Semiologia - 4º Bimestre
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Semiologia - 4º Bimestre


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(inserção d glúteo médio); Artrite reumatoide/artrose: dor na região do trocanter maior.]
Mobilização: articulação com movimentos amplos, sendo eles: flexão, extensão, adução, abdução, rotação interna e externa, translação.
[No RN a displasia do desenvolvimento do quadril é diagnosticada pela manobra de Ortolani que consiste em colocar a criança em decúbito dorsal, segurando-se os membros inferiores pelos joelhos, com os quadris flexionados em 90º e mantidos em adução. A partir desta posição faz-se a abdução. Quando existe a instabilidade, esta manobra faz com que a cabeça do fêmur se encaixe melhor no acetábulo o que se sente na mão, também chamado sinal do ressalto (Ortolani positivo). Ao se aduzir o quadril, ele desencaixará outra vez; Manobra de Patrick-Fabere: equivalente de Ortolani no adulto, paciente faz deslizamento do joelho ao calcanhar com o pé oposto e volta ao joelho.].
Joelho: é uma articulação superficial e bem informativa. É composto pela associação de três articulações: femorotibial, femoropatelar e tibiofibular proximal. As duas primeiras são mais importantes em termos de movimentação. O joelho se caracteriza por ser a conexão entre duas grandes alavancas, representadas pelo fêmur e tíbia, ficando submetido a enormes solicitações mecânicas.
Anatomia: fêmur, tíbia, fíbula, cápsula articular, ligamentos cruzado anterior e posterior, colaterais medial e lateral, meniscos e patela. Na região poplítea encontra-se a veia safena parva, artéria poplítea, e quando presente o cisto de Baker. Na região lateral/medial encontra-se o sulco lateral/medial (acesso ao menisco lateral/medial). Região anterior encontra-se a tuberosidade da tíbia e acesso aos sulcos medial e lateral.
Inspeção: procura abaulamento, retrações, alinhamento (o joelho é discretamente valgo, e as alterações são o genovaro, que corresponde ao afastamento dos epicôndilos <>; e o genovalgo, no qual há aproximação do epicôndilos >< ).
Mobilização: os movimentos da articulação do joelho são: extensão e flexão.
Manobras dos ligamentos:
Manobra da gaveta anterior e posterior: testa os ligamentos cruzados anterior e posterior [O indivíduo é mantido deitado, examinando-se, primeiro, o lado normal. Coloca-se o joelho flexionado em 90º e o pé do paciente apoiado sobre a mesa de exame. O examinador senta levemente sobre o antepé do paciente e segura firmemente a extremidade proximal da tíbia com as duas mãos, puxando-a para frente e empurrando-a para trás. Quando há lesão do ligamento cruzado anterior, a tíbia desliza anormalmente para frente e quando há lesão do posterior a tíbia desliza para trás]
Testes dos Ligamentos Colaterais: Coloca-se o indivíduo deitado de modo que o membro inferior a ser testado fique na borda da mesa de exame. Examina-se, primeiramente, o lado normal e, depois, o lesado. Segura o membro inferior e aplica-se um esforço em valgo/varo apoiando-se uma mão na face lateral/medial do joelho e, a outra, na face interna/externa da perna, próximo do tornozelo. Quando há rotura do ligamento verifica-se abertura anormal em valgo/varo do joelho que é tão maior quanto mais grave for a lesão ligamentar. Sempre se compara o lado lesado com o normal.
Teste de McMurray: usado para testar pacientes com suspeita de lesão de menisco.
Tornozelo e Pé: O pé possui um arco plantar medial que faz com que haja uma elevação na face interna da planta do pé. Quando este arco está diminuído tem-se o pé plano e, quando aumentado, o pé cavo. O arco é importante, pois auxilia na distribuição de forças do pé, sendo que, normalmente, as maiores áreas de apoio são o calcanhar, a cabeça do quinto metatarso e a cabeça do primeiro metatarso. Quando há alteração do apoio existe tendência para se formarem calosidades, de modo que o exame da superfície plantar pode dar muitas informações sobre o estado funcional do pé.
