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CERVO, Amado e BUENO, Clodoaldo   História da Política Exterior do Brasil.

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exterior do Brasil
Renato Mendonça
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APÊNDICE
175
rio Branco, o demarcador da grandeza 
territoriaL do BraSiL
Filho de um dos homens mais ilustres do Brasil, Visconde do 
Rio Branco, que foi primeiro Ministro do Império quatro anos, 
libertou os nascidos de mãe escrava e, apesar de monarquista, teve 
o talento exigido para organizar um Governo Republicano como 
o do Paraguai em 1870, tudo seria de indicar que José Maria da 
Silva Paranhos, depois Barão do Rio Branco, era o indivíduo menos 
indicado para ofuscar as glórias paternas.
É sabido a tragédia que envolve os filhos dos homens de gênio. 
Mesmo quando talentos brilhantes, como no caso de Maurice 
Rostand (filho do glorioso Edmond Rostand), a tradição costuma 
menosprezá-los, atribuindo-lhes não se sabe que miopia mental, 
um desses mistérios ainda não decifrados pelas complicadas leis 
da hereditariedade.
É muito comum, por toda a parte do mundo e em todos os 
idiomas, ouvir dizer-se: “Qual esse não é como o pai, não lhe chega 
sequer aos pés, nem é possível nenhuma comparação...”.
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História da política exterior do Brasil
Renato Mendonça
Esse estigma, que pesa sobre a descendência dos homens 
de talento, criou mesmo o costume dos pais evitarem até nomes 
célebres para o batismo de seus filhos. E raciocinam com certa razão, 
pois se veem na vida atual muitos Césares que jamais tiveram uma 
vitória e muitos Cíceros que nunca fizeram um discurso.
No caso de Paranhos da Silva Junior, a boemia romântica, que 
atacava toda a juventude da segunda metade do século XIX, parecia 
indicar a princípio que o seu destino não seria muito luminoso.
Com efeito, nascido em 1845, Paranhos Junior somente em 
1876, aos 31 anos de idade, ia serenar o espírito e tomar a vida em 
sério, quando nomeado cônsul-geral do Brasil em Liverpool.
Até então é seguro que já tinha revelado certo pendor pelas 
coisas públicas, pois fora deputado em 1869 e em 1872, também 
revelara sua paixão pela história e pela geografia. Havia exercido a 
cátedra dessas disciplinas no Colégio de Pedro II, um dos centros de 
maior difusão cultural no Brasil. Os seus biógrafos referem ainda 
que Paranhos Junior em 1869 fundara um diário, A Nação, e mais 
que tudo admirava grandemente a seu pai, o Visconde, certamente 
o maior estadista brasileiro do século XIX.
O público, porém, essa famosa opinião pública, da qual tanto 
se fala e que ninguém jamais viu, não tinha fé e não acreditava 
em Paranhos Junior. Não somente o progenitor lhe encobria esses 
primeiros triunfos no periodismo e na política, como também 
Paranhos Junior era conhecido em todos os cabarets e night-clubs 
do Rio de Janeiro de então como popular e assíduo frequentador, 
o Juca Paranhos.
Essa fama de boemia e parranda, que cercou a mocidade do 
colosso, também se estendia a outros jovens de não menor valor 
intelectual. Estes, porém, tinham uma escusa: eram poetas.
Enquanto Byron e Shelley não se sentiam inspirados 
para poetar sem beber champagne em crânios humanos, os 
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Apêndice 
Rio Branco, o demarcador da grandeza territorial do Brasil
historiadores no século XIX, tanto quanto os médicos, eram 
obrigados a ter barba comprida, ar circunspecto e adequado às 
altas funções da ciência, que Cícero chamava a “Mestra da Vida”.
Juca Paranhos, historiador, geógrafo e boêmio era assim 
incompreendido das gentes que não podiam conceber a erudição