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183759 O Ato Conjugal

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de sensibilidade — tanto os seios quanto os órgãos 
genitais são sensíveis, e a mulher possui maior número de 
áreas sensíveis que o homem. Provavelmente, esta é uma 
compensação divina para o fato de que o homem geralmente é 
o iniciador do ato sexual. Os seios femininos, em geral, são 
muito sensíveis, e um acariciamento afetuoso deles prepara a 
mulher para o ato sexual. Depois que ela já está estimulada, 
os mamilos geralmente se enrijecem e se projetam levemente, 
indicando um estímulo correto. Os grandes lábios da área da 
vulva também se tornam gradualmente mais sensíveis, à 
medida que intumescem, sob estímulo sexual. Como já obser-
vamos, a vagina, e principalmente o clitóris, são áreas sensí-
veis. Quando a mulher está sexualmente excitada, várias 
glândulas segregam um líquido lubrificante, de maneira que 
toda a região da vulva e da vagina fica permeada por um muco 
pegajoso, que facilita a penetração do pênis. Isso não tem 
nada a ver com a fertilidade. Trata-se de um engenhoso 
recurso criado por Deus para que o pênis, que é seco, penetre 
de forma agradável, tanto para o marido como para a esposa. 
Orgasmo — o clímax do estímulo emocional da mulher na 
relação sexual, seguido de um declínio gradual do estímulo, 
produzindo uma cálida sensação de prazer ou satisfação. A 
mulher não ejacula nem expele líquido, como ocorre com o 
homem. Enquanto ele é instigador do ato, ela é o receptor, não 
só do órgão masculino, mas também do espermatozóide. 
Pesquisas modernas revelam que a experiência do orgasmo da 
mulher é tão intensa quanto a do homem. A grande diferença 
entre elas é que a ejaculação masculina é conseguida quase 
sem o benefício de uma experiência anterior; na mulher, o 
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orgasmo é uma arte que precisará ser aprendida, pelo esforço 
dos dois cônjuges, com amor, consideração e cooperação. 
"Além da ejaculação, existem mais dois aspectos em que 
se observam diferenças psicológicas entre as expressões or-
gásmicas do homem e da mulher. Primeiro, a mulher é capaz 
de ter outro orgasmo pouco depois de experimentar o primei-
ro, se for reestimulada antes de terminar a fase do estímulo e 
descer a um nível inferior à posição responsiva. Em segundo 
lugar, a mulher pode manter a experiência orgásmica por um 
período de tempo relativamente longo." ' 
Similaridades nas anatomias masculina e feminina. Uma 
boa forma de resumirmos os órgãos masculinos e femininos é 
lembrar que os dois sexos possuem a mesma estrutura básica. 
A mais evidente similaridade é a que existe entre o clitóris e o 
pênis. O clitóris possui, em miniatura, os principais elementos 
do pênis, inclusive os tecidos esponjosos irrigados de sangue, e 
a glande, na ponta, com as inúmeras terminações nervosas, 
além de grande sensibilidade. Os músculos da base do pênis 
são repetidos nos pubo-coccígeos, que circundam a vagina. 
Os grandes lábios correspondem ao escroto masculino. De 
certo modo, a parte superior das dobras externas dos peque-
nos lábios, acima do clitóris, correspondem ao prepúcio da 
glande do pênis. 
Está claro que tanto os órgãos masculinos como os femini-
nos atendem a outras funções que não apenas a procriação. 
Mesmo antes de o ser humano estar completamente formado e 
capacitado a reproduzir, as glândulas sexuais (ovários nas 
mulheres, e testículos nos homens) já iniciaram seu trabalho 
no sentido de tornar a menina em mulher e o menino em 
homem. Secretam hormônios que incentivam e controlam o 
índice de desenvolvimento mental e psicológico. 
1. Human Sexual Response, William H. Masters e Virgínia E. 
Johnson. 
63 
5 
A Arte de "Fazer Amor" 
Todas as atividades físicas fundamentais do ser humano 
são aprendidas na prática; por que o sexo seria diferente? 
Todo ser adulto possui em si o impulso para o ato sexual e 
tudo o de que necessita para exercitá-lo; mas a arte de "fazer 
amor" não é inata, é adquirida. 
