Semiologia - 3º Bimestre
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Semiologia - 3º Bimestre


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do colágeno e do sistema nervoso, em afecções hematológicas, traumatismos neurovasculares entre outros.
Em longo prazo, pode levar à necrose.
1ª fase - palidez (\u2193 fluxo) por vasoespasmo. 
2ª fase - espasmo dos capilares venosos e vênulas, determinando estase sanguínea e cianose \u2192 acúmulo de Hb reduzida.
3ª fase - vasodilatação compensatória que torna a pele ruborizada - eritrose.
Alterações tróficas: atrofia da pele (pele delgada, brilhante e lisa), diminuição do tecido subcutâneo, queda de pêlos, alterações ungueais (atrofia, unhas esbranquiçadas ou com hiperqueratose), calosidades, úlceras (mais lateral), lesões bolhosas (oclusões arteriais agudas), gangrena (úmida e seca).
Edema.
Exame físico:
Inspeção: em pé e em decúbito; procurar alterações da coloração da pele, assimetria de membros e grupos musculares, alterações ungueais, ulcerações.
Palpação: analisar a temperatura da pele, elasticidade, umidade, presença de tumoração, frêmitos, pulsação das artérias e endurecimento de suas paredes.
Pulsos palpáveis (artérias) \u2013 temporal superficial, carótida comum, subclávia, axilar, braquial, ulnar, radial, aorta abdominal, femoral comum, poplítea, tibial e pediosa.
Frêmitos: sensação tátil de vibrações produzidas pela turbulência do sangue ao passar por uma estenose/dilatação/obstrução (equivale ao sopro na ausculta). Pode ser sistólico (estenoses e aneurismas) ou contínuo (fístulas AV). Pode existir principalmente na carótida.
- Ausculta: deve ser feita no trajeto de todas as artérias tronculares do corpo, com o objetivo de detectar sopros.
Exame de Cabeça e Pescoço
EXAME GERAL DA CABEÇA_____
Introdução: os métodos semiológicos utilizados são a inspeção, na qual se deve observar tamanho, forma e contornos; e palpação. O exame da cabeça é dividido em face e crânio, sendo que neste há associação da palpação e inspeção devido ao cabelo.
Exame do Crânio: 
Tipos de Crânio: dolicocéfalo (longilíneos), mediocéfalos (mediolíneos) e braquicéfalos (brevilíneos).
Alterações do Crânio: microcefalia (a face continua com dimensões normais), macrocefalia e acrocefalia/torrencefalia.
Exame da Face: traça uma linha imaginária no plano mediano da face e compara as duas hemifaces para ver se há simetria.
EXAME GERAL DO PESCOÇO_____
Coluna cervical: certa lordose, bico de papagaio, calcificação de disco, hérnia de disco (compressão que acarreta dor no pescoço com ou sem irradiação para a escápula e braços, indo até os dedos anelar e mínimo).
[Manobra da Compressão: o examinador posiciona-se em frente ao paciente e comprime a cabeça em direção para baixo, forçando a articulação atlantoccipital, e pede-se ao paciente que movimente a cabeça, tal movimento deve ser acompanhado pelo examinador. Manobra de Descompressão: o examinador posiciona-se atrás do paciente e colocando o polegar no processo mastoide e os dedos indicadores e médios no ângulo da mandíbula, e movimenta-se a cabeça em direção para cima, descomprimindo a articulação atlantoccipital].
Os principais músculos do pescoço são: esternocleidomastoide (movimento de \u201csim\u201d e \u201cnão\u201d), escaleno (lateralização da cabeça) e trapézio (elevação do ombro e escápula).
Os vasos que passa no pescoço são: carótidas, jugulares
[Manobra de Adson: ausculta do pulso arterial subclávio comparando com o pulso radial, indica compressão da artéria subclávia, sendo possíveis causas: músculo escaleno anterior, costela cervical, apófise transversa longa da 7ªVC. Ao pedir para o paciente que movimente a cabeça para cima, o pulso radial aumenta, e quando volta ao normal, o pulso reduz novamente].
Traqueia: observar desvio de traqueia.
Tireoide:
Sinal de Pemberton: Bócio mergulhante (o bócio mergulha para o interior do mediastino. Para diagnóstico, pede ao paciente que erga o braço e fazer inspiração profunda, com isso o bócio vai comprimir os vasos e como resposta a face e a jugular ficam túrgidas).
Nariz e Seios Paranasais
Anatomia:
- Raiz do canino: relaciona-se com o assoalho do seio maxilar. 
