DIR CIVIL II RESUMO AV2
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RESUMO AV2 
OBRIGAÇÃO: 
\u2022 O Sujeito passivo é o titular do dever jurídico 
\u2022 O Sujeito ativo é o titular do direito subjetivo. 
 
PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS RELAÇÕES OBRIGACIONAIS 
\u2022 Da AUTONOMIA PRIVADA que é a liberdade que a pessoa tem para criar regras aplicáveis aos 
seus negócios jurídicos 
\u2022 Até o início do século XX a BOA-FÉ SUBJETIVA, emerge da TEORIA DA APARÊNCIA, quer 
dizer, agia de boa-fé aquele que acreditava que estava agindo conforme o direito. Após a 1ª Guerra, 
a jurisprudência alemã, respaldada no binômia lealdade e confiança, passa relacionar a boa-fé com 
as condutas estarem adequadas aos padrões sociais de comportamento leal e probo. Nesse sentido, 
pela TEORIA DA CONFIANÇA o \u201cestar\u201d de boa-fé é separado do \u201cagir\u201d de boa-fé. Pela cláusula 
geral da BOA-FÉ OBJETIVA foi criado o padrão do bom negociante, indivíduo de confiança, que 
tem conduta correta e proba, sempre cumprindo com as obrigações. 
\u2022 Da RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL, o patrimônio do devedor responderá pelos 
prejuízos sofridos pelo credor, tanto de ordem patrimonial quanto de ordem extrapatrimonial. 
\u2022 Da RELATIVIDADE DAS OBRIGAÇÕES, ela é relativa porque vincula somente os sujeitos 
envolvido na relação. 
PRINCÍPIOS NO DIREITO CIVIL 
\u2022 Princípio da SOCIALIDADE, é aquele em que valores coletivos são mais relevantes em relação 
aos individuais, respeitando o art 5º da CRFB/88. 
\u2022 Princípio da FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO DA PROPRIEDADE. 
\u2022 Princípio da ETICIDADE é aquele que preza pela justiça e boa-fé nas relações civis -pacta sunt 
servanda. Pressupõe-se que em um contrato exista o Princípio da boa-fé objetiva em todas as suas 
fases. 
 
Característica obrigacional em uma RELAÇÃO COMPLEXA: 
\u2022 A ideia tradicional é uma relação obrigacional simples, mas não é bem assim. 
\u2022 Por exemplo, um contrato de locação de imóvel, pela concepção tradicional, a relação é composta 
dos deveres de prestação (tradição da posse do bem) e de contraprestação (pagamento do valor do 
aluguel). 
\u2022 No entanto, o locador pode usar seu direito potestativa. O locatário tem o dever de informar ao 
locador sobre todas as intercorrências que acontecerem no imóvel, mesmo que isso não esteja 
expresso no instrumento contratual (dever de informação). 
\u2022 Dessa maneira, tanto locador quanto locatário devem colaborar para que a relação atinja a sua 
finalidade social típica (dever de colaboração). 
 
Característica do CARÁTER TRANSITÓRIO DA OBRIGAÇÃO: 
\u2022 A Obrigação é extinta quando for satisfeito o interesse do credor. 
 
Característica EFICÁCIA RELATIVA 
\u2022 A relação obrigacional é um vínculo que une credor e devedor, não podendo ser oposto a outra 
pessoa estranha à relação. 
 
Característica EFICÁCIA REAL 
\u2022 é aquela que, embora constituída apenas entre credor e devedor, gera efeitos perante terceiros 
Características obrigacionais: 
\u2022 PROPTER REM -ab rem, por exemplo, o proprietário de imóvel tem o dever de pagar as taxas 
condominiais pelo simples fato de estar na posição de titular do direito real de propriedade. 
\u2022 Propter personam -própria da pessoa. 
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\u2022 Propter rem -própria da coisa. 
\u2022 Reipersecutório -o que persegue 
 
