Semiologia - 2º bimestre
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Semiologia - 2º bimestre


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em um hemitórax apenas.
Inspeção Dinâmica: observam-se os movimentos torácicos
Frequência respiratória: observar a quantidade de incursões por minuto: normal de 15 a 20 e paciente é dito eupneico. Se maior, o paciente é taquipneico, e se menor, bradipneico.
Expansibilidade: avaliada observando a expansão da caixa torácica com a entrada de ar;
Ritmo Respiratória: observar ritmo respiratório do paciente. Geralmente o tempo de inspiração é maior que o de expiração, apresentando um pequeno intervalo entre eles. [ritmos anormais: Cheyne-Stokes (causado devido algum distúrbio no centro respiratório, havendo a necessidade de aumentar a concentração de CO2 no sangue para que haja ativação do centro deficiente - APNEIA... INSPIRAÇÕES COM AUMENTO DE PROFUNDIDADE... APNEIA); Kusmaul (ocasionada devido acidose metabólica que aumenta a concentração de H+ no plasma e faz com que o corpo respire mais para eliminar esses íons eliminando CO2 \u2013 Alcalose metabólica. apneia... inspiração... apneia... expiração... apneia), Cantani (idem Kusmaul \u2013 respiração rápida sem apneia); Biot (é totalmente sem ritmo, mesma causa da de Cheyne-Stokes); Suspirosa]
Tipo Respiratório: se é abdominal, ou torácico, com ou sem predominância de um ou de outro [nas mulheres a respiração predominante é a torácica, já nos homens, a abdominal].
Tiragem: em algumas patologias, como obstrução brônquica, o parênquima correspondente à área lesada entra em colapso e a pressão negativa naquela área torna-se ainda maior, provocando, assim, a retração dos espaços intercostais. Estas áreas caracterizam a impossibilidade do pulmão acompanhar o movimento expansivo da caixa torácica. 
Amplitude: pode ser normal, em Hiperpneia (respiração profunda com utilização da musculatura acessória) ou em hipopneia.
Fenômeno de Litten: fenômeno fisiológico, no qual se observa a sombra formada pelo movimento do diafragma durante os movimentos respiratórios.
PALPAÇÃO DE TÓRAX_____
Introdução: é um método semiológico que se utiliza do tato complementando a inspeção. Pode ser feito com uma ou ambas as mãos. Paciente pode estar em qualquer posição. Tem como objetivo a sondagem das partes moles, ósseas, parede torácica, tecido subcutâneo, entre outros. O exame deve ser simétrico e comparativo. Em ARCOS. Deve-se procurar alterações de pele, subcutâneo, óssea, áreas dolorosas (tietze), musculatura.
Sensibilidade da Parede Torácica: testando a sensibilidade realizando estímulos táteis e dolorosos no paciente. A sensibilidade superficial e profunda, a dor provocada e espontânea ou qualquer outra manifestação dolorosa relatada pelo paciente devem ser avaliadas pela palpação. Está alterada por comprometimento da pleura parietal e a dor é localizada nos espaços intercostais, sendo que esses pontos dolorosos são chamados de PONTOS DE VALLEIX e estão localizados nas linhas paravertebrais, axilares média e paraesternal.
Tonicidade Muscular: avaliar o comportamento da musculatura torácica, tanto ventral quanto dorsal. Procurar contraturas e atrofias da musculatura. Em geral, ocorre em processos que exista o reflexo víscero-motor (afecções pleurais e pulmonares dolorosas). SINAL DE RAMOND
Elasticidade Torácica: é pesquisada com a manobra de Lesègue (o examinador se posiciona obliquamente ou lateralmente ao corpo do paciente e executa compressão forte da caixa torácica em direção anteroposterior de cima para baixo). Existe, pois a caixa torácica e os pulmões possuem uma complacência que respondem à compressão. [é maior nas crianças que nos adultos que é maior que nos idosos, e no ápice é maior que na base. Está diminuída unilateralmente em grandes derrames condensações, atelectasias; e bilateralmente nos enfisematosos e nos idosos].
Expansibilidade: permite perceber as alterações da expansibilidade no decorrer dos movimentos respiratórios. Realiza-se com as duas mãos. É mais nítida nos homens que nas mulheres. 
