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ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL AULA 1 1a Questão (XIX Exame Unificado/2016/adaptada) - Alexandre, advogado que exerce a profissão há muitos anos, é conhecido por suas atitudes corajosas, sendo respeitado pelos seus clientes e pelas autoridades com quem se relaciona por questões profissionais. Comentando sua atuação profissional, ele foi inquirido, por um dos seus filhos, se não deveria recusar a defesa de um indivíduo considerado impopular, bem como se não deveria ser mais obediente às autoridades, diante da possibilidade de retaliação. Sobre o caso apresentado, observadas as regras do Estatuto da OAB, assinale a opção correta indicada ao filho do advogado citado. O advogado Alexandre deve recusar a defesa de cliente cuja atividade seja impopular. Nenhum receio de desagradar uma autoridade deterá o advogado Alexandre. A atitude do advogado caracteriza a inépcia profissional. As causas impopulares aceitas por Alexandre devem vir sempre acompanhadas de apoio da Seccional da OAB O temor à autoridade pode levar à negativa de prestação do serviço advocatício por Alexandre. Explicação: O advogado é o profissional que, constitucionalmente, é considerado indispensável à administração da justiça, conforme preceitua o art. 133, da Constituição Federal. A intenção do constituinte, ao trazer esta importante constatação, foi frisar que o profissional da advocacia tem grande importância à execução da função judiciária prestada pelo Estado, sendo peça essencial das relações jurídicas na sociedade por atuar na proteção de direitos e garantias fundamentais. Um dos princípios mais importantes para o efetivo exercício da advocacia e, portanto, dos serviços de interesse público, é o chamado princípio da independência profissional. Para se ter a noção de sua importância, tal princípio encontra-se disposto expressamente, na Lei nº 8.906/94 ¿ Estatuto da Advocacia e da OAB, como um dos princípios éticos do advogado, que deve ser observado de forma imperativa. Assim dispõe o art. 31, § 1º, do referido diploma legal, in verbis: § 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer circunstância. O princípio da independência profissional trata, resumidamente, da autonomia da profissão e das liberdades para a não sujeição de ordens que impeçam, ainda que de forma parcial, o pleno exercício profissional e de convicção das teses e argumentações. Ambas englobam alguns pontos específicos que, conjuntamente, formam e fundamentam a importância do princípio. Ref.: 201408881034 2a Questão Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, para sua admissão em registro, em não se tratando de empresas de pequeno porte e de microempresas, consoante o Estatuto da Advocacia, devem indicar o advogado que representará a sociedade. permitir a participação de outros profissionais liberais. apresentar os dados do contador responsável. conter o visto do advogado Explicação: O fundamento está no art. 1º § 2º do EOAB combinado com art. 2º do RG Ref.: 201409012848 3a Questão Não estão sujeitos ao regime estabelecido pela Lei 8.906/94: Os integrantes das Procuradorias da Justiça; Os Integrantes da Advocacia Geral da União; Da Procuradoria da Fazenda Nacional Os vinculados à Defensoria Pública Os membros das Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Explicação: Os procuradores de justiça são membros do Ministérios Público que é entidade vinculada ao Poder Executivo. Ref.: 201408991494 4a Questão Acerca da atividade de advocacia, assinale a alternativa incorreta: São atividades privativas da advocacia as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em qualquer juízo ou instância, inclusive os que exigem poderes especiais. O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de 15 dias, prorrogável por igual período Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. Explicação: Conforme o art. 5, seus parágrafos do EOAB combinado com o art. 7° , inciso VI, d, EOAB. Ref.: 201409204687 5a Questão Embora o legislador tenha estabelecido no inciso I, art. 1 o , da Lei n o 8.906/94, que "são atividades privativas de advocacia a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais", acolhendo a ADIn n o 1.127-8, o Supremo Tribunal Federal excluiu, preventivamente, algum tipo de postulação. Nesse sentido, a exclusividade não vigora com relação à impetração de habeas corpus e/ou habeas data, postulação na Justiça de Paz, ou nos Juizados de Pequenas Causas. postulação nos Juizados Especiais Criminais, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. postulação nos Juizados Especiais Civeis, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. postulação na Justiça do Trabalho, Juizados Federais Criminais, Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. postulação na Justiça do Trabalho e na Justiça de Paz, bem como quanto à impetração de habeas data. Explicação: A indispensabilidade não é absoluta, a regra do art. 1° do EOAB não se aplica: postulação nos Juizados Especiais Civeis, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. Ref.: 201409147973 6a Questão (VII Exame Unificado/2012/ADAPTA) - Esculápio, advogado, deseja comprovar o exercício da atividade advocatícia, pois inscreveu se em processo seletivo para contratação por empresa de grande porte, sendo esse ‐ um dos documentos essenciais para o certame. Diante do narrado, à luz das normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o efetivo exercício da advocacia é comprovado pela participação anual mínima em: cinco atos privativos de advogado seis petições iniciais civis. quatro peças defensivas gerais. três participações em audiências. cinco participações mínimas, mensais, em atos privativos do advogado. Explicação: O fundamento está no art. 5° do RGOAB Ref.: 201411087935 7a Questão (XXIV Exame OAB/2017/adaptada) - Tânia, advogada, dirigiu-se à sala de audiências de determinada Vara Criminal, a fim de acompanhar a realização das audiências designadas para aquele dia em feitos nos quais não oficia. Tânia verificou que os processos não envolviam segredo de justiça e buscou ingressar na sala de audiências no horário designado. Não obstante, certo funcionário deu-lhe duas orientações. A primeira orientação foi de que ela não poderia permanecer no local se todas as cadeiras estivessem ocupadas, pois não seria autorizada a permanência de advogados de pé, a fim de evitar tumulto na sala. A segunda orientação foi no sentido de que, caso ingressassem na sala, Tânia e os demais presentes não poderiam sair até o fim de cada ato, salvo se houvesse licença do juiz, para evitar que a entrada e saída de pessoas atrapalhasse o regular andamento das audiências. Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. A segunda orientação dada pelo funcionário viola os direitos assegurados ao advogado, pois Tânia possui o direito de retirar-se a qualquer momento, indepentemente de licença do juiz, da sala de audiências. Todavia, a primeira orientação coaduna-se com o poder-dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não violando, por si, direitos normatizados no Estatuto da OAB. Apenas uma orientação viola os direitos assegurados ao advogado, pois se coadunam com o poder- dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não contrariando, por si sós, direitos normatizados no Estatuto da OAB e no Código de Éticae Disciplina. Nenhuma das orientações viola os direitos assegurados ao advogado, pois se coadunam com o poder- dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não contrariando, por si sós, direitos normatizados no Estatuto da OAB. A primeira orientação dada pelo funcionário viola os direitos assegurados ao advogado, pois Tânia possui o direito de permanecer, mesmo que de pé, na sala de audiências. Todavia, a segunda orientação coaduna-se com o poder-dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não violando, por si, direitos normatizados no Estatuto da OAB. Ambas as orientações violam os direitos assegurados, pelo Estatuto da OAB, ao advogado, pois Tânia possui o direito de permanecer, mesmo que de pé, na sala de audiências, bem como de se retirar a qualquer momento, indepentemente de licença do juiz. Explicação: É assegurado ao advogado o livre acesso e ingresso em todos os órgão judiciários e locais públicos em todo o território nacional, como fóruns, sessões de tribunais, audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviço notariais e de registro, delegacias e prisões, mesmo fora do expediente, enfim, local em que tenha de estar presente para o exercício da advocacia. Também lhe é assegurada a prerrogativa de ter livre acesso aos recintos da assembleias ou reuniões de interesse de seu constituinte, mediante apresentação de procuração (art. 7º, VI, da Lei n. 8.906/1994). Também constitui prerrogativa, inserida no inciso VII, a permanência do advogado em pé ou sentado em qualquer local acima citado, podendo retirar-se do recinto quando desejar. Ref.: 201410971148 8a Questão (Exame de Ordem - adaptada) Juliana é integrante da equipe de recursos humanos de certa sociedade anônima, de grande porte, cujo objeto social é o comércio de produtos eletrônicos. Encontrando-se vago um cargo de gerência jurídica, Juliana organizou processo seletivo, tendo recebido os currículos de três candidatas. A primeira delas, Mariana, é advogada regularmente inscrita na OAB, tendo se especializado em Direito Penal. A segunda, Patrícia, não é graduada em Direito, porém é economista e concluiu o doutorado em direito societário e mercado de capitais. A terceira, Luana, graduada em Direito, foi aprovada no exame da OAB e concluiu mestrado e doutorado. É conselheira de certo tribunal de contas estadual, mas encontra-se afastada, a pedido, sem vencimentos. Considerando a situação narrada, assinale a afirmativa correta. Apenas Luana poderá exercer a função de gerência jurídica. Qualquer das candidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana e Luana poderão subscrever os atos privativos da advocacia. Apenas Mariana poderá exercer a função de gerência jurídica. Qualquer das candidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana poderá subscrever os atos privativos da advocacia. Apenas Mariana e Luana poderão exercer a função de gerência jurídica. Explicação: Patrícia não é graduada em Direito, logo não é advogada. Luana está incompatibilizada com a advocacia porque trabalha no TCE e a licença não afasta a incompatibilidade - art. 28, § 1° EOAB. A resposta é apenas mariana na forma do art. 7° do RG e art. 1°, II, EOAB. AULA 2 1a Questão A inscrição suplementar do advogado somente é obrigatória: caso o profissional passe a atuar com habitualidade em Estados (Conselhos Seccionais) diversos ao de sua inscrição principal, exigindo-se uma atuação mínima de 6 causas para advogados com mais de 5 (cinco) anos de profissão. para ex-magistrados e ex-promotores de justiça para os advogados estrangeiros para os bacharéis em Direito que tiverem requerido sua inscrição em determinado Estado da federação e, até 1 ano depois, tenham mudado seu domicílio profissional Explicação: O fundamento está no art. 10, § 2°, EOAB Ref.: 201409141773 2a Questão Conforme previsto no Regulamento geral, estagiários regularmente inscritos na OAB não podem realizar a seguinte atividade isoladamente, ou seja, independentemente da presença de advogado supervisor: acompanhar, em cartório, andamento processual. obter certidões junto aos cartórios. assinar petição de juntada de documentos. representar cliente em audiência de conciliação. fazer carga de autos processuais físicos Explicação: O art. 29, § 1° do RGOAB estabelece a habilitação do estagiário, a saber: fazer carga dos autos, assinar petição de