Semiologia - 4º Bimestre
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Semiologia - 4º Bimestre


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ombro, adução das escápulas, extensão da cabeça) e esternocleidomastoideo (flexão e rotação da cabeça). 
XII \u2013 Hipoglosso: motricidade da língua.
Avaliação dos pares
IX e X: na anamnese desconfiar quando paciente apresenta dificuldade de deglutição, mobilidade do palato mole (X), voz anasalada/fanho (rinolalia) (exclusivo do X). AVE\u2019s.
Consciente: observar fala, sialorréia, reflexo faríngeo (palatino vai elevar arco), falar, cutucar úvula, se emite som com a boca aberta. Alteração: lado ruim vai ter \u201csinal da cortina de Vernet\u201d, indicando paralisia do hemipalato.
Inconsciente: reflexo do vômito, reflexo faríngeo, reflexo palatino, reflexo esternutatório (5º e 10º), estimulação calórica do tímpano.
Obs.: doença tratada com reflexo nauseoso = provoca bradicardia (manobras vagais) para quando o paciente está com taquicardia, TPSV.
XI: 
consciente: conversar, respirar (ramo interno); movimentar cabeça (trapézio) e adução escapular (esternocleidomastóideo) \u2013 (ramo externo).
Inconsciente: interno: dificuldade para respiração / entubar; Externo: estímulo álgico, movimentação espontânea, responder com movimentação da cabeça.
XII: 
consciente: fala (consoantes linguais: R, T, N, D, L...), deglutição (mastigação) - testar mobilidade da língua, movimentos centrais, musculação intrínseca, sem desvios. Paralisia E: caído para D.
Genioglosso: paralisia E (desvio para E). [lesão do XII do lado E: língua parada - desvio para a D; língua ara fora \u2013 desvio para E].
Inconsciente: observar desvio de língua. 
Exame do Sistema Locomotor
EXAME DA COLUNA VERTEBRAL_____
Introdução: a anatomia da coluna vertebral consiste em conjunto de 33 vértebras, sendo 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares e 9 sacrococcígeas. Composta também de disco intervertebral, ligamentos longitudinais e interespinhosos e a musculatura paravertebral. Tem função de equilíbrio, sustentação, movimentação e proteção da medula espinhal (porção posterior). Atua também na sustentação de peso (porção anterior).
Referências Anatômicas: as referências anatômicas a serem reconhecidas ao exame clínico são:
Pequena proeminência óssea abaixo do orifício occipital corresponde à apófise da 2ªVC;
Saliência óssea na base do pescoço, correspondente à 7ª VC;
A linha de união das espinhas da escápula corresponde com a 3ª VT;
A união do ângulo inferior das escápulas corresponde à 7ª VT;
Linha que passa sobre as cristas ilíacas indica a 4ª VL;
A linha que une as espinhas ilíacas passa a altura da 2ª VS.
Anamnese: idade(osteoporose, artrose), sexo(espondilite anquilosante, osteoporose), profissão(dona-de-casa, trabalhador braçal).
Exame Físico:
Inspeção: começa a se realizar à medida que o paciente chega para a consulta. Observa-se marcha, simetria, amplitude e movimento da coluna vertebral. Pesquisa-se, além da relação dos segmentos corporais entre si, se há presença de lesões cutâneas (manchas café com leite, por ex), abaulamentos, retrações desvios. 
A coluna vertebral apresenta quatro curvaturas fisiológicas no sentido antero-posterior. Duas delas possuem convexidade posterior e recebem o nome de cifose (dorsal e sacral) e duas possuem convexidade anterior e recebem o nome de lordose (cervical e lombar).
[Desvios ântero-posteriores: se ocorrer um aumento na convexidade posterior (cifose), é denominada hipercifose. Já o aumento da convexidade anterior (lordose) é chamado de hiperlordose. A inversão destas curvaturas normais chama-se retificação].
Em relação à postura normal:
Perfil: linha que passa no lóbulo da orelha, terço anterior do ombro, região trocantérica, centro da articulação do joelho e anterior do maléolo lateral; observar se há desvios ântero-posteriores.
