APOSTILA DESENHO TÉCNICO
98 pág.

APOSTILA DESENHO TÉCNICO


DisciplinaDesenho Técnico I12.210 materiais189.441 seguidores
Pré-visualização12 páginas
21 
Referência X (mm) Y (mm) a (mm) 
2 A0 1189 1682 15 
A0 841 1189 10 
A1 594 841 10 
A2 420 594 7 
A3 297 420 7 
A4 210 297 7 
A5 148 210 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3.1 Dobramento Das Pranchas 
 
As cópias dos projetos podem ser arquivadas dobradas, ocupando menor 
espaço e sendo mais fácil seu manejo. O formato final deve ser o A4, para 
arquivamento. 
A NBR 6492 mostra uma seqüência de dobramento, para os tamanhos-
padrão de papel. 
 
 
 
 22 
 
 
 
Efetua-se o 
dobramento a 
partir do lado 
direito em 
dobras 
verticais de 
185mm. 
 
 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.4 ESCALAS 
 
Através do Desenho Arquitetônico o arquiteto ou o desenhista gera os 
documentos necessários para as construções. Esses são reproduzidos em 
"pranchas", isto é, folhas de papel com dimensões padronizadas, por norma 
técnica, onde o espaço utilizável é delimitado por linhas chamadas de margens. 
Uma prancha "A4", por exemplo, tem 21cm de largura por 29,7cm de altura e 
espaço utilizável de 17,5 cm de largura por 27,7 cm de altura. Desta forma se 
tivermos que desenhar a planta, o corte e a fachada de uma edificação, nesta 
prancha, estes deverão estar em ESCALA. As escalas são encontradas em 
réguas próprias, chamadas de escalímetros. 
Assim, a escala é a relação que indica a proporção entre cada medida do 
desenho e a sua dimensão real no objeto. 
Um dos fatores que determina a escala de um desenho é a necessidade 
de detalhe da informação. Normalmente, na etapa de projeto executivo, quando 
elementos menores e cheios de detalhes da construção estão sendo desenhados 
para serem executados, como por exemplo as esquadrias (portas, janelas, etc), 
normalmente as desenhamos em escalas mais próximas do tamanho real (1:20 ou 
1:25). Outro fator que influencia a escolha da escala é o tamanho do projeto. 
Prédios muito longos ou grandes extensões urbanizadas em geral são 
desenhados nas escalas de 1:500 ou 1:1000. Isto visando não fragmentar o 
 
 
 24 
projeto, o que quando ocorre, dificulta às vezes a sua compreensão. A escolha da 
escala geralmente determina também o tamanho da prancha que se vai utilizar. 
Com a prática do desenho, a escolha da escala certa se torna um 
exercício extremamente simples. À medida que a produção dos desenhos 
acontece, a escolha fica cada vez mais acertada. Só uma dica: um prédio com 100 
metros de comprimento (10.000 cm) para ser desenhado na escala de 1:100, 
precisa de 1 metro (100 cm) de espaço disponível na folha de papel para ser 
desenhado. Na de 1:50 o dobro. Assim você pode determinar a prancha a ser 
utilizada. 
Por exemplo, um projeto pequeno desenhado na escala de 1:100 (ou 
1/100), talvez possa uti lizar uma prancha A4, ou A3. Um projeto nesta escala 
significa que o desenho estará 100 vezes menor que a verdadeira 
dimensão/grandeza (VG). Então, se estamos desenhando uma porta de nosso 
projeto, com 1 metro de largura (VG), ela aparecerá no desenho, em escala, com 
1 centímetro de comprimento. Se escolhermos 1:50 (ou 1/50) o desenho será 50 
vezes menor, e assim por diante. Como podemos observar, o tamanho do 
desenho produzido é inversamente proporcional ao valor da escala. Por exemplo: 
um desenho produzido na escala de 1:50 é maior do que ele na escala de 1:200. 
Escalas recomendadas: 
Escala 1:1, 1:2, 1:5 e 1:10 - Detalhamentos em geral; 
Escala 1:20 e 1:25 - Ampliações de banheiros, cozinhas ou outros 
compartimentos; 
Escala 1:50 - É a escala mais indicada e usada para desenhos de plantas, 
cortes e fachadas de projetos arquitetônicos; 
Escala 1:75 - Juntamente com a de 1:25, é utilizada apenas em desenhos 
de apresentação que não necessitem ir para a obra \u2013 maior dificuldade de 
proporção. 
Escala 1:100 - Opção para plantas, cortes e fachadas quando é inviável o 
uso de 1:50; plantas de situação e paisagismo; também para desenhos de estudos 
que não necessitem de muitos detalhes; 
Escala 1:175 - Para estudos ou desenhos que não vão para a obra; 
 