Método: 
Ápice: localiza C7 colocando o polegar de ambas as mãos sobre a apófise espinhosa, a palma da mão fica espalmada na região supra-escapular e os dedos na região supra-clavicular e pede ao paciente para encher o peito de ar.
Inferior e média: polegares na linha espondileia e dedos voltados para a mesma.
Anteriormente: ver mais a anteriorização da caixa torácica, com as mãos espalmadas sobre o tórax.
[Sinal de Ruault: Assimetria de amplitude observada nos ápices quando verificada a expansibilidade pulmonar pela manobra de Ruault (método de palpação do ápice), representa uma diminuição da expansibilidade de um dos lados pulmonares].
Frêmitos: é toda vibração palpável percebida no tórax.
Tóraco-vocal: vibração transmitida à parede torácica oriunda de vibrações das cordas vocais, dependendo da integridade das mesmas. São facilitados por meios homogêneos (condensações \u2013 pneumonia e infarto), e dificultada pelos heterogêneos (derrames pleurais, rolha de muco...). A pesquisa deve ser feita de cima para baixo de forma simétrica e comparativa, pedindo sempre ao paciente para dizer algo, como o número \u201c33\u201d. É mais evidente no hemitórax direito devido à conformação do brônquio D que é mais espesso que o E. O frêmito nos homens é mais intenso que nas mulheres, pois a vibração da corda vocal tem propriedades parecidas com as do pulmão.
[no enfisema o frêmito estará difusamente diminuído. Quando houver alguma alteração que reduza o frêmito associada a uma pneumonia, diminui o frêmito produzido pela pneumonia. Como p.ex. Paciente com pneumonia e derrame pleural; o derrame ira diminuir, ou até abolir o frêmito que deveria estar aumentado devido à pneumonia].
Frêmito Pleural e Brônquico: o 1º é equivalente táctil do ruído provocado pelas superfícies rugosas dos folhetos pleurais; já o 2º é equivalente táctil dos roncos e estertores. É natural patológico de algum distúrbio respiratório, percebido sem que o paciente diga algo. Dependem, respectivamente, de alterações pleurais e obstruções brônquicas.
Enfisema Subcutâneo: é um infiltrado de ar no subcutâneo, sentido como uma sensação de crepitação (esponja com sabão), ocorrendo por perfuração da pleura parietal. È mais comum nas regiões superiores. É encontrado pelo dedilhamento do tórax.
Exame de Abdome
ANATOMIA DE REFERÊNCIA_____
Limites Anteriores:
Superior: Junção das duas articulações das X costelas + linha do rebordo costal;
Lateral: linha axilar média ou linha lateral do abdome;
Inferior: linha das cristas ilíacas e sínfise púbica 
Limites Posteriores: [coincide com a região das vértebras lombares]
Superior: prolongamento horizontal das X costelas;
Lateral: Linha axilar média;
Inferior: crista ilíaca + sacro
Regiões Anteriores: [a utilização de cada região, varia de acordo com o local e tamanho da lesão a ser descrita].
Linha Mediana: divide o abdome em duas partes iguais (Hemiabdome D e E)
Linha Horizontal Passando pelo Umbigo: divide o abdome em superior e inferior;
Linha Mediana + Linha Horizontal que Passa pelo Umbigo: divide em 4 quadrantes: Superiores D e E, e inferiores D e E;
Linha na altura da VI costela + Linha horizontal que passa pela X costela + linha biespinha + linhas hemiclaviculares com prolongamento: divide em 9 quadrantes: hipocôndrios D e E; Flancos D e E; Fossas Ilíacas D e E; Epigástrio; mesogástrio; hipogástrio.
Regiões Posteriores:
Linha Espondileia: 2 abdomes: regiões posteriores D e E
Linha Espondileia + Linha Média: 4 regiões: Regiões posteriores Direita Interna e Externa, Regiões Posteriores Esquerda Interna e externa.
[o aumento do fígado, quando agudo, faz com que o paciente apresente dor, quando crônico é percebido pela palpação e paciente não refere dor. Além disso, o crescimento hepático leva a compressão do estômago o que reduz o enchimento, referido como se \u201cnão conseguisse comer mais como antes\u201d. Já o aumento do baço, é percebido pela alteração do som timpânico característico da região (espaço de traube) que estará mais maciço].
[A Bexiga cheia ocupa a parte inferior do abdome e na inspeção, quando a parede permite, vê-se um abaulamento; à palpação,