Protocolo de ansiedade
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Protocolo de ansiedade

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Cuidado Farmacêutico no SUS

	

	

DEFINIÇÃO

Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou
imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo
rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo.
Apesar de estar presente em todos os seres humanos, a sua intensidade varia de uma pessoa à outra. A ansiedade se torna
patológica assim que o seu grau estiver desmedido em relação a uma situação, às circunstâncias externas e se a pessoa ansiosa
não controlar mais a sua angústia. Chamamos de distúrbio de ansiedade quando há preocupação excessiva e persistente, difícil de
ser controlada, e causa aflição ou enfraquecimento, e está presente na maioria dos dias por 6 meses ou mais. É importante excluir
outros distúrbios de ansiedade antes que o diagnóstico seja fechado.

CLASSIFICAÇÕES

• Transtorno de Pânico
• Transtorno Pós Traumático
• Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social/TAS)
• Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
• Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O transtorno do pânico é caracterizado por ataques de pânico, um conjunto de manifestações de ansiedade e medo intenso com
início súbito, rico em sintomas físicos e com duração de minutos a horas. Os sintomas típicos são: dor no peito ou respiração
limitada, sensação de morte iminente, taquicardia, tonturas, sudorese, tremores e alterações gastrointestinais recorrentes.

No transtorno de ansiedade social (fobia social), os sintomas de ansiedade ocorrem em situações nas quais a pessoa é observada
pelos outros. Situações típicas compreendem: escrever, assinar, comer e fazer uma apresentação na presença dos outros. Em
contato com os outros, especialmente estranhos, o paciente sofre de sintomas como tremores, sudorese, enrubescimento,
dificuldade de concentração (“branco na cabeça”), palpitações, tonteira e sensação de desmaio. Diferentemente dos ataques de
pânico, os sintomas surgem durante as situações sociais temidas e duram até o contato com os outros terminar.
Pode ser:

• Generalizada: os medos angustiantes estão presentes em múltiplas situações sociais que geralmente incluem a interação
social.

• Não-Generalizada: os medos estão limitados a uma ou poucas situações sociais, que tendem a ser do desempenho ao
invés de situações interacionais.

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado por pensamentos recorrentes, intrusivos, e angustiante, imagens ou
impulsos (ou seja, obsessões) e atos mentais ou comportamentais repetitivos que o indivíduo se sente compelida a executar
(compulsões) para prevenir ou reduzir o sofrimento.

No transtorno de ansiedade generalizada, as manifestações de ansiedade oscilam ao longo do tempo, mas não ocorrem na forma
de ataques, nem se relacionam com situações determinadas. Estão presentes na maioria dos dias e por longos períodos, de muitos
meses ou anos. O sintoma principal é a expectativa apreensiva ou preocupação exagerada, mórbida. A pessoa está à maior parte do
tempo preocupada em excesso. Além disso, sofre de sintomas como inquietude, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade,
tensão muscular, insônia e sudorese. O início do transtorno de ansiedade generalizada é insidioso e precoce. Os pacientes informam
que sempre foram “nervosos”, “tensos”.

	 	

	
Cuidado Farmacêutico no SUS

	

DROGAS QUE CAUSAM SINTOMAS COMO OS DE ANSIEDADE

Estimulantes Simpatomiméticos Na retirada da droga Anticolinérgicos Dopaminérgicos Diversos

Anfetamina Efedrina Barbitúricos Mesilato benztropine (cogentin) Amantadina Baclofen

Aminofilina Epinefrina Benzodiazepinas Difenidramina (benadryl) Bromocriptina Cycloserine

Cafeína Fenilpropanolamina Narcóticos Meperidina (demerol) Levodopa (l-dopa) Alucinógenos

Cocaína Pseudoefedrina Álcool Oxibutinina (ditropan)
Levodopa-carbidopa

(sinemet)
Indometacina

Metilfenidato Sedativos Propantelina (pro-banthine) Metoclopramida

Teofilina Tricíclicos Neurolépticos

 Triexifenidila (Artane)

OBJETIVOS E METAS TERAPÊUTICAS

• Melhora de sinais e sintomas e, consequentemente, da qualidade de vida.

