se algum corpo estranho está obstruindo a respiração. Necessita de medidas imediatas e tratamento urgente.
INCLINAÇÃO DA CABEÇA – ELEVAÇÃO DO QUEIXO
TRAÇÃO DA MANDÍBULA
CÂNULAS OROFARÍNGEAS
B (RESPIRAÇÃO): 
Avaliação dos padrões respiratórios
Hipóxia
IDADE FREQUÊNCIA /RESPIRATÓRIA
 < 1 ano 30 a 60 mpm
1 a 3 anos 24 a 40 mpm
Pré-escolar (4 a 5 anos) 22 a 34 mpm
Escolar (6 a 12 anos) 18 a 30 mpm
Adolescente (12 a 18 anos) 12 a 16 mpm
Adulto 12 a 20 mpm
C (CIRCULAÇÃO):
Análise do pulso = frequência cardíaca (FC); Batimentos do coração por minuto (bpm). Verificar se está dentro do padrão de normalidade.
1ª medida = estancar hemorragia 
D (EXAME NEUROLÓGICO):
Escala de Coma de Glasgow
 Glasgow Coma Scale (GCS), conhecida em português como escala de Glasgow, é uma escala neurológica que permite medir/avaliar o nível de consciência de uma pessoa que tenha sofrido um traumatismo crânio-encefálico. É usada durante as primeiras 24 horas posteriores ao trauma e avalia três parâmetros: a abertura ocular, a resposta motora e a resposta verbal.
O traumatismo crânio-encefálico (TCE) ocorre na sequência de uma pancada exercida no crânio e pode causar diversas lesões. Os seus sintomas mais frequentes são a dor de cabeça, a sonolência, as náuseas e as convulsões. Consoante à resposta do paciente, o profissional médico ou enfermeiro atribui um valor a cada parâmetro. A soma dos três valores constitui o resultado final da escala de Glasgow. Analisando a forma como o paciente abre os olhos, a pontuação pode ir de 1 (se o paciente não responder) até 4 (se a abertura ocular ocorrer de forma espontânea). No caso da resposta verbal, os valores começam em 1 (quando não há qualquer resposta) e vão até 5 (resposta orientada). Por fim, relativamente à resposta motora, a escala contempla valores de 1 (ausência de resposta) a 6 (quando a pessoa reage às ordens expressadas pela voz).
No que diz respeito aos valores, o valor mais baixo que se pode obter com a escala de Glasgow é de 3 pontos, ao passo que o valor mais alto é de 15 pontos. O paciente que obtenha menor pontuação é quem sofre de danos crânio-encefálicos mais graves. Consoante o resultado da escala de Glasgow, compete ao médico prescrever o tratamento a seguir.
Deve-se observar simetria e reação a luz
Método AVDI 
 A Alerta
 V Verbal (resposta ao estímulo verbal)
 D Doloroso (resposta ao estímulo doloroso) 
 I Irresponsivo (não responde a nada)
E (EXPOSIÇÃO COM CONTROLE DA HIPOTERMIA):
Retirada da roupa para analisar toda a área que pode ter sofrido lesão.
Hipotermia
O QUE FAZER?
Chame o socorro. Não mexer na vítima até a chegada do socorro. 
Faça A - B - C - D - E; 
Verifique alguma hemorragia ou sinal de hemorragia interna; 
A avaliação deve durar de 2 a 5 minutos
AVALIAÇÃO SECUND ÁRIA: Avaliaç ão da cabeça aos pés
 Possui uma ordem e ocorre de maneira sistematizada para que o socorrista possa fazer a identificação de possíveis lesões graves que possa se complicar ou comprometer a vida da vítima. 
Coleta de informações 
 S (Sinais e sintomas referentes à doença)
 A (Alergia)
 M (Medicamentos) 
 P (Passado médico)
 L (Líquido e última refeiç ão)
 A (Ambiente. Eventos que levaram ao trauma)
 Exame Físico
Consciente;
Fortes dores nas pernas e nas costas.
Realizar ABCDE; 
Coletar o histórico; 
Realize a inspeç ão (exame físico); 
Mantenha a estabilidade dos sinais vitais; 
Preserve sua privacidade;
 Atentar às queixas.
PARADA CARDIORRESPIRAT ÓRIA (PCR): Interrupç ão brusca dos batimentos cardíacos e da respiração, em que consequentemente ocorre a cessação da circulação sanguínea no organismo.
 O indivíduo pode perder a consciência entre 10 a 15 segundos 
CADEIA DE SOBREVIV ÊNCIA NO ATENDIMENTO CARDIOVASCULAR DE EMERG ÊNCIA (ACE) ADULTO DA AHA
Como reconhecer uma pessoa em PCR
Avaliaç ão da Cena
 • Local seguro
 • O que aconteceu e como• Quantas vítimas est ão envolvidas
Avaliaç ão do nível de consciência 
Tentar chamá-lo 
Ausência de pulso 
Apnéia ou gasping
 a) A vítima está alerta
 b) H á resposta verbal (PCR) Iniciar C - A - B
 c) Está inconsciente 
 DÊ INÍCIO AS COMPRESSÕES TORÁCICAS CASO A VÍTIMA ESTEJA: SEM PULSO, SEM MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS, INCONSCIENTE
Compressão = 100 /minuto Compressão + Ventilação = 30:2 (5 vezes em 2 minutos)
Desfibrilador externo automático (DEA) é um aparelho computadorizado que realiza uma análise automática do ritmo cardíaco e verifica se existe a necessidade ou não da aplicação do CHOQUE ELÉTRICO por meio de um sistema de voz.

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