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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
 Psicologia – Noturno
 Professora: Karin Telles
1º Fichamento com base na Introdução do T.C.C.
Tema do T.C.C.: “O Papel do Psicólogo na Ressocialização do Menor Infrator”.
 Grupo: 
Ricardo Rodrigues de Araújo B717IE-0
Aline Zilli Gonçalves C3614D-4
Elisangela de Jesus Borges C329IG-0
Rafaela Mendes B952HE-2
Viviane Marinari C05ACS-8
 
São Paulo – 2017
1ª PARÁGRAFO: O CONCEITO DE MENOR INFRATOR
Antes de tudo devemos falar sobre o que é crime e o que é infração;
Crime, segundo o conceito formal é toda conduta ação ou omissão proibida por lei sob ameaça de pena. De acordo com o critério legal, crime é aquilo o que a lei diz ser crime. É o conceito dado pelo legislador (Decreto-Lei n. 3.914/1941 - Lei de Introdução ao Código Penal).
No Brasil, crime não é sinônimo de infração penal e sim um gênero;
Se infração penal não é sinônimo de crime, então porque chamamos aquele que comete crimes, na condição de menor, de menor infrator e não de criminoso?
Desde 1988, nossa constituição traz a necessidade diz que pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado (CRF1988- artV – inciso IV);
Sendo que bem anterior a isso, desde a declaração universal dos direitos humanos de 1948, ratificada pelo Brasil em 1992, é versado em seu artigo 25 que a criança tem direito a cuidados especiais;
Assim nasce o ECA (lei 8.069/1990) que finalmente define exatamente o que é considerado o menor de idade, até onde vai a reponsabilidade do estado com a proteção e assistência da criança e do adolescente;
Considera-se menor de idade, todo aquele que tem entre zero e dezoito anos incompletos;
Sendo o menor, considerado criança até os doze anos incompletos e adolescentes entre os doze e dezoito anos incompletos;
Desta forma, dever-se-á respeitar a condição especial de pessoa em desenvolvimento;
Assim, por se tratar de alguém inimputável, ou seja, que não é punível criminalmente, o menor de idade que comete infração penal, seja crime ou contravenção penal, não está cometendo um crime e sim um ato infracional;
Pois, não responderá penalmente por este ato, em outras palavras, as medidas a serem tomadas não virão do Código de Processo Penal e sim do Estatuto da Criança e do Adolescente;
Por isso diz-se Menor Infrator e não criminoso;
2ºPARAGRÁFO: A CRIAÇÃO DO E.C.A.:
Em 1927 foi promulgado o 1° código chamado de Mello Mattos, essa era a Doutrina do Direito Penal ao Menor. Já em 1942 foi criado o SAM (Serviço de Assistência ao Menor), cuja lógica de trabalho se embasava na reclusão e repressão dos menores abandonados.
No ano de 1964 o SAM deu lugar a FUNABEM- Fundação do Bem Estar dos Menores, que trabalhava com ás mesmas metodologias anteriores.
Em 1979 o código de Mello Mattos foi revogado e substituído pelo 2° Código de Menores, que é a Doutrina de Situação Irregular. Em decorrência do 2° código a FEBEM substituiu a FUNABEM.
Na década de 80 a situação de irregularidade começou a ser questionada. Cerca de 30 milhões de crianças era abandonadas e marginalizadas nesse período.
Graças a participação popular em favor dos direitos da criança e do adolescente, desencadeando um processo de reinvindicação dos direitos e da cidadania. O E.C.A. surgiu de uma demanda criada pela constituição de 1988 :Constituição Federal -Capítulo VII Artigo 227 constituição federal - Capítulo VII - Da família, da criança, do adolescente e do idoso;
Isso resultou em dia 13 de julho de 1990 na criação do ECA- Estatutos da Criança e do Adolescente, divididos em dois livros, sendo que o primeiro trata-se da proteção dos direitos, enquanto o segundo aborda os órgãos e procedimentos protetivos.