 25 
escala 1:200 e 1:250 - Para plantas, cortes e fachadas de grandes 
projetos, plantas de situação, localização, topografia, paisagismo e desenho 
urbano; 
Escala 1:500 e 1:1000 - Planta de localização, paisagismo, urbanismo e 
topografia; 
Escala 1:2000 e 1:5000 - Levantamentos aerofotogramétricos, projetos de 
urbanismo e zoneamento. 
 
 As escalas são classificadas em dois tipos: 
 
 
 
 
 
 
Escala Numérica: 
As escalas são geralmente representadas pela relação 1:N, 1-N ou N
1
, 
onde, o numerador é igual a unidade e o denominador recebe um valor N que 
indica o fator de redução. A escala 1:50, por exemplo, indica que uma parte do 
desenho representa 50 partes do objeto real, ou seja, 1 cm no desenho 
corresponde a 50 cm no tamanho real, ou ainda, 1 m no desenho representa 50 m 
no tamanho real. 
As escalas podem ser classificadas quanto à necessidade da seguinte forma: 
 
a) Escala de proporção menor ou redução: neste caso, a figura desenhada é 
menor que o objeto representado, ou seja, \u2113 < L. Este tipo de escala é a 
mais usada em desenhos arquitetônicos, topográficos, paisagísticos, etc. 
b) Escala natural: neste caso, a figura desenhada possui as mesmas 
dimensões do objeto representado, ou seja, \u2113 = L. Este tipo de escala é 
utilizado para o desenho de peças mecânicas, elétricas, eletromecânias, 
Numéricas 
Gráficas 
De redução 
De ampliação 
Escalas 
 
 26 
etc., cujas dimensões sejam facilmente representadas na escala 1:1, 
proporcionando boa visibilidade do desenho e possibilidade de reprodução. 
c) Escala de proporção maior ou ampliação: neste caso, a figura desenhada 
tem dimensões maiores do que as do objeto representado, ou seja, \u2113 > L. 
Essa escala é empregada em desenho de peças mecânicas menores, 
componentes eletrônicos, etc. 
 
As escalas surgiram da necessidade de representar um objeto em um 
desenho, ou seja, de transportar as medidas de um objeto real para o papel, 
resguardando as devidas proporções. Para solução dos problemas relacionados 
às escalas, a seguinte regra de três pode ser aplicada: 
 
 Desenho Natural 
 1 E 
 \u2113 L 
 
Desta forma, a seguinte relação pode ser definida: 
L
E
\uf06c
1
 
 
Ao se trabalhar com as escalas, três tipos de problemas podem surgir: 
 
a) Problema em que conhece-se a grandeza linear real, a escala e pede-se 
para determinar a grandeza linear gráfica. 
 
Exemplo: Qual o valor gráfico l de uma avenida com comprimento de 875 m a ser 
representada em um desenho a ser feito na escala de 1:5000? 
 
Solução: 
Desenho Natural 
 5000
8751
\uf06c 
 
 27 
1 5000 \u2113 = 0,175 m 
\u2113 = 17,5 cm \u2113 875 m 
 
b) Problema em que o valor da linha gráfica e a escala são conhecidos e, 
deseja-se determinar a dimensão da linha natural. 
 
Exemplo: Um poste é representado graficamente por uma linha de 8 cm em um 
desenho feito na escala de 1:25. Deseja-se saber, qual é a sua altura real. 
 
Solução: 
Desenho Natural 
 
L = 8 · 25 
L = 200 cm 
L = 2,0 m 1 25 
8 cm L 
 
c) Problema em que os comprimentos da linha gráfica e da linha natural são 
conhecidos e, deseja-se determinar a escala em que o desenho foi feito. 
 
Exemplo: O valor 30 mm representa o comprimento de uma rua de 600 m. Qual a 
escala em que o desenho foi feito? 
 
Solução: 
Desenho Natural 
 30
000.6001
E 
E = 20.000 
Assim, a escala utilizada é de 1:20.000. 
1 E 
30 mm 600.000 mm 
 
No exemplo acima, observa-se que tanto a dimensão
João
João fez um comentário
Para que precisa, é muito boa
1 aprovações
Carregar mais