O Dr. Ed Wheat, de Springdale, Arkansas, disse o se-
guinte a um grupo de homens em um seminário: "Na prática 
do ato sexual, aquele que faz apenas o que lhe ocorre 
naturalmente, cometerá muitos erros." Na verdade, ele estava 
advertindo ao seu auditório masculino de que cada um dos 
atos "naturais" ou autogratificantes que o homem pratica 
para obter a satisfação sexual, provavelmente estará sendo 
incompatível com as carências de sua esposa. Por isso, o casal 
deve estudar esta questão seriamente, antes do casamento, e 
depois, após o casamento, poderão começar a aprender pela 
pratica as medidas que os conduzirão à satisfação sexual. 
Seria totalmente irrealista esperar que um casal jovem, 
sendo ambos virgens, consiga atingir o clímax, simultanea-
mente, na primeira noite de casados. Pesquisas indicam que, 
de dez noivas, nove não atingem o orgasmo na primeira 
tentativa. Obviamente, seria ridículo que o casal, que se 
encontra entre os noventa por cento, pensasse que falhou para 
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com o cônjuge. Uma atitude mais realista seria cada um 
reconhecer que precisa "aprender fazendo". Não é exatamen-
te esse o principal objetivo da lua-de-mel — que os dois 
"pombinhos" se retirem para um sítio romântico, e aprendam 
a se conhecer mutuamente, e às suas funções sexuais? 
Quando o ato sexual constitui uma expressão de amor, ele 
pode ser agradável, mesmo que um dos cônjuges ou mesmo 
ambos não consigam atingir o orgasmo. A ternura que envolve 
o ato, e a própria intimidade podem se constituir fatores de 
satisfação para ambos. Naturalmente, é de se esperar que haja 
bastante estímulo para que os dois culminem com o orgasmo, 
mas isso não é conseguido imediatamente. Essa gratificante 
habilidade é adquirida por meio de estudo, experiências e 
uma comunicação total entre marido e mulher. 
A arte do amor, que se acha ao alcance de todos os 
casais que lêem este livro, será apresentada neste capítulo, 
como para um casal em lua-de-mel, embora provavelmente ele 
venha a ser lido mais por "veteranos" do que por recém-
casados. Aliás, a diferença na prática do ato sexual entre 
casais experientes e "novatos" é realmente insignificante. 
Certo conselheiro matrimonial fez a seguinte advertência: "Se 
os casais sempre tratassem um ao outro do mesmo modo como 
se trataram durante a lua-de-mel, encontrariam menos difi-
culdades no relacionamento sexual. Mas a maioria dos casais 
experimentados procura encurtar as coisas, e isso estraga sua 
satisfação em potencial." 
O OBJETIVO FINAL 
Ocorrem muitos efeitos colaterais agradáveis durante o ato 
sexual, mas não devemos perder de vista o fato de que o 
objetivo final é que marido e mulher experimentem o orgas-
mo. Para o homem isto é relativamente simples e claramente 
perceptível. Logo que as terminações nervosas que se acham 
na glande do pênis recebem o estímulo necessário, inicia-se 
uma reação em cadeia, com contrações musculares na prósta-
ta, para forçar o líquido seminal, contendo os espermatozóides, 
a que penetre na uretra. A pressão exercida ali é suficiente 
para esguichá-lo a uma distância de até sessenta centímetros. 
Só então o homem percebe que quase todos os órgãos e 
glândulas de seu corpo estiveram em ação, pois, após o 
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orgasmo, eles começam a se relaxar, e ele é invadido por uma 
sensação de contentamento. 
O orgasmo feminino é bem mais complexo, e como a 
mulher tem a capacidade de atingir vários níveis de clímax, 
é muito menos manifesto. Por essa razão, muitas jovens 
esposas ficam em dúvida se atingiram o orgasmo ou não. 
Assim como a terna arte do amor tem que ser aprendida, 
assim também ela precisará aprender, por experiência pró-
pria, como é o orgasmo. Depois que atingir um clímax de nível 
máximo, não terá mais dúvidas de como ele é e quando ocorre. 
A PREPARAÇÃO PARA O ATO 
Certa vez, eu falava a um casal de noivos acerca das 
relações íntimas, o que sempre faço antes do casamento, 
quando a moça me interrompeu: "Pastor