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Graduandos: Emerson Alexandre Sacomano Otávio Humberto Silva FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL 8º PERÍODO O que é? Doença neurodegenerativa de progressão lenta que afeta principalmente a motricidade. Esta doença foi primeiramente descrita pelo médico James Parkinson em 1817. Epidemiologia A incidência média desta doença é entre 85 a 187 casos em 100.000 habitantes. O pico da doença é por volta dos 60 anos e a incidência aumenta com a idade, sendo esta considerada um factor de risco. Principais sintomas Tremor (o mais característico) Tremor Clássico Parkinsoniano Aumenta quando o paciente se encontra em repouso ou situações de stress/cansaço Movimento voluntário atenua o tremor e este desaparece completamente durante o sono. Rigidez muscular -Todo o corpo - Inexpressividade facial •Diminuição do pestanejar •Boca aberta •Deglutição difícil Bradicinesia : Lentidão dos movimentos causada pelo atrasado na transmissão de instruções do cérebro para o resto do corpo. › Hipomimia › Fala monocórdica › Palilalia › Micrografia › Dissinergia oculocefálica Diminuição ou ausência da expressão por mimica, gestos. Outros sintomas Depressão Ansiedade Instabilidade postural Bradifrenia (pensamento lento) Nem todos os pacientes com Parkinson sofrem perda cognitiva apesar do pensamento lento ser um dos sintomas comuns. Progressão Começa normalmente num membro superior Demora até se estender pelo resto do corpo Rigidez muscular Não é fatal, mas torna o paciente mais suscetível e fraco Aumenta o risco de infecções e outros episódios com potencial mortal ( ex: pneumonia de aspiração) Complicações Secundárias Alterações nutricionais Alterações respiratórias Alterações circulatórias Osteoporose Úlceras por pressão Patologias Morte exagerada de neurónios dopaminérgicos num dos gânglios de base despigmentação Esta DEGENERAÇÃO diminui os níveis de dopamina na substância negra diminuir a projeção/ação desta no corpo estriado Explica a depressão, psicose e perda cognitiva Em doentes de Parkinson Dopamina Atividade da acetilcolina Importância da dopamina Etiologia Parkinson é uma doença idiopática. › Genética - a mais importante nos casos de Parkinson juvenil (antes dos 21 anos). › Ambiental - certos produtos tóxicos utilizados na indústria e agricultura podem estar relacionados com o aparecimento da doença. Diagnóstico Clínico Análise dos sintomas A assimetria dos sintomas, a presença do tremor de repouso e a boa resposta à terapia dopaminérgica são indicadores objetivos. Pode-se também recorrer a PET scans e SPECTs. Parkinsonismo Doença de Parkinson Parkinsonismo é um termo genérico que designa uma série de doenças com causas diferentes e que têm em comum a presença de sintomas encontrados na doença de Parkinson. A doença de Parkinson é uma das muitas formas de Parkinsonismo e também a mais frequente. Tratamento Terapia sintomática Terapia neuroprotetora Terapia restauradora Neuroestimulação Palidotomia Talomotomia Fisioterapia Terapia sintomática Administração de remédios inibidores de MAO Aumento dos níveis de dopamina Levodopa - eficaz na diminuição da rigidez muscular e da bradicinesia - pode acelerar a degeneração - pode causar discinesia MEDICAMENTOS Agonistas de dopamina – estimulam os receptores dopaminérgicos do corpo estriado Anticolinérgicos – inibem a produção de acetilcolina e diminuem os tremores Terapia neuroprotetora Selegilina – inibe o metabolismo oxidativo da Levodopa Reduzindo a produção de radicais livres e fomentar a neuroproteção alfa nucleína Terapia restauradora Transplante de células produtoras de dopamina Procedimento abandonado Neuroestimulação • Atenua a bradicinesia e a discinesia. Palidotomia Restaura o equilíbrio e melhora o desempenho motor. Talomotomia Atenua a discinesia. Fisioterapia Prevenção do aparecimento de complicações secundárias. Máxima manutenção das capacidades cognitivas. Considerações finais A grande “arma” da medicina hoje para combater o Parkinson consiste nos remédios e cirurgias, além da fisioterapia, a terapia ocupacional e a terapia da fala, entre outros profissionais, pois através da atuação de uma equipa multidisciplinar é possível proporcionar ao paciente uma boa qualidade de vida, funcionalidade e auto-estima. Obrigado Eh Nóis, Vai Corinthians !!!