juntada de documento, solicitar certidão. Ref.: 201409204684 3a Questão Aponte a alternativa INCORRETA quanto à prova dos requisitos para obtenção de nova inscrição nos quadros de advogados de Seccional competente: Não exercer atividade incompatível com a advocacia. Prestar compromisso perante o Conselho. Capacidade civil. Aprovação em novo Exame de Ordem. Idoneidade moral. Explicação: O art. 8º, § 3º estabelece que para novo pedido de inscrição deve-se fazer prova dos requisitos dos inciso I,V, VI e VII do referido art. 8°. Não precisará fazer novo exame de ordem por que este tem prazo de validade indeterminado. Ref.: 201411087943 4a Questão (XXIII Exame OAB/2017/adaptada) - Diogo é estudante de Direito com elevado desempenho acadêmico. Ao ingressar nos últimos anos do curso, ele é convidado por um ex-professor para estagiar em seu escritório. Inscrito nos quadros de estagiários da OAB e demonstrando alta capacidade, Diogo ganha a confiança dos sócios do escritório e passa a, isoladamente e sob a responsabilidade do advogado, retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; visar atos constitutivos de sociedades para que sejam admitidos a registro; obter junto a escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos; e subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais. Considerando as diversas atividades desempenhadas por Diogo, isoladamente e sob a responsabilidade do advogado, de acordo com o Estatuto e Regulamento da OAB, ele pode: obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos findos, mas não de processos em curso, bem como subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais. assinar petições de juntada de documentos em processos administrativos, e subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais e administrativas. retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga, bem como visar atos constitutivos de sociedades, para que sejam admitidos a registro. assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais, mas não a processos administrativos, nem subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais. obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos, bem como assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. Explicação: O Estagiário regularmente inscrito na OAB e portador da carteira de Estagiário pode praticar todos os atos previstos no artigo 1º, do Estatuto da OAB, desde que de forma conjunta com Advogado regularmente inscrito ou sob supervisão deste. O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAb prevê algumas tarefas que o Estagiário pode conduzir isoladamente, sem participação de advogado, apenas sob responsabilidade deste: 1. retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; 2. obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; 3. assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ouadministrativos. Ainda, quando receber autorização ou substabelecimento de Advogado, o Estagiário poderá comparecer isoladamente para a realização de atos extrajudiciais. Ref.: 201408810886 5a Questão Célio, advogado regularmente inscrito na OAB/SC, tem escritório próprio de advocacia em Florianópolis, onde atua na área trabalhista e na do direito do consumidor. No ano de 2006, atuou excepcionalmente como advogado em quatro ações de indenização perante o TJDFT. Em 2007, ajuizou quinze ações em face da mesma empresa perante o TRT, em Brasília ¿ DF, e, em 2008, atuou como advogado constituído em mais de dez causas. Na situação hipotética apresentada, Célio, de acordo com o Regulamento Geral do Estatuto da OAB, está obrigado, desde 2007, à inscrição suplementar na Seccional da OAB/DF. está dispensado de comunicar à OAB o exercício da advocacia perante o TRT. está impedido de requerer a inscrição suplementar na OAB/DF, dada a regular inscrição na OAB/SC. cometeu infração disciplinar por ter exercido, em 2006, a advocacia fora de seu domicílio de inscrição. Explicação: O advogado que tem sua inscrição principal em um determinado Estado pode solicitar inscrição suplementar em qualquer outro Estado no qual faça mais de cinco intervenção judicial, é o que dispõe o art. 10 do EAOAB no seu 2º: Art. 10. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio profissional, na forma do regulamento geral. (...) 2º Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão considerando-se habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano . EXERCÍCIO DA PROFISSÃO - ADVOCACIA EM OUTRAS SECCIONAIS - HABITUALIDADE - INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR - ATUAÇÃO ATRAVÉS DE BACHAREL EM DIREITO. Inexiste empecilho ético para que o advogado atue em mais de uma localidade dentro do território nacional, na medida em que este direito lhe é garantido pelo inciso I, do artigo 7º do EAOAB. A atuação em outra seccional, que não a de seu domicílio profissional, porém, exige a obediência a determinadas normas, que estão insculpidas no artigo 10, parágrafos 1º e 2º do Estatuto da Advocacia e artigo 5º, § único e 26 do Regulamento Geral, que limitam a habitualidade a cinco causas por ano, a partir do que é exigida a inscrição suplementar. É vedado ao bacharel em direito o exercício da advocacia consultiva ou contenciosa, sob pena de cometer ilícito penal, consistente no exercício ilegal da profissão (artigo 3º da EAOAB e 4º do Regulamento Geral). O advogado que albergar tal exercício, responderá por infração disciplinar, nos termos do artigo 34, I, do EAOAB". Proc. E-3.937/2010 - v.u., em 18/11/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. GUILHERME FLORINDO FIGUEIREDO, Rev. Dr. EDUARDO TEIXEIRA DA SILVEIRA - Presidente Dr. CARLOS JOSÉ SANTOS DA SILVA. Ref.: 201409141699 6a Questão O artigo 1.º do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (EOAB) prevê que é atividade privativa da advocacia a ¿consultoria, assessoria e direção jurídicas¿. Dentre as opções abaixo, marque a incorreta. A gerência de setor jurídico de empresa de qualquer natureza somente pode ser ocupada por pessoa não inscrita na OAB com permissão expressa do Conselho Seccional respectivo. Empresas privadas, públicas e paraestatais estão sujeitas à norma do art. 1º do EOAB. O gestor do setor jurídico de empresa de qualquer natureza deve estar regularmente inscrito nos quadros da OAB, sob pena de exercício irregular de atividade profissional. Consultoria, assessoria e direção jurídicas somente podem ser anunciadas por advogado(a) regularmente inscrito(a) nos quadros da OAB. Qualquer pessoa pode comunicar à OAB situação de violação à norma referida. Explicação: O fundamento está no art. 1° do EOAB combinada com art. 7° do RGOAB. Ref.: 201409125591 7a Questão Para a inscrição como advogado é necessário: todas estão incorretas. ter sido estagiário por, pelo menos, um ano. ter realizado residência jurídica por, pelo menos, dois anos. diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; ser maior de 35 anos. Explicação: Segundo o ESTATUTO DA OAB: Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho. Ref.: 201409204685 8a Questão O requerente à inscrição principal no quadro de advogados presta o seguinte compromisso perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da Subseção: Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas. Esse compromisso solene e personalíssimo é imposto pelo Provimento 144/2011. Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. Regulamento Geral da Ordem dos Advogados do Brasil Código de Ética e Disciplina da OAB. Regimento Interno dos Conselhos Seccionais. Explicação: O referido compromisso previsto no art. 8° do EOA como ato personalíssimo e indelegável está revisto no art. 20 do RGOAB AULA 3 1a Questão Convidado por um Cliente para ingressar num processo cível que tramita na 19ª. Vara Cível do Rio de Janeiro, em substituição ao Colega/Advogado que está funcionando naquele processo, o que Você faria? (b) Primeiramente, examinaria os autos do processo; a seguir, aceitando o convite, entraria em contato com o Colega/Advogado e solicitaria um substabelecimento ou sua renúncia ao mandato e, por fim, havendo a recusa do Colega/Advogado, o notificaria de sua destituição do mandato; (c) Primeiramente, aceitaria a procuração do Cliente; a seguir, entraria em contacto com o Colega/Advogado, comunicando-lhe a sua substituição no processo e solicitando a devolução dos documentos do Cliente; (d) Primeiramente, aceitaria a procuração do Cliente. A seguir, ingressaria nos autos daquele processo, requerendo a juntada da procuração e a notificação do Colega/Advogado de sua destituição do mandato. (a) Primeiramente, entraria em contacto com o Colega/Advogado e solicitaria um substabelecimento ou nova procuração e, por fim, examinaria os autos do processo para nele atuar; Explicação: As relações entre advogado e cliente baseiam-se na confiança recíproca. Por isso, o advogado deve sempre informar o seu constituinte dos riscos de sua pretensão e das consequências da demanda. O advogado não se subordina a intenções contrárias do cliente, mas deve procurar esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. O advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável ou para adoção de medidas judiciais urgentes e inadiáveis. Também não deve deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu patrocínio, sendo recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis ou inércia do cliente quanto a providências que lhe tenham sido solicitadas, renuncie ao mandato. Ref.: 201409099963 2a Questão (XIII Exame Unificado/2014/Adaptada) - O advogado Carlos pretende substabelecer os poderes que lhe foram conferidos pelo seu cliente Eduardo, sem reserva de poderes, pois pretende realizar umalonga viagem, sem saber a data do retorno, não pretendendo manter compromissos profissionais. Nos termos das normas do Código de Ética, tal ato deve: ser comunicado ao cliente de modo inequívoco. prescindir do conhecimento do cliente por ser ato privativo. observar o previsto no artigo 5º, parágrafo 1º do Estatuto da OAB ser realizado por tempo determinado implicar na devolução dos honorários pagos antecipadamente pelo cliente. Explicação: O fundamento está previsto no art. 5º § 3º do EOAB combinado com art. 6º do RGOAB Ref.: 201409142642 3a Questão (XX Exame Unificado/2016/ADAPTADA) - Rodrigo outorgou mandato à advogada Lívia para postular em juízo o adimplemento de obrigação de fazer em face de uma concessionária de serviços públicos. Ocorre que Lívia, por problemas pessoais, após a citação da ré, não desejou mais atuar como advogada na causa. Nestas condições, Lívia deverá: comunicar ao juízo a renúncia ao mandato, e, posteriormente, notificar Rodrigo, continuando obrigada a representar o cliente até que ele constitua novo advogado ou defensor público. comunicar ao juízo a renúncia ao mandato, liberando-se, após a protocolização da petição, do dever de representar Rodrigo em juízo. não há que se falar em notificação ao juízo e tão pouco para a parte, pois a renúncia é um direito subjetivo do advogado. notificar Rodrigo da renúncia ao mandato por carta. Após, deverá comunicar ao juízo, mas continuará obrigada a representar Rodrigo em juízo até que decorridos dez dias da ciência apostada pelo magistrado da renúncia nos autos notificar Rodrigo da renúncia ao mandato por carta e, após, deverá comunicar ao juízo, mas, nos dez dias seguintes à notificação ao cliente da renúncia, Lívia continuará obrigada a representar Rodrigo, a menos que seja substituída por outro advogado antes do término desse prazo. Explicação: O fundamento está no art. 5° §3° do EOAB c/c art. 6º do RG. Ref.: 201409125599 4a Questão A cessação do mandato judicial é presumida: após a decisão judicial favorável às pretensões do cliente. com o trânsito em julgado da decisão interlocutória. após o pagamento dos honorários advocatícios pelo cliente. após a sentença judicial não transitada em julgado. após o arquivamento do processo. Explicação: Art. 13. Concluída a causa ou arquivado o processo, presume-se cumprido e extinto o mandato. Ref.: 201409141804 5a Questão Crime infamante, conduta que pode acarretar a exclusão de advogado(a) dos quadros da OAB, pode ser entendido como Crime que possa comprometer a dignidade da advocacia, a critério do Conselho Seccional respectivo. Crimes listados como infamantes no Estatuto da Advocacia. Crime que possa comprometer a dignidade da advocacia, assim reconhecido em sentença penal condenatória. Crimes listados como infamantes no Código de Ética e Disciplina Qualquer dos crimes contra a honra. Explicação: O Estatuto da OAB ainda que tipifique a inidoneidade moral (art. 34, XXVII) como conduta diversa do crime infamante, punida também com exclusão, o fato é que o crime infamante constitui uma variante da inidoneidade moral. Portanto, na perspectiva deontológica de regulação da conduta profissional, os efeitos de um crime podem ser potencializados e este caracterizado como infame quando praticado por advogado, que tem por juramento previsto no artigo 20, caput do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB a obrigação especialíssima de:¿... exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.