Caso clínico - Erisipela
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Caso clínico - Erisipela


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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CAMPUS UNIVERSITÁRIO PROFESSOR ANTÔNIO GARCIA FILHO
HABILIDADES E ATITUDES EM SAÚDE II
THAMIRES DE SOUZA SANTOS
THIAGO DE JESUS SANTOS
ESTUDO CLÍNICO:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
AO PACIENTE PORTADOR DE ERISIPELA
Lagarto-SE
2018
THAMIRES DE SOUZA SANTOS
THIAGO DE JESUS SANTOS
ESTUDO CLÍNICO:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
AO PACIENTE PORTADOR DE ERISIPELA
Trabalho apresentado ao Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe / Campus Lagarto, como requisito da disciplina Habilidades e Atitudes em Saúde II, sob a orientação do Prof. Me. Damião da Conceição Araújo e da Prof. Esp. Jessica Almeida Rodrigues. 
Lagarto-SE
2018
 INTRODUÇÃO 
O estudo de caso pode ser definido como uma exploração de um sistema delimitado ou de um caso, obtido por meio de uma detalhada coleta de dados, envolvendo múltiplas fontes de informações. É um estudo aprofundado de uma unidade, grupo ou indivíduo, em sua complexidade e em seu dinamismo próprio, fornecendo informações relevantes para a tomada de decisão1. 
O estudo de caso é um dos mais antigos métodos utilizados no ensino de enfermagem e pode ser utilizado em educação continuada. Florence Nightingale já utilizava com seus alunos uma variação deste método de ensino, com a exigência de que os alunos levassem um caderno para registrar os casos excepcionalmente interessantes, sobre os quais seriam interrogados mais tarde para avaliar o que tinham aprendido1.
Com a evolução da profissão, o estudo, o ensino e a organização do cuidado de enfermagem tornaram-se focos de atenção do enfermeiro. Nesse contexto, surgem os estudos de caso, que reflete o interesse da profissão em organizar o seu trabalho, baseando o estabelecimento de suas ações na análise da história do paciente1.
Podemos classificar os estudos de casos em dois tipos: os estudos de casos formais utilizados por pesquisadores para descrever, analisar e entender determinados fenômenos e os estudos de casos informais apropriados para a prática clínica, quando se deseja analisar ou descrever uma situação particular, identificar problemas em determinados campos, observar mudanças e explorar as causas2. 
O estudo realizado no Hospital Regional de Lagarto apresentará uma Sistematização da Assistência de Enfermagem com base na Teoria \u201cambientalista\u201d, de Florence Nightingale que foi desenvolvida na segunda metade do século XIX, na Inglaterra, apresenta como foco principal o meio ambiente, interpretado como todas as condições e influências externas que afetam a vida e o desenvolvimento de um organismo, capazes de prevenir, suprimir ou contribuir para a doença e a morte3.
A doença é considerada, nessa teoria, um processo restaurador da saúde, e a função da enfermeira é equilibrar o meio ambiente, com o intuito de conservar a energia vital do paciente a fim de recuperar-se da doença, priorizando o fornecimento de um ambiente estimulador do desenvolvimento da saúde para o paciente, Nightingale acreditava que fornece um ambiente adequado era o diferencial na recuperação dos doentes, e é este preceito que fundamenta a Teoria Ambientalista. Assim, a teórica tornou-se conhecida pelos seus atos que trouxeram resultados inovadores ao tratamento de doentes3. 
Em seus escritos, Nightingale aborda o provimento de fatores para a manutenção de um ambiente favorável no sentido de facilitar o processo de cura e o viver saudável, tais como: ventilação, limpeza, iluminação, calor, ruídos, odores e a alimentação, de modo que o processo de reparação, instituído pela natureza, não seja impedido3.
Nessa perspectiva, o foco do cuidado de enfermagem é a higiene ambiental, contudo a ambiência é apenas um dos dispositivos para o desenvolvimento de uma assistência humanizada, Nightingale enumera as tarefas que o enfermeiro deve realizar para assistir os indivíduos enfermos, e a grande maioria delas sãos relevantes até hoje3. 
