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simulado historiografia

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5a Questão (Ref.: 201308288935)
	
	Gilberto Freyre com Casa Grande e Senzala (1933), Caio Prado Júnior com Evolução Política do Brasil (1933) e a sua principal obra Formação do Brasil Contemporâneo (1942) e Sérgio Buarque de Holanda com Raízes do Brasil (1936) formam o elenco de uma geração de grandes intérpretes do país, os quais surgiram nos anos 30.
Identifique os modelos de interpretação para a história do Brasil que estes autores introduziram conforme a ordem abaixo:
		
	 
	Freyre e a tese da democracia racial; Prado Júnior e a matriz historiográfica marxista; Holanda e o conceito de homem cordial
	
	Freyre e a tese do racismo cordial; Prado Júnior e o materialismo dialético; Holanda e a tese do brasileiro como homem cortês
	
	Freyre e a teoria do branqueamento; Prado Júnior e o materialismo dialético ; Holanda e a Tese do brasileiro como homem cordial
	
	Freyre e a democracia racial; Prado Júnior e a teoria da ditadura do proletariado brasileiro; Holanda e a tese dos corpos dóceis
	
	Freyre e a tese da democracia racial; Prado Júnior e a Matriz historiográfica marxista; Holanda e a tese do brasileiro como homem cortês
		
	
	
	 6a Questão (Ref.: 201308477553)
	
	"A SOCIEDADE COLONIAL BRASILEIRA É O REFLEXO DE SUA BASE MATERIAL: A ECONOMIA AGRÁRIA QUE DESCREVEMOS. ASSIM COMO A GRANDE EXPLORAÇÃO ABSORVE A TERRA, O SENHOR RURAL MONOPOLIZA A RIQUEZA, E COM ELA SEUS ATRIBUTOS NATURAIS: O PRESTÍGIO, O DOMÍNIO". (PRADO JÚNIOR, CAIO. EVOLUÇÃO POLÍTICA DO BRASIL. SÃO PAULO: BRASILIENSE, 1947, PP. 36.) AO AFIRMAR QUE "A SOCIEDADE COLONIAL BRASILEIRA É O REFLEXO DE SUA BASE MATERIAL", CAIO PRADO JÚNIOR ESTAVA UTILIZANDO COMO FERRAMENTA TEÓRICA DE ANÁLISE DO PASSADO O (A):
		
	
	NOVA HISTÓRIA CULTURAL
	
	SOCIALISMO REAL
	 
	POSITIVISMO
	
	HISTORICISMO
	 
	MATERIALISMO HISTÓRICO
		
	 1a Questão (Ref.: 201308501884)
	
	Em 1920, depois de ter publicado livros como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos, o escritor inglês H. G. Wells publicou The Outline of History (Esboço de uma História Universal). No mesmo ano, o historiador Marc Bloch escreveu uma longa resenha sobre essa obra, da qual foram destacadas as passagens a seguir.
"Diante de um livro semelhante, duas atitudes são admissíveis. Pode-se se dedicar a apontar um a um os erros dos detalhes: eles existem. [...] Ou, tomando-o absolutamente pelo que ele é e pelo não poderia ser, ou seja, uma obra tecnicamente imperfeita de um homem muito inteligente, pode-se procurar retirar dela as ideias mestras e evidenciar as tendências do espírito que ela revela. O trabalho crítico que está na base de nossas pesquisas evidentemente lhe é completamente estranho. Infelizmente sua obra está viciada por um defeito muito grave. Sua atitude diante do passado que ele examina com tanto ardor não é nunca a de um homem de ciência; porque o homem de ciência procura conhecer e compreender; ele não julga. O Sr. Wells julga sem parar. [...] Pode-se ser impunemente filho desse país onde desde séculos todos os movimentos liberais ou revolucionários são tingidos de puritanismo, onde quase tudo o que se fez de grande saiu do pregador? [...] Ele podia ser historiador. Cedendo a não sei que instinto hereditário, frequentemente ele foi apenas pregador". (BLOCH, M. Une nouvelle histoire universelle: H. G. Wells historien. In BLOCH,M. L´Histoire, la Guerre, la Résistance. Paris: Gallimard, 2006. p. 319-334).
 
A argumentação de Marc Bloch reporta-se a importantes questões relacionadas ao conhecimento histórico. De acordo com as ideias expostas nesses fragmentos, a razão que levava Marc Bloch a não reconhecer valor de obra histórica ao Esboço de uma História Universal pode ser atribuída
		
	
	ao combate que naquele momento a historiografia acadêmica travava com seu principal opositor, o ensaísmo histórico praticado pelos ingleses.
	 
