_Resumo de casos clínicos _abdomen_
22 pág.

_Resumo de casos clínicos _abdomen_


DisciplinaAnatomia II2.449 materiais33.311 seguidores
Pré-visualização6 páginas
fígado, em vez de dentro dele. 
 
\ufffd Cálculos biliares 
 Concreção da vesícula biliar, ducto cístico ou outro ducto biliar 
formada principalmente por cristais de colesterol. São mais comuns em 
mulheres, e a incidência aumenta com a idade. São ASSINTOMATICOS. 
Devem alcançar um tamanho suficiente para causar lesão mecânica da 
vesícula biliar ou obstrução das vias biliares. 
 A extremidade distal da ampola hepatopancreatica é o local mais 
comum de impactação dos cálculos biliares; também podem se alojar nos 
ductos císticos e hepáticos. Caso esteja alojado no ducto cístico causa 
COLICA BILIAR; se esse obstruir esse ducto, pode haver COLECISTITE 
(inflamação da vesícula biliar) em razão do acumulo de bile. 
 Outro local comum de impactação é na BOLSA DE HARTMANN 
(junção do colo da vesícula ao ducto cístico); caso haja ruptura de uma 
ulcera duodenal, pode se formar uma falsa passagem entra a bolsa e a parte 
superior do duodeno, permitindo a entrada de cálculos biliares nesse. 
 A dor causada pela impactação da vesícula biliar acomete a região 
epigástrica e depois se desloca para o hipocôndrio direito na junção da nona 
cartilagem costal com a margem lateral da bainha do músculo reto do 
abdômen. 
 Se não puder sair da vesícula, a bile entra no sangue e causa icterícia. 
 
\ufffd Cálculos biliares no duodeno 
 A inflamação continua pode romper (ulcerar) os limites teciduais 
entra a vesícula biliar e uma parte do trato digestorio aderido a ela, 
resultando em FISTULA COLECISTOENTERICA. Essa, permitiria que um 
grande calculo biliar, incapaz de atravessar o ducto cístico, entrasse no trato 
digestorio. Esse pode ser aprisionado na papila ileal, produzindo uma 
obstrução ileal (íleo biliar). 
 
\ufffd Colecistectomia 
 As pessoas com cólica biliar grave geralmente tem a vesícula biliar 
removida; muitas vezes a cirurgia aberta é substituída por uma 
COLECISTECTOMIA LAPAROSCOPICA. Antes de dividir qualquer 
estrutura e retirar a vesícula biliar, os cirurgiões identificam os três ductos 
biliares, alem das artérias cística e hepática. Em geral, é a artéria hepática 
direita que corre risco durante a cirurgia. 
 
\ufffd Hipertensão porta 
 Quando a cicatrização e a fibrose causadas por cirrose obstruem a veia 
porta no fígado, há aumento de pressão na veia porta e em suas tributarias, 
causando HIPERTENSAO PORTA. Devido as anastomoses 
portossitemicas, há o surgimento de varizes, principalmente na parte inferior 
do esôfago; a dilatação das veias pode ser tão intensa que suas paredes se 
rompem, resultando em hemorragia. O sangramento de varizes esofágicas na 
extremidade distal do esôfago muitas vezes é grave e pode ser fatal 
 Nos casos graves de obstrução porta, as veias da parede abdominal 
anterior que se anastomosam com as veias paraumbilicais, podem tornar-se 
varicosas e assemelhar-se a pequenas cobras que se irradiam sob a pele ao 
redor do umbigo (CABECA DE MEDUSA). 
 
\ufffd Anastomoses portossistemicas 
 Um método comum para reduzir a hipertensão porta, é desviar o 
sangue do sistema venoso porta para o sistema venoso sistêmico, criando 
uma comunicação entre a veia porta e a VCI; esse \u201cshunt\u201d portossitemico 
pode ser feito quando esses vasos estão próximos, posteriormente ao fígado. 
 Outro recurso para modificar tal quadro é unir à veia esplênica a veia 
renal esquerda. 
 
\ufffd Palpação dos rins 
 Em adultos magros, o pólo inferior do rim direito é palpável por 
exame bimanual como uma massa firme, lisa e arredondada, que desce 
durante a inspiração. A palpação do rim direito é possível porque esta 1-2 
cm inferior ao esquerdo. Para palpar os rins, pressione o FLANCO 
anteriormente com uma mao e ao mesmo tempo palpe profundamente na 
margem costal com a outra mao. 
 
\ufffd Abscesso perifrenico 
 As fixações da fascia renal determinam a extensão de um abscesso 
perifrenico. 
 