¿ Desta forma, são considerados infamantes não necessariamente os delitos mais graves, mas aqueles que repercutem contra a dignidade da advocacia, atingindo e prejudicando a imagem dos profissionais que se pautam segundo preceitos éticos. Ref.: 201409124851 6a Questão O substabelecimento sem reserva de poderes: Extingue o mandato judicial, devendo o advogado, contudo, atender a eventuais intimações judiciais nos 10 dias subseqüentes à juntada do termo de substabelecimento nos autos do processo É considerado direto do advogado, podendo fazê-lo sem o conhecimento do cliente Não poderá utilizá-lo a pós a fase de citação. Corresponde à transferência total do mandato por um advogado a outro, exigindo, contudo, que o advogado dê prévio e inequívoco conhecimento de tal fato ao cliente Diferentemente da renúncia, não é causa de extinção do mandato judicial Explicação: O fundamento está no art. 26 do Código de Ética de 2015. O substabelecimento poderá ser com ou sem reservas. Ref.: 201409159621 7a Questão Um advogado, por motivos pessoais, não mais deseja continuar patrocinando uma causa. Nesse caso, com relação ao procedimento correto perante o seu cliente, ele deve: fazer um substabelecimento sem reservas de poderes para outro advogado e depois comunicar tal fato ao cliente. renunciar ao mandato e continuar representando o autor até ele constituir um novo advogado. comunicar ao cliente a desistência do mandato e funcionar no processo nos dez dias subseqüentes, se necessário. comunicar ao autor a desistência do mandato e indicar outro advogado para substituí-lo. não é dado ao advogado o direito de renunciar ao mandato que lhe foi conferido. Explicação: O fundamento está no art. 5°, §3° do EOAB c/c art. 6° do RG. Ref.: 201409217079 8a Questão NÃO estão sujeitos ao regime da Lei 8.906/94 Estatuto da Advocacia e da OAB aqueles: Procuradores da Consultoria Geral da União. Defensores Públicos da União e dos Estados. Procuradores da Fazenda Nacional. Procuradores de Justiça da Justiça do Trabalho. integrantes da Advocacia Geral da União - AGU. Explicação: Os procuradores de justiça da justiça do trabalho não integram a advocacia pública e sim o Ministério Público do Trabalho que compõe a carreira do Ministério Público da União. Art. 2º do prov. 114. AULA 4 1a Questão Considerando os requisitos para quebra da inviolabilidade do escritório de advogado, assinale a alternativa incorreta: presença de representante da OAB para o cumprimento da diligência Competência exclusiva da autoridade judiciária em decisão motivada Mandado de busca e apreensão específico e pormenorizado Hipótese de advogado formalmente investigado por prática de crime. Possibilidade de busca e apreensão de documento de clientes do advogado Explicação: não há possibilidade de busca e apreensão de documento de clientes do advogado salvo se este cliente está na qualidade de partícipe ou coautor e está sendo igualmente indiciado pela prática do mesmo crime. Ref.: 201409125605 2a Questão Acerca das prerrogativas profissionais previstas no Estatuto da OAB, assinale a alternativa correta: o advogado não terá sua residência violada sem mandado judicial, salvo busca e apreensão decretada pelo juiz, a fim de que sejam apreendidos documentos de clientes ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas poderá o advogado comunicar-se reservadamente com seu cliente preso, seja em estabelecimento civil ou militar, independentemente de procuração é direito do advogado consultar autos de inquérito policial, independentemente de procuração, salvo se conclusos à autoridade policial o advogado não poderá exercer livremente sua profissão fora do Conselho Seccional em que mantém inscrição principal Explicação: As prerrogativas dos advogados estão previstas pela lei n° 8.906/94 em seus artigos 6º e 7º. Trata-se de um conjunto de garantias fundamentaiscriadas para assegurar o amplo direito de defesa do cidadão. É muito importante que o advogado conheça suasprerrogativas para exercer a advocacia com autonomia e independência. As prerrogativas previstas nesta lei garantem ao advogado o direito pleno de defender seus clientes, contando com independência e autonomia, sem temer a autoridade judiciária ou quaisquer outras autoridades que por acaso tentem usar de constrangimento ou outros artifícios que possam levar à diminuição de sua atuação como defensor da liberdade. No entanto, tais prerrogativas são comumente confundidas como privilégios com a finalidade de cometer abusos ou interferências nos processos judiciários. Ref.: 201409159663 3a Questão (XVIII Exame de Ordem Unificado - Ampliada) Os advogados criminalistas X e Y atuavam em diversas ações penais e inquéritos em favor de um grupo de pessoas acusadas de pertencer a determinada organização criminosa, supostamente destinada ao tráfico de drogas. Ao perceber que não havia outros meios disponíveis para a obtenção de provas contra os investigados, o juiz, no âmbito de um dos inquéritos instaurados para investigar o grupo, atendendo à representação da autoridade policial e considerando manifestação favorável do Ministério Público, determinou o afastamento do sigilo telefônico dos advogados constituídos nos autos dos aludidos procedimentos, embora não houvesse indícios da prática de crimes por estes últimos. As conversas entre os investigados e seus advogados, bem como aquelas havidas entre os advogados X e Y, foram posteriormente usadas para fundamentar a denúncia oferecida contra seus clientes. Considerando-se a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. A prova é lícita, pois tratava-se de investigação de prática de crime cometido no âmbito de organização criminosa. Considerando que não havia outro meio disponível para a obtenção de provas, bem como que se tratava de investigação de prática de crime cometido no âmbito de organização criminosa, é ilícita a prova obtida a partir dos diálogos havidos entre os advogados e seus clientes. É, no entanto, lícita a prova obtida a partir dos diálogos havidos entre os advogados X e Y. A prova é lícita, pois não havia outro meio disponível para a obtenção de provas. A prova é lícita, pois foi determinada por juiz competente e ouvido previamente o Ministério Público. A prova é ilícita, uma vez que as comunicações telefônicas do advogado são invioláveis quando disserem respeito ao exercício da profissão, bem como se não houver indícios da prática de crime pelo advogado. Explicação: O fundamento está no art. 7º, inciso II, EOAB. Ref.: 201408805991 4a Questão Assinale a alternativa CORRETA, segundo o Estatuto e o Código de Ética e disciplina da OAB. São direitos do advogado: comunicar-se com os seus clientes, pessoal e reservadamente, somente quando detentor de procuração, quando esses se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis. Examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, podendo copiar peças e tomar apontamentos, salvo aqueles conclusos à autoridade. Examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciários e Legislativos, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, inclusive aqueles que estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos. dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada. Sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo de 15 minutos, salvo se prazo maior for concedido. Explicação: O art. 7°, inciso VIII é o fundamento da questão. Ref.: 201408806184 5a Questão Renato, advogado em início de carreira, é contactado para defender os interesses de Rodrigo que está detido em cadeia pública. Dirige-se ao local onde seu cliente está retido e busca informações sobre sua situação, recebendo como resposta do servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam conclusos com a autoridade policial e, por isso, indisponíveis para consulta e que deveria o advogado retornar quando a autoridade tivesse liberado os autos para realização de diligências. À luz das normas aplicáveis, o acesso aos autos, no caso, depende de procuração e de prévia autorização da autoridade policial. no caso de réu preso, somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do inquérito policial. o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado, mesmo sem procuração ou conclusos à autoridade policial. o advogado, diante do seu dever de urbanidade, deve aguardar os atos cabíveis da autoridade policial. Explicação: A lei Federal 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB)garante ao advogado "examinar, em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos" (artigo 7º, XIV). Ref.: 201409127351 6a Questão Michael foi réu em um processo criminal, denunciado pela prática do delito de corrupção passiva. Sua defesa técnica no feito foi realizada pela advogada Maria, que, para tanto, teve acesso aos comprovantes de rendimentos e extratos da conta bancária de Michael. Tempos após o término do processo penal, a ex-mulher de Michael ajuizou demanda, postulando, em face dele, a prestação de alimentos. Ciente de que Maria conhecia os rendimentos de Michael, a autora arrolou a advogada como testemunha. Considerando o caso narrado e o disposto no Código de Ética e Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta. Maria deverá depor como testemunha, mesmo que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de natureza cível, mas terá o direito e o dever de se calar apenas quanto às informações acobertadas pelo sigilo bancário de Michael. Em nenhuma hipótese, Maria não deverá recusar-se a depor como testemunha. Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, ainda que Michael expressamente lhe autorize ou solicite que revele o que sabe. Maria deverá depor como testemunha, prestando compromisso de dizer a verdade, e revelar tudo o que souber, mesmo que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de natureza cível. Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, exceto se Michael expressamente autorizá-la, caso em que deverá informar o que souber, mesmo que isto prejudique Michael. Explicação: O fundamento está no art. 35 e 36 do CED de 2015 que estabelece o sigilo profissional como de ordem pública e o art. 38 que observa que o advogado não é obrigado a depor sobre fatos conhecidos em razão da profissão. Ref.: 201408805962 7a Questão A Lei 8906/94, que consubstancia o Estatuto da Advocacia e da OAB, prevê a seguinte prerrogativa do advogado: dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, desde que para tratar de algum assunto urgente, e que não possa ser resolvido pelo assessor, observando-se a ordem de chegada. dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada. dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, desde que para tratar de algum assunto urgente, observando-se a ordem de chegada. dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, desde que acompanhado de petiçãojá protocolizada, observando-se a ordem de chegada. Explicação: O fundamento está no art. 7°, inciso VIII, EOAB. Ref.: 201409159630 8a Questão (XX Exame de Ordem Unificado - Ampliada) Michael foi réu em um processo criminal, denunciado pela prática do delito de corrupção passiva. Sua defesa técnica no feito foi realizada pela advogada Maria, que, para tanto, teve acesso a comprovantes de rendimentos e extratos da conta bancária de Michael. Tempos após o término do processo penal, a ex-mulher de Michael ajuizou demanda, postulando, em face dele, a prestação de alimentos. Ciente de que Maria conhecia os rendimentos de Michael, a autora arrolou a advogada como testemunha. Considerando o caso narrado e o disposto no Código de Ética e Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta. Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, exceto se Michael expressamente autorizá-la, caso em que deverá informar o que souber, mesmo que isto prejudique Michael. Maria deverá depor como testemunha, prestando compromisso de dizer a verdade, e revelar tudo o que souber, mesmo que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de natureza cível. Maria deverá depor como testemunha, sob pena de sofrer processo ético-disciplinar na OAB. Maria deverá depor como testemunha, mesmo que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de natureza cível, mas terá o direito e o dever de se calar apenas quanto às informações acobertadas pelo sigilo bancário de Michael. Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, ainda que Michael expressamente lhe autorize ou solicite que revele o que sabe Explicação: o fundamento está no art. 7° inciso, XIX, EOAB. Trata-se de um prerrogativa. AULA 5 1a Questão V Exame de Ordem Unificado Ademir, formado em Jornalismo e Direito e exercendo ambas as profissões, publica, em seu espaço jornalístico, alegações forenses por ele apresentadas em juízo. Instado por outros profissionais do Direito a também apresentar os trabalhos dos colegas, Ademir alega que o espaço é exclusivamente dedicado à divulgação dos seus próprios trabalhos forenses. Com base no relatado, à luz das normas estatutárias, é correto afirmar que a divulgação promovida por Ademir é perfeitamente justificável, por ser pertinente a outra profissão. punível, por caracterizar infração disciplinar. é equiparado a ato educacional permitido. justificado pelo interesse jornalístico dos trabalhos forenses. Nenhuma das respostas Explicação: A questão observa uma conduta vedada pelo Código de Ética e Disciplina, ou seja, a divulgação de método de trabalho, arrazoados forenses seus ou de colegas conforme expressam os artigos 43 e 44 do CED de 2015. Ref.: 201409185770 2a Questão (XXI Exame Unificado OAB/27/11/2016/ADAPTADA) - Florentino, advogado regularmente inscrito na OAB, além da advocacia, passou a exercer também a profissão de corretor de imóveis, obtendo sua inscrição no conselho pertinente. Em seguida, Florentino passou a divulgar suas atividades, por meio de uma placa na porta de um de seus escritórios, com os dizeres: Florentino, advogado e corretor de imóveis. Sobre o tema, assinale a afirmativa correta. É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis, inclusive em favor dos mesmos clientes. Também é permitido empregar a aludida placa, desde que seja discreta, sóbria e meramente informativa. É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis, desde que não sejam prestados os serviços de advocacia aos mesmos clientes da outra atividade. Além disso, é permitida a utilização da placa empregada, desde que seja discreta, sóbria e meramente informativa. É vedado a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis. Não no caso narrado qualquer vedação legal, podendo Florentino anunciar todos os seus serviços, inclusive a corretagem de imóveis. É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis. Todavia, é vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e meramente informativa Explicação: O fundamento da questão está no art. 40, inciso IV, CED 2015. Ref.: 201409215846 3a Questão Nas recomendações do Código de Ética para a publicidade feita por advogados, permite-se: o uso de pequena fotografia, desde que acompanhada do símbolo da OAB. o uso de um conteúdo com finalidade informativa, contendo os títulos e qualificações do profissional. a menção a cargo público anteriormente exercido. o uso de frases de efeito para captação de clientela. o uso de ilustrações e desenhos com cores discretas. Explicação: O capítulo VIII do Código de Ética de 2015 trata da publicidade nos artigos 39 a 46 e devem ser lidos em conjunto com o Provimento 94/2000. Nesta parte da legislação observa-se que a publicidade deve ser informativa, sem mencionar frases de efeito, cargos públicos exercidos,captação de clientela e etc. Ref.: 201408232535 4a Questão EXAME DE ORDEM Assinale a assertiva INCORRETA conforme o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei no 8.906/1994). A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição parcial do exercício da advocacia. Os docentes de cursos jurídicos em universidades públicas não podem advogar contra a fazenda que os remunere. Estão impedidos de exercer a advocacia os parlamentares em todos os níveis. A incompatibilidade com a advocacia permanece mesmo que o ocupante de cargo ou função de direção em órgão da Administração Pública direta solicite uma licença sem vencimentos. Nenhuma das opções Ref.: 201409013654 5a Questão O advogado "Y" recém formado, diante da dificuldade em conseguir clientes, passa a distribuir panfletos em locais próximos aos fóruns da cidade onde reside, oferecendo seus serviços profissionais. Nos panfletos distribuídos por Y constam informações acerca da sua especialização técnico científica, localização e telefones ‐ do seu escritório. Por outro lado, Y instalou placa na porta de seu escritório, na qual fez constar os valores cobrados por seus serviços profissionais, fixados, aliás, em patamares inferiores àqueles estipulados pela tabela de honorários da OAB. Quanto à conduta de Y, assinale a afirmativa INCORRETA. "Y" viola dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, ao fixar honorários em valores inferiores aos estipulados na tabela de honorários da OAB. "Y" viola dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, ao fazer constar de sua placa referências aos valores cobrados por seus serviços profissionais "Y" viola dispositivo do Código Civil vigente em pratica. "Y" pode distribuir panfletos ao público, oferecendo seus serviços profissionais, desde que neles não conste sua especialização técnico científica.‐ "Y" incorre em infração disciplinar, consistente na captação irregular de causas, ao distribuir panfletos ao público oferecendo seus serviços como advogado. Explicação: O novo Código de Ética foi incisivo ao vedar a utilização da publicidade profissional do advogado visando a captação de clientela ou a mercantilização da profissão (art. 39). Vedou, expressamente, a veiculação de publicidade por meio de rádio, cinema e televisão; o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade; as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público; a divulgação de serviços de advocacia juntamente com outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras; o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculaçãode matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail; a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. Para fins de identificação dos escritórios, permitiu-se a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas, respeitados o caráter informativo, a discrição e sobriedade. De acordo com o novo regramento, a participação do advogado nos meios de comunicação não poderá induzir o leitor a litigar e, da mesma forma, não poderá promover captação de clientela. Ref.: 201409185769 6a Questão (XXI Exame Unificado OAB/27/11/2016/ADAPTADA) - Janaína é procuradora do município de Oceanópolis e atua, fora da carga horária demandada pela função, como advogada na sociedade de advogados Alfa, especializada em Direito Tributário. A profissional já foi professora na universidade estadual Beta, situada na localidade, tendo deixado o magistério há um ano, quando tomou posse como procuradora municipal. Atualmente, Janaína deseja imprimir cartões de visitas para divulgação profissional de seu endereço e telefones. Assim, dirigiu-se a uma gráfica e elaborou o seguinte modelo: no centro do cartão, consta o nome e o número de inscrição de Janaína na OAB. Logo abaixo, o endereço e os telefones do escritório. No canto superior direito, há uma pequena fotografia da advogada, com vestimenta adequada. Na parte inferior do cartão, estão as seguintes inscrições ¿procuradora do município de Oceanópolis¿, ¿advogada ¿ Sociedade de Advogados Alfa¿ e ¿ex-professora da Universidade Beta¿. A impressão será feita em papel branco com proporções usuais e grafia discreta na cor preta. Considerando a situação descrita, assinale a afirmativa correta. Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia e a referência ao cargo de magistério que Janaína não mais exerce. Os demais elementos poderão ser mantidos. Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia pessoal e a referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser mantidos. Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à publicidade profissional. São vedados: a referência ao cargo de magistério que Janaína não mais exerce e a referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser mantidos. Os cartões de visitas pretendidos por Janaína, pautados pela discrição e sobriedade, são adequados às regras referentes à publicidade profissional. Janaína não cometeu, ao divulgar seus serviços, nenhuma infração disciplina e tão pouco houve infringência ao Código de Ética e Disciplina. Explicação: A publicidade de advogados e escritórios de advocacia é perfeitamente lícita e ética, mas que deve atender a limites e princípios estabelecidos pela OAB. Como regra geral a publicidade profissional do advogado possui caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão (CED, artigo 39). Ref.: 201409010575 8a Questão O advogado Nelson, após estabelecer seu escritório em local estratégico nas proximidades dos prédios que abrigam os órgãos judiciários representantes de todas as esferas da Justiça,resolve publicar anúncio em que, além dos seus títulos acadêmicos, expõe a sua vasta experiência profissional, indicando os vários cargos governamentais ocupados, inclusive o de Ministro de prestigiada área social. Nos termos do Código de Ética da Advocacia, assinale a afirmativa correta. O anúncio colide com as normas do Código, que proíbem a referência a cargos públicos capazes de gerar captação de clientela. O anúncio está adequado aos termos do Código, pois indica os títulos acadêmicos e a experiência profissional; O anúncio está adequado aos termos do Código, por não conter adjetivações ou referências elogiosas ao profissional; Nenhuma das alternativas anteriores O anúncio colide com as normas do Código, pois a referência a títulos acadêmicos é vedada por indicar a possibilidade de captação de clientela; Explicação: A publicidade da advocacia deve ser informativa e não poderá indicar cargos públicos anteriormente exercido, fotografias, frases de efeito, na forma dos art. 39 a 47 do CED de 2015. 