Semiologia - 4º Bimestre
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Semiologia - 4º Bimestre


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e silêncio e pode ter como causas: infecções, obstruções (dor intermitente), perfuração e isquemia (dor contínua), sendo resolvidos com cirurgia de urgência. [existe casos de abdome agudo não cirúrgico, são eles: infarto agudo do miocárdio, pneumonia, cólica nefrítica, diabetes descompensada, radiculites, herpes, pancreatite aguda, pielonefrite]
Anamnese: todos os abdomens agudos podem levar ao infeccioso. Isquêmico: geralmente paciente idoso, dificuldade de alimentação por dor. 
 Exame Físico: facie de dor, rapidamente estado geral piora, evolução rápida, protege abdômen com mãos, deita em posição parecida com fetal.
IE: rigidez leva à escavação, retos bem desenhados (abdome volumoso pode indicar perfuração, com manifestações de irritação), hiperemia, alteração de pelos, como a doença é difusa não há alteração do umbigo, circulação sem alteração, diminuição da movimentação do paciente.
ID: mudança no padrão respiratório, aumento da visibilidade dos batimentos epigástricos (exceto no volumoso); peristaltismo some pela doença e vê menos pela contração. Manobras: Valsalva, movimentação ativa, tosse, Carnett, Smith-Bates, distensão e retração; essas manobras incomodam inicialmente no local da lesão, depois em todo o abdome, ajuda a ver a evolução da doença.
Ausculta: silêncio abd; 
Fase de contração: batimentos cardíacos na fossa ilíaca (mais na E) -> rigidez abdominal transmite melhor.
Percussão: menos timpânico que o habtual 
Obs. Sinal de Jobert: macicez hepática diminuída por gás livre na cavidade.
Palpação: evita falar, resistência do paciente, por defesa. Temperatura aumentada em todo abdome. Comparar com tórax e coxas. Tensão: resistente, aumentada (no caso de perfuração: pelos gases).
Peritonite bacteriana: quanto mais baixo a perfuração, mais bacteriana. Mais alto, mais química. 
- Reflexos diminuídos ou até ausentes.
- Pontos dolorosos: manobra da descompressão brusca e dolorosa. Sugestivo de infecção abd. 
- Pontos fracos da parede: ex. entrada de alça intestinal.
Exames complementares: 
Hemograma: leucocitose, leucopenia com desvio a E, anemia se houver perda de sangue.
Urina I: pielonefrite, obstrução da bexiga; cristais e sangue -> cólica nefrótica.
Glicemia de jejum: diabético? Risco cirúrgico.
Função renal: ureia e creatinina. 
Ionograma: Na, Cl, K => equilíbrio do paciente. 
US: parede espessada, níveis hidroaéreos, trânsito intestinal e gases.
RX em pé ou deitado;
TC
Nariz e Seios Paranasais
Anatomia:
- Raiz do canino: relaciona-se com o assoalho do seio maxilar. 
- Mucosa nasal: reveste os seios da face.
- Concha nasal inferior \u2013 abertura do conduto lacrimal.
- Concha nasal média \u2013 abertura dos seios maxilar e frontal.
- Concha nasal superior \u2013 abertura dos seios etmoidal e esfenoidal.
- Seio frontal: 	só se desenvolve a partir dos sete anos de idade, logo, é difícil ter sinusite até essa idade. Não é incomum encontrar entre os pacientes, agenesia de seios de face (bilateral ou unilateral). Tem relação com a borda interna da órbita (sobrancelhas).
Inspeção:
Rinoscopia anterior: veem-se os cornetos nasais, seus meatos, septo nasal, assoalho da fossa nasal e fenda olfativa. Inicialmente faz-se inspeção simples da pirâmide nasal, narinas e vestíbulo. O nariz do paciente deve estar na altura dos olhos do médico, para facilitar a observação. O melhor espéculo é aquele de maior diâmetro e menor tamanho. 
Desvio de septo
Corpo estranho
Hipertrofia dos cornetos
Exsudato
Pólipos
Neoplasias 
Rinoscopia posterior: exame da rinofaringe, através de um espelho introduzido pela cavidade bucal. Vê- se a cabeça do corneto inferior e mais raramente o corneto médio. Deve-se usar: anestesia tópica e abaixador de língua. O examinador afasta a língua do palato e instrui o paciente para respirar, pausadamente, pelo nariz, provocando assim, um afastamento do palato mole da parede posterior da rinofaringe.
