DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES


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equivalente + perdas e danos 
- No comodato, o comodatário tem obrigação de restituir a coisa emprestada e responderá pelo dano ocorrido, ainda que derivado de caso fortuito / força maior, se antepuser a salvação de seus próprios bens, abandonando os bens emprestados (art. 583).
2) Deterioração:
2.1) Sem culpa do devedor: o credor deverá recebê-la, tal qual se ache, sem direito à indenização (art. 240). Não há direito à indenização.
2.2) Por culpa do devedor (art. 240, parte final + art. 239): o art. 240, parte final, diz que \u201cse por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239\u201d, segundo o qual: \u201co devedor responderá pelo equivalente + perdas e danos\u201d (o credor poderá exigir o equivalente ou aceitar a devolução da coisa, com perdas e danos)
1.1.3.2. MELHORAMENTOS, ACRÉSCIMOS E FRUTOS NA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR
a) Melhoramento ou acréscimo
Regra 1> Art. 241: Se, no caso do art. 238 (perda de coisa restituível sem culpa do devedor), sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização.
 Como a coisa já pertence ao credor, antes mesmo do nascimento da relação obrigacional, aumentado de valor, lucrará o credor, uma vez que para o acréscimo não concorreu o devedor. É o caso, por ex, do empréstimo de um objeto de outro. Se durante o empréstimo o ouro sofrer grande valorização, a vantagem é do credor.
Regra 2> Se a coisa sofre melhoramento ou aumento em decorrência de trabalho / dispêndio do devedor, o regime será o das benfeitorias (art. 242)
- Importa saber se o melhoramento ou acréscimo decorreu de boa ou má-fé do devedor:
 Boa-fé: (1) o devedor tem direito à restituição pelas benfeitorias necessárias e úteis; (2) quanto às benfeitorias não voluptuárias, se não for pago o respectivo valor, o devedor tem direito a levantá-las, desde que não haja detrimento para a coisa.
 Má-fé: só pode ser ressarcido pelas benfeitorias necessárias, sem direito de retenção 
Obs> O direito de retenção é um dos princípios que regem as benfeitorias. É o direito que o devedor de boa-fé tem, qual seja, o direito de deter a coisa, legitimamente, enquanto não indenizado das despesas e dos acréscimos que fez. São seus pressupostos:
1) a legítima detenção da coisa sobre a qual se pretende exercer o direito
2) a existência de um crédito por parte do detentor
3) a existência de um acréscimo do retentor 
b) Frutos
1) Devedor de boa-fé (art. 242 § único c/c 1.214): tem direito, enquanto a boa-fé durar, aos frutos percebidos (art. 1.214) Mas o art. 1.214, pu dispõe que \u201cOs frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação\u201d. A lei manda deduzir tais despesas para impedir o injusto enriquecimento.
- Art. 1.216: reprime o dolo e a má-fé
2) Devedor de má-fé (art. 1.216): \u201cO possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio\u201d.
1.1.4. EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA
Ler no Venosa (p.93)
1.2. OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTA (art. 243 a 246)
- Consiste na entrega de um objeto, indicado de forma genérica no início da relação, e que vem a ser determinado posteriormente mediante um ato de escolha, na ocasião do seu adimplemento O art. 243 dizer que \u201ca indicação da coisa será, ao menos, pelo gênero e qtd\u201d. Ex> Dar 1 ton de trigo
- A prestação é indeterminada, porém suscetível de determinação, pois seu pagamento é precedido de um ato preparatório de escolha que a individualizará, momento em que a obrigação de dar coisa incerta se transmuda numa obrigação de dar coisa certa. Além disso, a prestação não apresenta indeterminação em sentido absoluto, pois a coisa incerta será indicada ao menos pelo gênero e quantidade, como por ex, 50 sacas de feijão, 10 cães, etc.
- Obs> Dinheiro é sempre coisa incerta
- Transitoriedade: é o estado momentâneo de indeterminação da coisa (= objeto indeterminável temporariamente) A coisa nasce como obrigação de dar coisa incerta mas depois, por ex, com a escolha do credor, passa a ser certa. Ex> Dar 1 kg de trigo peneirado, integral (art. 245).