8a Questão O art. 40 do CED estabelece que os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser aqueles compatíveis com o que se entende por publicidade informativa. Assinale a alternativa descontextualizada ao que foi mencionado no referido artigo. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos, sem nenhum tipo de restrição ou impedimento. As inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público são igualmente vedadas (inciso III), bem como, a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou, até mesmo, a indicação de vínculos entre uns e outras (inciso IV). A publicidade em veículos como rádio, cinema e televisão (inciso I). Proíbem-se, também, o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade (incisos II c/c Art. 6º, a - d, do Prov. 94/2000). O oferecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail (inciso V). O uso de recurso de mala direta. Merece destaque a observação do art. 40, inciso VI do CED que veda expressamente a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. Ressalte-se que o artigo menciona a distribuição de tais documentos. Explicação: A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos, desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela (art. 46 e parágrafo único, CED c/c Art. 5º, parágrafo único, do Prov. 94/2000). AULA 6 1a Questão O licenciamento do sócio integrante de Sociedade de Advogados para exercer atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário: deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, alterando sua constituição. deve ser averbado no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas, localizado na sede da sociedade. não requer qualquer providência junto à OAB, desde que o afastamento não exceda de 1 (um) ano. deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, não alterando sua constituição. deve ser averbado na Junta Comercial, localizado na sede da sociedade. Explicação: Na hipótese de Sociedade de advogados com pluarlidade de sócios, o licenciamento de um deles por exercer atividade incompatível TEMPORÁRIA na forma do art. 12, EOAB, deve ser AVERBADO apenas junto à matricula da Sociedade no Conselho Seccional em que foi feito o registo. Ref.: 201411087893 2a Questão (XXI Exame Unificado/OAB/2016/adaptada) - Pedro é advogado empregado da sociedade empresária FJ. Em reclamação trabalhista proposta por Tiago em face da FJ, é designada audiência para data na qual os demais empregados da empresa estarão em outro Estado, participando de um congresso. Assim, no dia da audiência designada, Pedro se apresenta como preposto da reclamada, na condição de empregado da empresa, e advogado com procuração para patrocinar a causa. Nesse contexto, Pedro pode funcionarno mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador, pois não há outro empregado disponível na data da audiência. Pedro não pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador, em qualquer hipótese. O caso narrado descreve a hipótese de lide termeráia. Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador, em qualquer hipótese, desde que essa circunstância seja previamente comunicada ao juízo e ao reclamante. Explicação: O art. 23, do Código de Ética e Disciplina dos Advogados, impõe: ¿É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente.¿ Assim, por norma interna da advocacia brasileira, o advogado não pode atuar como patrono e preposto do empregador no mesmo processo. Ref.: 201409204688 3a Questão Visando a diminuir custos operacionais e ampliação do campo de atuação, advogados de várias áreas de especialização do direito resolveram estabelecer sociedade de advogados incluindo sócios de outras atividades correlatas, como administrador de empresas, economistas e auditores. Esse tipo de sociedade exige registro antecipado na Comissão de Sociedade de Advogados da OAB deverá ser registrado apenas na Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Estado de São Paulo. deverá permitir apenas o ingresso de corretores e contadores. não é admitido pela OAB. terá de obter aprovação prévia do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. Explicação: O fundamento da questão encontra-se no art. 15, EOAB. Ref.: 201409124863 4a Questão O advogado que figure como sócio de uma sociedade de advogados pode participar de quaisquer outras sociedades de advogados, desde que não representem em Juízo clientes de interesses opostos. qualquer outra sociedade de advogado. Uma nova sociedade de advogados desde que autorizado pela sociedade da qual já venha participando. outra sociedade de advogados, desde que sediada em base territorial de outro Conselho Seccional. Explicação: O fundamento está no art. 15, § 4° do EOAB. Ref.: 201409124864 5a Questão O registro da sociedade de advogados é feito: perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, ou perante a Junta Comercial, desde que tenha sido constituída, respectivamente, sob a forma de sociedade simples ou sociedade empresária. perante o Conselho Federal da OAB, independente do local da sede. perante a Junta Comercial, precedido do registro perante o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. perante o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, precedido do registro perante o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. Explicação: o fundamento encontra-se no art. 15, do EOAB. O registro da sociedade de advogados é no Conselho Seccional do local da sede. Ref.: 201409012886 6a Questão A Sociedade de Advogados adquire personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no(a): Conselho Federal da OAB; Junta Comercial do Estado; Cartório de Registro de Títulos e Documentos; Registro Público de Empresas Mercantis; Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. Explicação: Fundamentação da resposta - LEI Nº 13.247, DE 12 DE JANEIRO DE 2016. Art. 2o Os arts. 15, 16 e 17 da Lei no 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da Advocacia, passam a vigorar com as seguintes alterações ¿Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. (modificação do termo ¿sociedade civil de prestação de serviço de advocacia¿ (redação antiga) para ¿sociedade simples de prestação de serviços de advocacia). Essas são as duas modalidades agora de construção de uma sociedade de advogados. § 1º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. (A mudança aqui limitou-se na inserção das novas nomenclaturas) § 2º Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o Código de Ética e Disciplina, no que couber. (A mudança aqui limitou-se na inserção das novas nomenclaturas) § 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. (inserção de novas nomenclaturas) § 5º O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar. (inserção de novas nomenclaturas) Ref.: 201408805954 7a Questão Marque a opção CORRETA: A sociedade de advogados pode adotar nome de fantasia. A sociedade de advocacia poderá incluir sócios não inscritos na OAB, desde que bacharéis em Direito. A fim de que adquira personalidade jurídica, a sociedade de advogados deve ser registrada na OAB, para fins de fiscalização, e no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. A sociedade de advogados é sociedade empresária. A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável pela sociedade, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que essa possibilidade esteja prevista no ato constitutivo. Explicação: O fundamento da questão está no art. 15, §§ 1° a 7°, EOAB. Ref.: 201409205616 8a Questão No concernente à Sociedade de Advogados, é correto afirmar, à luz do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina da OAB, que: seus sócios estão imunes ao controle disciplinar da OAB. não está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados. seus componentes podem, isoladamente, representar clientes com interesses conflitantes. está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados. pode se organizar de forma mercantil, com registro na Junta Comercial. Explicação: A Sociedade de Advogados, à luz do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina da OAB, está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados. AULA 7 o lugar da prestação dos serviços; se haverá estagiários auxiliando o advogado. o tempo a ser empregado no acompanhamento da causa; o valor da causa; a complexidade das questões versadas; O Código de Ética e Disciplina da OAB prevê que os honorários profissionais devem ser fixados com moderação. Caso sejam estabelecidos em valor acima da Tabela de Honorários da Seccional respectiva, devem ser observados os seguintes critérios, EXCETO: 2. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contando-se o prazo da decisão que os fixar, independentemente do seu trânsito em julgado. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contando-se o prazo do trânsito em julgado da decisão que os fixar. Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contando-se o prazo do vencimento do contrato, se houver. Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contando-se o prazo da ultimação do serviço extrajudicial. As ações de cobrança dos profissionais liberais são imprescritíveis, conforme o disposto no Regulamento Geralda OAB 3. É uma contratação dos honorários advocatícios pela qual o Advogado participa dos bens que fazem objeto da lide, sem qualquer restrição ética; É uma forma de contratação livre dos honorários advocatícios em que o Advogado recebe um percentual de honorários sobre o valor da condenação É uma forma de contratação livre dos honorários advocatícios; É a contratação dos honorários advocatícios pela qual, só em caráter excepcional, se admite a participação do advogado em bens particulares do Cliente; É um contrato de êxito que poderá ser praticado livremente pelo advogado. 4. Realizar contrato vinculando o cliente ao escritório. Arquivar os documentos no escritório como forma de garantia. Devolver os honorários antecipados sem abater os custos do escritório. prestar contas somente mediante uma decisão judicial. Prestar contas ao cliente de forma pormenorizada. 5. mesmo sem contrato escrito, comprovar que atuou, efetivamente, no processo, o juiz devera arbitrar o valor respectivo e determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. juntar a procuração outorgada pelo cliente e comprovar que atuou,efetivamente, no processo,o juiz (XIII Exame Unificado/2014/adaptada) - Sobre o prazo para ajuizamento de ação de cobrança de honorários de advogado, assinale a opção correta. O que você entende por "pacto de quota litis"? (XV Exame OAB Unificado - FGV -2014) Bernardo recebe comunicação do seu cliente Eduardo de que este havia desistido da causa que apresentara anteriormente, por motivo de viagem a trabalho, no exterior, em decorrência de transferência e promoção na sua empresa. Houve elaboração da petição inicial, contrato de prestação de serviços e recebimento adiantado de custas e honorários advocatícios. Nesse caso, nos termos do Código de Ética da Advocacia, deve o advogado: Com relação aos honorários contratuais, é CORRETO afirmar que, se o advogado: devera determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários, o juiz devera determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. a compensação de honorários solicitada antes de expedir-se o mandado de pagamento ou precatório omente é permitida quando o advogado atuar em causas de juridicamente necessitado. mesmo sem contrato escrito, comprovar que atuou, efetivamente, no processo, o juiz devera determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 6. os valores serão livremente arbitrados pelo juiz, sem parâmetros, devendo o advogado percebê-los. havendo acordo escrito, poderá ocorrer o arbitramento judicial de honorários. a fixação dos honorários levará em conta o valor econômico da questão. a tabela organizada pela OAB não é relevante para essa forma de fixação. Nenhuma das respostas 7. o advogado pode deduzir eventual credito que tenha com o cliente, ao fazer o levantamento de valores pertencentes aquele, desde que faça, depois, a devida comprovação. o advogado só pode proceder a compensação ou o desconto dos honorários contratados, com relação aos valores que devam ser entregues ao constituinte ou cliente, se houver previa autorização ou previsão contratual. o advogado pode deduzir eventual credito que tenha com o cliente, ao fazer o levantamento de valores pertencentes aquele. o desconto dos honorários contratados, com relação aos valores que devam ser entregues ao constituinte ou cliente, é possível mesmo sem previa autorização ou previsão contratual. os eventuais honorários quota litis não precisam ser pactuados em contrato escrito. 