	à recusa de uma prática diletante, que se fundava em opiniões pouco autorizadas e concentrava a atenção nos eventos políticos e militares.
	 
	à ausência de procedimentos que poderiam assegurar a objetividade da exposição e controlar a interferência da formação cultural do autor.
	
	à aplicação inadequada do método histórico na crítica interna e externa dos documentos, o que poderia ter evitado os erros factuais da obra.
	
	aos abundantes recursos criadores do romancista, que levavam a imaginação a substituir o conhecimento dos fatos resultantes da pesquisa nos arquivos.
		 Gabarito Comentado.
	
	
	 2a Questão (Ref.: 201308419958)
	
	Marque a alternativa que melhor identifica uma importante diferença entre a historiografia brasileira dos anos 1930 e a historiografia produzida no IHGB:
		
	 
	A principal diferença consiste no maior valor dado pelos autores dos anos 1930 à compreensão dos processos políticos que marcam a sociedade brasileira. Já os intelectuais do IHGB, como Capistrano, defendiam que os aspectos sociais eram fundamentais para compreender a nação brasileira.
	
	A historiografia dos anos 1930 é marcada pelo isolamento: buscava-se entender o Brasil a partir de referências puramente nacionais. Já a escrita da história desenvolvida no IHGB valorizava o diálogo com a produção historiográfica de outros países.
	 
	Uma importante diferença é o fato da historiografia dos anos 30 trabalhar com a noção de civilização brasileira, enquanto a historiografia do século XIX, notadamente o IHGB, tinha como noção-chave a ideia de nação brasileira.
	
	A historiografia dos anos 1930 foi marcada pelo nacionalismo do governo Vargas, enquanto a historiografia produzida nos quadros do IHGB pode ser caracterizada como independente em relação aos interesses do Império Brasileiro.
	
	Enquanto a historiografia produzida no Instituto Histórico percebia o Brasil como a integração de três raças, os historiadores dos anos 30 valorizavam o elemento português como símbolo da civilização brasileira.
		
	
	
	 3a Questão (Ref.: 201308815209)
	
	A partir da década de 1930, podemos verificar uma crescente influência da historiografia francesa no Brasil. Essa presença está relacionada à Escola dos Annales e suas propostas para uma nova atitude do historiador no estudo do passado. Entre as influências dessa escola podemos destacar, EXCETO:
		
	
	alteração das temáticas, problemas, abordagens e objetos no trabalho do historiador, através da valorização da história econômica e social.
	 
	a escola dos Annales foi marcada pela tentativa de afirmar a visão positivista da história, como crônica de acontecimentos, com o propósito de tornar compreensível as dimensões do passado por meio do estudo das mentalidades.
	
	a emergência de novos atores sociais, como no Brasil após 1930, tornou indispensável se lançar na procura dos modelos teóricos que possibilitassem captar essa nova realidade histórica.
	
	o conhecimento histórico se tornou dinâmico, por causa da aproximação em relação às demais ciências sociais, tais como a antropologia e a sociologia.
	 
	o fazer história como ciência desafiou a constituição de produzir um entendimento sobre os sujeitos históricos em suas diversas manifestações.
		
	
	
	 4a Questão (Ref.: 201308477560)
	
	SEGUNDO FERNANDO NOVAIS E ROGÉRIO DA SILVA, "A NOVA HISTÓRIA CARACTERIZA-SE, PORTANTO, PELA AMPLA ABERTURA TEMÁTICA, E ESTA É A SUA GRANDEZA". (NOVAIS, FERNANDO A.; SILVA, ROGÉRIO FORASTIERI DA (ORG.) . NOVA HISTÓRIA EM PERSPECTIVA. VOLUME 1. SÃO PAULO: COSAC NAIFY, 2011, PP. 33)
SOBRE A INFLUÊNCIA DA NOVA HISTÓRIA FRANCESA NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA, PODEMOS AFIRMAR QUE:
		
	
	PREDOMINOU A ANÁLISE MARXISTA, BASEADA NO MÉTODO CONHECIDO COMO MATERIALISMO HISTÓRICO.
	
	A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA NÃO FOI MUITO AFETADA POR ESSA NOVA ABORDAGEM DA HISTÓRIA, POIS ESTAVA MAIS INCLINA AO NEW CRITICISM INGLÊS.