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183759 O Ato Conjugal

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é uma indicação de que 
ele não é generoso também em outros aspectos de seu relacio-
namento conjugai. Se for esse o caso, ele precisa arrepender-se 
desse egoísmo, e pensar mais no gozo de proporcionar prazer 
à esposa, ao invés de procurá-lo somente para si mesmo. 
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Outra causa desse problema pode ser um ressentimento para 
com as mulheres em geral, devido a alguma amargura contra 
a mãe. A solução para esse problema mental já foi apresenta-
da quando falamos sobre a remoção do sentimento de culpa. 
Esses dezenove fatores são as causas principais da impo-
tência masculina. Não é preciso raciocinar-se muito para se 
compreender como a existência de vários deles no indivíduo 
podem provocar sua impotência. Somente em casos raros, ela 
resulta de apenas um desses fatores. Antes que o homem 
afetado pelo problema desista de vez da bênção da união 
sexual que Deus criou para que ele desfrutasse, deve examinar 
objetivamente seu relacionamento com a esposa; se suspeitar 
da presença de alguns desses fatores, deve procurar eliminá-
los. 
O leitor notou que faltou uma coisa nessa lista? Não 
dissemos quase nada acerca de fatores físicos ou biológicos. 
Tais fatores são tão raros, que mal vale a pena considerá-los, 
embora sejam as desculpas de que mais se lança mão. Os 
médicos, pastores, conselheiros matrimoniais, psiquiatras e 
principalmente os homens impotentes que se curaram acredi-
tam que, na maior parte dos casos, o problema existe apenas 
na mente do indivíduo — e não nas suas glândulas. Contudo, 
se a dificuldade persistir, consulte um médico. Alguns homens 
sofrem de deficiência hormonal, além da impotência, e isso 
pode ser facilmente corrigido com injeções de hormônios. 
Nesse caso, vale a pena fazer o exame. 
EXISTE CURA PARA A IMPOTÊNCIA? 
A impotência masculina não é um problema novo, pois, 
sem dúvida, vem afligindo muitos indivíduos, bem como a 
suas esposas, desde a queda do homem. Contudo, a cura desse 
mal é recente, principalmente porque hoje em dia há maior 
disposição de se encarar o problema, e uma melhor compreen-
são dele. Nenhuma dificuldade pode ser solucionada sem se 
usar de sinceridade e franqueza. Quando examinamos a 
questão de mente aberta, podemos analisar os diversos tipos 
de solução que existem, e crer que uma delas poderá efetuar a 
cura total. Naturalmente, uns são melhores que outros, e o 
"remédio" deve ser aplicado de acordo com a causa. 
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A SOLUÇÃO PARA O SENTIMENTO DE CULPA 
Já vimos que o sentimento de culpa, o medo, a raiva, a 
depressão e o espírito de amargura ou ressentimento podem 
contribuir para a impotência. Se a causa for um desses 
sentimentos, o paciente não deve procurar a cura por meio de 
novos métodos, nem de técnicas psicológicas. Antes, volte-se 
para Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo, e busque o 
perdão que ele oferece ao pecador. O primeiro passo nesse 
sentido é confessar os pecados em nome de Jesus Cristo. Em 
1 João 1.9, lemos o seguinte: "Se confessarmos os nossos 
pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos 
purificar de toda injustiça." O passo seguinte é passar a viver 
sob a orientação do Espírito Santo, a fim de conseguirmos 
superar essas emoções negativas. Assim são removidas as 
barreiras à nossa expressão emocional, e isso contribui gran-
demente para que gozemos de relações satisfatórias com nosso 
cônjuge. Depois que resolvemos os problemas de ordem 
espiritual, estamos preparados para resolver outros tipos de 
problema. 
Apresentamos soluções para cada uma das causas de 
impotência. O leitor deve estudar atentamente aquelas que o 
afetam, e dar os passos necessárias à sua correção. 