\ufffd Ptose renal 
 Com as laminas da fascia renal não apresentam fusão firme 
inferiormente para oferecer resistência, rins anormalmente moveis podem 
descer mais do que o 3 cm normais quando o corpo esta ereto. Essa queda do 
rim é distinguida do rim ectópico, por um ureter de comprimento normal que 
tem espirais frouxas ou dobras porque houve redução da distancia ate a 
bexiga urinaria. A dor na região renal pode ser aliviada pela posição de 
decúbito, pois resulta na tração dos vasos renais. 
 
\ufffd Transplante renal 
 Cirurgia consolidada para o tratamento de casos selecionados de 
insuficiência renal crônica. O local para o transplante de um rim é a fossa 
ilíaca da pelve maior. A artéria e a veia renais são unidas a artéria e veia 
ilíacas externas, respectivamente, e o ureter é suturado a bexiga urinaria. 
 
\ufffd Cistos renais 
 A doença renal policística é um causa importante de insuficiência 
renal; nesse caso, os rins estão muito aumentados e distorcidos por cistos de 
ate 5 cm. 
 
\ufffd Dor na região pararrenal 
 A intima relação entre os rins e os músculos psoas maiores explica por 
que a extensão das articulações do quadril pode aumentar a dor causada pela 
inflamação nas áreas pararrenais. 
 
\ufffd Vasos renais acessórios 
 Algumas artérias renais acessórias entram/saem dos pólos renais; uma 
artéria polar cruza o ureter e pode obstruir-lo. 
 
\ufffd Síndrome de Compressão da veia renal/Síndrome de quebra-nozes 
 Resulta da compressão da veia renal pela tração para baixo da AMS. 
Esse quadro inclui hematuria, proteinuria, dor abdominal, náusea, vomito e 
dor testicular esquerda em homens. 
 
\ufffd Anomalias congênitas dos rins e ureteres 
 Os mais comuns são PELVE RENAL e URETER BIFIDOS. Uma 
anomalia RARA é um URETER RETROCAVAL, que deixa o rim e segue 
posteriormente a VCI. Há também o RIM EM FERRADURA, que 
geralmente esta no nível L3-L5. Também pode haver um RIM PELVICO 
ECTOPICO. 
 
\ufffd Cálculos renais e ureterais 
 São formados por sais inorgânicos ou orgânicos ou de outros 
materiais; podem se formar e se localizar nos cálices renais, ureteres ou 
bexiga urinaria. Um calculo renal pode passar do rim para a pelve renal e 
depois para o ureter. Caso o calculo seja grande pode causar distensão 
excessiva do ureter. O calculo ureteral causar forte dor intermitente (cólica 
uretral), a nivel de T11-L2; segue me sentido inferoanterior, quando o 
calculo atravessa o ureter; a dor pode se estender ate a face anterior proximal 
da coxa por projeção através do nervo genitofemoral (L1, L2). A dor pode 
ser acompanhada por perturbação da digestão (náusea, vomito, cólica e 
diarréia) 
 Os cálculos ureterais podem ser observados e removidos por um 
nefroscopio. Outra técnica seria a LITOTRIPSIA, que concentra uma onda 
de choque através do corpo que quebra o calculo em pequenos fragmentos 
eliminados com a urina. 
 
\ufffd Soluços 
 São concentrações espasmódicas, involuntárias do diafragma, que 
causam inspirações súbitas, rapidamente interrompidas por fechamento 
espasmódicos da glote. Possui muitas causas: indigestão, irritação do 
diafragma, alcoolismo, lesões cerebrais e lesões torácicas e abdominais, 
todas as quais perturbam os nervos FRENICOS. 
 
\ufffd Secção de um nervo frênico 
 No pescoço, resulta em paralisia completa e, por fim, atrofia da parte 
muscular da metade correspondente do diafragma, exceto nas pessoas que 
tem um nervo frênico acessório. 
 
\ufffd Dor referida diafragmática 
 Irradia-se para as duas áreas diferentes em razão da diferença na 
inervação sensitiva do diafragma. A dor provocada pela irritação da pleura 
diafragmática ou do peritônio diafragmático é referida na região do ombro 
(área de pele dos segmentos C3-C5); já a irritação de regiões periféricas do 
diafragma, a dor é referida na pele sobre as margens costais da parede 
abdominal anterolateral. 
 
\ufffd Ruptura do diafragma e Herniacao das vísceras 
 Podem resultar de um súbito e grande aumento da pressão 
intratorácica ou intra-abdominal (ex.:traumatismo grave do tórax ou