Apostila  PRATICAS TRABALHISTA
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Apostila PRATICAS TRABALHISTA


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PRÁTICAS TRABALHISTAS
AULA 1 \u2013 PRÁTICAS TRABALHISTAS: ADMISSÃO E REGISTRO DE EMPREGADOS
A aplicação prática das questões trabalhistas e previdenciárias é tarefa obrigatória em qualquer empresa, independentemente do seu tamanho, localidade ou ramo de atividade, podendo ser desenvolvida por consultorias, profissionais liberais ou por colaboradores da própria organização.
As rotinas da administração de pessoal e aquelas voltadas à elaboração e controle da folha de pagamento estão entre as exigências dos diversos órgãos de fiscalização, principalmente após a edição do e-Social, além de serem vitais para a gestão empresarial.
Consolidação das Leis do Trabalho
O tema Práticas Trabalhistas se apoia, principalmente, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), explorada em Legislação Trabalhista e Previdenciária e/ou Fundamentos do Direito do Trabalho.
Alguns procedimentos, no entanto, podem variar de empresa para empresa, quer em função de normas coletivas e acordos individuais, quer em função do entendimento diferenciado sobre determinada regra.
Normas Coletivas e Acordos Individuais
Em função das particularidades desta disciplina, é recomendável a leitura e consulta permanente da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
	Embora existam livros sobre a aplicação prática da legislação trabalhista, com facilidade se alteram, principalmente, em função das mudanças na legislação e do entendimento do TST ou do STF.
Tamanho das empresas
EMPRESAS DE PORTE MAIOR: Normalmente possuem áreas de trabalho com profissionais especializados em diferentes papéis. Nesses ambientes, em função do volume de trabalho, número de empregados, unidades e afins, a folha de pagamento fica isolada das demais rotinas de administração de pessoal, podendo, inclusive, encontrar-se sob a responsabilidade da área financeira.
EMPRESAS DE PORTE MENOR: São comuns profissionais com perfil mais generalista (ou especialista em diferentes rotinas), uma vez que as atividades do gestor de Recursos Humanos são mais integradas.
O Empregado Urbano: O nosso foco é a relação empregado-empregador em organizações instaladas em áreas urbanas. Você perceberá que a CLT cria algumas distinções para atividades agrárias e pecuárias, podendo ser encontradas outras diferenças em função do ramo de atividade, Normas Regulamentadoras (NRs), convenções coletivas, acordos coletivos, acordos individuais ou mesmo localização. Fique atento!
Admissão do Empregado: As empresas comumente necessitam de empregados. Assim, uma vez recrutado e selecionado, o então candidato aprovado é admitido pela empresa.
Nesse momento, esse empregado apresenta uma série de documentos para que determinadas formalidades sejam cumpridas.
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
A carteira de trabalho é documento obrigatório para admissão de um empregado, embora poucos países do mundo tenham documento similar. 
Mesmo no Brasil, a CTPS deverá ser extinta em breve com o advento do e-Social, muito embora tenha um apelo emocional relativamente grande contra isso.
Documentos
A admissão ocorre a partir da apresentação de um conjunto de documentos, que normalmente envolvem:
\u2022 Fotografia 3x4;
\u2022  Carteira de Identidade;
\u2022  Título de Eleitor;
\u2022  Cadastro de Pessoa Física (CPF);
\u2022  Certificado de Reservista (para o sexo masculino);
\u2022  PIS;
\u2022  Comprovante de Residência (conta de água, luz ou telefone);
\u2022  Certidão de Casamento;
\u2022  Certidão de Nascimento de filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade;
\u2022  Cadernetas de vacinação e comprovação de matrícula escolar para filhos a partir de 6 anos de idade.
Onde conseguir o número do PIS?
O número do PIS (Programa de Integração Social) pode ser obtido na própria CTPS do empregado, na parte de anotações gerais ou estampado na primeira página, conforme indicado na figura.