- Mucosa nasal: reveste os seios da face.
- Concha nasal inferior \u2013 abertura do conduto lacrimal.
- Concha nasal média \u2013 abertura dos seios maxilar e frontal.
- Concha nasal superior \u2013 abertura dos seios etmoidal e esfenoidal.
- Seio frontal: 	só se desenvolve a partir dos sete anos de idade, logo, é difícil ter sinusite até essa idade. Não é incomum encontrar entre os pacientes, agenesia de seios de face (bilateral ou unilateral). Tem relação com a borda interna da órbita (sobrancelhas).
Inspeção:
Rinoscopia anterior: veem-se os cornetos nasais, seus meatos, septo nasal, assoalho da fossa nasal e fenda olfativa. Inicialmente faz-se inspeção simples da pirâmide nasal, narinas e vestíbulo. O nariz do paciente deve estar na altura dos olhos do médico, para facilitar a observação. O melhor espéculo é aquele de maior diâmetro e menor tamanho. 
Desvio de septo
Corpo estranho
Hipertrofia dos cornetos
Exsudato
Pólipos
Neoplasias
Rinoscopia posterior: exame da rinofaringe, através de um espelho introduzido pela cavidade bucal. Vê- se a cabeça do corneto inferior e mais raramente o corneto médio. Deve-se usar: anestesia tópica e abaixador de língua. O examinador afasta a língua do palato e instrui o paciente para respirar, pausadamente, pelo nariz, provocando assim, um afastamento do palato mole da parede posterior da rinofaringe.
Rinite alérgica: o edema do corneto é tamanho que comprime os vasos e dá coloração pálida aos cornetos.
Pólipo nasal: tumor benigno.
Exsudato
Degeneração da cauda dos cornetos
Vegetações adenoides
Neoplasias
- Região de Kisselbach: região circular mais avermelhada, localizada anterior e inferiormente no septo nasal. Contém grande quantidade de vasos e de anastomoses, exposição a traumas e irritação.
 	* Epistaxe: a maioria é de vasos anteriores (pouco sangue). Nos vasos posteriores há maior perda de sangue; na crise hipertensiva, ocorre o rompimento de vasos maiores. Há pessoas com maior tendência por fragilidade da parede do vaso em clima seco. 
Percussão dos seios:
 - Neste caso, é utilizada mais para a procura de pontos dolorosos (trepidação do osso para desencadear a dor).
- Com um dedo, pressionar a área do seio causando grande dor e peso no caso de sinusite (o assoalho do crânio possui paredes muito finas e infecções ali são muito fortes). Ex: seio maxilar: pressão exercida no canino de baixo para cima.
Palpação:
- Seio frontal: apoiar uma mão na região posterior da cabeça e encaixar o outro polegar na região do \u201ccajado da aorta\u201d, pressionando-o contra a área do seio frontal
- Seio maxilar: encaixar o polegar na região da raiz do canino e pressioná-lo contra a área do seio maxilar
- Nariz: palpar a região anterior (cartilagem)
Análise da ventilação nasal:
- Colocar um espelho horizontalmente sob a fossa nasal do paciente e pedir para ele expirar. Após expiração, analisar a quantidade de ar liberada, medindo-se o tamanho da área condensada no espelho.
Observações:
- Septo nasal: pode ser muito lesado/destruído pelo uso de cocaína e pela leishmaniose.
- Fístula do palato com fossa nasal: passagem de conteúdo da boca para nariz e vice-versa (percebe-se no RN com saída de leite pelo nariz).
- Hiposmia e anosmia.
Orelhas
Anatomia e fisiologia: Começa pelo conduto externo e com o otoscópio enxerga-se a orelha externa parte da orelha média através da membrana timpânica que é semitransparente. 
- Condução aérea (transmissão orelha externa martelo estribo bigorna cóclea) é melhor que a condução óssea em tempo e qualidade. - Condução nervosa (óssea): cóclea (órgão de Corti) para o lobo temporal.
Inspeção:
- Inspeção não-armada: analisar pavilhão auditivo e meato acústico.
- Observa-se a presença de: otalgia, prurido, infecção, eczema de contato, abscesso, otorréia (diferentes tipos de secreção: claro, purulento, sanguinolento, líquor - fratura da base do crânio), corpos estranhos, rubor, edema cutâneo, cerúmen (variando da cor amarelo-escamoso ao marrom viscoso) e disacusia (hiper, hipo e acusia).
Tatiana
Tatiana fez um comentário
oi, voce consegue me enviar por email? por favor!
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