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA OBRIGAÇÃO 
\u2022 Os Elementos subjetivos da obrigação 
o são as pessoas, naturais e/ou jurídicas, a seguir: credor \u2013accipien e devedor \u2013 solvens 
o O credor titulariza o direito subjetivo de crédito 
o O devedor é titular do dever jurídico da obrigação, que pode ser chamado de débito ou 
dívida. 
\u2022 O Elemento objetivo da obrigação 
o é a prestação, isto é, a conduta humana do devedor. 
o por exemplo, o objeto da obrigação de indenizar consiste na conduta do devedor de entregar 
o valor da indenização. 
o O objeto imediato ou direto é a pretação, a conduta à qual está vinculado o devedor (dar, 
fazer ou não fazer) 
o O objeto mediato ou indireto é o objeto da prestação. 
§ Quando perguntamos dar, fazer ou não fazer o que? A resposta é o objeto mediato 
ou indireto. 
\u2022 Elemento imaterial, também chamado de virtual ou espiritual, é o vínculo jurídico, que consiste no 
liame que liga credor e devedor, sujeitando o devedor a realizar determinada conduta em benefício 
do credor, sob pena de responsabilidade daquele. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS OBRIGACÕES: 
\u2022 Quanto ao Vínculo Obrigacional: 
o Perfeita: o credor tem o direito de exigir determinada prestação do devedor, sob pena deste 
responder com seu patrimônio. Por exemplo, a obrigação do Estado garantir a saúde de seus 
cidadãos. 
o Imperfeita: são aquelas que falta ao vínculo jurídico o débito ou a responsabilidade. 
Exemplos as obrigações naturais. 
o Obrigação moral é relacionada as regras de convivência, trato social, religiosas e outras, por 
exemplo, obrigação de dar presente de aniversário a parentes e amigos. 
o Obrigação natural são aquelas em que o direito de crédito, embora existente, não é 
dotado de exigibilidade, por exemplo, dívida prescrita. 
o Obrigação Civis: são as que o credor pode exigir a prestação do devedor, sob pena de 
responsabilidade patrimonial deste, por exemplo, obrigação de reparar os danos decorrentes 
de um ato ilícito. 
\u2022 Quanto a natureza da prestação: 
o Obrigação de dar: a prestação consiste na entrega, pelo devedor, de um bem móvel ou 
imóvel, determinado ou determinável, ao credor. 
§ Exemplo: obrigação de restituir um imóvel emprestado (comodato). 
o Obrigação de fazer: a prestação corresponde à realização de uma atividade, um serviço pelo 
devedor ao credor. Exemplo: obrigação do médico de realizar uma cirurgia em um paciente. 
o Obrigação de não fazer: aquela em que o devedor se abstém da prática de um ato em favor 
do credor. Exemplo: obrigação assumida por proprietário de imóvel de não levantar 
edificação acima de três andares. 
o Obrigações positivas: a prestação é uma conduta comissiva do devedor. São obrigações 
positivas as obrigações de dar e de fazer. Exemplo: obrigação de pagar determinada quantia 
em dinheiro. 
o Obrigações negativas: a prestação é uma conduta omissiva. Estão inseridas nessa categoria 
as obrigações de não fazer. Exemplo: obrigação do locatário de não sublocar o imóvel a 
outrem. 
\u2022 Quanto ao objeto: 
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o Obrigações simples: há apenas uma prestação a ser realizada pelo devedor. Exemplo: 
obrigação de restituir bem emprestado. 
o Obrigações alternativas: são aquelas em que existem duas ou mais prestações, 
desobrigando-se o devedor de cumprir apenas uma delas. Por exemplo, a obrigação de o 
Estado fornecer ao cidadão medicamento de determinada marca ou genérico de propriedades 
semelhantes. 
o Obrigações cumulativas: há pluralidade de prestações e, para se desonerar, o devedor 
precisa cumprir todas elas. Exemplo: para recuperar a saúde um cidadão, o Estado deve 
realizar cirurgia, garantir o tratamento fisioterápico de recuperação e fornecer os 
medicamentos necessários. 
o Obrigações facultativas: existe uma prestação principal e uma subsidiária, podendo o 
devedor substituir a prestação principal pela subsidiária. Exemplo: contrato estimatório 
o Obrigações líquidas: são aquelas em que há certeza quanto à existência e determinação 
do objeto. Exemplo: o devedor compromete-se a transferir ao credor o total de 40 sacas de 
açúcar. 
o Obrigações ilíquidas: o objeto é incerto e depende de apuração. Exemplo: o devedor 
vende ao credor toda a sua safra futura de tomates, sem saber ao certo o quanto isso 
corresponderá. 
o Obrigações divisíveis: o objeto da prestação pode ser fracionado sem que disso resulte perda 
do valor econômico, destruição do bem ou perda do interesse do credor. Exemplo: se A e B 
são devedores de C na quantia de 1000 reais, A pode pagar 600 e B pode pagar 400 que a 
obrigação restará adimplida 
o Obrigações indivisíveis: o objeto da prestação não é suscetível de fracionamento. Exemplo: 
A e B devem entregar um imóvel