DIREITO  FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 07 .1
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DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 07 .1


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podem perdurar por 5 anos depois da celebração da paz (art. 76 do CTN).
o	Podem ser instituídos por lei ordinária ou MP.
o	Não se submetem ao princípio da anterioridade simples e nonagesimal.
\uf0b7	Competência residual \u2013 regras gerais:
o	Pode ser utilizada a qualquer tempo.
o	Exige lei complementar.
o	Exige não-cumulatividade
o	Exige inovação do fato gerador e base de cálculo (segundo o STF, só existe dentro da própria espécie tributária. Ex.: uma contribuição só pode ser criada se o seu fato gerador e a sua base de cálculo forem diferentes daqueles definidos para as contribuições já criadas)
o	São permanentes (não há exigência de natureza temporária)
o	Submetem-se ao princípio da anterioridade e à noventena.
\uf0b7	Entende-se que, em matéria de taxas, a competência residual pertence aos Estados, haja vista sua competência residual político-administrativa.
7.5 Limitações da competência
Várias das limitações já foram tratadas na parte dos princípios (ver ponto 06 \u2013 \u201climitações constitucionais ao poder de tributar):
1. Princípio da Legalidade Tributária
2. Princípio da Anterioridade da Lei Tributária
3. Princípio da Igualdade Jurídica Tributária
4. Princípio da Tributação Segundo a Capacidade Contributiva
5. Princípio da Indelegabilidade da Competência Tributária
6. Princípio da Vedação ao Efeito Confiscatório
7. Princípio da Liberdade de Tráfego
8. Princípio da Uniformidade Geográfica
9. Princípio da Não-Discriminação Tributária em Razão da Origem ou Destino dos Bens
Enfim, ao exercer sua competência o ente da Federação tem como limites todos os princípios acima. Além desses, há as limitações das imunidades, que serão vistas à frente.
7.6. Princípios da Legalidade e da Tipicidade. Princípio da anualidade. Proibição de tributos interlocais.
a)	Princípio da legalidade: a criação e majoração de tributos só pode ser feita por lei. Exceção para a majoração de alíquotas: II, IE, IOF, IPI (alíquotas fixadas por decreto, dentro dos limites fixados em lei), CIDE-combustíveis (o Poder Executivo pode reduzir e restabelecer as alíquotas - art. 177, § 4º, I, b, CF) e ICMS monofásico sobre combustíveis (alíquotas fixadas por convênio celebrado entre Estados e DF \u2013 CONFAZ - art. 155, § 4º, IV, CF) Não há mais ressalva para a CPMF, cuja alíquota, fixada diretamente pela CF, podia ser alterada pelo Executivo.
o	A EC 32/2001 veio constitucionalizar a medida provisória como meio adequado para criar ou aumentar tributo. No entanto, antes mesmo da EC, o STF entendia ser a MP veículo normativo hábil a criar ou majorar tributos.
o	O princípio restringe-se aos elementos do tributo previstos no art. 97 do CTN (fato gerador, base de cálculo, alíquotas, sujeitos, penalidades, disciplina relativa ao crédito tributário e à obrigação tributária), salvo exceções constitucionais acima mencionadas.
o	Segundo o STF, não estão sujeitas à reserva legal as seguintes matérias: a) obrigações acessórias; b) prazos para pagamento de tributos; c) correção monetária da base de cálculo.
o	Alguns tributos devem ser instituídos por lei complementar: imposto sobre grandes fortunas, empréstimos compulsórios, impostos residuais da União e contribuições sociais residuais da União.
- Legalidade e delegação legislativa: nada impede a utilização de lei delegada em matéria tributária. Contudo, a grande liberdade na edição de medidas provisórias acaba inutilizando o instrumento.