Frontal: linha que passa na protuberância occipital, C7, sulco interglúteo, entre os joelhos e entre os pés, observando se há desvios frontais [desvios frontais são chamados de escoliose. Existem alguns parâmetros que devem ser avaliados para se ter um diagnóstico certo de escoliose, a saber: desnivelação dos ombros; abaixamento de um dos ângulos da escápula; análise das pregas cutâneas, o lado com desvio tem aumento na quantidade de pregas cutâneas; ângulo de talhe: formado pelo espaço entre os braços e o tronco que deve ser simétrico].
Palpação: palpar musculatura procurando contraturas e atrofias, apófises espinhosas a procura de pontos dolorosos e espaços intervertebrais.
Mobilização: 
Ativa: testa a limitação dos movimentos, funcionamento do conjunto articular.
Passiva: respeitar os limites do paciente, isolar os ossos e as articulações. Combinar sempre com a palpação e confirmar com ativa.
Ativa contra resistência: testa força.
 Propedêutica da Coluna Cervical:
Inspeção: Avalia-se a posição da cabeça em relação ao pescoço estaticamente e durante a marcha, bem como inclinações laterais provocadas por torcicolos, cervicalgias ou cervicobraquialgias.
Palpação: Realiza-se palpação da região cervical com o paciente sentado, orientado a relaxar a musculatura do pescoço e cintura escapular, colocando-se o examinador por detrás do paciente. Pesquisa-se alterações na musculatura, pontos gatilho, etc.
Mobilização:
Flexão: o alcance normal permite que o paciente encoste o queixo na face anterior do tórax;
Extensão: o movimento normal permite que o paciente olhe diretamente para o teto;
Rotação lateral D e E: permite que o queixo do paciente quase se alinhe ao ombro (sim e não);
Inclinação lateral D e E: a lateralização normal é até 45º;
Circundação: composição dos movimentos anteriores.
Manobras Especiais: 
Manobra da Descompressão: manobra que alivia o espasmo muscular pelo relaxamento da musculatura contraída e consequente alívio da dor, que pode ser originada por compressão radicular por estreitamento dos forames de conjugação. O examinador deve se colocar por detrás do paciente, o qual deve estar sentado, faz-se a tração cervical com os dedos apoiados no ângulo mandibular; é positiva se ocorrer alívio da dor.
Manobra da compressão: pode ajudar a reproduzir a dor irradiada para os membros superiores originadas na compressão radicular. A compressão deve ser realizada por um minuto, estando a coluna cervical em posição neutra, e posteriormente em inclinação lateral.
Manobra de Adson: com o estetoscópio na região supraclavicular e palpando pulso radial, pede-se ao paciente que movimente o pescoço ou que erga o braço, se houver compressão da artéria subclávia aparecerá sopro na ausculta e desaparecimento do pulso radial; indício de costela extranumerária em região cervical que comprime a artéria subclávia, processo expansivo de ápice de pulmão, ou qualquer outra alteração que cause compressão da artéria subclávia.
 Propedêutica da Coluna Torácica:
A inspeção, e palpação segue a mesma técnica na coluna cervical.
Percussão: quando paciente possui edema pulmonar pode-se usar a percussão das apófises espinhosas da coluna dorsal para saber o nível de líquido nos pulmões \u2013 Sinal de Signorelli.
Mobilização: rotação e lateralização (T12+L1)
 Propedêutica da Coluna Lombo-Sacra:
Inspeção: Avalia-se a presença de desvios das curvas fisiológicas (lombar e sacral), bem como a presença de anormalidades na coloração da pele, lipomas, presença de sinais inflamatórios superficiais.
Palpação: Com o examinador sentado, atrás do paciente em pé, palpam-se os processos espinhosos, crista ilíaca, espinha ilíaca póstero-superior e musculatura paravertebral.
Mobilização:
Não há restrição causada pelas costelas, tendo a coluna lombar o alcance de flexão e extensão que a coluna torácica não possui.
Flexão: o paciente deve curvar-se para frente o máximo possível com os joelhos retos e tentando alcançar os pés. 
Extensão: o paciente curva-se para trás o máximo que puder, podendo haver um apoio sobre a espinha ilíaca póstero-superior, realizado pelo examinador [manobra de Shober: marca um ponto em L5 e outro 10 cm acima, na flexão há aumento de 5 cm entre os dois pontos, e durante a extensão há redução de 3cm]
Inclinação lateral: o examinador fixa a crista ilíaca do paciente