Articulação: tíbio-társica, tíbia-fíbula inferior, tarso-metatarso, metatarso-falangeana e interfalangeanas
Inspeção: alinhamento (pé valgo/pronado (aproximação dos maléolos) pé varo/supinado (afastamento dos maléolos); lesões de pele, pariníquas, unha encrava, psoríase, olho de peixe, esporão do calcâneo (processo inflamatório da fascia plantar) frieiras.
Mobilização: dorsoflexão, flexão plantar, inversão e eversão.
Exame do Intestino
Anamnese: diarreia (fezes de consistência líquida), constipação (fezes de difícil eliminação por aumentar a consistência), relacionados com resíduos alimentares, quantidade de água ingerida e o tempo depermanencia no intestino, sendo que quanto maior o tempo maior a reabsorção de água. A dor é outro parâmetro e pode diferenciar se a dor é de delgado, quando é difusa, ou de colon, quando segue, começando pelo lado direito, de baixo para cima (ascendentes), da direita para a esquerda (transverso) e de cima para baixo (descendente). [Diarreia do cólon: desidrata mais o paciente e é frequente, líquida e de urgência. E encontra-se o PUXO (contração violenta do sigmoide e reto, tendo curta duração) e TENESMO (sensação de evacuação incompleta). Essa diarreia tem relação com a alimentação, sendo que há reativação do reflexo gastrocólico; e relação com a posição, sendo que o decúbito lateral esquerdo diminui a vontade de ir ao banheiro; Diarreia de delgado: mais consistente, volumosa, pequeno número de evacuações, com restos alimentares não digeridos, esteatorreia, não possuem relação com nova alimentação]. [tumores de cólon ascendente são do tipo vegetante de luz, dando diarreia; já os de cólon descendente são do tipo infiltrativo estenosante o que causa constipação e o paciente elimina fezes líquidas com fragmentos de fezes sólida, a chamada falsa diarreia de Mathieu].
Exame Físico:
Inspeção: na estática, observam-se abaulamentos, retrações, distensões, emagrecimento; na dinâmica observar o peristaltismo na parede, que é mais fácil de observar se o paiente Fo mais magro, tendo paredes finas ou quando a parede intestinal está hipertrofiada.
Ausculta: movimentos peristálticos, auscultando os ruídos hidroaéreos. Os ruídos podem estar: (1) ausentes: quando não há movimentação, encontra-se em situações de dor ou redução de potássio; (2) diminuídos: ocorre no período entre as refeições; (3) normal: após as refeições; (4) aumentado: doenças que estimulam o peristaltismo como as GECAs.
Percussão: o normal é timpânico, está diminuído depois de uma hérnia, quando aumenta o conteúdo intestinal; está aumentado, no pneumoperitonio, no meteorismo, antes de uma hérnia.
Palpação: Percepção das características propedêuticas, que são: forma, volume, sensibilidade, superfície, consistência, localização, temperatura, borbulhamento. 
Sigmoide: é cilíndrico, tem parede fina, não é doloroso e é fixo. A palpação é realizada através da manobra de Mathieu-Cardarelli, entre o umbigo e a espinha ilíaca anterossuperior do lado esquerdo. O examinador deve afastar o reto abdominal com os dedos e puxar em o sigmoide em direção ao osso ilíaco, sentindo assim, a víscera escapando ao atingir o osso. 
Ceco: Mesma manobra de palpação do sigmoide, porém do lado direito do corpo. Palpação mais difícil, pois não é fixo e não tem conteúdo sólido.
Cólon ascendente: Usar a mão esquerda de apoio entre a borda ilíaca e a ultima costela (região dorsal) do lado direito. Com a mão direita, fazer a palpação arrastando o cólon ascendente até a parede abdominal. 
Cólon descendente: Mesma manobra da palpação do cólon descendente, porém, do lado oposto.
Cólon transverso / estômago: Colocar as mãos (Mathieu-Cardarelli) o mais alto que couber entre as costelas e, na expiração do paciente, afundá-las até sentir a pulsação da aorta. Quando sentir, abaixar as mãos na direção pélvica. Caso não encontre o cólon, com a mão esquerda, faça uma \u201cprega\u201d com a pele e mantenha esta mão no local levando a mão direita ao seu encontro. Repetir a prega até conseguir palpar o cólon ou estômago.
Manobras:
- Em pacientes idosos, o posicionamento do intestino não é igual em crianças e adolescentes, logo, na palpação, o ceco pode ser confundido com o transverso