Resenha Filme Gladiador
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Resenha Filme Gladiador


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RESENHA
\u201cGLADIADOR\u201d
O filme \u201cGladiador\u201d foi lançado em 05 de maio de 2000, produzido nos Estados Unidos e dirigido por Ridley Scott. O filme foi ambientado no ano 180 D.C., e conta a história do general romano Máximus Décimus Meridius, que serve ao imperador Marcus Aurelius, cujo filho Commodus assassina-o para ficar no comando do Império Romano. Máximus é acusado de traição, escapa da morte, é escravizado e finalmente se torna um famoso gladiador, sendo seu objetivo vingar a morte da sua família a mando de Commodus. É a história do general que se tornou escravo, o escravo que se tornou gladiador e o gladiador que desafiou um Imperador.
No exército, Maximus é um líder formal (é general) e informal (é seguido e admirado pelos soldados, que o ovacionam após a batalha). Ele tem proficiência na luta, no comando como general (habilidade técnica); parte para a luta como mais um soldado do exército e consegue a cooperação dos subalternos utilizando frases como \u201co que fazemos na vida ecoa na eternidade\u201d, mostrando e transmitindo honra e coragem (habilidade humana); e consegue elaborar a estratégia para a cavalaria, a infantaria, os arqueiros e as catapultas, vendo o campo de batalha como um todo e não em partes (habilidade conceitual). Essas habilidades são vistas já nas primeiras cenas, antes, durante e após a batalha com os germânicos.
Marcus Aurelius, o César, reconhece que Maximus é um líder e tem as quatro virtudes principais: sabedoria, justiça, fortaleza e temperança. Pede a ele que se torne Imperador de Roma e esclarece que Commodus não tem moral, e por tanto não pode, não deve governar Roma. Quando comunica sua decisão a Commodus, este não aceita, diz que também tem virtudes como ambição, recursos, coragem e devoção, e mata o César. Commodus manda matar Maximus e sua família por não ter lhe aceitado como novo Imperador. Mostra-se um tirano impiedoso, imposto pela violência, que governa pelo medo, mas não aceito pelo exército nem pelo povo.
Maximus é vendido como escravo e obrigado a lutar como gladiador. Por ser um vencedor, agora com o nome de Espanhol, é levado até Roma para participar dos grandes jogos que Commodus preparou como uma forma de agradar o povo e conseguir sua aceitação. Mas o Espanhol torna-se um líder entre os gladiadores e ganha a admiração da população pela sua coragem, misericórdia e por enfrentar o tirano. Commodus mostra mais uma vez sua fraqueza e manda matar os senadores da oposição e os gladiadores, além de ameaçar a irmã que conspirava contra ele.
Ao longo do filme Maximus mostra que tem o caráter de um verdadeiro líder, tendo honra e sendo justo, honesto, ético, fidedigno. Mostra também a visão do líder, quando fala com os cavaleiros, chamando-os de irmãos, incentivando-os para atingir seus objetivos: vencer a batalha e voltar para casa. Seu comportamento o leva a prosperar num ambiente diferente (gladiador e não exército), moldando a mudança em vez de aceitar passivamente, pensando de forma positiva a cada luta, sem desistir do seu objetivo. Maximus tem grande autoconfiança que lhe permite atingir suas metas, encorajando os demais gladiadores a correr riscos ajudando-lhe a fugir. Ao mesmo tempo tem humildade (ajuda o César colocando os pés nos estribos e baixando a cabeça) e sentimentos (sente a dor de seus soldados no hospital improvisado). 
Maximus tem todas as qualidades de um líder, de um verdadeiro César, e como tal é aclamado pela população. Commodus baseia sua liderança no direito de herança e no sangue derramado. São personagens totalmente opostos de uma história que mostra dois tipos diferentes de liderança.