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Capítulo 6   Estimativa de Custos Operacionais

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Vapor de média pressão (10,0 barg): (Sem crédito de energia)
Usa-se uma válvula de expansão isoentálpica no lugar de uma turbina. Neste caso não há produção de trabalho
para o rebaixamento da pressão e consequentemente não há crédito de energia. Neste caso o custo será o
mesmo do vapor de alta.
Custo total do vapor de média = 29,97/1000 kg de vapor de média
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6.6.5 Geração de Vapor - Exemplo
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Solução:
Vapor de baixa pressão (5,0 barg): (Com crédito de energia)
Novamente abordaremos o caso onde o vapor de alta é rebaixado a vapor de baixa com crédito de energia
(geração de energia).
Custo total do vapor de baixa = Custo total do vapor de alta – crédito de energia gerado
A energia gerada (kWh) para esta situação é encontrada primeiramente assumindo uma expansão do vapor da
condição de alta pressão (HP: 41 barg e 400°C) para o nível de pressão baixa (MP: 5 barg e 160°C). Assim, temos
as seguintes informações:
h41 barg, 400°C = 3209,9 kJ/kg and e h5 barg, 160°C = = 2759,3 kJ / kg (Tabelas de vapor)
Logo: W = Δh = (3209,9 – 2759,3) = 450,6 kJ/kg➔ Trabalho teórico
Portanto, 1000 kg de vapor HP produzem 450,6 MJ ou 125,2 kWh de eletricidade. Assumindo uma eficiência de
turbina de 75%, a o trabalho produzido é (0,75) (125,2) = 93,9 kWh. Assim,
Crédito de energia elétrica = (93,9) (0,06) = $5,63 (por 1000 kg de vapor)
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6.6.5 Geração de Vapor - Exemplo
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Solução:
Vapor de baixa pressão (5,0 barg): (Com crédito de energia)
Logo,
Custo total do vapor de baixa = 29,97 – 5,63 = 24.34/1000 kg de vapor de média
Vapor de baixa pressão (5,0 barg): (Sem crédito de energia)
Usa-se uma válvula de expansão isoentálpica no lugar de uma turbina. Neste caso não há produção de trabalho
para o rebaixamento da pressão e consequentemente não há crédito de energia. Neste caso o custo será o
mesmo do vapor de alta.
Custo total do vapor de média = 29,97/1000 kg de vapor de baixa
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6.7 Custo de Matéria-Prima
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
O custo das matérias-primas pode ser estimado usando o preço atual listado em publicações como o Chemical
Market Reporter (CMR) [1].
Uma lista de produtos químicos comuns e seu preço de venda, a partir de agosto de 2006, são apresentados na
Tabela a seguir.
Os preços atuais da matéria-prima e dos produtos químicos podem ser obtidos a partir da edição atual da CMR.
Para localizar custos para itens individuais, não basta olhar exclusivamente para a edição atual, porque nem todos
os produtos químicos estão listados em cada edição.
É necessário explorar vária edições mais recentes. Além disso, para certos produtos químicos, podem existir
grandes flutuações de preços sazonais e pode ser aconselhável observar o preço médio ao longo de vários meses.
[1]. Chemical Market Reporter (now incorporated into ICIS Chemical Business, additional chemical prices are available at
http://www.icis.com/StaticPages/a-e.htm#top).
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Tabela: Custos de alguns produtos químicos comuns *
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Continua...
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Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
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Tabela: Custos de alguns produtos químicos comuns *
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Outro fator relevante para matéria-primas é que algumas vezes empresas “travam” um preço de venda ou compra
através de um contrato de curto ou longo prazo. Tais contratos geralmente renderão preços que são
significativamente menores do que os dados na CMR. Além disso, ao fazer avaliações econômicas para diferentes
processos químicos o preço de compra e venda de produtos químicos nem sempre estará disponível no CMR. Por
exemplo, em janeiro de 2001 a CMR deixou de publicar o preço do éter dimetílico. Da mesma forma, os preços do
álcool alílico não foram publicados por vários anos. Os preços apresentados na Tabela apresentada foram obtidos a
partir das citações dos fabricantes. Ao fazer avaliações econômicas para plantas novas, existentes ou futuras é
aconselhável estabelecer o verdadeiro preço de venda ou compra de todas as matérias-primas e produtos. Porque o
maior custo operacional é quase sempre o custo das matérias-primas. Logo, é fundamental obter preços realmente
atualizados.
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6.8 Fator de Utilização de uma Planta (Stream Factor)
Capítulo 6: Estimativa de Custos Operacionais (OPEX)
Os custos de fabricação e os custos associados são mais frequentemente relatados em termos de moeda/ano
(exemplo: em Us$/ano). As informações sobre um PFD são frequentemente relatadas em termos de kg ou kmol por
hora ou por segundo. Para calcular o custo anual de matérias-primas ou utilidades, a fração de tempo que a planta
está operando em um ano deve ser conhecida. Esta fração é conhecida como o fator de utilização (SF):
Os valores típicos do fator de utilização (SF) estão na faixa de 0,96 a 0,90. Mesmo as plantas mais confiáveis e bem
geridas normalmente param por duas semanas por ano para manutenção agendada, dando SF = 0,96.
Processos menos confiáveis podem exigir mais tempo de inatividade e, portanto, menores valores de SF. O fator
de utilização (SF) representa a fração de tempo que a unidade de processo está operando em capacidade de
projeto.
Ao se projetar equipamentos deve-se ter cuidado para usar o fator de utilização (SF) para um dia de operação
típico e não um dia de calendário. O exemplo a seguir ilustra o uso do fator de utilização (SF).
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