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SEMINÁRIOS II 2º BIMESTRE

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controversos. Porém é utópico querer que os homens concordassem sobre o mesmo ideal de uma sociedade justa,pois as diversas aspirações dos homens diversamente hierarquizadas correspondem diversa concepções da cidade ideal.
Se alguém considerasse uma regra injusta pois dividia os seres de forma diferente ao que lhe parece certo não havia uma forma de justificar,encontrar critérios objetivos que permitiam mostrar superioridade. No interior do sistema que se põe em discussão os principio fundamental que lhe serve de base a justiça terá um sentindo bem definido, ode evitar toda arbitrariedade nas regras toda irregularidade na ação. Levado a distinguir três elementos na justiça: valor que a fundamenta, a regra que a enuncia, e o ato que a realiza. Esses dois últimos que podem submeter a exigências racionais. Pode se exigir do ato que seja regular que trate da mesma forma seres que fazem parte da mesma categoria essencial, podendo postular que a regra seja justificada que decorra logicamente dos sistema normativo adotado. Quanto ao valor não podemos submete-lo a nenhum critério racional, ele é arbitrário e logicamente indeterminado. 
Qualificado de arbitrário e de logicamente indeterminado todo valor que fundamenta um sistema normativo,assim não podendo resultar de uma experiencia nem ser deduzido de princípios incontestáveis. Convém se de que não existe logica especifica atinente aos valores mas existem as mesmas técnicas de raciocínio que utilizamos para criticar e para justificar opiniões escolhas, pretensões e decisões enunciados que qualificamos habitualmente de juízos de valor.E por conta disso que o uso pratico da razão não pode ser compreendido sem o integrar em uma teoria geral da argumentação. Na falta de uma argumentação, ao menosprezar os meios discursivos de obter adesão que não se baseassem no cálculo da experiência era inevitavelmente conduzido à conclusão de que os valores eram logicamente arbitrários e desprovidos de justificação racional.
O objeto da justificação é de uma ordem prática: justifica-se um ato, um comportamento,uma disposição a agir, uma pretensão,uma escolha, uma decisão. A justificação de uma agente consiste no fato de justificar sua conduta, as vezes tbm de dissocia-lo inteira ou parcialmente, de um ato ou de uma decisão que lhe é imputado.
Por outro lado, justificar uma proposição ou uma regra é justificar o fato de aderir a ela ou de enunciar num dado momento,justificar um comportamento. As particularidades do raciocínio justificativo se impõe à mente, constitui antes a justificação de uma ação,a prova da validade de um conhecimento. 
Admitir a possibilidade de uma justificação racionar é reconhecer o uso prático da razão. Não limita-la a um uso teórico,à capacidade de descobrir a verdade ou o erro. É reconhecer que raciocinar não é somente verificar e demonstrar,é também deliberar,criticar e justificar,é apresentar razões pró e razões contra,é argumentar. 
A justificação consiste quer na refutação de uma determinada crítica quer na indicação de que uma proposição lhe escapa inteiramente ou,pelo menos,em maior medida do que as alternativas cogitadas. A justificação só concerne,ao que é discutível e mesmo,normalmente ao que é criticado por determinadas razões. 
Para toda sociedade e para toda mente existem atos,agentes, crenças e valores que em certos momentos são aprovados sem hesitações que não são discutidos e que portanto,não cabe justificar. Essas crenças, esses valores fornecem precedentes,modelos ,convicções e normas que permitirão a elaboração de critérios que servem para criticar e para justificar os comportamentos, as disposições e posições. 
O absolutismo consiste na afirmação de que atos agentes convicções e valores servirão eterna e universalmente de modelos para o estabelecimentos de critérios que eles terão de fundamentar. É uma visão absolutista que se prende a ideia clássica de justificação,como busca de uma fundamento absoluto,irrefragável e universalmente válido. 
Portanto ao recusarmos a visão absolutista, e admitimos que os precedentes,valores,modelos etc. são relativos a determinados meio e disciplina e podem variar no tempo e no espaço,a crítica e a justificação já não se apresenta com intemporais nem como universalmente válidas. Torna-se assim essencial saber que é competente ou qualificado para criticar e julgar,quais são as modalidades criticas e da justificação .
Os juristas tem a função de manter e fazer funcionar uma ordem social estável,buscando resolver pacificamente os conflitos. Quando faltam critérios objetivos e universalmente aceitos é necessário adotar critérios pessoais e conceder a alguns a autoridade de legislar e de governar a competência de julgar. E esse poder devera se justificar pela confiança inspirada por aqueles que exercem naqueles em cujo nome é exercido e pela autoridade que lhes é reconhecida. 
Os legisladores,os governantes,os juízes, eleitos ou nomeado por que que tem confiança do povo devem exerce seus mandatos em conformidade com as aspirações da comunidade que os designou para isso. 
O papel do legislador deve ser de elaborar uma ordem jurídica à qual a grande massa dos cidadãos se submeterá espontaneamente ,por que a considera justa. 
As leis,os costumes e os regulamentos de uma comunidade pelo próprio fato de estarem em vigor serão presumidos justos e não caberá justifica-los enquanto nenhuma crítica se manisfestar a respeito deles.Se a autoridade descumpre de uma forma intolerável a vontade do povo corre o risco de ser objeto de uma desaprovação que pode redundar em derrubar o governo em decorrência de eleições perdida e de um golpe de Estado ou de uma revolução. 
Relativização da noção da justiça politica. As leis e regulamentos politicamente justos são os que não são arbritrários,por que correspondem as crenças e as aspirações do povo, e se a força de coerção de que dispõe um poder legitimo se exerce consoante os votos da comunidade as decisões são justas. 
5. Justiça e razão
Os juízes e legisladores que dispõem de sanção e da coerção para garantir o respeito às leis e a execução dos julgamentos, tem de exercer suas funções dentro do que lhes foram conferidos: elaborar leis justas (conforme as aspirações da sociedade que são representantes), devem aplica-las no espirito da equidade. Mas o filosofo não é como juiz, a ele cabe ser porta voz da razão, defensor dos valores universais que se supõem validos para todos os homens. O filosofo deve procurar critérios e princípios,formular valores e normas que possam obter a adesão de todos os seres razoáveis. 
A experiencia entre regras e vontade mostra uma regra puramente subjetiva e que nunca se tem a certeza de encontrar uma regra objetiva e universalmente válida. O que se constata é uma universalização progressiva de princípios morais que permite elaborar progressivamente para toda humanidade, princípios de ação razoáveis.A função especifica do filosofo é então propor a humanidade princípios objetivos,válidos para a vontade de todo ser razoável. Na medida de que o filosofo fundamenta suas decisões em regras que devem valer para toda a humanidade ele não pode subscrever a princípios e valores que não seriam universalizáveis e não poderiam ser aceitos pelo auditório universal, aquele a que se dirige. 
O discurso, orador e o auditório constituem técnicas da retórica clássica. E seja qual for o auditório, o discurso do orador deve se adaptar a ele. 
Perelman afirma que o apelo a razão é apenas uma tentativa de convencer, mediante o discurso,os membros desse auditório,composto daquilo que o senso comum chamaria homens razoáveis e informados. É ao auditório universal que o filosofo se dirige , é a ele que quer convencer,o filosofo deve se amparar em uma argumentação racional. 
E assim para que as teses do filosofo sejam aprovadas ela devem ser submetidos à aprovação efetiva dos membros do auditório,podem assim contestar as convicções e as aspirações que o filósofo lhes atribui.
Um ato é injusto se não é conforme a regra de justiça a não ser que

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