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Apostila Agrobusiness

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mesmo. Portanto, em longo prazo, teoricamente não existem custos fixos, todos os custos 
são variáveis. 
Custos Variáveis: Descrição: É representado pela soma de todos os custos que variam em 
produção direta com o volume de produção ou área de plantio utilizada nas atividades 
produtivas. Esses custos podem ser facilmente manipulados pelo administrador que, uma 
vez, tendo recursos financeiros disponíveis, pode fácil e rapidamente (curto prazo) 
conseguir o que precisa junto ao mercado. Lembre-se que o conceito de custo fixo está 
intimamente ligado ao conceito de curto e longo prazo. 
No longo prazo, todos os custos são variáveis, pois nesse intervalo de tempo, teoricamente, 
o administrador poderá conseguir todos os recursos e insumos necessários para alterar sua 
estrutura produtiva. 
Como despesa do período entendem-se todos os gastos não identificáveis com a cultura, 
não sendo, portanto, acumulados no estoque ( culturas temporárias), mas apropriados como 
despesa do período. São as despesas de venda (propaganda, comissão de vendedores...), 
despesas administrativas (honorários dos diretores, pessoal de escritório) e despesas 
financeiras ( juros, descontos concedidos...) 
 
1.2 Colheita 
Todo o custo da colheita será acumulado na conta “Cultura Temporária” e, após o término 
da colheita, essa conta será baixada pelo seu valor de custo e transferida para uma nova 
conta, denominada “Produtos Agrícolas”, sendo especificado, como subconta, o tipo de 
produto (soja, milho, batata...). 
A essa conta de “Produtos Agrícolas” serão somados todos os custos posteriores à colheita 
(para acabamento do produto ou para deixá-lo em condições de ser vendido, consumido ou 
reaplicado, tais como beneficiamentos, acondicionamentos, etc. 
À medida que a produção agrícola for vendida, dá-se proporcionalmente baixa na conta 
“Produtos Agrícolas e transfere-se o valor de custo para a conta “Custo do Produto 
Vendido” (resultado), especificando-se o tipo de produto agrícola vendido ( trigo, tomate, 
abóbora...). Dessa forma, haverá confronto entre a Receita e o Custo do Produto Vendido, 
podendo-se apurar o Lucro Bruto. ( Ver demonstrativo A) 
 
1.3. Custo de armazenamento 
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Quando o produto agrícola estiver pronto para venda, totalmente acabado, não devendo 
sofrer mais nenhuma alteração, é comum, em alguns casos, armazená-lo, no sentido de 
vendê-lo em momento oportuno, esperando-se o preço oscilar. 
Estes gastos são normalmente tratados como Despesa de Vendas, no grupo Despesa 
Operacional e não Custo do Produto. 
Todavia, considerando que o produto agrícola pode ficar em estoque para vendas futuras, 
algumas vezes ultrapassando um ano, há quem prefira contabilizar o gasto de 
armazenamento acumulando no custo (estoque), identificando melhor o custo do produto 
no momento da venda. 
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2. Culturas permanentes 
São aquelas que permanecem vinculadas ao solo e proporcionam mais de uma colheita ou 
produção. Normalmente atribui-se às culturas permanentes uma duração mínima de quatro 
anos. 
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Exemplos: cana-de-açúcar, citricultura (laranjeira, limoeiro...), cafeicultura, silvicultura 
(essências florestais, plantações arbóreas), oleicultura (oliveira), praticamente todas as 
frutas arbóreas (maça, pêra, jaca , jabuticaba, goiaba,uva...) 
No caso de cultura permanente, os custos necessários para a formação da cultura serão 
considerados Ativo Não Circulante – Imobilizado. Os principais custos são adubação, 
formicidas, forragem, fungicidas, herbicidas, mão-de-obra, encargos sociais, manutenção, 
arrendamento de equipamentos e terras, seguro da cultura, preparo do solo, serviços de 
terceiros, sementes, mudas, irrigação, produtos químicos, depreciação de equipamentos 
utilizados na cultura etc. 
É importante ressaltar que as despesas administrativas, de vendas e financeiras não 
compõem o gasto da formação da cultura, mas são apropriadas diretamente como “despesa 
do período”. 
Os custos para a formação da cultura são acumulados na conta “Cultura Permanente em 
Formação”. 
Dentro da conta “Cultura Permanente em Formação” há subcontas que indicam 
especificamente o tipo de cultura: café, pastagem, florestamento (araucária, eucaliptos...), 
guaraná, seringueira etc. 
Após a formação da cultura, que pode levar vários anos ( antes do primeiro ciclo de 
produção ou maturidade, ou antes da primeira florada, ou da primeira produção), transfere-
se o valor acumulado da conta “Cultura Permanente em Formação” para conta “Cultura 
Permanente Formada”, identificando-se uma subconta por tipo de cultura específica. 
Comparando-se tal fato com uma indústria que constrói máquinas para seu próprio uso, 
estaríamos no estágio em que a máquina está pronta para produzir. Daí por diante, na fase 
produtiva, os custos já não compõem o Imobilizado, mas são tratados como estoque em 
formação e são acumulados ao produto que está sendo formado. (Ver Demonstrativo B.) 
 
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2.1 Colheita ou produção ( da cultura permanente) 
A partir desse momento a preocupação é com a primeira colheita ou primeira produção, 
com sua contabilização e apuração do custo. 
A colheita caracteriza-se, portanto, como um Estoque em Andamento, uma produção em 
formação, destinada a venda. Daí sua classificação no Ativo Circulante. Como o ciclo de 
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floração, formação e maturação do produto normalmente é longo, pode-se criar uma conta 
de “Colheita em Andamento”, sempre identificando o tipo de produto que vai ser colhido. 
Essa conta é composta de todos os custos necessários para a realização da colheita: Mão-
de-obra e respectivos encargos sociais, produtos químicos (para manutenção da árvore, das 
flores, dos frutos ...), custo com irrigação ( energia elétrica, transporte de água, depreciação 
de motores...), custo do combate a formigas e outros insetos, seguro da safra, secagem da 
colheita, serviços de terceiros etc. 
Adiciona-se ao custo da colheita a depreciação (ou exaustão) da “Cultura Permanente 
Formada”, sendo consideradas as quotas anuais compatíveis com o tempo de vida útil de 
cada cultura. 
Se durante a colheita ou a qualquer momento forem aplicados recursos à cultura 
permanente para melhorar a produtividade ao longo dos anos ou aumentar a vida útil da 
cultura, evidentemente não se deve sobrecarregar a safra do ano, mas o imobilizado, e este 
ativo será diluído às safras por meio da depreciação (ou exaustão). 
Após o término da colheita, transfere-se o total acumulado de “Colheita em Andamento” 
para “Produtos Agrícolas”. Nessa conta são acumulados, se houver, custos de 
beneficiamentos, de acondicionamentos (embalagens), etc. 
À medida que a produção é vendida, dá-se proporcionalmente baixa na conta “Produtos 
Agrícolas”e transfere-se o valor do custo à conta “Custo do Produto Vendido”(resultado do 
exercício), especificando-se o tipo de produto agrícola vendido ( algodão, café, uva...). 
Dessa forma, haverá o confronto