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SEMINÁRIOS II 2º BIMESTRE

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de se ater a uma regra de justiça formal é que ela concentra em exigir que se seja em sua ação, fiel a uma linha de conduta regular, uma justiça estática, por que caracteriza pela conformidade com a regra estabelecida,ou como precedente reconhecido, sejam eles quais forem. É justo quando casos forem parecidos tratar como precedentes. A regra de justiça apresenta como normal a repetição de um mesmo modo de agir, conduzindo a uma segurança jurídica, e ainda prescreve ao juiz o silogismo judiciário: tratar cada membro de uma categoria como devem ser tratados todos os membros da mesma categoria. 
Um juiz imparcial é justo pois trata da mesma forma todos aqueles que a mesma regra é aplicável, a regra é a igualdade perante a lei, o juiz não tem enquanto juiz de questionar a lei.
A regra de justiça porém não diz quando os seres devem ser considerados essencialmente semelhantes , ou ainda não diz como se deve trata-los. E assim, graças a regra de justiça é que um juízo subjetivo pode transformar-se em uma norma de moral. 
A regra de justiça exige uma uniformidade conduzindo a previsibilidade e a segurança, permitindo um funcionamento estável de uma ordem jurídica. Mas isso não é suficiente para a necessidade de justiça. A equidade,mesmo sendo justa, não se resume a justiça que esta em conformidade com a lei,mas é antes um corretivo a justiça legal. É legitimo na medida em que a disposição tomada pelo Estado a disposição tomada pelo legislador é insuficiente e errônea trazer um corretivo. Assim funciona a justificativa de Aristóteles ao trazer a equidade, como uma muleta de justiça. 
A equidade é um recurso usado pelo juiz para ir contra a lei, apela-se ao senso de equidade quando a lei aplicada rigorosamente e em conformidade a regra de justiça conduzem consequências iníquas.
A equidade pode ser aplicada nas tais circunstancias: obrigação de aplicar a lei em um caso em que o legislador não pensara, quando houver condições externas e ainda quando tiver evolução no sentimento moral. Nem as leis nem os precedentes são aplicáveis mecanicamente ,obrigado a julgar em todos os casos que entram em sua competência, o juiz dispõe para o tanto do poder de interpretação. O juiz deve dizer o direito, ainda que não possa motivar sua decisão pela invocação de uma lei indiscutida e cujos termos são todos eles claros.
O papel da equidade ensina que um ato é formalmente justo se trata um membro de uma determinada categoria de um modo conforme a maneira pela qual devem ser tratados todos os membros dessa categoria. 
A equidade pode ainda prevalecer sobre a segurança, e o desejo do evitar consequência iníquas pode levar o juiz dar nova interpretação à lei, a modificar as condições de sua aplicação. O juiz pode em alguns casos não se contentar com a interpretação tradicional e com a aplicação correta da lei em conformidade em regra de justiça. Porem para evitar a arbitrariedade o juiz terá de motivar especialmente as decisões que se afastam da jurisprudência habitual.
3. Da justiça das regras
A regra da justiça assegura uma regularidade,segurança e imparcialidade na administração da justiça. Mas é incapaz de julgar as próprias regras. É contra a arbitrariedade e a injustiça das leis que se insurgem aqueles que pretendem modificar ou revisar a ordem estabelecida. Porem não indica quais são as distinções que se devem ou não levar em conta no estabelecimentos das categorias de seres essencialmente semelhantes, nem de maneira convém tratar esses seres, e assim os críticos dirão que as distinções que a lei estabelece e os tratamentos são arbitrários e injustificados. 
Cumprir então justificar a diferença mostrando que ela não é arbitária mas que os vencimentos de um e de outro são proporcionais a um elemento suscetível de apreciação tal como por ex os serviços prestados por um e pelo outro a comunidade. 
Quando se trata de justiça ou injustiça formal de aplicação correta ou não da regra de justiça comparam-se os tratamentos reservador aos membros da mesma categoria essencial,mas não se dispõe de nenhum meio para comparar os seres que pertencem a categorias diferentes e para julgar os tratamentos que lhes concernem. Para refutar a primeira crítica deve mostrar a importância da classificação estabelecida pela legislação em questão. E a segunda critica é mostrar que os tratamentos previstos trata-se de recompensas ou de punições , não são arbitrários, mas conformes a princípios gerais que permitem sua sistematização racional, e isso é graças a grande variações que existem em nossas sociedades. 
Rawls, define a justiça como uma virtude especifica que aplicada exige a eliminação das distinções arbitrárias e os estabelecimento de um equilíbrio apropriado entre as pretensões opostas, convenientes e justas, e as diferenças de tratamento não seriam arbitrárias.A justiça aplicada a praticas definidas por regras.Baseia-se nos princípios: toda pessoa tem direitos igual a maias ampla liberdade,compatível com a mesma liberdade para todos; desigualdades definidas ou favorecidas pela estrutura institucional são arbitrárias, a não ser que estejam motivadas e uteis a cada qual e contanto que as funções e as situações de que resultam sejam acessíveis a todos.
Não cabe justificar todas as diferenças que o sistema estabelece,mas unicamente as distinções na atribuição das funções e das situações de que resultam direta ou indiretamente, desigualdades na distribuição das vantagens e ônus. 
Rawls pretende elaborar seu sistema em que seres racionais,capazes de prever as consequências de sus atos elaborarão regras que igualitárias no inicio funcionarão de modo que se mantenha essa igualdade indefinidamente. Porem a no o caso concreto mostra que os procedimentos que se queria igualitário podem levar a consequências que com o tempo podem mostrar iníquas. 
As regras de uma sociedade constituída as pessoas que nela exercem os direitos políticos bem como suas respectivas situações,seus direitos e suas obrigações são em sua maioria produtos de um passado histórico. Para reconstruir uma sociedade perfeitamente justa seria preciso que seus membros reconhecessem com evidencia que é justo renunciar as vantagens que a situação histórica lhes proporcionou que logrem encontrar regras evidentes que justificarão as desigualdades sociais assim como aqueles a que terão de amoldar-se para encontrar uma solução justa para os conflitos que os opõem.
Professor Rawls aparenta ser partidário da concepção liberal, ou seja, deixa a igualdade de lado, pois só gostaria de limitar a liberdade individual na medida em que essa limitação se justificar por vantagens que propocionara a cada qual e não ao maior numero. 
As regras morais e jurídicas regem de um modo complementar as relações dos membros de uma sociedade, muitas vezes, elas interagem podendo os sentimentos morais desempenhar um papel considerável na adoção e na interpretação das leis,podendo a promulgação das leis modificar por sua vez, os sentimentos morais.
Se os princípios propostos pelo professor Rawls para eliminar a arbitrariedade das instituições sociais e politicas fossem de uma evidencia que se imporia a todos pela racionalidade,o direito e a moral deveriam coincidir em questão de justiça. Não teria sido útil organizar um poder legislativo nem um poder judiciário, e não se teria a menor necessidade de coagir para que se amoldem ao que é justo todos os membros razoáveis da sociedade. 
4. Justiça e justificação
Os diferentes ideais que se concebem a uma sociedade perfeita se apresentam como arbitrários, na medida em que nem a experiencia nem o calculo eram capazes de fundamenta-los; nem a experiencia , e a indução que ela autoriza nem a dedução rigorosa podem de fato garantir a passagem do que é dado, do fato objetivo,do que é verdadeiro, para o ideal que queremos realizar,para os valores que ele promove e para as regras que justifica. Assim,a justificação das regras para delas eliminar a arbitraridade deveria deter-se em princípios injustificados e não-evidentes em posicionamentos e valores

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