Para a elaboração da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), serão utilizadas a classificação diagnóstica da NANDA-I (North American Nursing Diagnoses Association), classificação das intervenções de enfermagem NIC (Nursing Intervention Classification), classificação dos resultados de enfermagem NOC (Nursing Outcome Classification)4.
Os diagnósticos de enfermagem são A Taxonomia II da NANDA-I está organizada em 13 domínios, 47 classes e 201 diagnósticos de enfermagem. Sua estrutura multiaxial é composta por 7 eixos que direcionam o processo diagnóstico, cada eixo corresponde a uma dimensão da resposta humana que é levada em consideração no processo diagnóstico. A construção do enunciado de um diagnóstico é estabelecida a partir da combinação de valores dos eixos 1, 2 e 3 e, quando necessária maior clareza, acrescenta-se valores dos demais eixos5. 
Na NIC uma intervenção é considerada um tratamento realizado pela Enfermagem, sendo que uma intervenção é formada por várias atividades. A estrutura taxonômica da NIC é constituída por três níveis: o primeiro considerado o mais abstrato é representado por sete domínios (fisiológico básico; fisiológico complexo; comportamento; segurança; família; sistema de saúde e comunidade); o segundo nível é representado por 30 classes, organizadas dentro dos domínios; e o terceiro nível é constituído por 542 intervenções de enfermagem, agrupadas de acordo com as classes e domínios. As intervenções de enfermagem da NIC são constituídas por título e definição que não podem ser alterados por representarem a linguagem padronizada, e uma lista de atividades que descrevem as ações profissionais ao executar a intervenção de enfermagem, as quais podem ser modificadas proporcionando a individualização do cuidado6.
A NOC foi desenvolvida com o propósito de conceitualizar, rotular, definir e classificar os resultados e indicadores sensíveis aos cuidados de enfermagem. Uma das motivações para seu desenvolvimento foi a existência da NANDA, que resultou na ideia da criação de outras duas classificações, uma de intervenções e outra de resultados de enfermagem, que poderiam ser utilizadas de forma interligada. Na NOC os resultados estão organizados em sete domínios e trinta e duas classes7.
2. OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
 
Conhecer a erisipela e seus tipos, correlacionando a sintomatologia apresentada pelo paciente em estudo. 
2.2 Objetivos Específicos
Identificar o tipo de erisipela presente no paciente;
 Analisar as comorbidades dos afetados, os fatores de risco locais e gerais;
Compreender os principais fatores de risco que acometem pacientes com erisipela; 
 Diferenciar erisipela de celulite. 
3. IDENTIFICAÇÃO:
Paciente do caso clínico: E.C.P 
Data De Nascimento: 20/07/1961
Idade: 56 anos
Sexo: Masculino 
Estado Civil: Casado
Naturalidade: Itabaiana/SE
Nacionalidade: Brasileiro 
Procedência: Boquim/SE
Etnia: Branco 
Religião: Católico 
Escolaridade: Sem escolaridade 
Profissão: Agricultor 
Ocupação: Lavrador 
Data de Admissão Hospitalar: 01/03/2018
Instituição de Internamento: Hospital Universitário De Lagarto 
Unidade de Internamento: Unidade Hospitalar
Leito: L1
Diagnóstico Clínico: Erisipela 
4. MOTIVO DO INTERNAMENTO/QUEIXA PRINCIPAL:
Relato do paciente: \u201cporque sentia muitas dores na minha perna esquerda, procurei atendimento em outros lugares, mais eu não tive melhoras, então vim para cá. \u201d 
5. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
Paciente relata que desde o último mês (fevereiro), começou a sentir uma coceira na pele, mas que de forma leve e em apenas alguns momentos durante o dia, contudo com o passar dos dias, essa coceira começou a aumentar e já estava atrapalhando em suas atividades de vida diária, notou que sua perna começou a ficar muito vermelha e um pequena lesão se formou, depois disse procurou o serviço de saúde, mas ninguém disse o que ele tinha, no dia 01-03-2018 deu entrada no hospital regional de Lagarto, com forte dores no corpo e sua ferida