Legalidade e regulamentos: STF: \u201cos decretos regulamentadores, ao tratarem da atividade econômica preponderante e do grau de risco acidentário, delimitaram conceitos necessários à aplicação concreta da Lei 8.212/91, não exorbitando o poder regulamentar conferido pela norma ... (STF, RE 343.446-2/SC, j. 20.3.2003). Assim é possível que o legislador atribua ao regulamento a incumbência de complementar conceitos jurídicos indeterminados, sem que com isto se fira o princípio da legalidade.
b)	Princípio da tipicidade: a tipicidade tributaria é análoga à penal e significa que o tributo somente será devido se o fato concreto se enquadrar na previsão da lei tributaria, assim como o fato criminoso tem que se enquadrar na lei penal. A doutrina tem afirmado categoricamente que a reserva incondicionada de lei formal na definição in abstrato dos elementos necessários à tributação é condição sine qua non para a exigibilidade de um tributo. Isto viabiliza a identificação de quem vem a ser o sujeito obrigado ao pagamento do tributo, qual o seu valor devido, e principalmente, se o sujeito praticou, in concreto, o fato previsto, in abstrato, na norma. Pode ser considerado um detalhamento do princípio da legalidade previsto no art. 97 do CTN, significando que todos os elementos do tributo devem estar previstos em lei.
c)	Princípio da anualidade: se refere à necessidade de estar o tributo previsto no orçamento para que sua cobrança seja possível, ou seja, para que o tributo seja exigido no ano seguinte tem que ter sido incluído no orçamento como receita. Entretanto, esta limitação temporal que existia na CR/46 não existe mais. Isso significa que mesmo que o tributo não esteja previsto no orçamento, ele poderá ser exigido.
d)	Princípio da proibição de tributos interlocais ou liberdade de tráfego (art. 150, V, CF): O trânsito de pessoas e mercadorias não pode ser restringido por meio da imposição de tributos. 
A regra possui exceções: a) ICMS interestadual; b) pedágio.
A ressalva feita ao pedágio no dispositivo constitucional parece indicar que, para o constituinte, o pedágio se afigura como tributo. O STF entende que o pedágio-tributo tem natureza de taxa de serviço (RE 181.475-6). Entretanto, é cediço que o pedágio tem sido cobrado por particulares em regime de concessão, permissão ou autorização. Nestes casos, terá natureza de tarifa ou preço público.
7.7 Imunidade e isenção
A imunidade é uma limitação constitucional ao poder de tributar, é uma limitação da competência legislativa. Já a isenção é a dispensa legal do pagamento do tributo, por limitação de um dos critérios da hipótese de incidência. Ou, como mais comumente se diz: é a dispensa de recolhimento de tributo que o Estado concede a determinadas pessoas e em determinadas situações, através de leis infraconstitucionais. A norma isentiva constitui norma de estrutura, de modo que alterará a matriz de incidência tributária (PAULO DE BARROS CARVALHO). A competência para isentar é consequência lógica da competência para tributar (Sainz de Bujanda e José Souto Maior Borges)
	Imunidade
	Isenção
	* prevista na Constituição Federal
* é vedação ao poder de legislar sobre o tributo em determinados casos e em relação a determinadas pessoas
* é ausência de competência
	* prevista nas leis de cada ente da Federação
* é a dispensa legal do pagamento do tributo
* é causa de exclusão do crédito tributário
\uf0b7	O CTN enumera a isenção ao lado da anistia, como formas de exclusão do crédito tributário. Excluir o crédito tributário significa impedir a sua constituição. Ou seja, não obstante a ocorrência do fato gerador e o consequente nascimento da obrigação tributária, não pode haver lançamento. O STF perfilha a literalidade do CTN, entendendo que há a incidência da norma, ocorre o fato gerador e surge a obrigação tributária, com posterior dispensa do pagamento do tributo em razão da isenção. (visão clássica de Rubens Gomes de Souza).
\uf0b7	A isenção está submetida à reserva legal (lei específica). A lei deve especificar as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Frise-se que, em relação ao ICMS, há a necessidade, para a concessão de qualquer benefício fiscal (incluindo isenção), de prévia autorização em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ (conselho composto pelos secretários de fazendo dos estados e do DF, sob a presidência do Ministro da Fazenda). 
\uf0b7	A isenção pode ser restrita a determinada região