8. VI Exame de Ordem Unificado No caso de arbitramento judicial de honorários, pela ausência de estipulação ou acordo em relação a eles, é correto afirmar, à luz das regras estatutárias, que É CORRETA a seguinte afirmativa Somente I e IV. Somente I e II. Somente I, II e III. I, II, III e IV. Somente II e III. AULA 8 1a Questão (IX Exame Unificado - Caderno Tipo I - Branca -MG/ ADAPTADA) Paulo, advogado inscrito na seccional de seu Estado há 10 - anos, toma posse no cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil. Considerando a hipótese de Paulo continuar a exercer a função de advogado, assinale a afirmativa correta. Paulo não poderá exercer a advocacia, razão pela qual, o caso narrado descreve a hipótese de incompatibilidade prevista e disciplina no CED/2016 Paulo poderá continuar a exercer a advocacia, não havendo qualquer tipo de impedimento. Paulo poderá continuar a exercer a advocacia, desde que não atue em causas envolvendo matéria tributária. Paulo não poderá continuar a exercer a função de advogado, tendo em vista que passou a exercer função incompatível com a advocacia. Paulo poderá continuar a exercer a advocacia, desde que não advogue contra a União, que o remunera. Explicação: A incompatibilidade, tendo em vista que é a proibição total ao exercício da advocacia, não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se temporariamente. Por ser hipótese de proibição total, faz-se desnecessário dizer que a proibição aplica-se tanto à advocacia judicial quanto extrajudicial, não se permitindo, enfim, a prática de qualquer ato de advocacia por aquele a quem se atribui a incompatibilidade. Não é possível pleitear-se inexistência da incompatibilidade para exercício da advocacia em território diverso daquele onde se exerce a atividade que gera a proibição total de advogar. A incompatibilidade irá aonde quer que vá o indivíduo, sendo antes uma condição pessoal (em razão de determinada atividade que desempenhe), do que territorial. PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: "(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração." O prazo prescricional da ação de cobrança de honorários é de cinco anos, coincidindo com o Código Civil. O termo inicial para contagem do prazo segue a regra processual. Tendo em vista o que foi afirmado, analise a regra processual a seguir: I - vencimento do contrato; II - trânsito em julgado quando arbitrado judicialmente; III - ultimação da atividade extrajudicial; IV - desistência, transação, renúncia ou revogação do mandato (o termo inicial é o dia útil seguinte). Estão corretas: Tirando-se a hipótese de morte, que embora faça cessar a incompatibilidade, de nada adianta a quem deseje ser advogado, percebe-se que apenas com a definitiva cessação do vínculo do indivíduo com o cargo ou função que desempenhe é que se é de considerá-lo permitido à advocacia, não se aceitando para liberação os afastamentos temporários, seja qual for o motivo (v. g., licença médica, licença-prêmio, férias, cessão para outro órgão, ser posto em disponibilidade, et al). Ref.: 201409217470 2a Questão O servidor de uma fundação pública está impedido de exercer a advocacia? Não. A condição de servidor de fundação pública, por si só, não implica impedimento para exercer a advocacia. Sim. Está impedido de exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera ou à qual esteja vinculada a entidade empregadora. Não.Ele está incompatibilizado com a advocacia por ser servidor público. Sim. Está impedido de exercer a advocacia contra as Fazendas Públicas municipais, estaduais, distrital e federal. Sim. Está impedido de exercer a advocacia, mas apenas contra a fundação pública que o remunera, se não o faz em causa própria. Explicação: O servidor público poderá ser advogado, na qualidade de impedido, na forma do art. 30, inciso I, do EOAB. Ref.: 201411087926 3a Questão (XXII Exame OAB/2017/adaptada) - Carolina, Júlia, Bianca e Maria são advogadas. Carolina é servidora estadual não enquadrada em hipótese de incompatibilidade; Júlia está cumprindo suspensão por infração disciplinar; Bianca está licenciada por requerimento próprio justificado; e Maria é servidora federal não enquadrada em hipótese de incompatibilidade. As quatro peticionam, como advogadas, isoladamente e em atos distintos, em ação judicial proposta em face da União. Diante da situação narrada, de acordo com o Estatuto da OAB, são válidos os atos praticados: por Carolina, apenas por Carolina, Bianca e Maria, apenas. por Carolina, Julia, Bianca e Maria. por Carolina e Bianca, apenas. por Bianca e Maria, apenas. Explicação: Infrações disciplinares puníveis com suspensão - Suspensão é o cessar temporário (por tempo limitado) de um procedimento ou de uma atividade. Está prevista na Lei 8906/94, no parágrafo primeiro do artigo 37 e secundado no artigo 42. São consideradas infrações disciplinares puníveis com suspensão: • O locupletamento, ou seja, o enriquecimento ou benefício indevido do advogado obtido em proveito inadequado dos serviços prestados, a cobrança de honorários exorbitantes, participação vantajosa no resultado do caso e obtendo benefícios excedentes do contrato dos honorários, na apropriação de bens e valores destinados ao cliente, ou quando recebe os honorários, mas não desempenha suas funções. • Recusa injustificada da prestação de contas ao seu cliente. • Retenção abusiva ou extravio de autos. • Inaptidão profissional, entre outros Licença do advogado - Durante o licenciamento, a inscrição do advogado fica suspensa apenas durante um período determinado, haja vista que o profissional brevemente retornará a exercer as suas atividades. Neste período o profissional não pagará anuidade e nem votará nas eleições da OAB. Assim, quando o período de licença termina, o advogado retorna a advogar com o mesmo número de inscrição que possuía e sem precisar fazer prova dos requisitos exigidos no artigo 8º do EAOAB. Da incompatibilidade para o exercício da advocacia - A incompatibilidade é sempre total e absoluta e não se acaba com o afastamento temporário do cargo. A incompatibilidade ocorre por conta do cargo, do nome da função e, não, da atividade exercida pelo funcionário. Desta forma, não deixará de ser incompatível aquele que é lotado em cargo que gera tal vício mas, em seu dia a dia, elabora tarefas não relacionadas com a sua original função, sendo dela desviado, bem como acontece o mesmo com o funcionário posto à disposição. A incompatibilidade é nulidade absoluta, impassível de ratificação Ref.: 201409099956 4a Questão (XIX Exame Unificado - Caderno Tipo I - Branco - (Prova aplicada em 03/04/2016 / ADAPTADA) - Carlos integrou a chapa de candidatos ao Conselho Seccional que obteve a maioria dos votos válidos e tomou posse em 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição. Um ano após o início do mandato, Carlos passou a ocupar um cargo de direção no Conselho de Administração de uma empresa, controlada pela Administração Pública, sediada em outro estado da Federação. Nesse caso, de acordo com o Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta. O caso narrado é típico de uma incompatibilidade descrita no artigo 30, II do EOAB Não se extingue o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em qualquer circunstância, não configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Extingue-se automaticamente o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em qualquer circunstância, configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Extingue-se o mandato de Carlos mediante deliberação de dois terços dos membros do Conselho Seccional, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública pode configurar incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição Não se extingue o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em estado da Federação distinto do abrangido pelo Conselho Seccional, não configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Explicação: A incompatibilidade, tendo em vista que é a proibição total para o exercício da advocacia, não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se temporariamente. Conforme dispõe o artigo 27 do Estatuto da OAB a incompatibilidade determina a proibição total para o exercício da advocacia, enquanto que o impedimento, a proibição parcial. Por proibição total compreende-se que, ainda que em causa própria, quem exerce determinadas atividades está impossibilitado de exercer qualquer atividade privativa de advogado. Já por proibição parcial compreende-se que há possibilidade de exercer as atividades típicas e legais da profissão, observadas as exceções, in verbis: Art. 27. A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição parcial do exercício da advocacia. O artigo 28 do Estatuto da Advocacia e da OAB traz um rol taxativo das atividades incompatíveis com a advocacia, uma vez que se trata de uma norma restritiva de direitos que proíbe o exercício de uma profissão. Não é possível pleitear-se inexistência da incompatibilidade para exercício da advocacia em território diverso daquele onde se exerce a atividade que gera a proibição total de advogar. A incompatibilidade irá aonde quer que vá o indivíduo, sendo antes uma condição pessoal (em razão de determinada atividade que desempenhe), do que territorial. PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: ¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. Ref.: 201408950578 5a Questão (OAB/MG - adaptada) O exercício dos seguintes cargos implica na incompatibilidade para o exercício da advocacia, segundo o Estatuto da OAB, exceto: Auditor Fiscal da Receita Federal. Vice-Prefeito. Servidor público de órgão burocrático no âmbito da Administração pública municipal. Militar na ativa. Presidente do Banco Central. Explicação: O art. 28 do EOAB estabelece o rol das atividades ou cargos incompatíveis com a advocacia. A figura do servidor público está inserido na hipótese de impedimento que significa: "advoga com restrição", na forma do art. 30, inciso I, EOAB. Ref.: 201409059686 6a Questão (XVII Exame Unificado/2015/ADAPTADA) - Deise é uma próspera advogada e passou a buscar novos desafios, sendo eleita Deputada Estadual. Por força de suas raras habilidades políticas, foi eleita integrante da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado Z. Ao ocupar esse honroso cargo procurou conciliar sua atividade parlamentar com o exercício da advocacia, sendo seu escritório agora administrado pela filha. Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa correta. A atividade parlamentar de Deise na Mesa Diretora pode ser conciliada com o exercício da advocacia em prol dos necessitados. A participação de Deise na Mesa Diretora a torna incompatível com o exercício da advocacia. A atividade parlamentar exercida por Deise pode ser consideradacomo um ato de impedimento, temporário, para o exercício da advocacia. A atividade parlamentar de Deise é incompatível com o exercício da advocacia. A função de Deise como integrante da Mesa Diretora do Parlamento Estadual é conciliável com o exercício da advocacia. Explicação: A incompatibilidade, tendo em vista que é proibição total ao exercício da advocacia,não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se temporariamente. Por ser hipótese de proibição total, faz-se desnecessário dizer que a proibição aplica-se tanto à advocacia judicial quanto extrajudicial, não se permitindo, enfim, a prática de qualquer ato de advocacia por aquele a quem se atribui a incompatibilidade. Não é possível pleitear-se inexistência da incompatibilidade para exercício da advocacia em território diverso daquele onde se exerce a atividade que gera a proibição total de advogar. A incompatibilidade irá aonde quer que vá o indivíduo, sendo antes uma condição pessoal (em razão de determinada atividade que desempenhe), do que territorial. PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente:¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração." Para o autor tirando-se a hipótese de morte, que embora faça cessar a incompatibilidade, de nada adianta a quem deseje ser advogado, percebe-se que apenas com a definitiva cessação do vínculo do indivíduo com o cargo ou função que desempenhe é que se é de considerá-lo permitido à advocacia, não se aceitando para liberação os afastamentos temporários, seja qual for o motivo (v. g., licença médica, licença-prêmio, férias, cessão para outro órgão, ser posto em disponibilidade, et al). Ref.: 201409215809 7a Questão Se um advogado é eleito Prefeito de seu município: ficará incompatibilizado, porém, não impedido para o exercício da advocacia. ficará incompatibilizado para o exercício da advocacia, mesmo que deixe de exercer temporariamente o cargo. ficará suspenso do exercício da advogacia durante o mandato. ficará incompatibilizado para o exercício da advocacia, salvo no período em que se licenciar temporariamente do cargo. ficará impedido para o exercício da advocacia contra os órgãos municipais. Explicação: São incompatibilizados para o exercício da advocacia aqueles elencados no art. 28, EOAB. A questão fala da hipótese do inciso I do art. 28, EOAB. Ref.: 201409124874 8a Questão Gilson Clay, advogado, foi convidado por Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para ser assessor jurídico. No dia seguinte ao convite, Gilson assumiu a função comissionada (função de confiança). À luz do que dispõe o Estatuto da OAB: Gilson, a partir da assunção da função comissionada, passará a exercer atividade incompatível com a advocacia, ficando proibido de advogar apenas contra o Estado do Rio de Janeiro Gilson, ao assumir a função de assessor de Desembargador, poderá exercer normalmente a advocacia, salvo contra ou a favor do Poder Público, em todos os níveis. Gilson deverá comunicar tal fato à OAB, a fim de que seja averbada em seus assentamentos a assunção de atividade geradora de impedimento, ficando, a partir de então, proibido de advogar contra o Estado do Rio de Janeiro Gilson, ao assumir a função de assessor de Desembargador, ficará incompatibilizado para o exercício da advocacia, mesmo em causa própria Explicação: O art. 28, inciso IV, do EOAB estabele que todos vinculados ao Poder Judiciário direta ou indiretamente, tornam- se incompatíveis com a advocacia. Este é o caso de assessor de desembargador. AULA 9 1a Questão Sobre os prazos nos processos perante a OAB é correto afirmar: Todos os prazos necessários à manifestação de advogados, estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de oito dias, inclusive para interposição de recursos. Todos os prazos necessários à manifestação de advogados, estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de quinze dias, inclusive para interposição de recursos. Nenhuma das alternativas acima está correta. Todos os prazos necessários à manifestação de advogados, estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de quinze dias, salvo para a interposição de recursos, quando serão observados, para cada recurso, os prazos fixados na legislação processual civil. Todos os prazos necessários à manifestação de advogados, estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de dez dias, salvo para a interposição de recursos, que é de quinze dias. Explicação: Todos os prazos necessários à manifestação de advogados, estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de quinze dias, inclusive para interposição de recursos, conforme art. 69 do EOAB. Acrescente-se ainda as observações do art. 60, parágrafos 2º a 4° do CED de 2015. Ref.: 201408810934 2a Questão O advogado condenado por crime considerado infamante, que tem a sua inscrição cancelada, para retornar aos quadros da OAB precisa, preliminarmente: Requerer a restauração da inscrição primitiva. Promover a reabilitação judicial. Deixar passar 10 anos a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória. Fazer exame de ordem em face do novo Estatuto. Deixar passar 05 anos a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória. Explicação: De acordo com o artigo 41, da Lei n. 8.906/94, é facultado ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas efetivas de bom comportamento. O Estatuto da OAB prevê que a reabilitação deverá ser apreciada a pedido do interessado, quando apresentar provas de bom comportamento, após um ano do cumprimento efetivo da sanção, inclusive a pena de exclusão. O pedido é personalíssimo, ou seja, feito pelo próprio interessado. O processo seguirá o processamento assemelhado ao processo disciplinar, e as provas de bom comportamento deverão guardar relação com a infração cometida. É indispensável que, durante um ano, após o cumprimento da pena o advogado comprove que sua conduta no meio social não tenha motivado nenhum processo, cível ou criminal, ou, ainda, inquérito policial. Se a sanção disciplinar tiver resultado da prática de crime, apenas após a reabilitação criminal decretada pelo Poder Judiciário poderá ser pleitear a reabilitação disciplinar na OAB. Nesse caso, não haverá necessidade de outras provas de bom comportamento, porque todas já foram apreciadas em sede judicial. Pelo instituto da reabilitação, é restaurada a situação anterior para que possa a pessoa reintegrar-se na posição jurídica de que fora afastada, readquirindo a plenitude de ação relativamente aos direitos de que se privara. Ref.: 201409132076 3a Questão Nos termos do Estatuto da OAB, o advogado que incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional fica sujeito à sanção de: demissão. suspensão. exclusão. censura. advertência. Explicação: Suspensão é a pena que importa numa paralisação temporária ou cessação por tempo limitado de uma atividade ou procedimento. Acarreta assim ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o território nacional, consoante preceitua o § 1° do art. 37 e reiterado no art. 42, ambos do Estatuto da Advocacia e da OAB. Não desobriga o inscrito ao pagamento das contribuições obrigatórias, nem da observância aos preceitos éticos e estatutários. No tocante ao tempo de duração da pena de suspensão, são contempladas três hipóteses: primeiramente, poderá variar de 30 dias a 12 meses (art. 37, §1º, EOAB), conforme os antecedentes profissionais do inscrito, as atenuantes do caso, o grau de culpa por ele revelada, as circunstâncias e as conseqüências da infração (art. 40, parágrafoúnico, EOAB); em segundo lugar, nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. 34 do Estatuto da Advocacia e da OAB, a pena de suspensão durará até que se satisfaça integralmente a dívida, inclusive com correção monetária; por último, em se verificando a hipótese do inciso XXIV do art. 34 do mesmo Estatuto, a pena de suspensão perdurará até que o inscrito preste novas provas de sua habilitação. Serão explicitadas a seguir algumas das infrações puníveis com pena de suspensão. As infrações disciplinares imputáveis aos advogados puníveis com pena de suspensão são as seguintes: ato ilícito ou fraudulento (inciso XVII do art. 34); aplicação ilícita de valores recebidos pelo cliente (inciso XVIII); recebimento de valores da parte contrária (inciso XIX); locupletamento à custa do cliente (inciso XX); recusa injustificada de prestação de contas (inciso XXI); extravio ou retenção abusiva dos autos (XXII); inadimplemento para com a OAB (XXIII); inépcia profissional (inciso XXIV); conduta incompatível (inciso XXV); e nos casos de reincidência. Ref.: 201409176809 4a Questão (XXI Exame da Ordem). Lúcia, advogada, foi processada disciplinarmente e, após a interposição de recurso, o Conselho Seccional do Estado de Pernambuco confirmou, por unanimidade, a sanção de suspensão pelo prazo de trinta dias, nos termos do Art. 37, § 1º, do Estatuto da OAB. Lúcia verificou, contudo, existir decisão em sentido contrário, em caso idêntico ao seu, no Conselho Seccional do Estado de Minas Gerais. De acordo com o Estatuto da OAB, contra a decisão definitiva unânime proferida pelo Conselho Seccional do Estado de Pernambuco, cabe recurso ao Conselho Federal, se a decisão contrariar também decisão do Conselho Federal, e não apenas decisão do Conselho Seccional de Minas Gerais. cabe recurso ao Conselho Federal, por contrariar decisão do Conselho Seccional de Minas Gerais. cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese, ainda que não existisse decisão em sentido contrário do Conselho Seccional de Minas Gerais cabe recurso ao Conselho Federal, unicamente, se a decisão contrariar decisão anterior do Conselho Seccional do Estado de Pernambuco. não cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese. Explicação: Na hipótese, cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, que sendo unânimes, contrariem decisão de outro Conselho Seccional. Art. 75, EOAB. Ref.: 201409218110 5a Questão A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de 30 dias a 12 meses, mas nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do artigo 34, a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida, inclusive com correção monetária. São as hipóteses de: falta de prestação de contas, retenção abusiva dos autos, não pagamento das contribuições à OAB e inépcia profissional. Com relação à suspensão, avalie os itens abaixo. 