Rinite alérgica: o edema do corneto é tamanho que comprime os vasos e dá coloração pálida aos cornetos.
Pólipo nasal: tumor benigno.
Exsudato
Degeneração da cauda dos cornetos
Vegetações adenoides
Neoplasias
- Região de Kisselbach: região circular mais avermelhada, localizada anterior e inferiormente no septo nasal. Contém grande quantidade de vasos e de anastomoses, exposição a traumas e irritação.
 	* Epistaxe: a maioria é de vasos anteriores (pouco sangue). Nos vasos posteriores há maior perda de sangue; na crise hipertensiva, ocorre o rompimento de vasos maiores. Há pessoas com maior tendência por fragilidade da parede do vaso em clima seco. 
Percussão dos seios:
 - Neste caso, é utilizada mais para a procura de pontos dolorosos (trepidação do osso para desencadear a dor).
- Com um dedo, pressionar a área do seio causando grande dor e peso no caso de sinusite (o assoalho do crânio possui paredes muito finas e infecções ali são muito fortes). Ex: seio maxilar: pressão exercida no canino de baixo para cima.
Palpação:
- Seio frontal: apoiar uma mão na região posterior da cabeça e encaixar o outro polegar na região da \u201cchanfradura da órbita\u201d, pressionando-o contra a área do seio frontal
- Seio maxilar: encaixar o polegar na região da raiz do canino e pressioná-lo contra a área do seio maxilar
- Nariz: palpar a região anterior (cartilagem)
Análise da ventilação nasal:
- Colocar um espelho horizontalmente sob a fossa nasal do paciente e pedir para ele expirar. Após expiração, analisar a quantidade de ar liberada, medindo-se o tamanho da área condensada no espelho.
Observações:
- Septo nasal: pode ser muito lesado/destruído pelo uso de cocaína e pela leishmaniose.
- Fístula do palato com fossa nasal: passagem de conteúdo da boca para nariz e vice-versa (percebe-se no RN com saída de leite pelo nariz).
- Hiposmia e anosmia.
Orelhas
Anatomia e fisiologia: Começa pelo conduto externo e com o otoscópio enxerga-se a orelha externa parte da orelha média através da membrana timpânica que é semitransparente. 
- Condução aérea (transmissão orelha externa martelo estribo bigorna cóclea) é melhor que a condução óssea em tempo e qualidade. - Condução nervosa (óssea): cóclea (órgão de Corti) para o lobo temporal.
Inspeção:
- Inspeção não-armada: analisar pavilhão auditivo e meato acústico.
- Observa-se a presença de: otalgia, prurido, infecção, eczema de contato, abscesso, otorréia (diferentes tipos de secreção: claro, purulento, sanguinolento, líquor - fratura da base do crânio), corpos estranhos, rubor, edema cutâneo, cerúmen (variando da cor amarelo-escamoso ao marrom viscoso) e disacusia (hiper, hipo e acusia).
Palpação:
- Linfonodos: gânglios retro e infra-auricular estão aumentados em caso de otite.
- Pontos dolorosos: ouvido ou mastóideo.
OTITE:_____ 
Anamnese: otalgia, otorréia, febre e infartamento ganglionar.
- Na otite externa, pele do canal espessada, vermelha e pruriginosa, há dor durante a realização das seguintes manobras:
	1. Deslocar o pavilhão auditivo para trás e para fora (manobra usada também para a retificação do conduto).
	2. Comprimir o trago contra o pavilhão auditivo.
- Na otite média há dor na compressão do processo mastóideo, desaparecimento do cone de luz, membrana hiperemiada, níveis de líquido no ouvido médio.
- Na otite interna é comum a labirintite (acompanhada ou não de náuseas e vômito).
Exame pelo Otoscópio:
- Elementos visíveis: pele (rosada), glândulas (acúmulo de cerúmen), pêlos na entrada do conduto (movimentam-se para dentro e para fora), conduto auditivo, membrana timpânica (sombra do cabo do martelo + orelha média), cone de luz (abaixo da sombra do cabo do martelo \u2192 corresponde ao reflexo da luz do otoscópio; parte mais tensa da membrana timpânica).
- Alterações: exocitose (crescimentos ósseos exagerados não-malignos, que podem dificultar a visualização do tímpano), corpo estranho (insetos \u2192 pingar xilocaína ou óleo para remoção), rolha ceruminosa, perfuração da membrana timpânica, timpanosclerose, furunculose, otomicose, otite traumática, otite aguda, otite cerosa.
Testes:
- Os testes