ALGORITMO DE TRATAMENTO (TAG)

* Benzodiazepínicos, como Lorazepam, podem ser usados, se necessário, para controlar a ansiedade antes do início do efeito dos IRSs.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser utilizada como um tratamento de primeira linha ou em combinação com medicamentos. A
escolha entre farmacoterapia e terapia pode ser baseada na disponibilidade e preferência do paciente.

	
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TRATAMENTOS NÃO FARMACOLÓGICOS

• Psicoterapia Cognitivo-Comportamental; • Atividades físicas.

TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS

Os pacientes precisam ser informados quanto aos efeitos dos medicamentos, especialmente os indesejáveis. Deve ser explicado
que os medicamentos demoram semanas para induzir os efeitos terapêuticos, ao contrário dos indesejáveis, que surgem depois do
primeiro comprimido.
Na avaliação de cada paciente, o médico deverá exercer o julgamento clínico e optar por um medicamento não necessariamente na
ordem recomendada pelo algoritmo. Por exemplo, um paciente que sofre do transtorno de pânico e que é hipersensível à piora inicial
induzida pelos IRSs pode ser inicialmente tratado com o Clonazepam. Considerações de ordem prática influenciam também na
escolha das opções do algoritmo. A Imipramina é mais acessível às pessoas de menor renda.

TRANSTORNO
S

1ª LINHA MG/DIA 2ª LINHA MG/DIA CONSIDERAÇÕES

Pânico IRSs:
As doses iniciais devem ser
baixas e titulação gradual, a fim
de evitar a exacerbação dos
sintomas, por exemplo: 5 mg
Fluoxetina, 10 mg Paroxetina, 25
mg de Sertralina, 10 mg
Citalopram e 5 mg Escitalopram,
uma vez ao dia pela manhã). Se o
paciente é capaz de tolerar estas
doses sem a ansiedade, agitação,
ou insônia, as doses podem ser
gradualmente aumentadas de 3-7
dias após o início. O IRSs deve
ser titulado até a dose terapêutica
durante duas a seis semanas (20
a 40 mg de Fluoxetina, de 20 a 40
mg de Paroxetina, 100 a 200 mg
de Sertralina, de 20 a 40 mg de
Citalopram, e 10 a 20 mg de
Escitalopram).

IRSNs:
Venlafaxina ER
Iniciada a 37,5 mg/dia e
aumentada para 75
mg/dia após uma
semana e 150 mg/dia
durante duas a três
semanas. Se a resposta
clínica é inadequada
após seis semanas, a
dose pode ser
aumentada para 225
mg/dia.

BZD:
Clonazepam 1 a 3 mg/dia
Alprazolam 0,5 a 2,0 mg
3x ao dia.
BZD de ação prolongada
são sugeridos para
pacientes com sintomas
graves e deficiência
associada ou não
responderam a um IRSs
ou IRSNs, ou que não
podem esperar para o
tempo necessário para
que eles funcionem.

Os antidepressivos tricíclicos são eficazes
para o transtorno do pânico, mas são menos
tolerados do que os IRSs.
A duração do tratamento farmacológico deve
ser de, pelo menos, um ano após o controle
dos sintomas terem sido atingidas. As
decisões sobre a suspensão devem ser
baseadas em uma história prévia de recaída e
na presença de fatores de risco para recaída,
incluindo a gravidade da síndrome inicial ou a
presença de comorbidades psiquiátricas
(depressão, fobia social, ou transtorno de
personalidade), estresse psicossocial ou
médico contínuo, e os sintomas residuais de
fobia, ansiedade antecipatória ou pânico
subclínica.
As benzodiazepinas devem ser evitadas em
pacientes com história de distúrbios de álcool
ou outra substância, embora a prescrição
criteriosa de benzodiazepínicos possa ser
realizada nesses pacientes quando outros
tratamentos são ineficazes.

Ansiedade
Social

lRSs:
Paroxetina (iniciada com 20mg/dia
e se o paciente não responde