A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
81 pág.
Capítulo 6   Estimativa de Custos Operacionais

Pré-visualização | Página 4 de 11

ou óleo
combustível residual, é a parte remanescente da destilação das frações do petróleo, designadas de modo geral como
frações pesadas, obtidas em vários processos de refino. A composição bastante complexa dos óleos combustíveis
depende não só do petróleo que os originou, como também do tipo de processo e misturas que sofreram nas
refinarias, de modo que pode-se atender as várias exigências do mercado consumidor numa ampla faixa de
viscosidade. No Brasil os óleos combustíveis são classificados de acordo com os limites de viscosidade e teor de
enxofre, conforme segue segunda a ANP:
• Óleo combustível (OCA1): óleos de maior teor de enxofre e menor limite de viscosidade;
• Óleo combustível (OCA2): óleos de maior teor de enxofre e maior limite de viscosidade;
• Óleo combustível (OCB1): óleos de menor teor de enxofre e menor limite viscosidade;
• Óleo combustível (OCB2): óleos de menor teor de enxofre e maior limite viscosidade;
• Óleo combustível (OC3): óleos com viscosidade ou teor de enxofre superior aos limites especificados.
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
6.6.1 Informações básicas sobre utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Gás Natural: É a terceira fonte de combustível de menor custo mostrada. É o combustível fóssil menos prejudicial em
relação ao meio ambiente. É transportado por gasodutos em grande parte do país. O custo é mais uniforme do que o
carvão. No entanto, permanecem regiões no país que ainda não são atendidas pelo sistema de distribuição de gás
natural. Nessas regiões, o uso de dele não é uma opção que pode ser considerada. Embora o gás natural seja uma
mistura de vários hidrocarbonetos leves, consiste predominantemente em metano. Para os cálculos utilizados neste
texto, presume-se que o metano e o gás natural são equivalentes.
Óleo combustível n. 2 (BPF): Tem alto teor de enxofre mais baixo. É o combustível fóssil que é comumente usado
como uma fonte de energia na indústria química. É mais prontamente disponível perto das regiões costeiras onde o
petróleo entra no país e ocorre o refino. Incertezas na disponibilidade, altos custos de armazenamento e grandes
flutuações no custo tornam essa fonte de energia menos atrativa em muitas situações. No entanto, recentemente, o
custo do gás natural aumentou substancialmente ao ponto de o óleo combustível n. 2 ser agora uma alternativa viável
ao gás natural em muitas plantas.
A Figura anterior mostrou que os custos de combustíveis aumentaram um pouco mais rapidamente e de forma
menos previsível do que o índice de custos (CEPCI) que usamos anteriormente para corrigir os custos de inflação.
Como resultado das variações regionais de disponibilidade e dos custos dos combustíveis fósseis, juntamente com a
incapacidade do índice de custos para representar os custos de energia, consideramos que a informação de custo e
disponibilidade específica do local em estudo deve ser fornecida para uma estimativa de válida dos custos de energia.
Assumiremos neste texto que o gás natural será o combustível de escolha, salvo indicação em contrário.
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
Processo
Gás 
Natural
Óleo 
Comb.
Vapor Refrigeração Água
Utilidadades
Resíduos
Descarte 
de sólidos
Limite de bateriaTancagem
Serviços
Refeitório
Engenharia
Manutenção
Laboratório
Escritório
Despacho
Vendas
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
O PFD para um processo
representa o limite de bateria de
uma planta química. Os
equipamentos necessários para
produzir as várias correntes de
utilidade que são utilizados no
processo e são necessários para
que a planta funcione, não são
mostrados no PFD. No entanto,
as correntes de utilidade, como
água de refrigeração e vapor
para aquecimento, são
mostradas no PFD. Essas
correntes são denominadas utili-
dades. Esses serviços podem ser
fornecidos de várias maneiras.
Layout básico de instalações de
uma plantaquímicas
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
27
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
1. Comprada de uma Fonte Pública ou Privada: Nessa situação não há custos de capital e as tarifas de serviços
cobrados são baseadas no consumo. Além disso, a utilidade é entregue nos limites da bateria em condições
conhecidas.
2. Fornecida pela empresa: Uma instalação abrangente off-site fornece as necessidades de utilidade para muitos
processos em um local comum. Nesse caso, as taxas cobradas para uma unidade de processo refletem o capital
fixo e os custos operacionais necessários para produzir a utilidade.
3. Auto-geração e usado por uma Unidade de Processo Único: Nesta situação o custo de capital para compra e
instalação passa a fazer parte do custo de capital fixo da unidade de processo. Da mesma forma, os custos
operacionais relacionados para a produção dessa utilidade específica são diretamente cobrados da unidade de
processo.
As utilidades que provavelmente seriam fornecidas em um complexo industrial abrangente de plantas químicas são
mostradas na Tabela a seguir.
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
28
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
(Continua)
Utilidades fornecidas para uma planta com várias unidades de processo (utilidades entregues no limite da 
bateria de um processo).
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
29
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
(Continua)
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
30
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
(Continua)
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m
a
ti
v
a
 d
e
 C
u
s
to
s
 d
e
 
O
p
e
ra
c
io
n
a
is
 (
O
P
E
X
)
31
6.6.2 Meios de Suprimentos de Utilidades
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
P
ro
f.
 H
u
m
b
e
rt
o
 M
o
li
n
a
r 
H
e
n
ri
q
u
e
 
(h
u
m
b
e
rt
o
@
u
fu
.b
r)
 
E
s
ti
m

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.