3º PARÁGRAFO: HISTÓRIA DA PSICOLOGIA JURÍDICA NO BRASIL:
A história da atuação de psicólogos brasileiros na área da Psicologia Jurídica tem seu início no reconhecimento da profissão, na década de 1960. (Pag. 484);
Os primeiros trabalhos ocorreram na área criminal, enfocando estudos acerca de adultos criminosos e adolescentes infratores da lei (Rovinski, 2002). (Pag. 484);
Com o advento da Psicanálise, a abordagem frente à doença mental passou a valorizar o sujeito de forma mais compreensiva e com um enfoque dinâmico. (Pag. 484);
Psicólogos da Alemanha e França desenvolveram trabalhos empírico-experimentais sobre o testemunho e sua participação nos processos judiciais. (Pag. 484);
No estado de São Paulo, o psicólogo fez sua entrada informal no Tribunal de Justiça por meio de trabalhos voluntários com famílias carentes em 1979. A entrada oficial se deu em 1985, quando ocorreu o primeiro concurso público para admissão de psicólogos dentro de seus quadros (Shine, 1998). (Pag. 485);
Ainda dentro do Direito Civil, destaca-se o Direito da Infância e Juventude, área em que o psicólogo iniciou sua atuação no então denominado Juizado de Menores. (Pag. 485);
Com a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Brasil (1990), em 1990, o Juizado de Menores passou a ser denominado Juizado da Infância e Juventude. (Pag. 485);
Outro dado histórico importante foi a criação do Núcleo de Atendimento à Família (NAF), em outubro de 1997, implantado no Foro Central de Porto Alegre e pioneiro na justiça brasileira. (Pag. 485);
Em relação à área acadêmica, cabe citar que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro foi pioneira em relação à Psicologia Jurídica. Foi criada, em 1980, uma área de concentração dentro do curso de especialização em Psicologia Clínica, denominada “Psicodiagnóstico para Fins Jurídicos”. (Pag. 485);
4º PARÁGRAFO: O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS POLÍTICAS DE RESSOCIALIZAÇÃO
: O psicólogo vem trabalhando oficialmente no sistema penitenciário brasileiro desde a década de setenta do século XX;
A Lei de Execução Penal (LEP), em 1984, ratificou a importância da psicologia e do psicólogo para o sistema penitenciário ao determinar a avaliação psicológica das condições pessoais dos sentenciados e seu acompanhamento durante o cumprimento da pena;
Por outro lado, o psicólogo assumiu papel de avaliador das condições psicossociais da pessoa detida. Ele era chamado para compor a Comissão Técnica de Classificação (CTC) e dar seu parecer sobre a possibilidade ou não de o apenado obter a almejada progressão de regime;
O trabalho do psicólogo nas prisões, no entanto, não tem atingido essa abrangência. Não só porque ele está inserido em um sistema que historicamente vem demonstrando sua inabilidade em ressocializar; mas também porque esse sistema está subordinado a um mais amplo, que pode gerar pobreza, desigualdades e impossibilidades de construção da humanidade pela via da educação formal e do trabalho;
O trabalho do psicólogo dentro do sistema penitenciário brasileiro tem sua história relativamente recente e, apesar das alterações ocorridas na LEP, permaneceu praticamente inalterado.
5º PARÁGRAFO: CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Abordamos aqui todo um conteúdo teórico, mas nosso foco principal será a investigação em campo, através de entrevistas com psicólogos que atuam diretamente com essa realidade;
Só assim, será possível darmos margem ao nosso principal objetivo, que é o de conhecer o real trabalho que o psicólogo pode desenvolver dentro desta tão importante missão que é a de tentar ressocializar o menor infrator, de forma que ele não seja reincidente no futuro e possa se tornar um cidadão capaz de contribuir com a sociedade;