ASSOCIAÇÕES E FUNDAÇÕES
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ASSOCIAÇÕES E FUNDAÇÕES

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Univerdade do Sul de Santa Catarina
Direito – 2º semestre
Introdução ao Direito Civil
Prof.: Agenor de Lima Bento
Aluno(a): Renata da Silva Blasius

Fundações particulares e Associações

Associações e Fundações particulares são pessoas jurídicas de direito privado conforme versa no Art. 44 do Código Civil. Tais pessoas jurídicas se assemelham na questão de não objetivarem lucro, mas entre outros aspectos se distanciam de forma significativa.
Se tratando das fundações particulares, elas nascem da iniciativa particular que a partir de algum combinado tenha deixado separado determinado patrimônio para aplica-lo em determinado fim que vise toda a coletividade.

Conforme Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona,
“Diferentemente das associações e das sociedades, as fundações resultam não da união de indivíduos, mas da afetação de um patrimônio, por testamento ou escritura pública, que faz o seu instituidor, especificando o fim para o qual se destina”.

Versando sobre, sabemos que associações se dão pela união de pessoas que se empenhem para fins não econômicos. Assim deixando outra discrepância entre as duas pessoas jurídicas, que é a não especificação de finalidade para a criação da pessoa jurídica de direito privado associação, enquanto as fundações particulares conforme Art. 62 do Código Civil, incisos I ao IX, onde discriminam a finalidade para se constituir fundações.

Quando Gagliano e Pamplona dizem “da afetação de um patrimônio, por testamento ou escritura publica” querem dizer que para a criação de fundações não é necessário que o instituidor esteja vivo, mas sim que tenha deixado reservado determinado valor para que seja criada determinada fundação, com seu determinado fim e no caso de já falecido o instituidor, em testamento. Enquanto que nas associações o associado só participará da associação ou se efetivará nela se estando vivo, estando vivo e na associação, após a morte não há transmissão de associação para herdeiros, a não ser que o Estatuto dispuser o contrário, pois o evento de ser associado é um ato personalíssimo.

Se tratando da fiscalização dos dois tipos de pessoas, elas se diferenciam de forma muito relevante. As fundações por terem como objetivo fins altruísticos a coletividade é fiscalizada pelo ministério publico, pois ele tem como papel fiscalizar e proteger os princípios e interesses fundamentais da sociedade, sendo assim é papel dele observar e fiscalizar as fundações. Já as associações são fiscalizadas pelos próprios associados nela presentes, porém vem sendo cobrado uma fiscalização mais especializada e externa a Associação.

Sobre o patrimônio as associações são mais flexíveis, pois não tem um mínimo ou Maximo de patrimônio, como também para o inicio da associação, diferente das fundações. As fundações precisam de “x valor” para que inicie, patrimônio suficiente para que os objetivos sociais da fundação estejam regulares. Não tendo patrimônio suficiente para a criação da fundação, tal patrimônio é destinado a uma fundação que tenha o mesmo fim, caso não haja, que tenha fim semelhante.

Fonte: GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil, volume I, parte geral (contém análise comparativa dos códigos de 1916 e 2022), 7ª ed., ver., ampl. e atual. – São Paulo, Saraiva, 2006, p. 244.