PENSE POSITIVAMENTE NA CURA 
Em quase todos os casos de impotência, o paciente pode 
conseguir curar-se e modificar sua atitude mental para com o 
problema. Em vez de pensar que está "como se fosse morto", 
deve reconhecer que tais dificuldades são, praticamente, 
normais, em certas circunstâncias, e serão superadas even-
tualmente. Em primeiro lugar, deve consultar o médico que 
provavelmente fará um exame geral. Verificando que não há 
nada de errado organicamente falando, será mais fácil para 
ele pensar na cura. A certeza de consegui-la é essencial nesse 
processo. O homem que vê a si mesmo como um impotente, 
continuará assim indefinidamente. Aquele que se visualiza 
potente, conseguirá desempenhar bem sua função sexual. 
O passo seguinte é ter uma conversa franca com a esposa, 
falando-lhe de seu problema. A maioria das mulheres é muito 
compreensiva, e auxilia o marido. Certo homem, que "não 
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tinha relações há cinco anos", ficou encantado com a reação 
da esposa. Ela havia pensado que o desinteresse dele fosse 
causado por falta de amor, mas, após conversarem sobre o 
problema, ela se modificou, deixando de ser implicante, 
tornou-se uma parceira sexual altamente estimulante. Muitos 
homens subestimam a capacidade da esposa para aceitar esse 
problema com uma atitude madura. Contudo, a ignorância do 
problema só contribui para complicar ainda mais a situação. 
O QUE A ESPOSA PODE FAZER PARA AJUDAR 
O MARIDO? 
Depois que o homem modifica sua própria atitude mental 
para com o problema da impotência, ele tem na esposa seu 
mais forte aliado para a cura desse mal. Entre outras coisas, 
aqui estão algumas que ela pode fazer: 
1. Pode encarar o problema como um desafio que deverá 
ser enfrentado pelos dois. Nunca deve fazer nem dizer nada que 
possa agravar os temores do marido, como já mencionamos 
anteriormente, sugerindo que ele é incapaz, inapto ou inde-
sejável. Deve ter cuidado para não fazer piadinhas ou brinca-
deiras que poderão piorar ainda mais os receios dele. Alguém 
já disse, com muita sabedoria, que "o senso de humor de um 
homem termina na fivela da sua correia". 
2. Pode tornar-se sexualmente mais agressiva. Durante a 
maior parte da vida conjugai, a mulher sempre espera que o 
marido "pegue a bola e comande o ataque", mas numa 
ocasião como esta ela terá que "sair a campo e participar como 
atacante". Se permitir que suas inibições sexuais dificultem a 
coisa, ou façam com que essa atitude pareça degradante, será 
porque está mais interessada em si mesma do que nele. 
Quando a esposa se torna mais desinibida em expressar sua 
sexualidade ocorrem duas coisas: ela se torna uma parceira 
mais estimulante e excitante para o marido, e aumenta seu 
próprio nível de prazer no relacionamento conjugai. 
Depois que se passam os primeiros meses de casamento, 
a maioria dos atos sexuais realizados tornam-se uma ro-
tina. O casal inicia-o do mesmo jeito, toma a mesma posi-
ção, produz os mesmos sons, e tem as mesmas experiências. Já 
está na hora de abandonar esse ramerrão, e se tornarem mais 
agressivos. Que homem permanecerá impotente, se entrar no 
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quarto e encontrar a iluminação diminuída, uma música 
suave, a cama preparada, e a esposa vestida em pouca roupa, 
ansiosa para colocar as mãos nele? Se ela desejar realmente 
estimulá-lo, que o ajude a desabotoar a camisa e tirar as 
roupas; que ele perceba o desejo dela. Sei que alguém que está 
lendo esta página talvez dirá: "Mas isso não será hipocrisia?" 
Absolutamente! Você pode ter-se acostumado a deixar que 
suas inibições sufoquem seus verdadeiros desejos, e, portanto, 
faz essas coisas sem naturalidade. Esse tipo de hipocrisia é 
bem pior, e é provável que você esteja agindo assim há anos. 
Se ama realmente seu marido, apreciará grandemente a 
reação que puder provocar nele. Se tomar a iniciativa, ele 
entenderá que você o considera sexualmente atraente. E se ele 
se considerar atraente para você, será mais fácil crer em sua 
capacidade sexual. 
Uma senhora de meia-idade, esposa amorosa cujo marido 
começava a enfrentar o problema da impotência, notou que, 
quando ela ficava sexualmente agressiva, ele tinha menos 
dificuldade para ejacular.