Caso o empregado não tenha ainda o número do PIS será necessário solicitar que o mesmo faça seu cadastro por meio da Internet.
Atestado de saúde ocupacional
É essencial para qualquer atividade que o empregado tenha em mãos o de acordo do médico do trabalho para o exercício de determinada atividade.
O chamado ASO é condição para a admissão e, posteriormente, para acompanhamento da saúde do empregado ao longo do vínculo.
Outro ponto relevante é que diferentes atividades podem exigir diferentes exames médicos. Isso pode ocorrer, por exemplo, com Motoristas e Eletricistas, cuja especificidade do trabalho produz exigências particulares em relação aos exames da saúde ocupacional. É importante que o gestor esteja atento às normas!
	Além de toda a documentação citada, outros procedimentos serão necessários para complementar o processo de admissão de um empregado.
DEPENDENTES PARA EFEITO DE IMPOSTO DE RENDA: Preenchimento de formulário onde o empregado declara seus dependentes legais. Trata-se de uma exigência fiscal, regulada por legislação própria. A declaração pode afetar os empregados em função dos descontos que poderão ser aplicados ou mesmo das deduções ou abatimentos.
VALE TRANSPORTE: Se o empregado quiser obter o vale-transporte, você, como gestor de RH, deverá solicitar o preenchimento do formulário criado pela própria empresa. Nele, o empregado informará os meios de transportes mais adequados ao seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa.
OBS.: Alerte o novo empregado que, anualmente, ele terá que renovar o pedido de vale-transporte ou, a qualquer momento, no caso de mudança de endereço ou de itinerário.
Havendo mudanças, não se esqueça de pedir ao empregado para anexar o novo comprovante de residência.
DECLARAÇÃO VERDADEIRA: Deixe claro, como gestor de RH, que o formulário destaca que a declaração falsa do empregado ou o uso indevido do vale-transporte constituirá em falta grave, podendo o empregador definir uma punição, que poderá até mesmo representar a demissão do empregado por justa causa.
Vale-transporte é um benefício legal explorado em algumas disciplinas, principalmente no tema Gestão de Benefícios ou em temas ligados à Remuneração Estratégica, pois ele não deixa de ser um benefício mesmo determinado por lei e sendo uma obrigação das empresas. Muitos, no entanto, acreditam que por obrigatório não configuraria um benefício. Se você não se lembra desse tema, consulte a CLT.
Observe também que muitas organizações exigem que qualquer empregado preencha o formulário, ainda que a declaração de concessão do vale-transporte seja para indicar que determinado empregado não deseja o referido benefício. Isso evita que um empregado alegue que ficou sem vale-transporte porque a empresa não forneceu alternativas para sua solicitação.
Registro do empregado
Esse processo se difere em função do porte da empresa e da infraestrutura que ela tenha, inclusive em termos de sistemas automatizados.
As empresas são diferentes quanto ao uso de aplicativos, formas de digitalização de documentos e bancos de dados para armazenamento dos documentos, dos dados, das certidões e afins.
Livro ou Ficha: Se a empresa não possui sistemas informatizados, o gestor, por certo, terá que preencher a ficha (FRE) ou o livro de registro de empregado.
Tanto a ficha quanto o livro são autoexplicativos e de fácil preenchimento. Embora estejam com os dias contatos (em função do crescente nível de automação), o livro ou a ficha (FRE) ainda são amplamente utilizados, principalmente a FRE.
Contrato de trabalho: É importante destacar que a CTPS preenchida e o registro do empregado são elementos essenciais para a formalização da admissão do empregado.
Contudo, você, como gestor de RH, não deve esquecer do Contrato de Trabalho, documento normalmente criado pela própria empresa com cláusulas que reforçam questões legais e que deixa claro o que ela considera como direito ou obrigação de cada empregado.
No Contrato de Trabalho, a empresa e o empregado são formalmente identificados e concordam com as condições gerais apresentadas no referido documento. O cargo que o empregado vai ocupar, em função do plano de