 O estado de indeterminação é transitório. Logo, para que tal obrigação de dar coisa incerta seja suscetível de cumprimento, é preciso que a coisa indeterminada se determine por meio de um ato de escolha ou de seleção de coisas constantes do gênero, para que sejam, depois, enviadas ao credor.
	Essa escolha se efetiva com um ato jurídico unilateral designado concentração, que é a individualização da coisa, que se manifesta no momento do adimplemento da obrigação.
1.2.1. ESCOLHA DA COISA 
- Especificamente neste tipo de obrigação, há um momento precedente à entrega da coisa que é o ato de escolher o que vai ser entregue (concentração) Uma vez feita a escolha, (1) de acordo com o contratado ou (2) conforme estabelece a lei, a obrigação passa a ser regida pelos princípios da obrigação de dar coisa certa.
Art. 244 (para a escolha da coisa incerta): 
1°) Incumbe às partes estabelecer a quem cabe tal escolha
- Se a escolha é do credor, será ele citado para esse fim, sob pena de perder esse direito, caso em que o devedor deverá providenciá-la (art. 342).
2°) Não havendo, a escolha é do devedor
- A qld deve ser a média do gênero, nem pior e nem melhor
- Nada impede que a escolha seja cometida a um 3°, que desempenhará as funções semelhantes às de um árbitro
- Qualquer das partes poderá, pelo art. 630 CPC, impugnar a escolha feita pela outra no período de 48 hs, contadas da manifestação do exercício de escolha; sobre essa impugnação, o juiz decidirá de plano, ou, se for necessário, ouvindo perito por ele nomeado.
1.2.2. RESPONSABILIDADE PELA PERDA OU DETERIORAÇÃO DA COISA NA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR
- A responsabilidade do devedor aqui é maior do que na obrigação de dar coisa certa Isso pq, a obrigação de coisa certa, é uma obrigação específica; se a coisa se perde sem culpa do devedor, fica resolvida a obrigação. Já a obrigação de dar coisa incerta, é genérica. Como o gênero nunca perece, antes da escolha \u201cnão poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito\u201d (art. 246) 
 O princípio é o genus nunquam perit (o gênero nunca perece)
 É a Teoria dos Riscos: se, antes da escolha da coisa incerta, ocorre algo, o devedor não pode alegar deterioração ou perda. Assim, se alguém se obriga a entregar cem sacas de farinha de trigo, continuará obrigado a tal,ainda que em seu poder não possua referidas sacas.
Obs> Existem coisas genéricas de existência restrita, como, por ex, um vinho raro, um veículo que saiu de linha de fabricação. Para essas situações que por vezes causam certa perplexidade no caso concreto, o Projeto de Lei n° 6.960/2002 acrescenta uma 2ª parte à redação do mencionado art. 246: \u201csalvo se se tratar de dívida genérica limitada e se extinguir toda espécie dentro da qual a prestação está compreendida\u201d. No caso do vinho exemplificado, desaparecida a coisa nessa situação, poderá o devedor alegar perda ou deterioração. 
	Por outro lado, se o gênero se reduz a um n° muito restrito de unidades, a obrigação deixará de ser genérica, para se tornar alternativa. É a hipótese de alguém se obrigar a entregar cavalos de determinada linhagem e quando se dá o adimplemento só existem 2 ou 3. Aliás, existem muitos pontos de contato entre as obrigações genéricas e as obrigações alternativas.
2. OBRIGAÇÃO DE FAZER (arts. 247 a 249)
- Consiste na obrigação do devedor de realizar alguma atividade, seja física ou material, seja intelectual, artística ou científica.
Ex> Contrato para pintar a casa, escrever um livro.
- Uma obrigação de fazer pode ter conteúdo essencialmente jurídico, e não se manifestar. Ex> Pessoa assume uma obrigação de praticar ato jurídico (locar um apto)
2.1. Obrigações personalíssimas (inuito persone) ou
Pâmela
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