1. A suspensão não desobriga o inscrito dos pagamentos das contribuições obrigatórias à OAB, nem tampouco desvincula o inscrito dos deveres éticos estabelecidos no EOAB e CED. 2. Qualquer ato praticado após o início da execução da penalidade disciplinar de suspensão não será nulo. Ademais, o Tribunal de Ética e Disciplina pode suspender preventivamente o advogado no caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia. 3. Havendo excesso no prazo de vista dos autos fora do cartório, aplica-se o disposto no artigo 196 do CPC. A intimação para devolução dos mesmos deve ser por mandado judicial para caracterizar a retenção indevida e intencional. A suspensão prevista para tal conduta será aplicada exclusivamente pela OAB. É correto o que se afirma em: II e III, apenas. I, apenas. II, apenas. I, II e III. I e III, apenas. Explicação: Resposta correta: I e III. A suspensão não desobriga o inscrito dos pagamentos das contribuições obrigatórias à OAB, nem tampouco desvincula o inscrito dos deveres éticos estabelecidos no EOAB e CED. A intimação para devolução dos mesmos deve ser por mandado judicial para caracterizar a retenção indevida e intencional. A suspensão prevista para tal conduta será aplicada exclusivamente pela OAB. O item II está errado, pois o correto é: Qualquer ato praticado após o início da execução da penalidade disciplinar de suspensão será nulo. Ademais, o Tribunal de Ética e Disciplina pode suspender preventivamente o advogado no caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia. Ref.: 201409099562 6a Questão (XX Exame Unificado - Reaplicação Salvador/BA - Caderno Tipo I - Branco - Gabarito Preliminar (Prova aplicada em 14/08/2016/ADAPTADA) O advogado Aureliano foi contratado por alguns herdeiros de José Arcádio para representá-los em inventário judicial. Após dez anos, dá-se o trânsito em julgado da sentença que julgou a partilha, ocasião em que os clientes solicitam a Aureliano que apresente as contas dos valores que deles recebeu durante o período, referentes a custas e outras despesas processuais. Todavia, por não desejar perder tempo com a elaboração do documento, Aureliano, que até então possuía conduta profissional irretocável, deixa de oferecer as contas requeridas. Assim, Aureliano cometeu infração disciplinar, sujeitando-se à sanção de advertência. de suspensão. de exclusão. de multa pecuniária de censura. Explicação: A falta de prestaçãod e contas é uma infração ético-disciplinar punível com suspensão, podendo ser suspenso por prazo indeterminado. Art. 34, Inciso XXI, EOAB. Ref.: 201409010410 7a Questão Os advogados Ivan e Dimitri foram nomeados, por determinado magistrado, para prestarem assistência jurídica a certo jurisdicionado, em razão da impossibilidade da Defensoria Pública. As questões jurídicas debatidas no processo relacionavam-se à interpretação dada a um dispositivo legal. Ivan recusou-se ao patrocínio da causa, alegando que a norma discutida também lhe é aplicável, não sendo, por isso, possível que ele sustente em juízo a interpretação legal benéfica à parte assistida e prejudicial aos seus próprios interesses. Dimitri também se recusou ao patrocínio, pois já defendeu interpretação diversa da mesma norma em outro processo. Sobre a hipótese apresentada, é correto afirmar que: Nenhuma das alternativas anteriores apenas Ivan cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, recusar-se a prestar assistência jurídica, quando nomeado. Ivan e Dimitri cometeram infração disciplinar, pois é vedado ao advogado recusar-se a prestar assistência jurídica, sem justo motivo, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública. nenhum dos advogados cometeu infração disciplinar, pois se afiguram legítimas as recusas apresentadas ao patrocínio da causa. apenas Dimitri cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, recusar-se a prestar assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública. Explicação: Art. 34, XII, EOAB é o fundamento da questão. O fato é punível com censura. Ref.: 201409215828 8a Questão NÃO se inclui no conceito de ¿conduta incompatível com a advocacia¿, que caracteriza infração disciplinar: prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei; embriaguez habitual. toxicomania habitual violar, sem justa causa, sigilo profissional. incontinência pública e escandalosa; Explicação: A conduta incompatível está no art. 34, parágrafo único, alíneas a - c, do EOAB, punível com suspensão. Violar sigilo profissional nãoé conduta incompatível, está prevista no art. 34, inciso VII, do EOAB punível com censura. AULA 10 1a Questão A respeito dos órgãos da OAB, assinale a alternativa correta: As subseções são os órgãos estaduais da OAB, sendo criadas pelo Conselho Federal desde que haja um número mínimo de 100 advogados domiciliados profissionalmente em determinado Estado O Conselho Federal, com sede em Brasília, é competente para estabelecer tabela de honorários advocatícios, a ser observada em todos os Conselhos Seccionais As Caixas de Assistência dos Advogados, embora não tenham personalidade jurídica própria, são consideradas partes autônomas dos Conselhos Seccionais Os Conselhos Seccionais têm sede em cada um dos Estados e no Distrito Federal, contando com personalidade jurídica própria e, dentre outras, tem competência para elaborar as listas de advogados previstas constitucionalmente, que irão integrar os Tribunais de âmbito estadual Explicação: • As subseções podem envolver um município ou mais de um, são criadas pela Seccional. art. 58, II, EOAB • Os Conselhos Seccionais têm sede em cada um dos Estados e no Distrito Federal, contando com personalidade jurídica própria e, dentre outras, tem competência para elaborar as listas de advogados previstas constitucionalmente, que irão integrar os Tribunais de âmbito estadual - art. 58, XIV, EOAB. • O Conselho Federal não organiza a tabela de honorários porque é competência do Conselho Seccional - art. 58, V, EOAB. • As Caixas de Assistência dos Advogados têm personalidade jurídica própria. art. 45, § 4°, EOAB. Ref.: 201409010415 2a Questão As Subseções X e Y da OAB, ambas criadas pelo Conselho Seccional Z, reivindicam a competência para desempenhar certa atribuição. Não obstante, o Conselho Seccional Z defende que tal atribuição é de sua competência. Caso instaurado um conflito de competência envolvendo as Subseções X e Y e outro envolvendo a Subseção X e o Conselho Seccional Z, assinale a opção que relaciona, respectivamente, os órgãos competentes para decidir os conflitos. O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Já o conflito entre a Subseção X e o Conselho Seccional Z será decidido, em única instância, pelo Conselho Federal da OAB. Nenhuma das alternativas anteriores Ambos os conflitos de competência serão decididos, em única instância, pelo Conselho Federal da OAB. O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido, em única instância, pelo Conselho Seccional Z. O conflito entre a Subseção X e o Conselho Seccional Z será decidido, em única instância, pelo Conselho Federal da OAB. O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Do mesmo modo, o conflito entre a Subseção X e o Conselho Seccional Z será decidido pelo Conselho Seccional Z, cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Explicação: O fundamento da questão encontra-se nos artigos 57 e 58 do EOAB. Ref.: 201409012803 3a Questão A Competência para determinar, com exclusividade, critérios no que se relaciona ao traje dos advogados, no exercício profissional, é atribuída ao: Conselho Seccional da OAB Caixa de Assistência do Advogado Juiz Diretor do Fórum onde o advogado vai atuar Conselho Federal da OAB Conselho Superior da Magistratura Explicação: Art. 58 do EOAB, inciso XI Ref.: 201408950678 4a Questão Sobre a Ordem dos Advogados do Brasil, analise as alternativas abaixo: I - Uma das finalidades da OAB, elencadas no art. 44 do EOAB, é defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II -A representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil, compete à OAB em conjunto com as corregedorias da Administração direta de cada Estado da federação; III - A OAB, entidade sui generis, não é autarquia nos moldes tradicionais, pois os advogados elegem diretamente os Presidentes das Seccionais, os funcionários da OAB são regidos pela CLT, não recebe fiscalização do Tribunal de Contas e a instituição vive da arrecadação de suas anuidades, taxas e multas; IV - Um dos órgãos que integram a OAB, elencados no art. 45 do EOAB, é a Defensoria Pública. I e III; I e II; II e III III e IV; II e IV; Explicação: I - Uma das finalidades da OAB, elencadas no art. 44 do EOAB, é defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; - CORRETA II -A representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil, compete à OAB em conjunto com as corregedorias da Administração direta de cada Estado da federação; - ERRADA - somente a OAB tem o poder disciplinar. III - A OAB, entidade sui generis, não é autarquia nos moldes tradicionais, pois os advogados elegem diretamente os Presidentes das Seccionais, os funcionários da OAB são regidos pela CLT, não recebe fiscalização do Tribunal de Contas e a instituição vive da arrecadação de suas anuidades, taxas e multas; - CORRETA IV - Um dos órgãos que integram a OAB, elencados no art. 45 do EOAB, é a Defensoria Pública. A DPGE é outra entidade, não é órgão da OAB. Ref.: 201409010395 5a Questão Os jovens Rodrigo, 30 anos, e Bibiana, 35 anos, devidamente inscritos em certa seccional da OAB, desejam candidatar-se,pela primeira vez, a cargos de diretoria do Conselho Seccional respectivo. Rodrigo está regularmente inscrito na referida seccional da OAB há seis anos, sendo dois anos como estagiário. Bibiana, por sua vez, exerceu regularmente a profissão por três anos, após a conclusão do curso de Direito. Contudo, afastou-se por dois anos e retornou à advocacia há um ano. Ambos não exercem funções incompatíveis com a advocacia, ou cargos exoneráveis ad nutum. Tampouco integram listas para provimento de cargos em tribunais ou ostentam condenação por infração disciplinar. Bibiana e Rodrigo estão em dia com suas anuidades. Considerando a situação narrada, assinale a afirmativa correta. Apenas Rodrigo preenche as condições de elegibilidade para os cargos. Apenas Bibiana preenche as condições de elegibilidade para os cargos. Nenhum dos dois advogados preenche as condições de elegibilidade para os cargos. Bibiana e Rodrigo preenchem as condições de elegibilidade para os cargos. nenhuma das alternativas anteriores Explicação: O Regulamento Geral exige o mínimo de 5 anos para candidatar-se em alguma chapa para as eleições na OAB. Art. 131, § 5°, alínea 'f" do RGOAB. Ref.: 201409205632 6a Questão Com relação às atribuições do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a alternativa incorreta. Compete ao Conselho Federal elaborar seu regimento e os regimentos dos Conselhos Seccionais. Compete ao Conselho Federal representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia. Compete ao Conselho Federal velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia. Compete ao Conselho Federal julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos previstos no estatuto da OAB e no regulamento geral. Compete ao Conselho Federal adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais. Explicação: A competência mencionada não se refere ao Conselho Federalda OAB. Conforme o art. 58, inciso I do EOAB a competência é privativa do Conselho Seccional editar seu regimento Interno. O Conselho Federal tem sua estrutura e funcionamento definidos no regulamento geral da OAB, conforme exprime o art. 53, EOAB. Ref.: 201409215829 7a Questão Sobre as Caixas de Assistência dos Advogados, é INCORRETO afirmar: possuem personalidade jurídica própria, destinando-se a prestar assistência aos inscritos no Conselho Seccional a que se vincule. em benefício dos advogados, a Caixa pode promover a seguridade complementar. possui diretoria composta de 5 ( cinco) membros. em caso de sua extinção, tem seu patrimônio revertido ao Conselho Federal da OAB. pode sofrer intervenção, mediante deliberação do Conselho Seccional a que se vincule. Explicação: A Caixa de Assistência dos Advogados, na forma do art. 62, § 6º do EOAB que fala da extinção ou desativação, tem seus patrimônio incorporado ao do Conselho Seccional. Ref.: 201409012836 8a Questão As decisões proferidas pelos Presidentes dos Conselhos Seccionais serão passíveis de recurso ao: Colégio de Presidentes; Conselho Seccional; Caixa de Assistência de Advogado. Tribunal de Ética e Disciplina; Conselho Federal; Explicação: O fundamento da questão encontra-se no art. 45, EOAB O Estatuto da OAB ainda que tipifique a inidoneidade moral (art. 34, XXVII) como conduta diversa do crime infamante, punida também com exclusão, o fato é que o crime infamante constitui uma variante da inidoneidade moral.